Promises

6 Troubled Heart


Notas iniciais
Desculpem a demora (?). Fiquei sem internet... A rede estava com problema e o capítulo estava pronto fazia um tempinho já. Boa leitura.

“Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.”

William Shakespeare

.Tamaki POV.

___17 de Março – 15h55min___

– Mas... Só sobra... Eu? – Fiquei surpreso. Haruhi estaria apaixonada por... Mim?

– Por que você sempre tem de perceber as coisas por último? Eu te amo, seu idiota. – Aquilo... Era verdade. Os olhos dela denunciavam o sentimento de amor, que antes, era nulo. Aproximei-me calmamente dela, estava quase lá... Quase lá... Até que Valentine chegou.

Graças a Kami, ela não entendeu o que estava acontecendo, e eu inventei uma desculpa esfarrapada, que ela acreditou. Valentine puxou-me para qualquer lugar para longe de Haruhi, que continuou imóvel, no mesmo lugar de antes. Droga! Eu não deveria ter ficado noivo! Não antes de voltar para cá... Se é que vocês me entendem...

.Haruhi POV.

___18 de Março – 12h23min___

– Você o que?!

– Eu... Eu quase beijei o Tamaki. É isso. Agora, cala a boca, Kyoya! Se não todos vão escutar... – Até agora, eu não consigo acreditar que me enfiei dentro de um armário, em pleno Host Club, só para “comunicar” Kyoya da “coisa” que quase aconteceu.

– Pelo menos, agora fica mais fácil dele desistir desse casamento ridículo!

– Cala a boca... – Soquei seu braço de leve. – Precisamos falar com os outros, mas, se você contar sobre isso... Eu te mato!

– Antes de tudo... Não é melhor sairmos daqui?

– Mas é claro. – Saímos de fino, mas, por muito azar, demos de cara com... Adivinhe quem? Acertou quem disse “Tamaki”.

Eu só posso ter muito azar mesmo. O que ele pode ter pensado? Que eu sou uma oferecida que há um dia estava quase o beijando e no outro estava dentro do armário com outro garoto? Só podem ter me jogado macumba. Só pode.

– O que vocês... Estavam fazendo... Aí dentro? – Perguntou encabulado.

– Conversando, ora. Não esta escutando o barulho, seu surdo? Ah, faça-me o favor de entregar isso a Hani. – Kyoya entregou um pacote de bolachas à Tamaki. – E diga para ele não ficar escondendo comidas aqui. – E saiu.

– Que conversa boa, hein? Eu realmente pensava que você era uma pessoa de mais alto nível. Trancar-se num lugar sozinha com outro garoto, tendo quase beijado outro, que ainda por cima era noivo, em um intervalo de um dia, não é algo de muita classe. – Apesar de amá-lo muito eu fiquei com vontade de socar aquela carinha de anjo que ele tem... Ô se tive! Mas, como fiquei meio “sentimental” esses tempos, não fiz isso.

– Não comece. Não estávamos fazendo o que você está pensando. Eu não sou esse tipo de pessoa e... E eu te amo demais para... Para fazer isso! Mesmo que você não me ame! Eu não... Eu não trairia uma promessa imaginária que eu tenho com você. – Corri para o lado oposto da bagunça que estava o Host Club, indo para um lugar qualquer. Mas, recusei-me a chorar por aquele idiota... Não de novo.

Acabei parando numa sala vazia do imenso colégio Ouran. Sentei-me numa cadeira. Sete minutos olhando fixamente para o chão, até meu celular tocar. No identificador de chamadas, reconheci o número do trabalho de meu pai. Atendi, sem hesitar.

– Oi, pai.

– Minha filha, você não vai acreditar. Não vai acreditar!

– O que houve? – Levantei da cadeira, meio preocupada, apesar da voz de meu pai estar ativa e alegre.

– Me enviaram uma carta, com uma proposta de um colégio interno requisitadíssimo da Inglaterra! Estava escrito que eles procuraram os melhores alunos de cada país para competirem algumas vagas, para Bolsas de Estudo Integrais!

– S-sério? – Apesar de não estar em melhores condições, mudar de escola, mesmo pela terceira vez ao ano, seria melhor para meu perfil emocional e acho que até minha concentração. Ficar aqui, vendo essa... Essa... Essa riquinha esnobe se agarrando com o meu Tamaki, não vai dar certo. Estou até vendo!

– Sim, e, disseram-me que você tem muitas chances de passar!

– O-obrigada por avisar. Tchau.

– Tchau!

Desliguei o celular, estática... É uma oportunidade única, não?

___18 de Março – 15h13min___

– Você não pode! Nosso plano... Já era! – Os gêmeos diziam. Logo depois de ter contado da bolsa de estudos, na Inglaterra.

– Desculpe, mas, eu não vou ter outra oportunidade dessas, e... E o Tamaki nunca vai desistir de Valentine. Esse plano, não vai dar certo! Eu sei que não. Além de que, já me informei, e estou indo amanhã para Londres, fazer a prova... Eu sinto muito. – Realmente, estava me sentindo culpada, mas... Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, aquele casamento iria acontecer e, para mim, essa chance é a única que pode valer à pena e eu tenho que tentar!

.Tamaki POV.

___18 de Março – 22h24min___

– A Haruhi o que? – Kyoya havia ido à minha casa, e estávamos conversando, esperando o jantar sair, para podermos descer.

– A Haruhi recebeu um convite para uma bolsa de estudos na Inglaterra e é obvio que ela vai passar no concurso. Ela até já falou que o vôo dela é amanhã, acho que as uma e pouquinho da tarde.

– Amanhã?! – Exclamei assustado. Não... A Haruhi não podia... Eu não quero e não posso perdê-la...

___19 de Março – 12h20min___

Acordei num pulo. Olhei para o relógio e de imediato, saltei da cama e abri o guarda-roupa, em busca de algo que pudesse vestir, para impedir Haruhi de pegar aquele vôo maldito.

Cinco minutos depois, fui para o banheiro e fiz minha higiene completa. Desci as escadas rapidamente e não me surpreendi quando notei que a casa estava vazia. As pessoas que naquele território moravam tinham compromissos, até Valentine, que foi as compras.

Escrevi um bilhete, explicando minha saída e o colei na porta. Chamei o motorista e mandei-o ir até o aeroporto Saint James, na região Sudeste.

Chegamos rapidamente e eu saí correndo em direção aos portões de numero doze. Corria, corria e corria, mas não conseguia achar o rosto de Haruhi em lugar nenhum, até avistar ela e seu pai indo em direção ao avião. O desespero tomou conta, e eu fui atrás deles. No meio de tanta gente, estava complicado, mas eu tinha que alcançá-los. Estava ficando para trás e em segundos reparei que minha única chance era gritar, e rezar para que Buda fizesse-a escutar minha angustia.

– Haruhi! Haruhi! – Gritar e correr cansava mais do que qualquer pessoa imagina. Eu estava desesperado. Dois minutos depois de puros gritos, ela me escutou. Parou e virou-se em minha direção. Estava surpresa, com os olhos vermelhos, mas ainda assim, lindos. Fui a sua direção. Precisava falar com ela e, mesmo que não pudesse a impedir de ir para Inglaterra, pelo menos, eu iria vê-la pela última vez e poder me sentir em paz com ela.

Continua...

Notas finais
A única coisa que eu tenho que dizer é: NÃO ME MATEM!
É muita enrolação, né? Mas, prometo, o momento virá! [/levapedrada

Em fim...
Mandem reviews, recomendem e continuem acompanhando... Mas não se esqueçam de ter um calmante ou remédio para o coração sempre por perto, ok's?