Promises
9 For The First And Last Time
Notas iniciais
"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
Friedrich Nietzsche
.Tamaki POV.
___19 de Março – 17h30min___
– Como assim “ela não está?! – Eu e o Host perguntávamos para a recepcionista da faculdade de Haruhi.
– A senhorita Fujioka não se encontra.
Ta, querem explicações. Bem, meu plano era: irmos até a Inglaterra e fazermos uma surpresa para Haruhi e eu ia pedi-la em namoro. Entretanto, o problema, é que não achamos ela.
– Onde ela foi? – Perguntei com meu tom mais sedutor possível.
– N-não sei... – Gaguejou. – Mas ela saiu daqui com... Com... o senhor Hyun, pouco tempo atrás.
– Com quem? –Indaguei, indignado.
– Tsuyo Hyun. Concorrente da Coréia do Norte.
– OMG! – Os gêmeos e Mitsukuni gritaram em coro. – Vamos atrás dela... Agora! – Então, os três começaram a nos puxar para um ponto de táxi.
– Para onde nós vamos, gênios? – Kyoya perguntou e, eu juro, pude vê-lo revirar os olhos.
– Haru-Chan me disse que adora tomar sorvete.
– E o que isso significa?
– Ela é do subúrbio, deve estar tomando sorvete naquelas lojinhas separadas, no subúrbio. – Honey falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Chamamos um táxi e mandamos ele nos levar para o subúrbio. Andávamos para lá e para cá, tentando achar Haruhi... Mas não estava sendo nada fácil.
Eu estava muito hiper-ativo. Parecia uma criança pedindo desesperadamente para a mãe comprar um doce.
– Ah, vai... Se ela não está na Universidade, ta no subúrbio, Tamaki. Pare de ser hiper-ativo! A gente já encontra a Haruhi... – Kaoru falava, incansavelmente. – Olha lá! – Ele apontou para a praça, e, então, pude ver duas pessoas sentadas em um banco, conversando e tomando sorvete. E logo, uma daquelas pessoas olhou para o lado em que eu e os Host estávamos, nos acompanhando com o olhar. Até que paramos na frente do banco em que ela e aquele tal de “Tsuyo Hyun” estavam.
– Haru... Hi? – Tentei, mas não consegui falar. Não estava creditando no que via. – Haruhi?
– Ta-tamaki? O que demônios esta acontecendo aqui? – Inquiria surpresa.
– Eu é que pergunto. – Sorri melancólico. Atravessei quase o mundo inteiro para descobrir que a pessoa que eu amo está com um cara que eu nem conheço? É isso, Kami-Sama?!
– Não pense nada antes de eu explicar! – Reclamou.
– Não estou pensando. Eu quero explicações logo.
– Certo. Bem, vou te apresentar. – Sorriu. – Tamaki, Tsuyo. Tsuyo, esse é aquele Tamaki.
– Como assim “aquele Tamaki”? – O Host perguntou surpreso.
– Aquele Tamaki? Sério? Não brinca, Haruhi! – Ela apenas assentia com a cabeça.
– Será que dá para alguém me explicar o que está acontecendo aqui? – Ainda esta “boiando”.
– Vocês contaram para ele da história de mim e a Valentine? – Haruhi voltou ao seu tom habitual. O Host apenas balançou a cabeça, em sinal negativo. – Bem, Tamaki, eu já conhecia a Valentine, quando eu era criança. Só que ela fazia tudo para minha vida ser um inferno. O Tsuyo era meu amigo e ele me defendia da Valentine. Mas, quando eu fiz nove anos ele sumiu e a Valentine se mudou. Ele é meu amigo! – E foi aí que eu me senti um idiota. Eu não acredito que estava duvidando da Haruhi! Não acredito que sou tão ciumento. – Então... O que vocês estão fazendo aqui? Hein?
– É uma longa história. Muito longa. – Respondi, com uma cara pasma.
– Bem, é bom me contarem. Venham! Vamos para a Universidade, lá a gente conversa melhor.
Haruhi e Tsuyo nos levaram até a Faculdade. Fomos até o quarto e o que veio foi muito constrangimento.
– Bem, galera. – Kyoya falou. – Vamos deixar Tamaki e a Haruhi se resolverem. – Então, ele puxou todo mundo (até o Tsuyo) para fora do quarto.
– Pode começar a falar. – A Fujioka me olhou com aquele olhar severo de sempre.
– Eu... Quando você veio para a Inglaterra, eu percebi que não dava para ficar sem você... – Nessa parte, Haruhi mudou de semblante. Cerrou os olhos e sua face mudou de séria para algo com perturbada.
– Para, Tamaki. Para! Não fala mais nada. – Ela virou de costas e tampou os ouvidos.
– Eu vim aqui só para dizer...
– Para!
– Que eu te amo. De mais. – Eu fui até ela e a abracei. Ela destampou os ouvidos, mas ainda estava de costas.
– E a Valentine? – Perguntou com a voz embargada de cólera.
– Eu terminei com ela... Sua boba. – Pela primeira vez eu pude usar aquele adjetivo com ela. Pela primeira e última vez.
– Eu te amo seu idiota. – Ela se virou e me beijou. Um beijo cheio de amor e paixão. Um beijo que eu nunca vou esquecer.
Continua...
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