Promises

10 Capítulo 9 - O meu salvador


Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem mas não tive tempo x:
Espero que gostem :D

- O que faz uma mulher tão bonita como tu sozinha? – Perguntou uma voz desconhecida.

Olhei o recém-chegado de alto a baixo avaliando a sua aparência discreta, deveria ter cerca de 25 anos, os olhos eram extremamente escuros, quase negros, conferindo-lhe uma aparência um pouco assustadora, tinha cabelo curto e liso tão escuro quanto os olhos. Era, sem dúvida, bastante bonito. Usava umas vestes pretas, discretas. Casaco de cabedal e calças de ganga escuras. Mas era fácil de perceber que havia de ter um corpo delicioso.

Ergui o copo sorrindo fracamente.

- Bebo – Ele riu, formando umas rugas de expressão nos olhos, e acenou apreciando o conteúdo do copo. Whisky de puro malte.

- Vejo que sim. Quer compainha? – Perguntou educadamente.

Pensei em recusar mas pensei, porque não? Eu tinha vindo aqui para me divertir e parecia ser mesmo isso que o homem queria, diversão.

Sorri sedutoramente.

- Quero sim – Pisquei o olho enquanto o homem sentava a meu lado pedindo o mesmo que eu ao barman.

- Não me disse o seu nome – Esboçou um sorriso malicioso e aproximou-se uns centímetros de mim.

- Elena, e o seu?

- Prazer, Elena – Disse o meu nome de forma sedutora fazendo uma corrente elétrica percorrer-me. – Eu sou o Tyler.

- É um prazer conhece-lo, Tyler – Repeti mais ou menos as suas palavras. Arriscando passei a mão pelo seu braço rijo, devia passar horas no ginásio. Tyler pareceu apreciar o gesto pois olhou-me com desejo.

POV Damon

Katherine viera a viagem até casa calada, notava-se que a presença de Elena na minha vida não lhe agradava e eu compreendia mais ou menos mas ela ia ter que se habituar, Elena era a minha irmãzinha.

Chamei o elevador e em segundos estavamos na luxuosa penthouse. Katherine livrou-se do casaco pendurando-o no cabide, sempre em silêncio.

- Vou para a cama, estou cansada – Falou por fim, sem grande emoção.

- Amor não quero que fiques incomodada com a Elena – Pedi honestamente, olhando-a naqueles olhos castanhos, um pouco mais escuros que os lindos olhos de Elena.

Katherine olhou-me surpreendida, não estava a espera que eu fosse tão observador, mas ela já devia saber depois de quase dois anos juntos.

Ela encolheu os ombros, servindo-se de vodka pura e sentando-se no sofá. Servi-me de whisky e sentei-me a seu lado.

- Desculpa, fofo, é só que incomoda-me a maneira como ela te olha – Olhei-a confuso com as suas palavras, Elena não me olhava de maneira nenhuma em especial, pelo menos era isso que eu achava – Não sei explicar Damon, ela olha-te com tanto amor que eu sinto-me intimidade.

Amor? O meu coração acelarou quando Katherine mencinou aquela palavra. Se havia algo em que eu pensava quando olhava para a minha irmã era em amor mas era um amor normal entre irmãos. Secalhar um pouco mais forte que isso mas mesmo assim, amor de irmãos. Sim, quando era mais novo eu posso ter confundido isso mas agora eu tinha total certeza que só a via como uma irmã… Certo?

- Diz alguma coisa, Damon. Por favor não te chateies, eu não queria uma discussão – Katherine olhou para as mãos entrelaçadas no seu colo. Segurei-lhe o queixo para que olhasse para mim e esbocei um sorriso tranquilador.

- Isso são coisas da tua cabeça, querida – Sorri mas Katherine reagiu mal às minhas palavras. Deu um estalo na minha mão retirando-a do seu queixo e olhou-me semicerrando ameaçadoramente os olhos.

- Não me digas que estou maluca, eu sei o que vejo! – Rosnou. Ergui uma sobrancelha espantado com a sua reação, não esperava que ela fosse ficar tão ofendida.

- Tem calma, não te estou a dizer que estás maluca. Estou a dizer que conheço a muito bem a Elena e que sei que ela não tem segundas intenções – Respondi um bocado torto chateado com a sua reação. Achava simplesmente rídiculo o facto de ela ter ciúmes da minha própria irmã.

- Tu não falas com ela há dois anos! – Gritou exasperada começando a gesticular furiosamente – Ela pode ter mudado, Damon. Não gosto que essa vaca olhe para o que é meu! – Katherine levou as mãos à boca quando tomou consciencia do que disse e viu as chamas que com certeza passaram pelos meus olhos.

- O que é que lhe chamaste? – Perguntei ameaçadoramente. Um ódio percorreu as minhas veias ao ouvir a palavra vaca associada ao meu anjo. – O que é que lhe chamaste Katherine?!

Ela olhou-me assustada.

- Desculpa, amor. Foi mesmo sem querer, eu sei que foi um erro – Uma lágrima escorreu pelo seu rosto delicado e isso acalmou um bocado a minha fúria mas mesmo assim eu continuava com uma raiva tremenda que não conseguia ficar em casa.

- Elena não é uma vaca, muito pelo contrário. Ela é uma princesa, Katherine e precisa de ser tratada como tal. Tu não sabes aquilo porque ela passou, em parte por minha causa, e eu devo-lhe grande parte da minha felicidade. Ela perdoou-me e ao fim de todo este tempo eu tenho a minha irmazinha de volta. Não me estragues isso, peço-te. – Rosnei não me conseguindo controlar. Elena uma vaca? Nunca! Nunca! Nunca! Como é que ela tinha a ousadia de dizer tamanha calúnia?

Ela pareceu magoada com as minhas palavras.

- Estás a ver? Ela aparece e no mesmo dia estamos a discutir. Começo a achar que esse amor é recíproco! – Berrou sem sequer impedir as lágrimas que caiam velozmente.

- Eu amo-a imenso, é verdade. Mas como irmã, Katherine! Vê se pões isso na tua cabeça de uma vez por todas. É contigo que eu estou, não é? – Gritei começando a ficar farto da sua teimosia insuportável.

- E depois dás por ti a ama-la mesmo e eu fico na merda não é?

Sem ter paciência para continuar a aturar os seus ataques de ciúme agarrei no casaco e fui até à porta.

- Onde é que vais? – Perguntou desconfiada.

- Preciso de arejar, e não, não vou ter com a Elena para consumar o nosso “eterno amor” – Falei sarcástico. Bati com a porta atrás de mim concluindo que precisava de uma bebida. Fui dirigindo até que passei por um clube noturno que me chamou atenção, nada melhor do que um lugar como aquele para afogar mágoas. Wellesbourne, era como se chamava o local.

Entrei e dirigi-me imediatamente ao balcão sem sequer prestar atenção às pessoas por quem passava.

Bebi dois shots de absinto sentindo a garganta a queimar terrivelmente mas não me importei. Ia pedir o terceiro quando uma vontade subita de mijar surgiu. Aos trambolhões consegui chegar até à porta da casa-de-banho dos homens.

Quando ia a entrar consegui ouvir uma voz feminina a gritar:

- Largue-me! Está-me a magoar!

POV Elena

Tyler prensou-me contra a parede de uma das cabines da casa-de-banho masculina. Agarrei-o pelos cabelos e puxei-o para um beijo de tirar o folego, as nossas línguas lutavam tentando cada uma assumir o controlo do beijo.

Senti as suas mãos massajarem o meu sexo por cima das cuecas e correntes elétricas percorreram todo o meu corpo com aquele toque. Para o compensar, abri o fecho das suas calças e agarrei o seu membro pulsante por cima dos boxers fazendo-o soltar um gemido alto.

Fui erguida por um par de mãos fortes e estava prestes a perder as cuecas quando o telemóvel dele tocou quebrando o momento. Fiquei visivelmente incomodada pois estava por demais exitada para parar.

- Atende, pode ser importante – Disse a contragosto ainda furiosa por termos sido interrompidos.

Tyler pousou-me no chão e atendeu. As suas feições frustradas, ele devia estar tão incomodado quanto eu, passaram rapidamente a preocupadas e por fim assumiram uma expressão de pânico total.

- Elena, desculpa mas eu tenho que ir. A minha mãe está no hospital – Pude ver que ele estava quase a chorar e acenei imediatamente com a cabeça para o tranquilizar.

- Vai, vai – Disse empurrando-o para a saída – Eu espero uns minutinhos e saio já a seguir.

Ele deu-me um beijo casto nos lábios e sorriu ficando ainda mais bonito.

- Espero que nos voltemos a encontrar – E saiu.

Aproveitei para me recompor e passados dez minutos saí. Por azar ao mesmo tempo que eu abandonava a cabine um outro ser teve a mesma ideia e quando olhou para mim esboçou um sorriso preverso.

- Acho que se enganou na casa-de-banho, menininha – Frizou a palavra aproximando-se lentamente de mim. Olhei-o de cima a baixo e fiquei assustada só de olhar para ele. Era alto, gordo, careca e tinha uma daquelas barbichas dos motards. Usava um colete preto de cabedal e umas calças rotas com uma corrente do lado direito.

Forcei um sorriso e tentei passar por ele em direção à porta mas ele barrou-me o caminho.

- Vais embora tão cedo? – Perguntou com malícia fazendo-me sentir nojo. Olhei em volta e vi que estavamos completamente sozinhos. Merda, eu estava metida em apuros. Pensei em gritar mas era preciso estar mesmo perto da porta para conseguir ouvir alguma coisa por cima do barulho da música.

- Sim, o meu namorado está a minha espera – Menti tentando intimidá-lo. Não resultou mas também tinha as minhas dúvidas quanto a algo que o pudesse intimidar.

- Achas que ele se importava muito de partilhar? Não é todos os dias que tenho o prazer de ver uma mocinha indefesa assim tão bela – Lambeu os lábios e descaradamente ajeitou o membro duro. A minha garganta secou e comecei a entrar em pânico.

- Preciso mesmo de ir – Disse numa voz sumida tentei correr até à porta mas ele segurou-me pelo braço – Está a aleijar-me.

Ele empurrou-me contra uma parede colando o seu corpo nojento ao meu. Uma vontade de vomitar apoderou-se de mim ao sentir o seu bafo de álcool no meu rosto.

- Espero que o teu namorado não seja ciumento — Riu e beijou-me. Tentei-me desviar mas ele segurou-me no maxilar com força provocando uma dor horrenda. Comecei a gritar mas ele deu-lhe um estalo abrindo-me um corte no lábio. As lágrimas ameaçavam começar a cair a qualquer momento.

Tentei empurra-lo mas foi completamente em vão. Fiz o que tinha a fazer, estiquei o joelho e ia-lhe acertei no meio das pernas mas ele agarrou-me na canela puxando-me a perna. Perdi o equilíbrio e caí batendo com a cabeça na parede atrás de mim. As lágrimas caíram e a dor tornou-se cada vez mais insuportável.

- Mulheres, usam sempre o mesmo truque baixo – Comentou rindo da minha figura. Com aquelas mãos nojentas rasgou a minha saia e o meu top deixando-me em roupas intímas.

- Largue-me! – Gritei ganhando outro estalo. Ele levantou-me e pos-me em cima do lavatório agarrando-me com força nas coxas. Iam ficar pisadas.

- Largue-me! Está-me a magoar! – Gritei e quando estava prestes a levar outro estalo a porta foi aberta com violência e a pessoa que eu mais queria ver naquele momento apareceu à porta.

- Larga-a, JÁ! – Berrou Damon e avançou para o gordo. Ele ia esticar a mão para socar o meu irmão no rosto mas eu segurei-a evitando. Com um movimento brusco sacudiu-me e eu caí do lavatório aterrando com as costas no chão. Dei um grito de dor.

O homem ia matar Damon se eu não fizesse nada. Ignorando a dor nauseabunda corri até ao clube tapando-me com os farrapos de roupa, fui até aos seguranças que guardavam à porta das traseiras. Mal me viram correram até mim. Indiquei-lhes o que se passava na casa-de-banho e em segundos a situação estava controlada, Damon não ficou muito mal, apenas com um olho pisado.

A dor começou a intensificar-se cada vez mais e comecei a ficar tonta. A última coisa que vi antes de perder a consciência foi Damon a correr até mim.

Acordei com uma dor de cabeça horrível e com as costas um caco. Senti-me como se tivesse sido atropelada por um camião TIR.

Olhei em volta e percebi que estava deitada na parte de trás de um carro, o carro de Damon.

- Para onde vamos? – Perguntei ao meu irmão que ia a conduzir. Ele não desviou os olhos da estrada mas imaginei a carranca que se formou no seu rosto.

- Para minha casa, e depois chamamos um médico – Disse sem grande emoção, algo se passava, ele tentava esconder algo.

Eu não queria ir a casa de Damon, com certeza não seria bem vinda e eu precisava do apoio da minha melhor amiga.

- Damon eu não quero, eu quero ir ter com a Carol – Pedi fracamente sentindo dor em todo o meu corpo. Damon pegou no meu telemóvel que estava na sua posse e quando ia ligar para Caroline a minha amiga ligou.

- Não é a Elena.

- Tens que vir aqui, a Elena precisa de ti.

- Deixa-me falar com ela – Pedi, Damon estendeu-me o telemóvel.

- Car? – Chamei com a voz a fraquejar cada vez mais. Sentia que estava prestes a desmaiar e queria ter a minha amiga por perto mas não podia estragar a noite dela com Klaus, eu estava bem. – Como correu?

- Elena! O que é que tens? – Insistiu preocupada.

- Bati com a cabeça, nada de mais – Omiti tudo o resto para que a Caroline ficasse descançada – Estás sozinha?

- Não, estou com o Klaus. O que é que isso importa? Onde estás, Elena? O que aconteceu? – Sorri feliz por os dois se terem entendido.

- Fica com ele. O Damon cuida de mim. Amo-te, fofa – Disse e entreguei o telemóvel a Damon.

Deitei a cabeça em cima do braço e adormeci, deixando de resisitir ao cansaço.

POV Damon

Eu ia apanhar o desgraçado que maltratara a minha maninha, ia esfaquea-lo até ele se assemelhar a um queijo suiço. Estacionei o carro na garagem e peguei na minha irmã, que dormia vestida apenas com o meu casaco. Suspirei. Ela era perfeita, sem dúvida.

Entrei em casa e vi que Katherine dormia no sofá com a televisão ligada, não ia acordá-la. Não me apetecia lidar com um ataque de ciúmes maníaco.

Pousei Elena no meu quarto e da minha namorada, indo até ao armário para lhe arranjar um pijama. Peguei numa camisa de noite de Katherine e vesti-a, tentando não olhar para o seu corpo exposto mas ao ver as pisaduras nas coxas não resisti e ao ver o resto dos ferimentos o meu ódio aumentou.

Pousei-a na cama e quando estava prestes a ir para o quarto de hóspedes ouvi a sua vozinha doce.

- Damon? N-Não vás… — Pediu segurando fracamente na minha mão. Olhei-a com carinha e deitei a sua cabeça ano meu colo. Fiz-lhe festinhas no cabelo até ela cair no sono e por fim, liguei a um médico para ela ter os melhores cuidados do mundo.

Notas finais
Como será que Katherine vai reagir quando perceber que Damon esteve com Elena? uiui
Espero que tenham gostado *-*
Please deixem um review gente, o capítulo passado não teve muitos :c
Façam uma escritora feliz, sim? (a)