Promises

4 Crying for Love


Notas iniciais
Então... Este capítulo só é narrado pela Haruhi, o próximo, pelo Tamaki (acho).

\"O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos.\"

William Shakespeare.

.Haruhi POV’s.

___2 Anos Depois___

___16 de Janeiro – 16h00min___

– A lição de vocês são as páginas 13 e 14. E não se esqueçam de estudar para as provas! – Minha nova professora falava nossos deveres de casa, enquanto, quarenta e dois alunos saiam afobados, da sala. O que um simples sinal de fim de aula não causa aos adolescentes de hoje em dia...

– Haruhi, você está bem? – Anne, a professora de Química, perguntava-me. – Você parecia meio desatenta hoje...

– Estou bem, pelo menos, acho que sim.

– Hun... Por acaso, isso tem a ver com aquele tal de Tamaki, estou certa? – Realmente, me abrir para um caderno, que poderia (e foi) perdido, no meio da escola e que foi achado por essa mesma professora, que leu ele, sem querer, não foi uma boa idéia!

– E-eu... Acho que sim.

– Você acha demais, Fujioka-San.

– Eu sei, infelizmente, eu sei.

– De qualquer modo, isso não é da minha conta. – Ela terminou de juntar suas coisas e sorriu em minha direção. – E, eu acho que você deveria voltar para sua casa, porque, seu pai, há essa hora, deve estar tendo um treco.

– Eu também acho... Digo, eu concordo. Bem, até amanhã, Anne! – Coloquei minha mala nas costas e sai, praticamente, correndo, mas logo tive de diminuir a velocidade e continuar o caminho andando. Minha nova escola ficava muito longe... Antes de qualquer coisa, eu mudei, sim, de escola, mas não porque queria. A única bolsa de estudos foi cancelada. O motivo? Eu não faço a mínima idéia... Quando isso aconteceu, desesperei-me e rapidamente procurei uma nova escola.

E o pior, eu sinto falta da escola... E dos Hosts... E do Tamaki... Droga!

___16 de Janeiro – 16h46min___

– Tadaima!

– Eh... Haruhi, você tem visitas. – Meu pai disse.

– Visitas? Mas... Eu não chamei ninguém!

– Nós viemos sem convite, na verdade. – Espere essa é... É... É a voz dele. Só pode ser. É a voz dele.

– Tamaki?!

– Haru-Chan! – Honey, surpreendendo-me, abraçou-me. Depois de dois anos, ele havia crescido muito pouco, e seus hábitos permaneciam, pelo menos à primeira vista, infantis.

– Mas... Que diabo está acontecendo aqui?

–Ah! Tono voltou de viagem hoje e nós viemos fazer uma surpresa para você, Haruhi! – Kaoru respondeu à minha pergunta. Hey... Então, eles se lembram de mim? Eu pensava que eles fossem me esquecer por completo...

– Eh... Como sabiam que eu...

– Tinha mudado de casa? Oh, nós somos ricos Haruhi, sempre conseguimos umas informçõezinhas a mais. – Uma gota escorreu por minha testa... Será que eles não mudaram nada?

– Filha, eu tenho que ir trabalhar. Tudo bem? – Apenas assenti com a cabeça.

– Então... Er... – Não tinha o que falar! – Como estão... As coisas?

– Hun... Não tenho certeza de que “coisas” você esta falando... – Hikaru falou.

– Mas nós, pelo menos, estamos muito bem com seja lá o que for. – Complementou o outro gêmeo.

– Eh...

– Bem, agora eu tenho uma coisa para falar! – Tamaki sentou-se, e todos repetiram o processo.

– Fale Tono! – Os gêmeos esperavam pela novidade, ansiosos.

– Eu... Voumecasar!

– Ora, fale mais devagar... – Kyoya o repreendeu.

– Eu... Eu... Eu vou me casar. É isso. – Meu mundo desabou. Eu estava acabada. Era como se eu tivesse sido morta com facadas pelo próprio. Se bem, que isso seria melhor. Pouparia sofrimento.

Mas, não fui só eu que ficou pasma. Kyoya, surpreso, deixou seus óculos escorregarem, até praticamente a ponta do nariz, para depois caírem por completo ao chão. Honey parou de mastigar uma goma de mascar, que, antes, não parava de causar barulhinhos irritantes aos ouvidos. Mori continuou calado, mas sua face denunciava surpresa. Os gêmeos de inicio ficaram chocados, mas logo, sorriram e falaram:

– Okay... Foi ótima essa sua brincadeira, Tamaki...

– Pegou todo mundo! Você anda ficando mais espertinho, hein?

– Eu... Não estou brincando, Hitachiin.

– N-não? – Gaguejou Kaoru.

– Não mesmo.

O silencio predominou. Todos abismados, tentando acalmar a própria consciência, pelo menos, até um celular tocar. Tamaki o atendeu.

“– Venha rápido! Precisamos de sua ajuda aqui, Tama-kun! Já estamos na parte da decoração.”

Aquela voz... Irritou-me de profundo

– Eu estou indo, okay?

“– Ta... Estamos te esperando. Bye!”

– Eu preciso ir... Precisam de minha ajuda.

– Pelo menos... Pode nos dizer o nome dela? – Kyoya perguntou. Pelo seu tom de voz, percebi que ele estava decepcionado com aquela situação que estava sendo obrigado a passar.

– Valentine Montecchio. – Dizendo isso, ele saiu em disparada... Maldito seja esse casamento.

Não... Ela não... Essa garota era a mesma garota que a voz me irritou... Essa garota é a pessoa que eu mais odeio no mundo. Valentine Montecchio era uma garota que eu conheci quando menor, que, só porque eu tinha uma renda menor do que a dela me tratava mal à beça. Ela me dava apelidos infames e às vezes, eu acabava levando uns bons tapas e chutes quando tentava me defender do bulling que era exposta. E, agora, essa mesma garota imunda e que eu detesto vai se casar com o homem que eu amo...

Isso... Isso... Não é justo.

– Haruhi. – Kyoya chamou-me – Você esta bem?

– Não. A mulher com quem ele vai se casar é uma tremenda de uma cobra!

– Você a conhece?

– Melhor do que ninguém... – A partir daí, contei toda a história de vida de Valentine, toda a história ruim e suja que ela carrega nas costas.

– Fala sério? Meu Kami... Essa garota é o demônio em pessoa, Haruhi. Não podemos deixar que Tamaki case-se com ela!

– O que podemos fazer, hein? Diga-me! – Eu me irritei, e me expressei de forma rude, até cheguei o ponto de me levantar. Estava pegando fogo, e a vontade de chorar era a que predominava. – Aquela Montecchio maldita não sabe fingir e se Tamaki ainda é apaixonado e quer se casar com ela... Então... – Fui me acalmando. Recostei-me na parede e fui escorregando, até sentir o chão. – Então não há nada que se fazer. – Encostei minha cabeça nos joelhos, e senti pequenas lágrimas escorrendo de meus olhos, molhando minhas bochechas e terminando seu ciclo em minhas coxas, fazendo pequenos círculos em minha pele.

– Haru-chan... – Escutei Mitsukuni falar e logo senti pequenos braços envolvendo-me. Com aquele abraço infantil e delicado, me senti reconfortada e um pouco menos apreensiva. – Nós vamos dar um jeito, okay? Nós vamos fazer com que Tama-Chan desista daquela malvada! Mas... Vamos precisar de sua ajuda! – Calmamente, ergui minha cabeça e meus olhos na direção de Honey. Olhei para os Host’s ali presentes e sorri para Hani, com gotas transparentes ainda escorrendo dos meus orbes e respondi:

– Nós vamos livrar o Tamaki dela, esta bem? Eu prometo.

Continua...


Notas finais
Não me MATEM!
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Eu sei que magoei vocês nesse cap mas os outros serão melhores, ta?