Promises
6 Capítulo 5 - Bem vindos a LA
Notas iniciais
Muito obrigada Lucio, Petrova Blood, Maria Eduarda Somerhalder e Graziela Júlia Salvatore, muito obrigada pelas vossas recomendações mais que lindas *-*
Amei, juro que amei! Muito muito obrigada :D
Faziam exatamente dois anos desde que a minha vida dera uma volta de 180º e onde estava eu? Simplesmente a caminho de LA com a minha amiga loira, parecia uma cena tirada de um filme mas na verdade era a minha vida a recompor-se aos pedacinhos.
Depois de tudo aquilo ter acontecido eu passei tão mal que era como se me fosse arrastando pelos dias, sem nenhum objetivo, nenhum propósito. Durante o primeiro ano sonhava todos os dias com os meus pais e especialmente com Damon, sonhava que me perdia eternamente na imensidãi daqueles lindos olhos azuis. Ao contrário do que se possa pensar Stefan e eu não nos tornamos mais próximos, muito pelo contrário, fomo-nos afastando cada vez mais. Já não havia nada que nos ligasse e passados seis meses desde o dia da morte dos nossos pais Stefan decidiu ir estudar para a Europa, desde então nunca mais o vira nem falara com ele. Sentia saudades do meu irmão mas já me tinha acostumado com a sua ausência.
Já não pensava tanto nos meus irmão, tinha aprendido a sobreviver com eles, tinha aprendido a ser independente e tinha aprendido com a melhor pessoa do mundo.
Caroline sorriu-me tentando transmitir-me um pouco da sua confiança. Eu ainda tinha as minhas dúvidas quanto a ir para LA mas a loira garantira-me que eu iria adorar. Claro que não tinha dinheiro para pagar uma residência pelo que ficaria com Caroline e tentaria ajudar o máximo possível. Enquanto ela ia às aulas durante o dia eu ia correr por LA de audição em audição tentando vingar no mundo do espetáculo uma vez que ir para a universidade estava fora de questão já que dinheiro era uma coisa que eu não tinha. À noite iria trabalhar num bar como empregada de mesa, não era o ideal mas eu também não podia viver completamente às custas da minha amiga por mais dinheiro que ela tivesse.
- Elena, tens batom de cieiro? – Perguntou a minha melhor amiga franzindo os lábios para o espelho.
Abri a mala e vi aquele papel branco imaculado que eu guardava comigo à dois anos, sabia que era rídiculo mas confiava que eu dia iria ter a possibilidade de entregá-la a Damon.
Flahsback ON
- Elena, vê a carta. – Implorou Stefan – Vais-te arrepender se a rasgara.
Stefan tentava chamar-me à razão enquanto eu segurava o papel inundado com lágrimas minhas nas minhas mãos. Neguei com a cabeça. Nada poderia justificar o que o meu irmão fizera, nada.
- Tenho a certeza que ele teve um bom motivo para ir embora. Lê e se quiseres depois podes rasgara carta – Lágrimas cristalinas escorriam pela minha face, mordi o lábio até sair sangue. A dor era tanta, como é que eu poderia alguma vez suportá-la. Algo dentro de mim se alterou. Eu não podia rasgar aquela carta, era tudo o que eu tinha de Damon. Tudo. Não podia rasgá-la. Nessa noite, no meu quarto, fui até à janela ver a lua cheia. Era tão linda. Não conseguia dormir, de cada vez que me virava na cama esperava encontrar o sorriso de Damon e ele nunca estava lá. Apertei o meu próprio tronco impedindo que este se desmoronasse. Os meus olos desviaram-se até à mesinha de cabeceira. A carta de Damon estava cuidadosamente pousada na madeira clara.
Antes que me arrependesse peguei no papel e comecei a ler.
Querida Elena,
Não te queria abandonar, aliás faria tudo para estar contigo neste momento. Para te estreitar nos meus braços e nunca te deixar sair. Sabes que, para mim, significas o mundo, certo?
Mas eu não ia conseguir ficar junto a ti sabendo que me irias odiar. Dói pensar que te amo e que tu de mim só irias querer distância.
Quando acabares de ler esta carta provavelmente nunca mais vais desejar ouvir o nome e eu irei compreender.
Eu tirei tudo de ti Elena e não tinha esse direito, eu não tinha o direito de te magoar como magoei. A culpa de os nossos pais terem tido o acidente é minha, toda mim e sinto-me a morrer por dentro por causa disso. De cada vez que olho ao espelho vejo um assassino alguém nada digno do teu afeto, do teu sorriso e muito menos do teu amor. Porque era tudo isso que eu queria, eu queria o teu amor mais do que qualquer outra coisa. Mas eu não mereço Elena, eu mereço morrer, isso sim.
Estou tão só neste momento, tão tão só…
Sinto tanto a tua falta, é como se tudo à minha volta não fizesse o menor sentido. Tu alegras o meu dia, tornas tudo tão perfeito meu anjo. Vais estar sempre no meu coração, Eleninha, sempre.
Sei que quebrei a minha promessa, sei que não mereço o teu perdão mas espero que um dia mo concedas.
Amo-te, para sempre,
Damon Salvatore.
Flashback OFF
Depois de ler essa carta o meu coração, já desfeito, simplesmente deixou de existir. A culpa não era dele, como é que ele podera alguma vez pensar que eu iria quere-lo longe de mim? Era a coisa mais absurda de sempre. Tudo o que eu queria era tê-lo comigo.
Depois de ler a carta e chorar horas a fio escrevi uma resposta e é essa resposta que guardo comigo, desde o dia em que ele partiu. O meu pedacinho do Damon.
Quando olho para trás pergunto-me se o amava apenas como um irmão? Às vezes penso que era algo mais, algo mais intenso mas que acabara por desaparecer evantualmente.
Ele seria sempre o meu heroi, independentemente de eu o amar ou não.
POV Damon
- Amor? – Chamei mal cheguei a casa. Estava euforico demais para me conseguir controlar.
A minha linda namorada surgiu à minha frente com o sorriso mais lindo que eu alguma vez vira.
- Olá querido – Delicadamente juntos os nossos lábios fazendo, com esse simples toque, que todo o meu ser pegasse fogo.
- Consegui o papel – Disparei já não aguentando mais esconder a novidade – Vou ser o protagonista!
Katherine atirou-se para os meus braços distribuindo beijos ao longo de todo o meu rosto.
- Quando começam as gravações? – Perguntou entusiasmada. Ela sabia o quanto eu queria aquele papel, ia significar uma grande reviravolta na minha carreira.
- Ainda não é certo, ainda não está decidido quem será a outra protagonista – Lamentei-me encolhendo os ombros. Eu queria muito começar com as gravações mas a busca pela mulher perfeita não estava a correr muito bem.
Enrosquei-me no sofá com a minha supermodelo e ficamos assim bem juntinhos a ver televisão até adormecermos.
POV Elena
Cheguei por fim ao maldito estúdio onde decorria a maldita audição para o maldito papel na maldito série da maltida CW. E eu estava ligeiramente atrasada. Sentei-me à espera que chamassem o meu nome.
Quando vi uma data de rostos que tal como eu estava ali pelo papel o meu medo intensificou-se. Qual era a probabilidade de ser eu a conseguir? Era muito escassa mesmo, tinha que dar o melhor de mim.
Um míuda baixinha veio até mim.
- Queres ensaiar comigo? – Perguntou. Encolhi os ombros e fui com ela para o canto da sala. Não eramos as únicas a faze-lo.
Reparei num homem lindo de cabelo claro e olhos azuis que me olhava fixamente. O seu rosto não me era estranho mas o olhar dele incomodava-me.
Comecei a dizer as minhas falas tentando colocar a emoção necessária e acho que me sai bem. Respirei fundo e quando ouvi o meu nome entrei numa sala onde estavam quatro juris atrás de uma mesa.
Mal me deram autorização para começar sai do meu próprio corpo e reencarnei na personagem.
Obtive um bom feedback por parte daqueles seres que dicidiram o meu futuro. Estava com esperanças de conseguir o papel.
Duas semanas depois recebi a resposta.
- Elena Salvatore? – Perguntou a voz do outro lado.
- Sim…
Resisiti ao impulso de roer as unhas.
- Lamentamos mas você não conseguiu o papel.
Sentei-me no sofá segurando o telemóvel nas mãos. Uma tristeza apoderou-se de mim.
Tocaram à campainha e vagarosamente fui até à porta.
- Quem é? – Perguntei.
- Elena? – Chamou uma voz desconhecida do outro lado. – Posso entrar?
Abri a porta sem tirar a tranca e consegui identificar o homem que vira no estúdio.
- Quem é você? E como sabe onde eu moro? – Perguntei sentindo o medo crescer no meu peito.
O homem riu.
- Calma, tenho quase a certeza que já ouviu falar de mim. O meu nome é Klaus Mikaelson e estou aqui para falar consigo, creio que imagine sobre quê.
O meus olhos saltaram das órbitas e antes que conseguisse impedir um guinchinho histérico libertou-se.
Abri a porta deixando o homem entrar.
Klaus Mikaelson, o caçador de talentos, estava neste momento em minha casa. Será que eu morri e fui para o céu?
Notas finais
Já devem ter percebido que no próximo capítulo haverão cenas delena ^^
Mereço reviews? ^^
Beijinhos e Feliz ano novo gente ♥
Fale com o autor