Promises
5 Capítulo 4 - As desgraças perseguem-me
Notas iniciais
E por favor não me abandonem depois deste capítulo tristinho o:
Está grandinho, peço desculpa mas entusiasmei-me kkkk
Tenham uma boa leitura e vemo-nos lá em baixo.
- Até que enfim te encontro Damon! – Acordei sobressaltada ao ouvir a voz de Stefan. Senti um peso no meu estomâgo e percebi que era o braço de Damon, não pude deixar de sorrir.
Stefan não ficou surpreendido por ver o irmão deitado na minha cama, afinal de contas Damon dormira comigo até eu ter catorze anos e às vezes, quando lhe davam as saudades, vinha para a minha beira apesar de eu lhe ralhar de cada vez que ele o fazia.
- Damon?! – Chamou Stefan novamente vendo que este não acordava.
Dei-lhe um estalo na testa e ele acordou de imediato olhando-me com má cara.
- Preferia que me acordasses com beijinhos, Eleninha – Comentou com o seu ar travesso. Atirei-lhe com uma almofada e sai da cama esperguiçando-me. – Precisas de alguma coisa, Stef? É que caso não tenhas reparado eu estava a dormir…
- O pai quer a tua ajuda. O carro avariou e não lhe apetece ir ao mecânico.
- Ajuda-o tu.
- Sabes que não percebo nada de carros. E ele tem que ir trabalhar e já está atrasado. Vá lá é num instante depois volta para a Elena que ela espera por ti – Stefan riu.
- Hey! – Ralhei.
Damon levantou-se a contragosto e quando estava prestes a sair voltou-se para mim e disse:
- Não fiques muito triste, maninha, que eu já volto.
- Fico triste é se te despachares – Berrei para o ar uma vez que ele já se tinha posto a andar.
POV Damon
- Bom dia, filho – Cumprimentou o meu pai quando me viu chegar eu limitei-me a acenar com a cabeça. Ainda estava um pouco chateada por ter sido arrancado da cama de Elena. Sorri ao lembrar-me do seu corpo pequenino encostado ao meu. – Eu não sei o que se passou se pudesse dar uma vista de olhos.
Vi que havi qualquer problema com as escovas do motor, consertei num instante e quando estava prestes a regressar a casa ouço a voz do meu pai novamente.
- Muito obrigada, Damon. E viste se de resto estava tudo certo? A tua mãe no outro dia falou de uns problemas nos travões…
- Está tudo em ordem, pai – Falei para o tranquilizar. Não me apetecia ter que verificar os travões também. Corri até ao quarto de Elena e entrei sem bater tendo um vislumbre do corpo elegante da minha irmã fracamente coberto por um conjunto de lingerie vermelho. Senti o meu corpo reagir perante aquela visão. Elena era, sem dúvida, a mulher mais deslumbrante que eu alguma vez vira. A única coisa que me apetecia fazer era agarra-lá, atira-la para cima da cama e fazer amor com ela.
- Damon! – Gritou, trazendo-me de volta à terra – Não te ensinaram a bater?! – Elena tapou-se com a toalha de banho. Tentei esquecer a imagem do seu corpo mas estava difícil. Meu Deus, eu estava realmente a pensar na minha irmã dessa forma? O que se passava comigo?
- Desculpa lá, mana. – Encolhi os ombros fingindo descaso – Nada que eu nunca tivesse visto.
- Seu idiota!
Quando a minha irmã desapareceu finalmente da minha vista pude soltar a respiração que contera. Eu estava a perder o juízo por estar à mais de uma semana sem sexo, só podia ser.
POV Elena
Arranjei-me em tempo recorde e corri para tomar o pequeno almoço depois de perceber que estava super atrasada. Durante o caminho até à escola tentei não pensar naquele olhar estranho de Damon quando me viu semi-nua. Na verdade tentei não pensar nisso de todo, fora simplesmente constrangedor.
As aulas passaram dolorosamente devagar e eu não via a hora de ir para o café com as minhas meninas.
- Então querida Elena, acho que nos deves uma historinha – Disse Bonnie piscando o olho. Eu corei toda apaixonada até que me lembrei de como acabou a minha noite com Matt e corei ainda mais, mas de raiva.
- Ah – suspirei com pesar – Tinha corrido tudo às mil maravilhas até Damon chegar e estragar tudo com a sua atit…
- Espera, espera, espera, espera – Interrompeu Caroline com um ar de completo choque – Como assim Damon? Ele não foi à festa…
- Não, mas o Matt levou-me a casa e quando nós nos estavamos a beijar…
- A beijar? – Interrompeu Caroline novamente.
- Care, se me interromperes de cada vez que eu digo uma palavra não vai dar para contar – Repreendi ao passo que a loira riu pedindo desculpa.
- Como eu estava a dizer antes de ser constantemente interrompida, Matt levou-me a casa e beijou-me à porta para se despedir e o Damon, sendo o completo idiota que é, praticamente afugentou o Matt até disse que a irmã dele era uma vaca!
- Disse isso na cara de Matt? – Perguntou Bonnie escandalizada.
- Sim!
- Ele é um paspalho, mas é super sexy – Comentou Caroline esboçando um sorriso malandro. Semicerrei os olhos e olhei-a furiosa.
- Mantém-te longe dele, Care, já sabes que ele é um idiota.
- Quem te ouvir pensa que o queres só para ele, Elena – Comentou piscando-me o olho – Acredita se eu tivesse um irmão daqueles… nem perdia tempo.
As duas riram enquanto eu fitei o meu café completamente vermelha lembrando-me como tinha sido bom dormir nos braços do meu irmão. Repudiei o pensamento sentindo-me enojada só me imaginar numa relação com o meu irmão. Tudo bem que nós não eramos irmãos de sangue, mas mesmo assim era bem estranho…
- Care, por favor, que nojo! – Fiz uma careta e tentei não pensar mais no dono dos olhos azuis lindos.
- Eu não lhe chamaria nojo, Elena. O seu irmão é um pão autêntico. Aqueles olhos azuis, o cabelo negro em contraste com a pele pálida…
- Bem gostoso! – Comentou Bonnie juntando-se à festa. – Dava tudo para vê-lo como veio ao mundo. Ele deve ser uma fera autêntica na cama!
Uma imagem de Damon nu plantou-se na minha mente criando automaticamente raizes, algo dentro de mim se agitou ao pensar no meu irmão a faze-lo… comigo.
Levantei-me abrutamente odiando as minhas amigas por me provocarem acessos momentâneos de loucura. Comecei a caminhar em direção a lado nenhum, tentando clarear a minha mente. Dei comigo a parar em frente à casa de Matt. Bati à porta e um rosto conhecido surgiu.
- Elena? – Perguntou surpreendido por me ver.
- Eu queria pedir desculpas pelo comportamento do meu irmão na outra noite – Matt encolheu os ombros, via-se que ainda estava incomodado.
- Tudo bem. Queres entrar?
Não, não queria ter que aturar insinuações da sua irmã. Acenei negativamente mas ao ver a sua carinha de resignação uma ideia ocorreu-me.
- Queres vir dar uma volta comigo? – Sorri e Matt sorriu de volta. Correu para ir buscar o casaco e em pouco tempo estava de volta. Agarrou suavemente na minha mão, entrelaçando os nossos dedos. Demos uma volta pelo centro da cidade e uma outra ideia surgiu na minha mente.
- Matt, porquê é que não faltamos às aulas da tarde e vamos até minha casa?
O rapaz olhou-me com malícia e rapidamente aceitou, em poucos minutos estavamos e entrar no meu quarto com as bocas coladas. Ficamos imenso tempo aos beijos até que o clima se alterou, Matt olhou-me com a mesma expressão que Damon olhara de manhã, quando me vira em trajes menores, e deslizou a mão por baixo da minha blusa.
De início senti-me assustada mas um pensamento surgiu na minha mente. Eu amo-o, certo? Não importa o que o Damon pense, não importa o quão eu pensas no Damon… Ao fim do dia é o Matt quem eu amo, não é? Eu tenho que provar a mim mesma que o Damon é apenas o meu irmão… Não é? Percebi que os meus motivos eram errados e que não deveria entregar-me assim a alguém mas antes que pudesse recuar Matt uniu os nossos corpos. E uma parte de mim morreu naquele momento.
POV Damon
A primeira aula da tarde tinha sido terrivelmente aborrecida e as aulas seguintes não seriam melhores pelo que decidi que estava na hora de ir para casa.
A viagem até casa foi atribulada, a minha cabeça andava a cem à hora sempre a magicar sobre onde andaria Elena, se estaria com Matt, se sentia a minha falta e depois claro, acabava sempre por me lembrar do incidente da manhã. Porque é que aquela imagem do seu corpo tão terrivelmente sedutor não me saia da cabeça?
Cheguei a casa e vi que não estava sozinha, a pasta de Elena estava caída no fundo das escadas. Franzi o sobrolho achando aquilo muito estranho, ela deveria estar nas aulas.
Subi os degraus dois a dois preocupado, não sabia bem porquê mas simplesmente sentia uma necessidade enorme de saber que a minha Elena estava bem. Ela não é tua, lançou o meu subconsciente irritando-me. Claro que Elena era minha.
Abri a porta do quarto dela sem bater e o que encontrei quebrou-me por inteiro.
A minha irmã encontrava-se perdida numa maré de lágrimas, semi-enrolada numa toalha tentando esconder o seu corpo nu.
Corri até ela sentindo o meu coração a bater cada vez menos, como se estivesse a morrer.
- Elena? – Chamei em pânico.
- Vai embora Damon – Pediu numa voz tão sumida que me deu dó.
Entrei na cama e mal desviei o lençol e vi aquilo senti a fúria correr-me nas veias. Aquela mancha de sangue no colchão só poderia dizer uma coisa.
Ela olhou-me com o rosto coberto de lágrimas.
- Óh Damon eu fui tão estúpida – Agarrou-se ao meu braço a chorar ainda mais. Eu queria tanto partir a cara do desgraçado que se atrevera a deitar-se com a minha Elena. Eu estava a arder de ciúmes. Nesse momento percebi que estava a começar a apaixonar-me por ela, ela era a coisa mais preciosa que eu tinha, o meu suporte, o meu porto, o meu abrigo e era a minha vez de ser tudo isso para ela por mais que doesse saber que ela estivera com outro homem.
Sentei-a no meu colo tentando não mexe-la mais do que o necessário já que ela estava cheiade dores, cobria-a com o lençol e aconcheguei-a junto ao meu peito.
Passei a mãos pelos seus cabelos lisos tentando acalmá-la.
- Eu estou aqui, Elena – Sussurrei ao seu ouvido e finalmente ela parou de chorar. Uma pergunta ardia na minha garganta, desejosa de ser feita. – Ele… Ele forçou-te?
Senti um rugido formar-se no peito. Eu quebraria a cara do bastardo.
Ela negou com a cabeça e eu fiquei mais aliviado mas continuava inflamado com a fúria que sentia.
- Ele foi… bruto?
Ela encolheu os ombros. Cerrei o maxilar procurando controlar-me.
- Damon eu simplesmente fi-lo pelas razões erradas, para provar a mim mesma uma idiotice acabei por arruinar o que deveria ser o momento mais feliz da minha vida. Eu sou uma idiota – Murmurou voltando a chorar.
Agarrando-a pelo queixo forcei-a a olhar para mim.
- Tu és idiota Elena. És apenas jovem. Agora vem…
- Onde?
- Vais tomar banho – Sorri-lhe mas ela apenas me olhou assustada – Prometo que não te como com os olhos – Disse fazendo-a rir.
- Não é isso… Eu-Eu não consigo andar – Admitiu envergonhada.
- Que não seja por isso – Peguei nela carregando-a com a maior delicadeza até à banheira. Quando percebi que ela não ia conseguir tomar banho sozinha fi-la sentar-se e enxaguei todo o seu corpo doce evitando ao máximo magoa-la.
Por fim deitei-a na cama após mudar os lençois estava prestes a sair quando ouvi a sua voz.
- Podes ficar comigo? – Pediu. E eu simplesmente não consegui resistir. Deitei-me a seu lado e aconcheguei-a junto ao meu peito.
POV Elena
Era estranho ter Damon a cuidar de mim mas sabia bem, era por isso que ele era o meu heroi. Eu amava-o, como um irmão claro. E sabia que ele também me amava como sua irmã.
Adormeci com os carinhos que ele fazia no meu cabelo.
Quando acordei novamente arrependi-me de o ter feito. Stefan entrou pelo quarto a dentro, lavado em lágrimas.
- Os pais… Eles tiveram um acidente de carro – Os meus olhos encheram-se automaticamente de lágrimas e formou-se um horrível nó na minha garganta.
Damon conduziu-nos até ao hospital e quando lá chegamos fomos informados que eles estavam na ponte de Wickery e que travaram de repente para evitar atropelar um menino mas que os travões não funcionaram e eles cairam da ponte.
Pelo canto do olho vi que Damon levou a mãos aos cabelos, num ato de desespero começando a gritar.
- Não! Não! Não! – Vi o meu irmão sair do hospital a correr, queria muito ir atrás dele mas naquele momento os meus pais eram a minha prioridade.
- Bem, os seus pais estão em perigo de vida, nós fizemos os possíveis para tentar ajudá-los mas é muito difícil que eles se recuperem.
Cai de joelhos no meio da sala de espera sentindo um vazio tão grande no meu peito que se tornava difícil respirar. Não, eu não podia perde-los, eles eram praticamente a única família que eu tinha.
Lágrimas grossas escorriam pela minha face dificultando a minha visão, uma súbita vontade de morrer apoderou-se de mim.
Eu não podia perde-los, simplesmente não podia. Não aguentava perder mais ninguém. Stefan puxou-me para os seus braços, tentando acalmar-me mas não havia maneira de o fazer. Ficamos assim, agarrados um ao outro, até que um médico veio ter connosco.
- Vão para casa que nos avisamos quando tivermos notícias – Falou o médico usando um tom de voz de pena que fez revolver as minhas entranhas.
- Não saio daqui sem os meus pais! – Gritei histérica.
- Elena, vamos. Não adianta ficarmos aqui – Stefan tentou chamar-me à razão e acabou por conseguir. Apoiei-me no seu ombro por demais entorpecida para caminhar pelas minhas próprias pernas.
Damon deitou-se a meu lado, na minha cama, não o mandei embora, pelo contrário agarrei-me a ele e chorei até adormecer.
Eu achava que nada podia piorar mas quando abri os olhos na manhã seguinte foi quando o meu mundo desabou.
Abri os olhos e não encontrei Damon em lado nenhum mas vi Stefan entrar no meu quarto com os olhos marejados de lágrimas.
Ele sentou-se a meu lado na cama e passou a mão pelos meus cabelos, ajeitando-os. A sua dor era quase palpável.
- Elena… ligaram do hospital – Stefan começou a chorar e não foi preciso dizer mais nada.
Eu havia perdido os meus pais, as pessoas que eu mais amava neste mundo. Eu devia-lhes tudo, a minha vida, a minha felicidade, todos os meus sorrisos, eu devia tudo isso aquelas duas pessoas que durante toda a minha vida eu considerei anjos. Os meus anjos. Perdidos para sempre.
- O Damon? – Perguntei desejando que ele me consolasse, por algum motivo a sua presença conseguia atenuar a minha dor, conseguia que o meu coração morresse mais devagar.
Stefan olhou-me com pesar e percebi que algo não estava bem.
- Ele foi-se.
Abri os olhos em pânico não acreditando no que ouvia.
- Como assim ele foi-se? – Perguntei sentindo o histerismo presenta na minha voz.
- Ele foi embora Elena. Mas deixou isto para ti – Stefan disse estendendo-me uma carta imaculada com a letra de Damon.
Para a minha Elena.
Atirei a carta para o chão não querendo sequer olhar para ela.
Como é que ele tivera coragem para ir embora? Para me abandonar justo agora que eu precisava desesperadamente dele? Damon quebrara a nossa promessa e com isso quebrara o meu coração.
Notas finais
O próximo capítulo em princípio será postado amanhã :D
Acham que mereço reviews? ^^
Beijinho*
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