Proposta Indecente
15 Capítulo 14 - Abstinencia?
Notas iniciais
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem
Damon
Senti um pequeno aperto no coração quando vi Elena ir embora naquele táxi. Passamos um mês somente nós dois em Nova York, vai ser bem estranho não vê-la todos os dias.
- Podemos ir, senhor Salvatore? — Matt me perguntou, ele estava parado na frente do carro com a porta aberta, tinha me esquecido completamente da presença dele.
- Claro, vamos sim! — concordei com a cabeça antes de entrar no veículo.
Quando estávamos saindo aeroporto e indo em direção a entrada Atlanta, me celular começou a tocar. Reconheci o número de Alaric no identificador de chamada e rejeitei a ligação, não estava com vontade de falar com ninguém, muito menos com ele, pois sabia que a primeira coisa que ele ia perguntar era sobre a viagem e não estava com vontade de falar sobre isso.
Assim que cheguei a garagem do meu prédio disse ao meu motorista que podia tirar o resto do dia de folga, já que não pretendia mesmo sair de casa. No momento em que sai do elevador entrando na sala, Jane veio ao meu encontro.
- Olá, Damon, bem vindo de volta – me cumprimentou – E como foi a sua viagem até Nova York?
- Acho que posso dizer que foi interessante – apenas dei de ombros.
- Fico feliz, você parece mais feliz do que quando viajou há um mês – admitiu – Mas mudando de assunto, Alaric ligou agora a pouco confirmando o jantar que vocês tinham para hoje e ele disse que vai chegar na hora combinada.
Tinha me esquecido completamente que tinha combinado um jantar com o Ric e a família no dia em que eu chegasse de viagem. Por mais que ele fosse meu amigo não poderia desmarcar.
- Oh sim, certo – foi tudo o que eu disse.
- Agora eu estou em dúvida sobre o que preparar – explicou – Tem alguma sugestão de prato?
- Faça um ravióli de carne com molho branco – disse – E bem prático e fiz pronto rapidinho.
- Está bem! — concordou com a cabeça – Deseja alguma coisa agora?
- Não, obrigado, Jane – respondi na mesma hora – Eu vou para o meu quarto descansar um pouco, foi um longo viagem.
- Se precisar de mim é só me chamar, vou estar na cozinha – avisou.
Fui para o meu quarto e sentei na beirada da cama, estava totalmente cansado, mas sabia que não conseguiria dormir, então nem adiantava tentar. Abri a gaveta da minha mesinha e retirei um par de sapatinhos de bebê lá dentro. Eu comprei um pouco antes da viagem e a minha intenção é dar para Elena assim que a gravidez for confirmada, vermelho, que segundo a minha mãe dá sorte.
Olhando aquele sapatinho foi inevitável não lembrar de Elena e, é claro do nosso tempo em Nova York. É obvio que passamos bons momentos a sós no quarto, mas também fizemos ótimos passeios pela cidade, principalmente uma tarde em que fizemos compras e acabamos entrando em um loja de bebês, tivemos uma conversa bem interessante naquele dia.
*Flash Back*
- Muito obrigada pelas compras, Damon – Elena comentou enquanto saia de umas várias lojas da 5ª avenida – A Car surtaria sabendo que eu vim até Nova York e não comprei uma bolsa Prada para ela, depois me jogaria da janela. Claro que depois eu vou te pagar tudo.
- Você não precisa me pagar – garanti.
- Preciso sim, afinal você já está gastando tanto comigo – lembrou – A viagem, o hotel, os passeios por Nova York, as compras. Sem contar que você ainda vai me pagar 1 milhão de Dólares.
- Esse dinheiro não é nada para mim, acredite – tentei explicar – Você não tem ideia do quanto a editora dá lucro.
- Mesmo assim o dinheiro é seu e não quero que você fique gastando comigo ou com as minhas amigas – deu um suspiro triste.
Fiquei de frente para ela e segurei as suas duas mãos.
- Elena Gilbert, quantas vezes eu tenho que repetir que gosto de comprar coisas para você – eu estava bem sério nesse momento – Você vai me dar o maior presente que qualquer cara pode querer receber, um filho. Um dia tudo isso vai ser dele ou dela e não tem o menor problema da mãe dele ou dela também usufruir disso.
- Tudo bem, eu aceito, mas com uma condição – fiquei esperando enquanto ela falava – Me deixe pagar o nosso lanche hoje.
- Parece que temos um acordo, senhorita Gilbert – apertei a mão dela como se tivéssemos acabado de fechar um negócio – E aonde é que você quer lanchar?
- Vi que tem um café um pouco mais a frente – explicou – Se você estiver disposto, podemos ir até lá.
- Então vamos! — concordei.
Segurei a mão dela enquanto caminhávamos pela rua. Não pude deixar de pensar que parecíamos um casal de verdade, mas eu não me importo com isso, afinal nós meio que estamos namorando durante esse tempo em que passarmos aqui, mesmo não sendo nada oficial.
Passamos em frente a uma loja de bebê, Elena quis parar e ficou olhando admirada para a vitrine.
- Eu acho lojas de bebês tão lindas! — comentou – Posso ficar horas olhando essas roupinhas.
- Então vamos entrar – sugeri.
- Não precisa – avisou – Só estava olhando mesmo, não é como se fossemos comprar alguma coisa nem nada disso.
- A gente só olha – comecei a puxá-la para o interior da loja – Veja isso como uma pesquisa de marcado, afinal vamos precisa fazer isso mais cedo ou mais tarde.
Estávamos olhando os carrinhos na entrada da loja, tinham vários modelos e cores diferente, fico imaginando como vai ser quando tiver que comprar para o nosso bebê, não vou saber qual escolher. Uma vendedora se aproximou de nós.
- Com licença – disse – Posso ajudá-los em alguma coisa?
- Na verdade nós só estamos olhando – expliquei imediatamente – Pelo menos por enquanto.
- Certo – falou – Só por curiosidade, iriam comprar para o filho de vocês ou para algum sobrinho ou afilhado?
- É para o nosso filho! — abracei Elena por trás colocando a mão na sua barriga e encostei o queixo no seu ombro, senti que ela ficou tensa na mesma hora.
- E de quanto tempo a senhora está? — abriu um enorme sorriso enquanto perguntava.
- Na verdade eu não estou grávida ainda! — Lena explicou – Por enquanto só estamos tentando mesmo – não estava olhando o seu rosto, mas tinha a impressão de que deveria estar vermelho.
- Que bom, boa sorte para vocês, então – comentou – Se me permitem dizer, o filho de vocês com certeza vai ser lindo.
- Obrigado – agradeci.
Continuamos a olhar as coisas da loja, Tinha várias roupas tanto de menino quanto de menina, Elena estava totalmente maravilhada com tudo que estava vendo.
- Sabe, quando minha mãe engravidou da Kath, minha irmã caçula, eu tinha entre 8 e 9 anos – disse – E eu ajudei ela a comprar todo o enxoval e a decorar o quarto, estava adorando a ideia de ter uma irmãzinha.
Ela ficou mexendo em um vestidinho cor de rosa com uma borboleta dobrada, para quem não estava querendo conviver com o filho ela até que estava bem animada olhando todas aquelas roupinhas de bebê.
- Lena, eu estava pensando – comecei – Quando chegasse a hora eu ia pedir ajuda a minha irmã, pois não sabia qual seria a sua opinião, mas será que você quer me ajudar a arrumar o enxoval do nosso bebê?
Ele ficou ali apenas me olhando sem saber o que responder. Em seguida vi o esboço de um sorriso.
- Vou adorar te ajudar – respondeu – Vai querer esperar para saber se é menino ou menina?
- Sim, essa era a intenção – afirmei – Se for menina pintar o quarto de rosa cheio de ursinhos e bailarinas e se for menino de azul cheio de bolas de futebol. Acha que vai ficar muito clichê?
- Não, vai ficar lindo! — balançou a cabeça afirmativamente, pude ver algumas lágrimas de formando no canto dos olhos, mas ela tentou disfarçar.
- Bom, então vamos sair daqui? — sugeri – Eu estou com fome e você me prometeu pagar um lanche.
- Tem razão, vamos! — concordou.
Saímos de mãos dadas de dentro da loja e fomos até a lanchonete que ficava um pouco mais a frente na rua.
*Fim do Flash Back*
Aquele certamente foi um dia bem divertido, nós fizemos um lanche reforçado antes de voltarmos ao hotel para as nossas atividades noturnas e fomos dormir exaustos, mas muito satisfeitos.
Apertei aqueles sapatinhos contra as minhas mãos, mal posso esperar até ter certeza de que meu filho está já está a caminho. Mal posso esperar até segurá-lo nos braços, sem a menor sobra de dúvidas ele ou ela será muito amado e tenho certeza de que Elena pensa da mesma maneira, embora ela não demonstre.
Ouvi a campainha tocando e eu não me importei em me levantar, Jane iria atender. Não demorou muito para ela aparecer na porta do quarto.
- Com licença! — ela disse – O Alaric acabou de chegar.
- Muito obrigado, Jane – disse – Diga a ele que já estou indo lá recebê-los, só preciso fazer uma coisa.
Ela concordou com a cabeça antes de sair, então eu guardei o sapatinho de volta na gaveta da mesinha e fui ser um bom anfitrião, assim que cheguei a sala uma menininha de cabelos profundamente castanhos veio correndo na minha direção.
- Tio Damon! — disse abraçando as minhas pernas – Que saudades eu estava com saudades de você!
- Também estava com saudades de você Scay! — me ajoelhei ficando na altura dela – Você sabe que é a minha afilhada favorita, não é mesmo?
- Eu sou a sua única afilhada, tio Damon – me lembrou dando uma pequena gargalhada.
- Tem razão e sabe, eu sou muito grata pelos seus pais serem doidos o suficiente de te darem para eu batizar – passei a mão pelo seu cabelo ralinho.
- Papai me disse que você estava em Nova York – comentou – Trouxe alguma coisa para mim?
- Scarlete Saltzman! — Meredith a reprimiu – Quantas vezes eu te disse que é feio você perguntar para as pessoas se te trouxeram presentes?
- Não tem problema, Meredith, afinal é para isso que servem os padrinhos – garanti antes de virar para a minha afilhada — Infelizmente eu não consegui comprar nada para você, Scay.
- Eu te disse, princesinha, o tio Damon tinha um monte de coisa para fazer em Nova York – Ric lembrou enquanto se aproximava de nós.
- Mas eu prometo que ou te recompensar – garanti enquanto me levantava a trazendo no meu colo – O que acha de eu te levar ao shopping? Podemos ir ao cinema, lanchar e eu te compro aquela casinha e boneca tinha gostado.
- Oba! — ela levantou os braços totalmente aninada.
- Damon, é sério, você mima demais essa menina – Meredith reclamou pegando a filha no colo.
- É só uma casinha de boneca, não é nada demais – garanti – Depois disso eu prometo que não compro nada até o aniversário dela.
- Acho bom mesmo – se fingiu de brava.
- Bom, Scay, eu tenho mais uma surpresa para você – continuou – Daqui há alguns meses você vai ter um amiguinho ou uma amiguinha para você brincar.
- Sério, tio Damon, você vai ter um bebê? — ouvi-la fazer essa pergunta me faz imaginar o que se passava na cabeça de uma menina de quatro anos – Mas você nem é casado.
- Isso é um pouco mais complicado, princesinha – comentei – Você vai entender melhor daqui há alguns anos.
- Muitos anos, se for depender de mim – Alaric interrompeu e não pude deixar de revirar os olhos.
- Agora eu também estou curiosa – Meredith comentou – O que você está aprontando, Damon Salvatore.
- Acredite, Meredith, você não vai querer saber – meu amigo comentou.
Jane serviu o jantar e comemos o ravióli de carne com molho branco. Depois da sobremesa eu e Ric fomos até o meu escritório com a desculpa de resolvermos alguma coisa da Salvatore's Publisher.
- E então cara, como foi a viajem? — como já imaginava, foi a primeira coisa que ele me perguntou.
- Foi ótimo! — respondi – Acho que a pior parte foi ter que voltar, estou em Atlanta há menos de 12 horas e já estou sentindo falta.
- Uau! — disse- Pelo jeito Elena mexeu mesmo com você.
- É possível que eu esteja sentindo abstinência dela? — decidi perguntar – Quero dizer, a gente não está namorando nem nada parecido, foi somente para fins de reprodução.
- Bom, Damon, você pode dizer o que quiser – disse – Mas a verdade é que você está se apaixonando por ela e não quer admitir.
Senti meu coração disparar quando ele disse isso. Era bobagem, não estava apaixonado por Elena Gilbert, não podia estar.
- Isso é bobagem, Ric – disfarcei – Acontece que eu passei um mês somente com ela como companhia e agora eu estou sentindo falta disso, em alguns dias não vou estar nem pensando nisso.
- Você quem sabe cara – deu um longo suspiro – Mas depois não diga que eu não te avisei.
Infelizmente o que meu amigo falou não saiu da minha cabeça por várias horas, claro que tentei ignorar. Sabia com toda certeza de que não estava apaixonado, sempre que isso acontecia era a garota errada e eu sempre acabava me machucando no final, por isso desde a última vez eu decidi que nunca mais me jogaria de cabeça por uma mulher novamente.
Peguei o meu celular para verificar a hora, já tinha passado da meia noite. Sem que eu percebesse tinha ido até as mensagens e digitado uma para a Lena.
Só querendo saber como você está.
Damon.
Acabei adormecendo esperando a resposta. E tive um sonho muito estranho em que nós dois caminhávamos no parque juntamente com um carrinho de bebê. Eu devo estar mesmo enlouquecendo.
Notas finais
E os concelhos do Alaric, acham que ele está certo? E o que será que aconteceu com o Damon da última vez que ele se apaixonou?
Já vou avisando que não é no próximo cap que a Lena e o Damon vão se encontrar, mas já vai ser no seguinte a ele e prometo que o reencontro vai valer a pena.
Gostaram do Flash Back deles em Nova York? Estava pensando em colocar outros ao longo da história, o que acham?
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Ajudinha visual
Scarlete (filha do Ric e da Meredith): http://blog.meganlanephotography.com/wp-content/uploads/2012/02/3dfamilyfallpics-1.jpg
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É isso
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