Promises
21 Capítulo 20 - Ele (re)apareceu
Notas iniciais
A maior parte soube logo quem ligou por isso... :D
É isso, vou-me calar!
Espero que gostem... Boa leitura (:
Ás vezes a vida prega-nos partidas, partidas crueis que nos incapacitam, nos deixam dormentes, à deriva…
Como um sonho meio esquecido o rosto dos meus pais assombrou a minha mente, levemente desfocados devido ao passar dos anos. Eles sorriam, pareciam felizes lá do outro lado, onde quer que estivessem. Não é como se algum de nós tivesse uma ideia concreta do que existe depois da vida, as pessoas nascem, as pessoas morrem, e depois? Toda a sua existência fica reduzida a um bando de ossos, músculos e pele em decomposição?
Eu recusava-me a acreditar nessa hipótese, não era possível que todos os nossos feitos, todas as nossas conquistas, pensamentos, objetivos, sonhos ficasse reduzidos a pó e fossem levados pelo vento, para nunca mais serem relembrados.
Sabia que eles estavam felizes por nos ver todos juntos, tudo pelo que eles sempre lutaram fora uma família unida, em que ninguém fosse posto de parte, cada um teria o seu lugar especial, guardado no coração de cada um.
Percebi então que era nisso mesmo que acreditava. Ninguém era esquecido após a morte, ninguém. De alguma forma as pessoas imortalizavam-se nos coração daqueles que amaram e pelos quais foram amados.
Eu levaria os meus pais para todo o lado, viajavam no meu orgão cardiovascular a cada segundo do dia.
XxX
Saindo do transe peguei no telemóvel para ouvir a mensagem de voicemail, a voz de Caroline do outro lado da linha funcionou como um balsamo calmante, atuando diretamente nos meus nervos. Eu também senti saudades da minha melhor amiga.
Marquei rapidamente o número dela e aguardei pacientemente até ouvir a sua voz.
– Elena?
– Quem é que haveria de ser tontinha? – Tentei soar despreocupada e divertida mas nem por um segundo pensei que tivesse conseguido enganar a minha melhor amiga.
– O que é que se passa? – Cortou com o seu tom de voz incisivo, quando ela usava aquele tom significava claramente que a minha única opção era dizer-lhe a verdade, e isso era algo que eu não podia fazer, por enquanto…
– Caroline… — Calei-me não fazendo a menor ideia do que haveria de dizer. Ela muito provavelmente iria tentar fazer-me cuspir a verdade a todo o custo e eu não me podia dar ao luxo de dar com a língua nos dentes, ou podia? Caroline era a minha melhor amiga e ela nunca contaria a ninguém se eu lhe pedisse segredo. Suspirei lembrando-me que por mais que eu confiasse nela eu não era a única envolvida.
– Elena… Desembucha – Ordenou com uma enorme convicção que me abalou o espírito.
– Eu não posso, Caroline… Aconteceram umas coisas estranhas e se eu pudesse eu contar-te-ia tudo mas não sou a única com a cabeça no cartaz aqui, entendes? Eu não posso mesmo contar, não agora… Prometo que daqui a uns dias tudo estará resolvido e ficarei mais que aliviada por poder desabafar tudo com a minha melhor amiga do coração – Mordi o lábio nervosa, confiante na minha jogada baixa de chantagem emocional. Caroline adorava quando eu referia que ela era a minha melhor amiga do coração mas de qualquer maneira poderia não resultar. Do outro lado da linha tudo o que se ouvia era silêncio, enquanto a loira ponderava.
Por fim, um suspiro resignado.
– Tudo bem, mas só porque confio imenso em ti e sei que mais cedo ou mais tarde vais acabar por me contar, estamos entendidas Elena Salvatore? – Resmungou fingindo-se ofendida com a minha recusa de partilha de informações. Soltei um riso baixo e achei que era altura de mudar de conversa.
– Entendidíssimas… Então, como vão as coisas com o Klaus? – Perguntei seriamente curiosa quanto ao desfecho do pseudo-romance que aqueles dois pareciam ter.
– Aff, amiga, nem me fales disso…
XxX
– Elena, já tenho tudo pronto, posso ligar para a receção para requesitar um carro? – Perguntou Damon ansioso enquanto esperava por mim à porta da nossa adorável cabana.
– Sim, sim – Apressei-me a ir ao seu encontro, e juntos fomos, a passo rápido, até à zona das viaturas para alugar enquanto Damon falava apressadamente com a rececionista do Hotel.
– Aparentemente temos que falar com o empregado do stand, e tratar de uma papelada aborrecida qualquer. Merda! – Ele parecia realmente alterado, passou a mão nervosamente pelos cabelos, como se os fosse arrancar e, agarrando-me pelo pulso, arrastou-me até ao stand de automóveis.
– Boa tarde em que posso ajudar? – Perguntou um homem simpático, na casa dos 40, vestia um fato simples, cinzento escuro com uma gravata azul marinho às riscas azuis claras. Esboçava um sorriso simpático.
– Precisavamos de alugar um carro… E temos uma certa urgência – O homem simplesmente acenou e fez sinal para que o seguissemos até a um escritório amplo, com uma parede em vidro. No centro do escritório encontrava-se uma mesa de madeira clara com um computador branco, em frente à secretária estavam duas cadeiras brancas, o senhor fez sinal para que nos sentassemos e assim o fizemos.
Rapidamente ele fez-nos meia dúzia de perguntas, quanto tempo alugariamos, algumas funcionalidades que gostariamos que o carro tivesse, e coisas do género. No final ele mostrou-nos dois carros que serviam perfeitamente, um Volvo ou um BMW. Ficamos com o BMW.
Após termos assinado os papeis necessários seguimos para Sun Island Beach, no sul de Ari Atoll, local onde tinhamos combinado encontrarmo-nos com ele.
Estacionamos em frente à praia e saímos apressadamente do carro, percorremos meio quilometro até por fim avistarmos um vulto sentado na areia a fitar atentamente o mar.
– Stefan! – Damon chamou.
Eu nem conseguia acreditar, após tantos anos o meu irmão estava novamente à minha frente. Estava tão diferente, mais magro e as suas feições antes sempre leves e divertidas estavam agora tapadas por uma máscara de pesar e tristeza.
Abracei-o, estreitando-o com força nos meus braços. Damon abraçou-nos aos dois e ficamos assim durante algum tempo, apenas a revirer mentalmente os bons velhos tempos, a apreciar a sensação do calor que os nossos corpos juntps transmitia.
Finalmente soltamo-nos e Stefan baixou os olhos verdes esmeralda para a areia.
– Peço imensa desculpa por não vos ter contactado antes, eu ia tentar estabilizar-me na República Checa, ia mesmo e quando conseguisse superar a morte nos nossos pais ia tentar entrar em contacto com vocês mas… a vida nunca corre como planeado não é? – Aquele pesar percetível no seu rosto passara agora para o seu tom de voz.
– Como nos encontraste? – Quis saber, não que eu desconfiasse de Stefan, apenas achava estranho o facto de ele surgir assim do nada.
Ele mordeu o lábio receoso quanto a contar-nos algo, algo que o incomodava.
– Vocês podem não acreditar mas foi pura coincidência… — Ele deixou algo por dizer, que deixou a dúvida a pairar no ar.
– Stef, não devias estar na república checa enfiado num monte de livros para conseguires passar a anatomia e afins? – Questionou Damon, ele estava tão desconfiado quanto eu e tinhamos motivos para estar assim.
– Devia. – O moreno tornou a morder o lábio e desviou o olhar para a água.
– Stefan, acho que nós merecemos explicações, não achas? Ligas-me assim do nada e dizes-me que não posso contar a ninguém que te reencontrei, apareces de repente nas maldivas… sinceramente! Nós não merecemos explicações, nos exigimos explicações, Stefan e umas em condições senão podes crer que vou seguir a minha vida sem ti, como tenho feito até agora, vou esquecer que te encontrei, vou continuar a acreditar que sei lá… que estás morto! Lembro-me bem de criticares o Damon por nos ter deixado mas acabaste por fazer exatamente o mesmo seu egoísta, eu perdi tudo do dia para a noite, eras tudo o que eu tinha naquele momento e tal como toda a gente, deixaste-me na mão. Sabes o quanto eu sofri por estar sozinha? Sabes? Duvido que sequer consigas imaginar! Se não fosse pela Caroline eu provavelmente seria encontrada morta na banheira com os pulsos cortados ou até mesmo afogada! Eu quase desisti de lutar, estive a um passo de acabar com tudo de uma vez e sabem porque é que não o fiz? Porque, ao contrário de vocês, eu não fui uma covarde! – Limpei as lágrimas que caiam sem parar, não sabia de onde tinha vindo tudo aquilo, não fazia a menor ideia mesmo mas sabia bem tirar aquele peso dos ombros após tanto tempo a reprimir todas aquelas malditas emoções.
Stefan olhou-me e o seu olhar refletia uma enorme dor e encheu-me de pena, ajoelhei-me a seu lado e segurei o rosto dele entre as minhas mãos.
– Desculpa, irmão – Pedi honestamente, sentindo a pior pessoa do mundo, o alívio já tinha ido embora e agora só restava a culpa pelo que havia dito, que palavras tão crueis…
– Tudo bem Elena, não disseste uma única mentira. E tens razão vocês merecem a verdade e eu planeio contar-vos tudo, só vos peço que seja num lugar um pouco mais privado…
– Tudo bem, vamos para o Hotel – Damon falou finalmente porém num tom de voz rude, rezei para que ele não estivesse chateado comigo mas uma grande parte de mim gritava-me que ele de momento me odiava mas o meu medo acalmou quando ele, no caminho até ao carro, segurou delicadamente a minha mão e eu vi as lágrimas que ele deixava cair, um pedido de desculpas silencioso que só eu poderia entender.
(leiam as notas finais pff)
Notas finais
Pronto é o seguinte eu queria falar-vos de uma iniciativa que vi uma escritora (não me lembro) fazer numa fic qualquer e achei bastante interessante.
Um sistema de bonificação.
Então é assim, quem deixar reviews recebe, por MP, alguns extras da fic, tipo capítulos extra, fotos, etc, o que se lembrar vá vocês até podem dar ideias (:
Então, eu irei fazer isto porque, vocês podem não imaginar, mas os reviews são extremamente importantes, eles motivam o escritor, saber que os leitores estão a gostar dá vontade de escrever ainda mais e melhor! (:
Portanto é isso minha gente, e se quiserem receber os extras têm que avisar, tipo "Quero o extra" ahahahahah, se não avisarem presumo que não queiram oki? E se por acaso se esquecerem de dizerem que querem no review podem avisar por MP, é isso...
Até ao próximo capítulo, beijos*
P.S: Pelos vistos agora não dá para mandar MP seguidas, posso ter a minha conta bloqueada por isso, depois de comentarem mandem uma MP para mim a pedir novamente o extra que eu aí já posso responder sem ter a conta bloqueada (:
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