Promises
1 Jealous
Ela olhava as fotos com saudade, nunca pensou que olharia aquelas imagens com tanto carinho, mas desde que eles haviam partido aquele pacote de fotos, que Sidney havia lhe entregado dois anos antes, era o que lhe dava algum reconforto. Quando o pediu para espioná-los, estava com medo de perder seu filho e nunca havia reparado em quão bonitas eram aquelas imagens. Emma e Henry sorriam na maioria delas sempre fazendo algo juntos. Tinham várias fotos deles na Grannys, na sorveteria, na escola, no parque da cidade...
A prefeita olhou para o relógio de seu escritório, tentando imaginar o que eles estariam fazendo naquele momento. O ponteiro indicava 8:15 pm. Ela riu imaginando os dois sentados no sofá de casa comendo pizza ou jogando videogame, ou os dois ao mesmo tempo. Balançou a cabeça negativamente e começou a guardar as imagens com um sorriso triste.
Ao ver uma foto, dos dois na sala do escritório de Archie, ela abriu um outro sorriso saudoso. Abriu então a gaveta e ali dentro havia um porta-retratos que ela nunca antes havia usado. Retirou-o da embalagem e jogou o plástico que o envolvia na pequena lixeira em baixo da mesa e com cuidado foi encaixando a foto. Colocou o porta-retratos em sua mesa e encarou satisfeita. Ficou perfeito.
Olhou novamente para o relógio que agora já marcava 8:23 estava tarde, ela devia ir pra casa. E foi o que ela fez, se despediu da foto dando um beijo em sua mão e o levando até a imagem de Henry, encarou a loira na foto e involuntariamente acariciou sua bochecha na foto. Soltou um suspiro e enfim saiu do local e foi para casa descansar.
Pegou o carro e começou a fazer seu caminho rotineiro. Storybrooke aparentemente continuava a mesma. Intacta desde que Regina deteve a maldição de Pan e manteve todos seguros. Já havia se passado um ano inteiro desde que a xerife havia partido com Henry, Regina teve que abrir mão daquilo que mais amava para deter a maldição de Pan, ela não podia contar a Emma o que realmente aconteceria, só tinha que deixa-la ir com o seu filho para nunca mais voltar. Ainda assim por Emma ser a Salvadora ela esperava que a loira talvez conseguisse de alguma forma encontrar a cidade de novo, mas a cada dia que se passava sua esperança morria um pouco mais.
Era o sacrifício que ela teve de fazer para manter a cidade e todos que nela estavam vivos. Ela aproveitou que poderia controlar a maldição para trazer todos os outros que haviam ficado para trás na ultima maldição para a cidade novamente e por isso era vista com mais simpatia agora pelos cidadãos. A prefeita já não era odiada, pelo contrário, tinha até mesmo alguns admiradores, mas ninguém conseguia suprir a falta que seu filho, e para sua surpresa Emma também, faziam em sua vida. Estacionou por fim na garagem e entrou se jogando em sua cama, após tirar os sapatos. Seu celular tocou em sua bolsa e ela logo se pôs a atender, ainda deitada.
─Regina? (A voz masculina perguntou.)
─Oi Robin... (A morena respondeu reconhecendo a voz de seu único amigo, além de Tinker, na cidade.)
─Espero que não esteja te incomodando... (Disse mordendo o lábio um tanto ansioso.) Queria falar com você.
─Claro que não incomoda, posso ajudar em alguma coisa?
─Eu ia te chamar para sair, talvez jantarmos juntos... (Ele arriscou.)
─Desculpe Robin, acabei de chegar em casa, não estou no clima de jantar, na verdade já estou até deitada. (Ela disse honestamente.)
─Poxa... Eu comprei um vinho tão bom, queria que você experimentasse. Se quiser eu posso passar ai... (Ele insistiu.)
─É muito doce de sua parte se dispor a vir para cá me fazer companhia, mas realmente não estou afim de beber hoje.
─Tudo bem... (Respondeu um pouco desapontado.) Eu que peço desculpas por ter tido a ideia em cima da hora. Em outro momento nos falamos então, vou deixar você descansar.
─Obrigada pelo convite, boa noite. (A prefeita disse contendo um bocejo.)
─Boa noite. (Ele disse de forma suave e então desligou.)
Acabou adormecendo com os pensamentos distantes.
Estava tudo escuro e quieto em seu quarto quando ela ouvia um barulho vindo de fora lhe despertou ela levantou devagar e foi em direção à janela. Ela apertou os olhos em meio ao escuro ao ver um vulto do lado de fora, mas antes que reconhece quem era uma voz soou em suas costas. Era Emma chamando seu nome. Virou-se assustada encarando o brilho dos olhos verdes que pareciam iluminar o ambiente sombrio. Sua respiração acelerou e seu coração se descompassou . Seus rostos se aproximaram até que por fim seus lábios se tocaram.
Regina acordou atordoada com o sonho que tinha acabado de e viu que estava atrasada. Ela não queria pesar no significado daquilo então tratou de se apressar. Arrumou-se e logo correu para a prefeitura. Chegou atrasada em uma reunião importante, mas no fim das contas conseguiu fazer tudo sair certo. Estava cuidando das atas quando um pirata afobado irrompeu por seu escritório.
─Precisa me ajudar a ir até Emma! Ela precisa voltar, ela precisa estar aqui conosco!
─Você não acha que eu desejo mais do que qualquer coisa ter Em... (Ela conseguiu se corrigir a tempo.) Henry aqui comigo? Eu não posso! Eles não se lembram, e nós não podemos atravessar a maldita linha sem esquecermos de tudo!
─O Crocodilo conseguia! (Killiam insistiu) Você tem que tentar!
─Não! A maldição foi parada com um sacrifício se eu desfizer isso não sei quais podem ser as consequências!
─Você não mudou! Emma poderia ter ficado conosco, mas você teve de fazê-la ir...
─Não ouse! (A prefeita vociferou ameaçadoramente.) Ela não deixaria o Henry sozinho nunca!
─Ela poderia ter ficado e você ter ido no lugar dela, mas você está certa... Emma não o deixaria como você fez! Largou ele e ela a própria sorte!
Regina não se conteve e deu um tapa na face do pirata o interrompendo.
─Eu não podia ir porque eu precisava controlar a maldição, você sabe muito bem disso. E Emma precisava ir junto porque ela é a Salvadora! Se existe alguém que pode voltar um dia para Storybrooke é ela, mas ainda assim eu não posso interferir!
Ele bufou em irritação e continuou:
─Eu não vou desistir de Emma! Ela é o meu final feliz e eu não a deixarei para trás!
─Emma e Henry estão bem e felizes! Você devia se contentar com isso ao invés de pensar no SEU final feliz! Você acha que EU estou feliz longe deles? Eu estou tão miserável quanto você, mas eu não sou egoísta!
Hook a encarou insatisfeito e sem ter como responder saiu batendo a porta furioso. Regina suspirou e deixou uma lagrima pequena por fim escapar. Foi até um espelho encarou seu reflexo tentando se recompor. Sua cabeça girava ela tinha saudade de Henry e Emma, mas a condição que tinha dado para deter a maldição era deixá-los ir e nunca mais procurá-los. Ela queria muito pelo menos ver a imagem dos dois, ter certeza que estavam bem... Mas desde o momento em que ela pegou o pergaminho da Maldição ela soube que teria que deixar o destino guiá-la.
Ela tentava a todo o tempo descobrir algum tipo de furo, alguma forma de burlar o acordo que fez para parar a maldição, mas ela definitivamente não sabia como. Sem Rumple vivo todos tinham que recorrer a ela para tentar atravessar a linha ou trazer a memória de Emma e Henry de volta e ela não podia. Era a única que não podia ajudar.
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O pirata estava decido a dar tudo o que tinha para conseguir resgatar Emma Swan. Se a rainha não o ajudaria ele teria de recorrer à outra pessoa. Foi até a loja de Gold, mesmo sabendo que Rumplestiltskin estava morto, se tinha um lugar naquela cidade aonde poderia encontrar o que procurava, era ali. Entrou no local e encontrou Belle atrás do balcão.
─O que faz aqui? (Ela perguntou de forma ríspida.)
─Olha, eu sei que você não é a minha maior fã até porque eu lhe devo alguns pedidos de desculpas. (Ele disse se deixando soltar um suspiro.) Mas eu acho que você é a única que pode me ajudar.
Ela o encarou desconfiada, mas foi direto ao ponto:
─O que você quer? (Ela perguntou )
─Eu quero Emma de volta. (Ele disse com determinado.) O crocodilo tinha poções que ele usou para passar pela barreira, eu achei que você talvez soubesse qual ele usou daquela vez que foi atrás de Bealfire.
Belle o encarou e disse:
─Eu sei qual foi, mas porque acha que eu lhe ajudaria?
─Eu faria qualquer coisa! Eu juro, faço o que você quiser se você me ajudar.
Ela olhou em seus olhos e perguntou:
─Como eu posso ter certeza que você cumprirá o acordo? Você me sequestrou, me fez perder a memória, fora que quase me matou com aquele tiro! (Ela vociferou.)
─Eu não quis atirar em você, era para acertar no Crocodilo, desculpe pela minha mira ruim. (Ele respondeu irônico.)
Ela revirou os olhos.
─ Como eu vou saber se isso não faz parte de algum plano louco seu?
─Eu sei que eu não sou o cara mais confiável... Eu sinto muito pelo que e fiz antes, mas eu posso fazer você ter o controle sobre mim. (Ele disse tendo uma ideia repentina.)
─Como? (Ela perguntou confusa.)
─Se eu lhe der uma garantia você me ajuda? (Ele perguntou tendo uma ideia repentina)
─Tudo bem. (Ela cedeu dando ombros.)
Regina uma vez havia encantado seu gancho magicamente para arrancar corações quando o mandou tirar o coração de Cora. Ele então apontou o gancho para o próprio peito e retirou seu órgão deixando a mulher em sua frente em choque. Ela ainda tentava entender o que o pirata quis dizer com garantia, quando o mesmo lhe estendeu o coração pulsante.
─Essa é sua garantia. (Ele disse lhe encarando.)
─Isso é... (Belle começou a falar assustada.)
Antes que ela pudesse concluir a frase ele a interrompeu.
─Sim, você fica com meu coração e assim poderá me controlar se quiser. Agora me dê o que eu preciso, por favor.
Ela estava chocada. Nunca imaginou que aquilo fosse a garantia que ele lhe daria.
─Eu não posso aceitar isso. (Ela disse devolvendo o órgão um tanto trêmula.)
─Eu preciso que aceite! (Ele disse entrando em desespero.) Preciso trazer ela de volta!
Belle pegou então o órgão com delicadeza e se aproximou do rapaz.
─Eu ajudo você. Posso ver que você realmente mudou, ou nunca faria o que está fazendo. Mas eu não posso ficar com isso.
Eles se encararam e então ela lentamente foi aproximando o coração do peito do pirata.
─Já fez isso antes? (Ele perguntou vendo que a intenção dela era recolocá-lo no lugar.)
─Não. (Ela disse um pouco nervosa, mas prosseguindo.)
Eles se encararam enquanto ela colocava seu coração de volta. Ele suspirou sentindo o bater acelerado em seu peito.
─Obrigado. (Ele disse a encarando de forma doce.)
Ela sorriu em resposta e desviou o olhar, mas ele continuava a encarando com a mão no peito.
─Então... (Ela pigarreou levemente constrangida e continuou a falar.)
Quer que eu te ajude a encontrar a Emma?
─Sim... (Ele respondeu recuperando o fôlego e o foco.) Eu preciso de três coisas para isso, uma poção que me faça não perder a memória, preciso daquele globo maluco que o Gold usou para chegarmos em Neverland e de uma poção para fazer a Emma se lembrar de tudo.
─Bom sobre o globo e a poção para não perder a memória eu tenho como te ajudar. Já a poção para Emma recuperar a memória... Rumple não conseguiu fazer nenhuma, a que ele me deu tinha pegado com a Blue Fairy.
─Bom, pelo menos temos meio caminho andado, não é mesmo? (Ele perguntou com um sorriso leve.)
Ela sorriu em resposta e se aproximou novamente dele retirando seu gancho com delicadeza. Ele observou sem questionar, ela colocou o objeto então no balcão e pegou um frasco no armário, despejou parte do liquido no objeto que o absolveu e brilhou imediatamente. Depois pegou objeto encantado e o recolocou no lugar.
─Sua memória vai permanecer intacta com isso. Já sobre o globo... Você precisa de alguém da família para saber a localização.
─Eu vou falar com David.
─Perfeito, eu posso ver com a Blue Fairy se conseguimos a poção para trazer a memória de volta, pedirei para ela fazer duas, uma para Emma e outra para o Henry.
─Obrigada por isso tudo. (Ele disse com sinceridade.) E desculpa pelo que eu te fiz antes. Eu estava cego por vingança. Eu nunca quis machucar você.
Ela o encarou e sorriu:
─Como eu disse antes, dá para notar que você mudou.
─Obrigada de qualquer forma. (Ele disse dando uma breve piscadela e virou as costas.)
Ele foi atrás de David. Belle o observou sair admirando-o. Nunca pensou que fosse simpatizar com aquele homem, mas repentinamente era impossível não sentir alguma afeição por ele.
..........
Ela decidiu tomar um ar enquanto pensava em tudo que lhe aconteceu. Caminhava pela cidade, o consultório de Archie, a Grannys, a torre do relógio... Tudo lhe lembrava de Henry e Emma. Chegou por fim de volta à prefeitura e foi ver sua macieira. A árvore ainda tinha marcas da serra elétrica que Emma havia usado para provocá-la. Sorriu abobalhada lembrando da cena.
Sentia falta da loira, de todas aquelas provocações... Seu sorriso murchou ao lembrar que nunca mais a veria, nem ela nem seu filho. Como os dois estariam nesse momento? Regina podia imaginar Emma estragando o garoto completamente o enchendo de porcarias e videogames, mas ela deixaria isso acontecer tranquilamente se pudesse ter os dois de volta em Storybrooke.
Entrou de volta em seu escritório e encheu um copo com uísque para conseguir digerir aquilo tudo, mas antes que desse o primeiro gole, uma voz confortante ecoou atrás de si.
_Quer companhia? (Robin perguntou se referindo à bebida.)
Ele era um dos que tinham ficado perdidos com a primeira maldição na terra encantada, mas quando lançou a maldição do Pan, ela trouxe todos os que tinham ficado para trás para Storybrooke. Lembrou do que Emma havia lhe contado uma vez , que a Floresta Encantada estava completamente destruída e então numa tentativa de amenizar o mal que ela havia causado trouxe todos de volta. Conheceu Robin na Grannys e apesar de não ter tido nada que preenchesse a falta que Emma e Henry lhe faziam, ele era um bom amigo.
_É sempre melhor beber acompanhada do que sozinha. (Ela disse sorrindo e o servindo também.)
Ele se aproximou com o sorriso bobo e antes de pegar o drink invadiu o espaço da prefeita pronto para beijá-la. Estava acostumada com os galanteios do rapaz, mas estava tão vulnerável que por segundos fraquejou. Deu uma golada em seu copo recuando à investida e disse:
_Não é a melhor hora...
_Não há melhor hora. (Ele disse a puxando para um beijo.)
Ela tentou resistir, mas acabou cedendo. Robin não era tudo o que ela queria, mas era a única coisa que a consolava naquele momento. Eles passaram um bom tempo por ali, acabaram com a garrafa de uísque e saíram juntos da prefeitura. De tão bêbados, foram parar num dos quartos da pensão da Grannys.
Regina acordou no dia seguinte sentindo a ressaca moral mais forte do que sua dor de cabeça. Tudo sobre a noite anterior estava embaralhado e ela não conseguia pôr em ordem em sua mente. Desde a morte de Graham nunca tinha ficado com mais ninguém dessa forma e a ultima pessoa com quem desejou passar a noite... Bem, lembrar dela fazia sua cabeça doer com mais força.
_Bom dia... (Hood disse com um olhar galante. )
Regina mordeu o lábio constrangida e vestiu sua roupa.
_Pra quê a pressa? (Ele perguntou se aproximando dela novamente e segurando seu braço.)
Ela olhou para o braço porque havia achado o jeito dele a segurar um tanto bruto, mas ficou pálida de imediato ao ver um brasão com um leão tatuado próximo ao pulso.
_Você está bem? (Ele se preocupou ao ver a expressão dela.)
Ela não respondeu. Só terminou de se vestir e saiu daquele lugar o mais rápido que pode. Era muita informação para uma cabeça que já estava confusa. Desceu as escadas da pensão e se dirigiu à saída da lanchonete, mas antes que pudesse alcançar a porta seus olhos encontraram uma surpresa.
........
Hook pediu a David sigilo sobre o que estava fazendo e conseguiu com o globo localizar Emma e Henry em Nova York. Ele queria ir junto, mas Snow agora estava grávida e ele não queria a deixar sozinha nem podia a levar em uma viagem longa.
─Eu vou trazê-la em segurança, eu prometo.
O xerife segurou a mão do pirata em agradecimento.
─Obrigado por isso.
Por fim Killiam foi em direção a loja do Gold e Belle lhe deu as duas poções que a Blue Fairy lhe deu e o entregou.
─Agora estou pronto para ir. (Ele disse com um breve sorriso se virando.)
─Killiam, espere... (Ela o chamou de volta.)
Ele voltou imediatamente e perguntou:
─Esqueci de algo?
─Você vai conseguir se virar no mundo real sozinho? Quero dizer, você poderia precisar de ajuda com algumas tecnologias e tal...
Ele arqueou a sobrancelha em tom de quem pedia para que ela prosseguisse.
─Eu quero ir com você. (Ela disse por fim.)
Ele molhou os lábios e acabou por concordar com a cabeça.
─Ótimo! (Ela disse empolgada indo pegar seu livro favorito e colocando nele algumas gotas da poção.)
─Podemos ir? (Ele perguntou rindo da expressão feliz dela.)
─Com certeza!
E assim os dois foram para uma jornada até Nova York.
.............
Emma acordou e preparou o café para ela e Henry. Eles estavam comendo juntos como em toda a manhã quando a campainha tocou.
─Está esperando alguém? (Henry perguntou.)
Ela olhou para o relógio que marcava 8:15 tentando se lembrar se havia marcado algo, mas nada vinha em mente.
─Na verdade não. (Ela disse secando a boca com um guardanapo e levantando.) Espere aqui.
Ela foi até a porta e a abriu e viu um homem e uma mulher que não se lembrava de ter visto nunca na vida.
─Em que posso ajudar? (Ela perguntou um tanto desconfiada.)
─Emma Swan? (A mulher lhe perguntou com um ar simpático.)
─Sim e vocês são? (Ela perguntou anda desconfiada.)
─Podemos conversar? (O homem perguntou um tanto ansioso.)
─Sobre? (Ela perguntou ainda estranhando suas misteriosas visitas.)
─É complicado. (A estranha falou.) Mas é sobre os seus pais.
─Eu não tenho pais. (Ema disse pronta para fechar a porta.)
─Eles querem te conhecer e explicar tudo. (A mulher insistiu.) Sei que é difícil depois de tantos anos, mas se pudermos falar com você sobre isso seria bom.
A loira então abriu a porta um tanto desnorteada e pediu para que os dois entrassem. Falei que funcionaria. Belle sibilou para Hook.
─Quem é mãe? (O garoto perguntou curioso.)
─Só um casal de amigos. (Emma disse sem querer contar os detalhes.) Henry, não vá se atrasar para a escola.
─Já estou de saída. (O garoto disse colocando a mochila nas costas e saindo dando uma analisada na dupla que havia acabado de entrar em sua casa.)
Quando o garoto partiu enfim a mulher se apresentou:
─Eu sou Belle French e esse é meu colega de trabalho, Killiam Jones. Nós somos do serviço social.
Ambos estavam vestidos à caráter, Belle com sua roupa estilo bibliotecária e Hook com a mão falsa no lugar do gancho, terno e óculos.
─Posso lhes servir alguma coisa? (Ela perguntou como uma boa anfitriã.)
─Um café seria bom. (Hook respondeu.)
Enquanto Emma foi pegar mais xícara para os dois Belle pegou o frasco que tinha no bolso e despejou o conteúdo na xícara que estava na mesa ainda cheia. Hook lhe deu um olhar cúmplice e logo a outra voltou colocando as xícaras à disposição dos dois.
─Então meus pais resolveram aparecer. Como me acharam? (Ela perguntou se sentando.)
─Bom, nós pesquisamos os registros e você bate com as descrições da filha do casal em questão. (Belle disse tentando soar o mais natural possível.)
─Entendo...
A loira disse pegando a xícara e dando um longo gole. Hook e Belle se entreolharam já sabendo o que viria em seguida. Emma piscou os olhos. Uma enxurrada de lembranças a tomou imediatamente. A cidade, a prefeita, a magia, Neverland, a maldição de Pan.
Você tem que ir.
A Salvadora, é Claro.
Operação Henry
É verdade, não é?
Deixe-me morrer como Regina...
Meu presente para você são boas memória para você e Henry.
_Regina!
Emma falou sobressaltada se lembrando de tudo. Então olhou para os dois a sua frente que se entreolharam estranhando a loira chamar pela prefeita.
─Belle... Hook! (Ela disse os reconhecendo.) Como me acharam?
─É uma longa história! (Hook disse abraçando a loira que ainda estava surpresa.)
Belle desviou o olhar e pigarreou voltando a falar:
─Temos que voltar para Storybrooke, temos outra poção para o Henry.
─Obrigada. (Ela disse pegando o frasco da mão de sua amiga.)
..............
Regina não acreditava que tinha ido para a cama com Hood, se sentia culpada. Ela não tinha sentimentos pelo rapaz, aquilo era como usá-lo e ela não queria sentir que estava usando alguém. E agora de repente aquela imagem do leão tatuado no braço de Hood a deixou completamente sem chão.
Estava mesmo destinada a ficar com aquele homem? Como se ela não sentia nada além de carinho por ele. Com tatuagem ou não, ela continuava a não ter sentimentos por ele, ela simplesmente não podia fazer aquilo. Levantou sem conseguir encarar o homem com quem havia passado a noite. Tudo o que ela queria era sumir daquele lugar. Desceu as escadas rapidamente quando deu de cara com alguém que acreditava que nunca mais veria na vida.
─Emma? (Ela perguntou embasbacada.)
─Regina! (A loira respondeu indo com um grande sorriso em sua direção.)
─Como...?
Ela nem teve tempo de perguntar nada, antes que pudesse pronunciar qualquer coisa Emma quase lhe surpreendeu com um abraço, mas travou em cima da hora e estendeu-lhe a mão.
_O que você está fazendo aqui? Como se lembra de mim? (Ela perguntou ainda chocada, mas apertando a mão da outra.)
─Hook nos encontrou. (A loira explicou vendo o ar confuso da prefeita.)
─Nos encontrou? Henry está aqui? (Ela perguntou sentindo o coração vibrar.)
─Sim...
─Ele se lembra? Onde ele está?(Ela começou a bombardeá-la com perguntas.)
─ Belle conseguiu duas poções para recuperar a memória... Enfim é uma longa história. Ele dormiu na viagem, fiquei com pena de acordá-lo, ele está no carro, mas vai ficar feliz em te ver, ele não parava de falar em você. Vem!
A loira disse animada conduzindo a prefeita para fora da lanchonete aonde o carro estava estacionado. Hook e Belle estavam em pé do lado do fusca. A prefeita encarou o pirata que sorria e sibilou um obrigado. Emma abriu a porta do carro e assim que o garoto acordou, pulou para fora do carro e deu um abraço em sua outra mãe.
─Senti sua falta. (Ele disse agarrado em sua cintura.)
─Eu também.
A loira observava os dois com um largo sorriso. A morena simplesmente deixou as lágrimas escaparem de tanta felicidade e disse para a outra enquanto abraçava o menino:
─Bem vinda de volta.
Os Charming fizeram uma Grande recepção na lanchonete para Emma e Henry quando souberam de seu retorno, Killiam estava sendo tratado como herói. Já Emma não parava de olhar para a morena que estava aproveitando o tempo com o filho que a tanto não via. Ela deixou escapar um sorriso vendo os juntos, a morena correspondeu e Henry vendo o raro bom momento entre suas mães disse que iria ao banheiro para deixar as duas conversarem.
─E ai? Como ficou essa cidade nesse tempo que eu estive fora? (A xerife perguntou com um sorriso.)
─Entediante seria a palavra adequada. Sem você para encher minha paciência e sem Henry para me encher de alegria, só sobrava seus pais para me encherem de tédio com seus momentos melosos e choradeiras.
─Deveria receber um prêmio por aturá-los, eu que sou filha às vezes não aguento, mal dá para acreditar que a Rainha Má conseguiu sobreviver um ano inteiro com eles sem querer explodir nada.
─E quem disse que eu não quis? Vontade eu tive, mas consegui me conter.
As duas soltaram uma gargalhada espontânea e depois se entreolharam sem jeito. Era estranho, mas parecia que sempre tinha sido assim. Era como se as provocações antigas que uma faziam a outra sempre tivessem sido piadas, só que elas se entendiam agora. A morena suspirou e com um olhar profundo perguntou:
─Como foi em Nova York? Vocês ficaram bem? Henry se alimentou direito, fez amigos?
─ Ficamos ótimos. Com as memórias que você me deu eu sabia fazer coisas que eu nunca tinha me imaginado fazendo na vida. Nunca tinha conseguido virar uma panqueca direito e lá estava eu preparando suflê de couve flor, creme de espinafre, lasanha, bife à rolê, torta de maçã...
─Eu fiz questão de te dar alguns dotes culinários. (Ela revelou sorrindo.)
─A única coisa que eu não gostei quando acordei foi de estar com um salto enorme e com umas roupas que me apertavam mais que tudo
Ao ouvir o comentário a morena revirou os olhos e disse:
─Alguém precisava te dar uma noção de moda.
Foi a vez de Emma revirar os olhos, mas ela logo sorriu dizendo honestamente:
─Foi um sonho. Era tudo o que eu sempre quis.
─Porque voltou então? (Regina questionou franzindo o cenho.)
A xerife deu ombros e então disse:
─Era um sonho perfeito enquanto eu não estava acordada. A partir do momento que eu lembrei, não conseguiria viver da mesma forma. Eu sentiria falta de prender o Leroy bêbado, de ouvir as melações dos meus pais, do queijo quente da Granny... Sentiria falta de te encher o saco também.
Regina sorriu com o comentário e Emma retribuiu. A salvadora então foi chamada por seus pais que queriam lhe contar alguma coisa. Ela se aproximou e conseguiu prestar atenção nas primeira palavras, depois foi devorada novamente por seus pensamentos. Quando deu por si Henry era quem estava conversando com os seus pais e Regina havia sumido. Procurou vagamente pelo local e, ao não encontra-la, se virou por fim e saiu da lanchonete com os pensamentos pipocando em sua cabeça.
Isso era até normal para Emma Swan, ela costumava pensar muito em tudo, mas, nesse caso, o que a perturbava era o fato de que a maioria de seus pensamentos, naquele momento, eram sobre a morena. Hook havia lhe dito que ela se negou a ajuda-lo e que por isso Belle a ajudou.
Aquilo era estranho já que a loira sabia o quanto ela amava Henry e imaginava o quão difícil foi ficar longe dele. Ao mesmo tempo não entendia o motivo dela nem ao mesmo ter tentado a encontrar. Elas precisavam conversar. Sentou no fusca e ficou sentada no estacionamento com seus pensamentos voando, pensando em o que dizer como desculpa para bater na porta da prefeita. Até que algo lhe chamou a atenção e a fez voltar a sair do carro.
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Regina estava indo em direção ao estacionamento quando sentiu alguém segurar seu braço.
_Senti sua falta. (Hood disse com um sorriso sugestivo.)
A morena se desvencilhou do contato e disse:
_Não é o melhor momento.
_Já te disse que não existe essa coisa de melhor momento? (Ele perguntou irônico se aproximando para um beijo)
A rainha o parou e disse:
_É sério. Não tenho tempo para isso agora.
_Qual é Regina! Eu sei que você gostou de ontem... (Ele insistiu.)
A prefeita se irritou e empurrou-o.
_É sobre meu filho! Eu não estou com cabeça para isso! (Ela vociferou o fazendo recuar.)
_Algum problema aqui? (Emma surgiu se colocando entre os dois, pronta para avançar em Robin.)
_Desculpe. (Ele pediu levantando as mãos em sinal de desistência.) Eu não imaginava que era algo sério. Aliás eu nem sabia que você tinha um filho.
_Pelo visto você não sabe de muitas coisas. (A loira disse se intrometendo) Saber respeitar quando uma mulher diz não, por exemplo, seria um ótimo começo.
_Emma! Esta tudo bem. (Regina disse tentando acalmar os ânimos.) Robin é... Meu amigo. (Ela completou de forma receosa.)
Emma estranhou a troca de olhares entre os dois, mas resolveu não comentar nada.
_Eu devia ter te falado sobre Henry. (Regina disse para Hood.)
_O que esse cara tem a ver com o nosso filho? (Emma perguntou se irritando com o rumo da conversa.)
_Nosso? Como assim? Vocês duas...?
_Não/Sim (Regina e Emma responderam simultaneamente de forma controversa)
Elas se encararam sem jeito e então Emma, que tinha dito Sim se explicou:
_O que eu quis dizer é que sim, somos mães de um mesmo garoto.
_Mas não somos um casal. (Regina fez questão de esclarecer.)
Emma se sentiu desconfortável com aquilo, mas não sabia exatamente o motivo e acabou soltando por impulso:
_É, mas pelo visto vocês dois são.
_Isso te incomoda de alguma forma? (Robin perguntou em tom de desafio.)
_A mim? (Ela deu ombros e falou de forma irônica.) Eu não ligo da Regina ter um relacionamento, meu problema é com caras misóginos como você. Mas como eu sei que a Regina, apesar de ter bom gosto, geralmente escorrega na hora de fazer escolhas, eu entendo ela estar se relacionando com alguém do seu tipo.
Ele abriu a boca para revidar, mas se emudeceu sem argumento. Regina lançou um olhar de censura à Emma que logo colocou panos quentes:
_Bem Regina, já que está tudo certo pelo visto, eu vou indo. (Ela disse dando as costas e saindo um tanto irritada)
─Emma espere... (A morena tentou chamar, mas a loira entrou em seu fusca e deu a partida.)
─Quem é essa louca? (O homem perguntou fazendo uma careta.)
─Não a chame desse jeito. Ela é a mãe biológica de Henry.
─Pensei que ele fosse seu filho. (Ele disse zombando.)
─E é! (Regina respondeu fechando o semblante.) Eu o adotei, o criei. Não ter o gerado não me torna menos mãe.
─Me desculpe. (Ele disse vendo que tinha a aborrecido.) Você criou laços com ele, eu entendo isso, não quis ser ofensivo, mas para mim o termo mãe se refere a quem gera.
Ela revirou os olhos, estava enojada com o ponto de vista do homem a sua frente e disse voltando a andar:
─Com licença.
─Espere Regina, eu quero conversar...
Ele tentou a parar, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa ela se envolveu numa nuvem de fumaça roxa e sumiu dali.
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Emma dirigiu até o cais aonde ela sabia bem quem encontraria. Desceu do carro e andou até o navio. Mal subiu na embarcação e encontrou quem procurava.
─Emma... (Killiam disse com o ar doce.)
Ela não o respondeu simplesmente o puxou pela aba do sobretudo e o beijou intensamente. Ele correspondeu prontamente puxando o corpo da loira de encontro ao seu.
─Senti sua falta. (Ele disse ao pé do seu ouvido.)
─Eu também. (Ela disse mantendo os olhos fechados e intensificando o contato.)
A mão do pirata foi descendo pelo seu colo enquanto seu outro braço puxava seu corpo de encontro ao dele. Em sua mente, porém, ela só conseguia imaginar Regina com aquele homem, tendo todas essas sensações que percorriam seu corpo. Aquilo não era certo, estava usando Killian, ela começou a se sentir culpada. Quando Hook estava começando a ficar animado, ela interrompeu o contato.
─Eu tenho que ir. (Ela disse baixando o olhar.)
─Espera... (Ele tentou.)
─Boa noite Killiam.
Ela disse dando um selinho para calá-lo e saiu depressa dali. O que diabos ela estava fazendo? Porque aqueles pensamentos a atormentavam? Deveria ser o álcool. Ela balançou a cabeça negativamente quando entrou no carro novamente e deu a partida.
Precisava dormir. Uma boa noite de sono, era tudo o que ela precisava para colocar as ideias no lugar, no dia seguinte ficaria tudo certo. Mas por mais que ela tentasse a imagem daquele homem tentando beijar Regina de forma forçada continuava vindo em sua mente e a incomodando. O pior era Regina ter o defendido. Como ela podia ficar do lado de um cara daqueles? Será que estavam tendo algo mesmo ou eram só as investidas do rapaz?
Ela não sabia as respostas e isso a atormentava mais que tudo. Parou nos limites da cidade e desligou o celular. Não queria ser incomodada. Fechou os olhos e deixou o sono lhe tomar.
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Henry não viu suas mães saírem da lanchonete e estava contente comendo um hambúrguer quando se deu conta que não havia visto seu pai ainda. Confuso com a ausência dele, perguntou à Ruby:
─Meu pai ainda está hospedado aqui na pensão? Não o vi desde que cheguei...
A garçonete deixou um prato cair ao ouvir a pergunta do garoto. Ele a encarou sério sabendo que havia algo de errado naquela reação.
─O que houve?
─N-nada... (Ela disse tentando acalmá-lo)
─Então me responde onde está o meu pai?
Ruby o lançou aquele olhar de pena que ele estava receando receber. Largou o hambúrguer sobre o prato e se levantou atordoado. A morena colocou a mão em seu ombro tentando o consolar.
─Henry...
─Ele está vivo? (Ele perguntou deixando as lágrimas invadirem seus olhos.)
Ruby não conseguia responder, mas seu silêncio foi o suficiente para o garoto saber. Ele saiu imediatamente do restaurante. A mulher foi então até Charming e Snow e lhes informou o ocorrido, ambos então correram para fora do restaurante atrás do neto.
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Regina estava um pouco atordoada ainda com tudo o que houve. A tatuagem, a reação de Emma... O que era aquilo algum tipo de brincadeira? Que alma gêmea era aquela que Tinker lhe arrumara que não a compreendia? Porque Emma ficou tão irritada ao vê-los juntos? Estava em sua casa, perdida em todos esses pensamentos, quando o celular tocou e a cara de Snow brilhou no visor de seu aparelho. Revirou os olhos já imaginando que aquilo era um sinal de problemas a vista. Atendeu com seu típico mau humor:
─Qual o problema da vez?
─Regina, o Henry está contigo? (Snow perguntou com voz de quem sabia que escutaria horrores.)
─Não seja ridícula! Eu o deixei na Grannys com vocês. Onde ele está?
─Não conseguimos falar com Emma ainda, tentamos o Hook ele disse ter visto ela mais cedo sozinha, não sabemos onde ele está, ela vai me matar...
─Emma vai te matar? (Regina vociferou.) Você nem imagina o que eu vou fazer com você se acontecer algo com o MEU filho! Aliás trate de achar a SUA filha porque se tem alguém nessa cidade que é boa em encontrar as pessoas é ela!
A prefeita desligou o telefone furiosa , pegou um casaco e entrou em seu carro para procurar o garoto. No caminho ligou para Archie para ver se ele não sabia o paradeiro do menino, mas ele não tinha ideia, depois ligou para Jefferson para ver se ele não estava com a Grace, nenhum sucesso. Tentou ligar para Emma também, mas o celular dava desligado. Ela já estava ficando aflita pensando em mil coisas, como quando Henry foi sequestrado e levou uma das mão à cabeça.
Por distração quase atropelou uma pessoa. Freou bruscamente e bufou ao ver que se tratava de Robin.
─Porque não anda pela calçada? ( Ela vociferou.)
─Milady, me perdoe, mas eu estava atravessando a rua, não tenho culpa de você ter quase passado por cima de mim, na verdade quem deveria se desculpar é você.
─Ok. (Ela cedeu revirando ao olhos.) Desculpe, mas não tenho tempo para conversas agora Robin.
─Posso ajuda-la em algo? (Ele perguntou demonstrando sincera preocupação com o semblante da morena.)
─Você viu meu filho? Os avós idiotas dele o perderam.
─Não o vi, mas com certeza te ajudarei a encontra-lo. (Ele disse de forma solicita.)
Regina lhe deu um meio sorriso e fez sinal para que ele entrasse do lado carona. E assim os dois começaram a rodar Storybroke a procura do garoto. Tinham rondado quase toda cidade, quando estavam chegando perto dos limites da cidade puderam avistar ar um carro amarelo estacionado no acostamento. A morena parou seu carro furiosa e saiu batendo a porta indo em direção ao fusca. Olhou pelo vidro e pôde ver Emma dormindo do lado de dentro. Sem nenhuma gentileza bateu na janela e falou em tom ríspido:
─Swan!
Os olhos verdes se abriram vagarosamente e encararam a prefeita que lhe encarava com nítida impaciência. Bocejou abaixando o vidro lentamente e perguntou sorrindo ainda sonolenta:
─Regina, o que está fazendo aqui?
─O que eu estou fazendo aqui? (Ela perguntou dando um riso entre a ironia e o desespero.) O que VOCÊ está fazendo aqui Emma? Enquanto nosso filho sumiu você resolveu cochilar nos limites da cidade?
Emma abriu então a porta do carro e se levantou atônita.
─Como assim? Eu o deixei com David e Mary e...
─Eles me ligaram, não sabem onde ele está, vasculhamos a cidade inteira e não o encontramos! Estamos te ligando há horas...
Emma pegou então o aparelho em seu bolso e então se lembrou que o havia desligado..
─Meu celular morreu. (Ela mentiu para não tomar uma bronca ainda maior levando uma mão à cabeça.)
─Sinceramente Swan, nesse momento pouco me importa o estado do seu celular e sim o estado do meu filho.
─Nosso filho. (A loira fez questão de corrigir.) Calma, sem pânico, ele não deve ter ido longe eu vou acha-lo.
─Desculpe-me senhorita, mas nós já vasculhamos a cidade inteira e não achamos o seu filho. (Robin se meteu se dirigindo à xerife.)
Emma fechou a cara ao vê-lo e respondeu:
─Nosso filho, ele não é meu filho somente, é filho da Regina também. Você não entendeu ainda? (Ela corrigiu novamente de forma irritadiça.) O que esse cara ta fazendo aqui Regina?
─Me ajudando a encontrar o nosso filho. (Ela enfatizou a palavra para não ter que ouvir outro discurso da loira.) Agora chega de conversa e vamos nos concentrar em Henry.
Regina se virou para ir para seu carro e Emma e Robin a seguiram, quando viu a loira se acotovelando com o homem para ir no banco do carona franziu o cenho e a perguntou:
─Porque não vai no seu carro Swan?
─Pra quê gastar mais gasolina se vamos juntas atrás dele? (Ela respondeu abrindo a porta.)
─Se nos dividirmos podemos procurar em mais lugares.. (Robin disse tentando voltar ao seu posto.)
─Boa ideia! (A xerife disse sorrindo e entregando a chave ao rapaz.) Vá para o lado oposto da gente, assim conseguiremos cobrir toda a cidade.
Regina franziu o cenho para toda aquela situação, mas resolveu entrar no carro contentando-se em revirar os olhos. Emma sorriu satisfeita se sentando no banco macio do carro da prefeita. E Robin a contragosto se dirigiu até o fusca. Ela deu a partida e então não se conteve em perguntar:
─O que diabos foi aquilo?
─Não gosto dele. (A salvadora disse dando ombros.)
─Você nem o conhece. (Ela rebateu.)
─Conheço o tipo e acredite, não gosto desse tipo.
─Que Tipo exatamente? (A morena questionou)
─Um cara que se acha o rei da cocada preta e que quer que você sempre esteja a disposição dele, mesmo quando você está completamente indisposta. Acredite, te tirei de uma furada.
─Se importa comigo desde quando Swan? (A morena zombou, mas não defendeu Robin.)
─Não é que eu me importe com você, mas gosto de ver caras como ele se dando mal. Queria tortura-lo um pouco.
A prefeita fitou-a de rabo de olho e respondeu soltando um quase riso:
─Pensei que a vilã aqui era eu.
─Não, nesse caso você é a donzela em perigo, ele é o cara mau e eu sou a xerife que te salva de uma grande furada.
─Desculpe debochar de sua comparação, mas estou longe de ser a donzela em perigo. (Ela respondeu retomando seu ar sério.)
─Procuraram no Archie ou na casa de Grace? (A loira perguntou mostrando sua preocupação com Henry.)
─Foram os primeiros lugares para onde eu liguei. Também não está com o pirata, seus pais ligaram para ele à sua procura.
Emma se mexeu desconfortável ao ouvir a menção de Hook.
─Que idiota! Ele deve estar com Neal! (Ela disse levando uma mão à cabeça.) Vamos para a Granny, tenho certeza que ele está com o pai.
Regina lançou um meio olhar para Emma e disse:
─Eu tinha me esquecido completamente de Neal, eles deve realmente ter pensado em vê-lo, mas ele não está na pensão.
A loira franziu o cenho a questionando. Meio receosa a outra lhe respondeu
─Eu não falei para Henry mais cedo porque queria vê-lo feliz hoje...
Regina não sabia bem como contar à Emma, mas a loira percebeu pelo seu tom que não se tratava de boas notícias.
─É tão ruim assim? O que aconteceu com ele? (Ela perguntou preocupada.)
Regina a encarou tentando encontrar uma forma mais amena de falar, mas não havia. Ela simplesmente disse sem delongas:
─Câncer. Ele morreu.
A loira não conseguiu emitir nenhuma resposta, só engoliu em seco.
─Eu pensei que tinham lhe contado. (A morena disse soltando um suspiro sem jeito.)
─Provavelmente quiseram me poupar assim como você quis poupar Henry. (Ela disse ainda tentando absolver a informação.)
A prefeita concordou com a cabeça e então estacionou no cemitério. Ambas desceram do carro quando Emma perguntou ainda atordoada:
─Eu sei que câncer não tem cura, mas, será que algum tipo de magia poderia ter o salvado?
─Não. Quando vivíamos na Terra Encantada muitos morriam de doenças mais bobas, como tuberculose, magia pode curar um corte, um tiro superficial talvez, mas uma doença requer tratamento médico.
A xerife balançou a cabeça positivamente enquanto andavam e completou:
_Ele deve ter descoberto, por isso o sumiço...
─Sim. Henry deve estar arrasado. (A morena se lamentou com a voz baixa.)
A loira segurou então no braço da outra a fazendo parar. Henry estava a poucos metros das duas. Ajoelhado em frente à lápide de mármore ele soluçava sozinho deixando suas lágrimas caírem. Elas se aproximaram cada uma de um lado do menino. Se abaixaram e o abraçaram.
─Sinto muito Henry. (Regina disse beijando a bochecha do filho.)
A morena encarou a loira que também estava emocionada e completou tocando em seu ombro:
─Sinto por você também Emma, sei que é doloroso.
A loira deixou escapar uma lágrima pequena então e abraçou a morena também. Os três ficaram assim por um tempo até Henry dizer:
─Desculpa se preocupei vocês... Eu só precisava ver para acreditar. (Ele disse com os olhos vermelhos.)
─Esta tudo bem querido. (Regina disse o apertando um pouco mais.) Vamos para casa descansar, vamos?
Henry concordou e os três foram andando para o carro. Só quando deram partida no veículo Regina lembrou-se que o fusca da outra estava com Robin:
─Emma pegue o meu celular na bolsa. (A morena disse enquanto dirigia.)
A loira obedeceu sem questionar e entregou o telefone para ela que recusou se explicando:
─Estou dirigindo. Ligue para o Robin e o avise que já achamos Henry e marque com ele em algum lugar para pegar o carro de volta.
Emma revirou os olhos ao ouvir o nome do homem, mas acabou por ligar.
─Oi amor, está tudo bem? (Robin atendeu achando que era a prefeita.)
A loira cerrou o punho a ouvi-lo chamando a morena daquela forma, se conteve e respondeu de forma seca:
─Aqui é a Emma, Regina não pode falar agora. Já achamos o nosso filho, deixe meu carro na Grannys e deixe a chave com a Ruby.
Regina lançou um olhar de censura ao ver a forma com que Emma falava com o homem. A loira revirou os olhos e completou a contra gosto:
─Obrigada pela ajuda.
Desligou o celular e logo a morena ralhou:
─Não precisava ter sido tão áspera com ele.
─Áspera?? Mas eu até agradeci!
─Devia ter te gravado...
Elas discutiam, mas com um tom leve, nitidamente só estava implicando uma com a outra. Até que Regina mudou de assunto bruscamente:
─Você está bem? (Ela perguntou baixo se referindo à descoberta sobre a morte de Neal.)
─Estou, obrigada...
Henry riu levemente vendo a interação das duas. Estava triste pelo seu pai, mas aquilo o fez ter um momento de alegria. Saber que suas mães agora começavam a se dar bem lhe confortava.
─Você vai ficar aonde? (A morena perguntou para outra.)
─Pode me deixar no flat mesmo. (Ela respondeu dando ombros.)
─Mãe, mom. (O garoto interrompeu.) Eu queria ficar perto de vocês duas essa noite... Já que estamos todos juntos mesmo , não poderíamos ir para a mansão? Eu realmente não quero ter que escolher com quem ficar hoje.
Elas se entreolharam e a loira deu ombros tímida de mais para aceitar antes de Regina a convidar até que ouviu:
─Acho que se a senhorita Swan não tiver nenhuma programação para essa noite, seria uma boa ideia.
─Se não for te incomodar... Tudo bem. (A xerife disse aceitando o convite.)
Foram todos então para a mansão. Depois de ficarem conversando um pouco na sala as duas foram colocar Henry para dormir. Deram boa noite ao garoto e saíram do quarto.
─Prepararei o quarto de hóspedes para você. (Ela disse à loira)
─Aaa obrigada... (A xerife respondeu um pouco sem jeito.)
─Não precisa agradecer, foi incrivelmente bom passarmos esse tempo juntas, além de que acho que isso vai ajudar muito o Henry.
─Aaa claro. (Ela respondeu um pouco pensativa.)
─Você tem certeza que está bem Emma? (A morena perguntou preocupada.)
─Eu estou ok. (Ela disse cruzando os braços.) Eu só estou meio chocada em como em tão pouco tempo as coisas mudaram tanto.
─Que coisas? (Ela perguntou interessada)
─Eu e você... Quero dizer...
Emma estava se enrolando com as palavras, mas antes que ela pudesse formar qualquer frase a campainha tocou as interrompendo.
─Visitas a essa hora? (A xerife perguntou desconfiada.)
Seria um encontro que ela havia esquecido ou algo do tipo?
─Com licença... (Regina disse estranhando o toque tão tarde, mas desceu até a porta.)
A xerife observou a figura na porta. Não era como se tivesse se surpreendido, mas seus pulsos se cerraram. Robin estava arrumado e trazia uma garrafa de vinho .
─Quis fazer uma surpresa...
─Robin! (Regina disse deixando um sorriso escapar e o abraçou.)
─Não sabia que estava com visitas. (Ele disse encarando a loira que estava no topo da escada e fechando o sorriso plástico e enlaçando a morena pela cintura como se demarcasse território.)
─Não se preocupe eu já estava de saída. (Emma disse descendo as escadas de forma apressada.)
─Emma não precisa... (Regina tentou argumentar.)
─Obrigada por tudo Regina, mas realmente já está tarde. (Ela disse sem conter sua irritação e saiu batendo a porta.)
Regina a viu partir sem saber o que dizer para que ela ficasse. Robin a encarou e a puxou para um beijo. Ela correspondeu brevemente e depois saiu do abraço.
─Posso abrir o vinho? (Ele perguntou a encarando de cima a baixo.)
─Henry esta aqui hoje. Não é adequado.
─Mas é só um vinho. (Ele disse fingindo inocência.)
─Obrigada Robin, mas eu já estava indo dormir. Não precisa ir embora, pode ficar no quarto de hóspedes. (Ela disse subindo as escadas.)
Ele a contragosto concordou.
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Emma se sentia estúpida pelo que estava sentindo. Quando voltou para a cidade achou que finalmente fosse poder se aproximar de Regina, mas aquele homem estava atrapalhando tudo. Emma se sentia frustrada e começou a vagar pela cidade tentando espairecer. Chegou à beira de um lago e se deitou na grama quando viu uma estrela cadente.
─Eu queria tanto, mas tanto que tivesse um jeito de Regina ver o quanto esse cara é idiota!
Ela tacou uma pedra o lago frustrada, foi quando sentiu a presença de uma outra pessoa no local. Se virou e deu de cara com uma mulher morena aparentemente confusa.
─Quem é você? (A xerife perguntou.)
─M-Marian... (A mulher respondeu assustada. Aonde eu estou?)
Emma a encarou embasbacada só então reparando que ela estava com roupas da floresta encantada.
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