Promises

33 Capítulo 32 - O caminho da felicidade [+ bónus]


Notas iniciais
Nem demorei muito, ou demorei? Eu já tenho trabalhos para fazer e a escola começou à menos de duas semanas, isto não é normal --'
Enfim, consegui finalmente um tempinho para postar em Promises porque atualizei Last Love mais recentemente então estou a tentar alterar alternadamente, para não atrasar demais em nenhuma fic :))
Queria agradecer todos os incríveis comentários do capítulo passado, obrigada gente *-*
Vemo-nos lá em baixo :D

Os meus pensamentos não eram, de todo, os mais agradáveis, o meu corpo tremia levemente, as minhas mãos, que roçavam uma na outra, suavam dos nervos. Eu não estava minimamente pronto para a encontrar, estava ansioso de mais, atrapalhado de mais, sem saber bem o que falar.

Percebendo o meu nervosismo Lexi segurou a minha mão olhando para mim com ternura.

- Vai correr tudo bem – Fitei aqueles orbes castanhos e percebi o quanto me havia afeiçoado à presença da loira. Nos poucos meses que estive com ela a nossa ligação havia crescido de uma forma incomensurável, ela era como uma verdadeira irmã para mim.

- Não sei, ela não me vai aceitar de volta. Eu errei, muito – Voltei o rosto para o lado, sem realmente ver nada, evitando olhar os olhos determinados e confiantes da minha melhor amiga.

- Se não tentares não vais saber ao certo – Revirei os olhos incomodado com tanto otimismo. – Não queres ligar ao Stefan? E vamos indo para casa dele…

- Mas… Mas já? – Perguntei com medo, não me sentia minimamente pronto para tal reencontro. Se Elena chegasse e me atirasse a cara que eu não prestava? Ou até se me atirasse uma cadeira e depois me dissesse que eu não prestava?

Lexi revirou os olhos perante o meu receio e, após depositar um conjunto de moedas em cima da mesa, arrastou-me dali para fora até ao nosso carro alugado junto ao aeroporto.

A viagem até casa de Stefan havia sido mais rápida do que aquilo que eu esperava que fosse e o meu coração acelerou drasticamente ao fitar aquela fachada que eu conhecia tão bem.

O pequeno trajeto até à porta de entrada parecia um caminho sem fim, finalmente Lexi tocou à campainha depois de perceber que eu não me iria mexer.

A porta abriu e um rosto belo e extremamente espantado surgiu do outro lado, segurando uma criança pequena nos braços com oito meses.

- Da... Damon? — Murmurou em estado de choque a loira ao fitar os meus olhos azuis. Esbocei um sorriso nervoso, sem saber bem como agir e Rebekah atirou-se para os meus braços, apertando-me com força. Segurei-a tentando não magoar Gracie que dormia calmamente.

Depois de nos afastarmos fiquei a olhar o pequeno embrulho sentindo a saudade atrofiar-me o peito. Sem dizer nada Rebekah estendeu-me a filha de Stefan, com um sorriso brilhante no rosto.

- Cada vez mais linda... — Murmurei com admiração. Qual seria a sensação de segurar o meu próprio filho ao invés de segurar a minha sobrinha? Uma lágrima ameaçou verter ao dar-me conta, cada vez mais, do quão errado eu estava. Ser pai era, definitivamente, para mim. Não havia de ter medo, de repudiar a ideia e o simples pensamento, eu devia aceitar Elena e fazê-la feliz e eu fizera exatamente o contrário.

Lexi pigarreou a meu lado, captando a minha atenção.

— Ah! Rebekah esta é a Lexi, Lexi esta é a Rebekah, mãe da minha sobrinha — Apresentei esboçando um sorriso de lado. Lexi sorriu docemente para a loira que ergueu uma sobrancelha com desagrado forçando um sorriso. Lexi ficou desconfortável.

- Entrem -Ela convidou enquanto eu a olhava tentando decifrar o porquê daquela atitude com Lexi — Fiquem à-vontade.

Lexi sentou-se no sofá, claramente nada à-vontade e olhou em volta, sem conseguir disfarçar o espanto perante casa mais bela. Eu também olhei, mas não para a beleza da casa, mas sim para tentar determinar certa presença. Suspirei de alívio e preocupação ao ver que ela não estava. De preocupação porque estava mais que ansioso por vê-la, de alívio porque ainda não tinha decidido o que dizer. Afinal como se pedia desculpa de um erro cometido quatro meses atrás?

- Damon? Podes-me ajudar a preparar o leite de Gracie? — Ela pediu educadamente, recusando-se a encarar a minha amiga. Franzi o sobrolho, desconfiado, mas acabei por acompanhá-la na mesma.

- Que se passa? — Perguntei e Rebekah fuzilou-me com aqueles olhos castanhos. A minha única vontade era esconder-me atrás do balcão.

- Que se passa? — Ela segredava, como se ninguém mais pudesse ouvir a conversa. — Estás a brincar comigo? Qual é a tua ideia ao trazê-la aqui? Queres magoar ainda mais a Elena? Sabes, tu podes já ter superado mas ela ainda te ama como se fosse ontem! E tu vens esfregar-lhe na cara que já seguiste em frente ao mostrar esta tua loira plastificada de revista? Sabes, estás a ser um idiota! Isto não é um jogo, os sentimentos de Elena não são para brincar. Já os espezinhas-te uma vez, vieste aqui para tornar a fazê-lo?!

Enquanto ela tentava recuperar o fôlego após o seu enorme discurso a minha mente tentava associar tudo. Como assim eu tinha superado? Muito pelo contrário!

- A Lexi é apenas uma amiga! — Foi tudo o que consegui dizer. O meu cérebro ainda estava empancado no "ela ainda te ama" essas simples palavras haviam sido capazes de fazer surgir algo que Lexi tentou trazer à tona durante quatro meses, completamente em vão. Esperança.

Talvez ainda houvesse esperança.

Talvez eu pudesse ser perdoado.

Talvez ainda pudessemos ficar juntos.

Talvez ainda pudessemos ser feliz.

Talvez ainda podessemos ser nós, Damon e Elena, Elena e Damon. Uma força inabalável, incomparável, imparável.

- Ah Damon vais-me mentir? Nós vimo-vos no café junto à clínica, tão fofos que vocês são, o casal perfeito — Ela revirou os olhos, a voz marcada por um imenso sarcasmo.

- Nós? — Perguntei já sentindo o pânico trepar pelo meu ser.

- Sim, eu e Elena! Como é que achas que ela reagiu? Ela ficou destroçada, Damon. Como é que tens coragem?

- Elena?! Não! Vocês entenderam tudo mal, merda! Não tenho tempo para explicar, onde é que ela está?

- Damon...

- ONDE É QUE ELA ESTÁ?- Berrei alterado. Eu não podia perdê-la, não por causa de um maldito equívoco. Não podia ser, este não podia ser o nosso fim.

Seria um novo começo, um começo melhor, um começo sem fim, uma viagem interminável, a verdadeira busca pela felicidade? Busca? Ri mentalmente. Não havia mais necessidade de buscar o que quer que fosse. Eu já havia encontrado tudo para ser feliz, a minha Elena, e só de pensar que poderia ficar sem ela o meu coração ficava fraco.

- Em casa da Caroline, eu deixei-a lá depois...

Nem precisei de ouvir mais, entreguei Gracie à mãe e saí disparado em direção ao carro.

- Damon? — Ouvi Lexi chamar, mas ignorei por completo. Ela não importava agora, só havia uma pessoa na minha mente e essa pessoa era morena.

***

"A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor."

- Autor desconhecido

- Elena tens a certeza que não te importas que eu vá? Ouve eu posso cancelar, sabes? — Perguntei pela milionésima vez. Sentia-me mal deixar por a minha melhor amiga assim naquele estado completamente sozinha mas ao mesmo tempo estava ansiosa por ir sair com o Klaus. O loiro tornara-se a pessoa mais importante da minha vida tal como Elena. Nestes últimos dias faziamos sempre coisas juntos, a nossa amizade era tão forte, daquelas para durar mesmo.

Sabia que ele estava apaixonado por mim mas preferia fechar os olhos a esse facto, não queria lidar com mais desilusões. Uma fora necessária para aprender, não cometeria novamente esse erro.

- Eu fico bem, vai-te divertir — A morena forçou um sorriso que nem lhe chegou aos olhos mas suspirando acabei por me ir embora.

Klaus esperava-me à entrada do meu lar, ostentava um enorme sorriso no rosto que fez as minhas entranhas virarem gelatina. Decidi ignorar essa sensação.

- Boa noite. Estás linda — Cumprimentou deixando um beijo singelo na minha bochecha que corou com o seu elogio. O que se passava comigo? Que reações eram aquelas?

- O-obrigada — Balbuciei sentindo-me nervoso. Sorrindo torto ele arrancou. Iamos ter um programa simples, cinema e depois jantar. Não era um encontro mas sim uma saída de amigos que apenas se queriam divertir, era isso que eu dizia a mim mesma repetidas vezes.

Fomos ver um filme de ação, por opção minha já que Klaus queria ver um romance. Eu não. Não queria tornar aquilo demasiado estranho com um filme sobre eternos apaixonados, aliás nem fazia muito o meu tipo de filme. Achava muito mais piada a homens carecas a efetuar manobras ilegais em corridas, também ilegais, de carros do que um marmanjão qualquer a beijar a mão da sua "dama".

A minha atenção estava toda voltada para o filme pelo que não pude perceber os olhos do Klaus em mim, analisando todas as minhas reações, durante todo o filme. Eu não entendia o que ele via de tão especial em mim, nunca ninguém vira antes, apenas fingira que vira algo que me tornava "única" ri mentalmente com azedume da minha ingenuidade.

Por fim o filme acabou com um pedido de casamento e não pude evitar lembrar-me de coisas desagradáveis. Não entendia porque motivo a presença de Klaus me fazia lembrar de todas as minhas antigas relações, ou melhor, aquela relação em específico.

Mordi o lábio ao lembrar-me dos olhos escuros que por muitas noites me atormentaram, de início de uma forma que me agradava, que me era prazerosa depois de uma maneira dolorosa, que apenas me fazia chorar por noites e noites a fio.

Mas nem valia a pena chorar sobre o leite derramado, o que aconteceu aconteceu e isso tornara-me mais forte.

O jantar decorreu às mil maravilhas, tanto a comida como o local eram perfeitos. O clima meio romântico do estabelecimento deixava-me os pelos eriçados, os nervos à flor da pele. Se eramos apenas amigos porquê ir a um lugar como aqueles? Eu estava a exasperar de tal modo que quando me dei conta tratei de acalmar-me. Somos só amigos, independentemente do local onde estamos, repeti para mim mesma durante aquela hora e meia.

Tinha sido perfeito, sem dúvida. Klaus era a melhor companhia que alguém poderia ter, um excelente cavalheiro, bem educado, galante, divertido e preocupado.

Paramos novamente em frente ao meu lar e eu fitei o meu andar com desgosto. Não queria ir embora, queria prolongar o momento, aproveitar ainda mais a sua presença, tragá-la, banhar-me nela até não poder mais.

Quando fitei aqueles intensos olhos cor do mar o meu mundo desabou por completo. Era Klaus, ele era perfeito. Nunca me magoaria.

O seu rosto aproximou-se perigosamente do meu, os nossos olhos nem se desviavam um milímetro que fosse. Presos, ligados por um fio invisível.

Eu amo-te, Caroline e pensei, num momento de completa insanidade, que talvez me amasses de volta.

Será que era sábio confiar nas suas palavras? Ele nunca me havia dado motivos para desconfiar dele. Toda a sua devoção, toda aquela preocupação, aquele brilho doce no seu olhar, tudo isso parecia gritar um enorme "Eu amo-te". Eu não deveria aceitá-lo e ser feliz? Seria eu capaz de algum dia amá-lo na mesma intensidade? Ou será que eu já o fazia, sem me dar conta, uma manifestação de um desejo inconsciente.

Que talvez tu também sentisses este aperto no coração de cada vez que estamos separados, que também te sentisses completa de cada vez que nos unimos.

De facto a sua ausência era como falta de ar. Quando estava com Klaus o mundo tinha mais cores, mais vida, mais beleza. Longe dele a monotonia era a base do quotidiano, aquela peça de puzzle que ficou desaparecida. Não estava na altura de eu procurar essa mesma peça? Não possuia eu o desejo de... me completar?

Eu amo-te, Caroline, e vou lutar por ti nem que seja para te poder ter como minha amiga, eu só… só não consigo não te ter na minha vida, fico tão incompleto sem ti.

Eu também fico incompleta sem ti, admiti por fim, mesmo sem ser em voz alta. E com isto uni os nossos lábios.

Procurando um caminho já conhecido a língua dele entrou na minha cavidade, explorando cada canta, saboreando os prazeres já saboreados mas toda a vez parecia a primeira. Aquela descoberta, aquela procura maravilhosa, a ânsia de possuir e ser possuído.

As nossas línguas encontravam-se na dança melodiosa dos amantes, entrelaçando-se, misturando-se, tornando-se um só.

Entrelacei os dedos naquele suave cabelo loiro e puxei-o para mais perto de mim sentindo que aquela distância entre os nossos corpos era insuportável.

As suas mãos passeavam livremente pelo meu corpo, acariciando e explorando.

Num ímpeto a realidade fez-me abrir os olhos.

"Eu amo-te, minha doce Caroline"

Eu acreditara nessas palavras uma vez e tudo o que havia conseguido fora humilhação e um coração partido. Mentiras e mais mentiras, omições, segredos e traições. Eu não queria passar por isso tudo de novo.

Afastei aquele corpo pesado de perto do meu.

- Eu... não posso — E fugi, sem olhar para trás, secando as lágrimas que caíam tempestuosamente, vindas diretamente do meu coração quebrado. Eu não podia mesmo. Eu não tinha um caminho para a felicidade pois este estava interrompido, para sempre.

***

Era incrível como a imagem dele com aquela loira não parava de se repetir na minha mente. Facadas e mais facadas, mas mesmo assim eu não conseguia parar de me lembrar. Como uma verdadeira masoquista eu magoava-me a mim própria, aumentava a minha dor propositadamente. Amava-o tanto que chegava a ser doloroso e era ainda mais incapacitante saber que esse amor que ele tanto alegava sentir era uma mera ilusão, algo descartável.

Acariciei a minha enorme barriga, pensando nos meus bebés, mas nem isso conseguia aplacar o meu sofrimento.

Porque doía tanto?

Em quantos fragmentos era possível estilhaçar um coração? Em milhares de milhares concluí ao sentir novamente um aperto forte no peito. O meu coração a mostrar a sua dor.

Um som oco ouviu-se na sala e rastejei até à mesma pensando que talvez Caroline se tivesse esquecido da chaves apesar de ainda ser cedo.

Uns olhos azuis pesarosos fitavam-me do outro lado da madeira.

O meu coração partiu-se ainda mais e uma torrente de lágrimas acumulou-se pronta para ser expelida a qualquer instante.

- O que é que tu queres? — A dor transformou-se em raiva e em ódio e deixei-os fluir, deixei-os mostrarem-se para aquele covarde que eu tanto estimava, que burra que eu era!

- Elena... — Ele começou, um mar de aflição e pânico refletido nas safiras.

- Fiz-te uma pergunta!- Rosnei, cerrando as mãos em punhos, ato que não lhe passou despercebido.

Porque doía tanto?

- Quero falar contigo — Ele disse após uma longa pausa. Limitei-me a encará-lo com todo o ódio, com toda a raiva, mágoa e dor que sentia mas também com aquele amor, aquele carinho e estima que não deixava transparecer.

- Falar? — Ri seca, sem emoção, um riso vazio tal como eu — Não dissemos já tudo o que havia para dizer?

- Eu quero acrescentar, precisamos de uma nova conversa, precisas de me ouvir! — O desespero era claro no seu tom de voz mas eu nem queria saber, ele que fosse falar com o seu novo amor.

- A única coisa que eu preciso de ti é distância! — Atirei fechando aquela maldita porta. Quando ele já não estava mais no meu campo de visão deixei-me escorregar através da madeira, chorando, lamentando baixinho.

Porque doía tanto?

Porquê? Porquê? Porquê?

Ele tornou a bater e a bater.

Uma parte de mim queria afastar-se daquela perturbadora presença, isolar-se, morrer lentamente.

Outra parte pretendia abrir aquela porta e jogar-se nos seus braços, sentir aquele calor tão familiar, aquela sensação doce dos seus beijos.

E agora? O que fazer?

Credo, porque doía tanto?

***

O que Elena ainda não havia percebido é que doía pois ela não sabia existir sem ele.

Notas finais
Em princípio irei atualizar Last Love amanhã, no máximo sexta feira, não queria passar disso :/
AVISO: (quem lê Last Love já sabe mas quem não lê fica a saber agora) eu, se tudo correr bem, irei terminar a fic antes de Outubro terminar por isso, queridos leitores, podem começar a despedir-se :((

IMPORTANTE: Ok, eu tenho uma pergunta para os leitores fantasma: Porquê é que vocês nunca deixam review? (Respondam prfv e depois podem voltar à vossa escuridão xDD)

Desculpem qualquer erro, não tive tempo de revisar :(

Muita gente adivinhou que era a Lexi hehehe :p E não, ela não tem nenhum interesse romântico no Stefan x)

E qual a história por detrás desse maldito romance de Caroline? O que será que aconteceu que deixou a loira tão magoada? Hmm.... :p

E o beijo? Eu acho que Klaus está a ficar farto de ser só amigo, não? Afinal de contas, ele ama-a! *-*

Será que a Elena vai perdoar o nosso Damon? Ou vai tentar esquecer que ele existe e seguir a sua vida como mãe solteira? o:

E o que será que ela vai fazer ahn??? :DD

É tudo, até ao próximo :))

*Não se esqueçam de deixar review sim? E eventualmente podem recomendar se também quiserem, eu agradeceria ahahah xD