Promises
2 Goodbye, Haruhi.
Notas iniciais
\"Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.\"
William Shakespear.
.Tamaki POV’s.
___13 de Novembro – 15h00min___
–Ora, onde vocês colocaram minha mala, hein? – Estava quase na hora do meu vôo. E, os gêmeos decidiram fazer birra: esconderam minhas bagagens. Demônios.
– Não fui eu que as peguei Tono! – Ambos responderam em uníssono.
Revirei os olhos, e, escutei um trovão. Rapidamente, lembrei-me de Haruhi, que nem sequer havia saído de seu quarto hoje. Subi as escadas com pressa e bati na porta da Fujioka, que nada respondeu. Entrei vagarosamente, e olhei para todo o quarto. Nada. Então, meu olhar pousou sobre o armário, e um pequeno flash de tempo atrás. Dirigi-me até lá e abri a porta, com força. E lá estava Haruhi, com os ouvidos tampados e com os olhos fechados. Sentei-me ao lado dela.
– Você está bem? – Perguntei, com uma raiva interna de mim mesmo.
– Hun... Sim, eu acho. – Uma trovoada soou e Haruhi me abraçou. Ela estava com medo, e eu também.
– Calma. Esta tudo bem. – Tentava acalmar nossos corações, embora isso fosse de completa inutilidade.
– Não esta não. – Ela me deu um sorriso triste. Maldito cérebro! Não é a toa que ela entrou em nossa escola!
– É... Acho que não esta mesmo. Perdoe-me Haruhi. – Apesar de não querer sair daquele abraço, eu... É, talvez, eu não tinha de sair. Mas, eu me fui. Fechei a porta e escorei-me na parede.
– Eu não pude cumprir minha promessa, Haruhi. – Murmurei.
–Tono! – Os Hitachiin gritaram com intensidade. Olhei para baixo e vi minhas bagagens enfileiradas. – Achamos!
Desci com pressa novamente.
–Onde estavam com a cabeça? Há esta hora, meu vôo deve estar quase indo.
– Isso não é algo exatamente ruim... – Hikaru começou a falar.
–Acho que para Haruhi isso seria muito bom. E para nós também, é claro. – Kaoru finalizou.
– Insolentes.
– Hee... – Os gêmeos coçaram a cabeça, envergonhados.
–Seu vôo é para hoje, ou amanhã, Tamaki? – Kyoya pareceu, lendo uma reportagem no jornal e comendo uma maçã. – Se você demorar mais vai perdê-lo.
– Tudo bem, eu vou terminar de carregar isso e estou pronto. – Carreguei todas as malas com ajuda de Kyoya, enquanto o coitado Mori tentava manter Honey e os gêmeos parados e quietos.
– Bem, é isso.
–... O que “isso” quer dizer?
–Que estou de partida.
–Tamaki-Chan não pode ir. Tama-Chan não pode deixar o Host Club! – Honey fazia manha, com aqueles olhos marejados, em tom infantilmente... Convincente.
–Ele tem razão, Tono. – Cada um dos gêmeos ficou de um lado diferente de Hani,e apontaram o dedo indicador para cima, como de costume.
–Mas eu tenho. – Virei às costas e entrei num carro que deveria ser muito caro, de cor vermelha. Entrei no carro e dei uma ultima olhada na mansão, e me dirigi à janela de Haruhi, e para minha surpresa, ela olhava atenta e tristemente para o carro e quando percebeu minha vista voltada para sua direção, largou a cortina que segurava nas finas mãos e assim me impediu de continuar a olhar aquela bela visão.
–Podemos ir, Tamaki? – Kyoya me perguntou, percebendo minha ação inconsciente.
–P-podemos. – Gaguejei. Agora, eu não tinha mais certeza se queria ir. Naquela hora, eu não tinha mais certeza de nada.
___13 de Novembro – 18h00min___
Chegamos ao aeroporto, e Kyoya me levou até a ala do meu vôo. Antes de embarcar, vir-me-ei e disse:
–Acho que isso é um deus, não é... Mãe?
–Talvez. Nem sempre tudo é o que parece... Pai. – Kyoya sorriu. E eu tive um sobre salto. Era a primeira vez que ele havia me chamado de “pai”.
“Último embarque para o vôo de Paris.”
Uma voz firme e grossa soou.
–Sayonara.
–Até qualquer dia, Kyo. – Despedi-me dele e entrei no avião. Quando entrei, localizei de imediato minha mãe e me dirigi até ela.
–Bom dia! – Surpreendi a mesma e sentei ao lado dela. – Como está?
–Muito bem. E, pelo que vejo você não está muito feliz.
–Que nada. Estou muito feliz por ver você de novo! Mas, é meio ruim ter deixado Ouran.
–Vai ficar tudo bem. – Ela abraçou-me – Quando chegarmos à Paris, tenho uma surpresa para você.
–Oh! O que será que a maravilhosa “rainha” Anne-Sophie tem para oferecer ao príncipe Tamaki? – Disse, fazendo graça.
–Você vai gostar. Tenho certeza.
–Ah é?
–É sim.
–Bem, tomara que cheguemos logo então. Estou muito curioso, Okaa-san.
– Imagino. – Encostei minha cabeça no ombro de minha mãe e dormi. Quando chegamos à França, fui guiado até uma casa de dois andares muito bonita.
–Wow... Pelo jeito, você está se dando bem, não é mesmo? – Era fácil se abrir com minha mãe, ao contrario de meu pai, ela não meu provocava, era gentil e mente — aberta.
–Mais do que pensa. – De repente, escutei uma voz conhecida, que até hoje me arrepia, e às vezes, me dá medo.
–Mas... O que... O que você está fazendo aqui?!
Continua...
Notas finais
Sei que é errado, mas... Se quiserem outro capítulo mandem reviews, porque o outro capítulo eu já tenho! ^.~
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