Promises

32 Capítulo 31 - Loira mistério


Notas iniciais
Primeiro de tudo queria agradecer a Baba Lima pela recomendação, ficou linda, obrigada! Significou mesmo muito porque já não comentavam a fic há algum tempo e eu estava a perder a inspiração e então veio num bom momento, obrigada outra vez ♥ Este capítulo é dedicado a ti flor :D
Depois tenho que dizer que fiquei mesmo contente com a quantidade de reviews do capítulo anterior, já não tinha assim tantos há algum tempo, obrigada :D
É tudo, vemo-nos lá em baixo :))

A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes

– François La Rochefoucauld

3 meses depois

Acordei com o pijama colado ao corpo após mais um pesadelo aterrorizante, Elena dormia calmamente a meu lado mas um movimento ao fundo do quarto desperta o meu interesse, quando viro o rosto para identificar o quê ou quem está lá um som faz vibrar todo o quarto e sangue escorre da testa do meu amor, dum buraco recortado entre as suas sobrancelhas lindas. O assassino não está mais no quarto.

Passei água no rosto e fui até ao bar da sala servir-me de um copo com Whisky.

– Que lindo, Damon! Sete da manhã e já estás a beber – Revirei os olhos para a loira que invadiu o cómodo e nem lhe dei resposta. Suspirei cansado e atirei-me para cima do sofá, tentando varrer as lembranças do pesadelo da minha mente.

Já não aguentava mais aquela ausência, não aguentava não ter Elena nos meus braços todas as noites, era insuportável, era doentio e desmotivador. Uma parte de mim havia ficado no continente do qual eu partira.

A loira sentou-se a meu lado e esboçou um sorriso torto, como se compreendesse a minha dor. A sua mão quente percorreu toda a extensão do meu braço, mas o seu toque não me relaxou muito, pelo contrário, apenas serviu para aumentar a saudade de Elena. Se fosse ela aqui a meu lado tudo seria melhor.

– Não bebas mais… — Ela pediu numa voz fraca, sabia que o meu sofrimento era o dela e por mais que eu a quisesse ver feliz eu simplesmente não me conseguia alegrar, havia uma sensação terrível no meu peito que não me deixava sossegar, passava-se algo, eu sabia-o apenas não sabia o quê. Tinha a sensação que Stefan me escondia algo nestes últimos meses mas de cada vez que lhe perguntava ele dizia que estava tudo em ordem, por algum motivo eu tinha dificuldades em acreditar nisso.

– Desculpa, eu só preciso de esquecer – Lamentei-me agitando o copo para ver o líquido movimentar-se no seu interior.

– Pesadelos, novamente? – Ela perguntou, conhecendo-me demasiado bem. Limitei-me a acenar não encontrando a minha voz. – Foi o quê desta vez?

– Ela morreu – Disse, sem rodeios. A loira encolheu-se a meu lado, notando, tal como eu, que os pesadelos pioravam cada vez mais.

– Lembra-te das vezes que sonhaste com ela, para te ajudar a ultrapassar as vezes em que tiveste pesadelos – Ela propôs simpática. Sorri lembrando-me de vê-la, mais linda que nunca, a acariciar uma barriga enorme e redonda e a chamar por mim. –Damon…?

– Sim?

– Porque é que não regressas? Ela aceitar-te-ia e tu sabes. – Neguei com a cabeça, encolhendo os ombros tentando não parecer muito afetado.

– Não, não aceitaria. Depois de quatro meses? Eu voltava e dizia-lhe o quê? Hey Elena, é o seguinte, eu arrependi-me, aceitas-me de volta? Não me parece… — Comentei usando o sarcasmo para esconder a minha dor.

Ela revirou os olhos e descruzou as pernas, para se poder aproximar ainda mais. Senti o seu perfume invadir as minhas narinas e fiquei decepcionado por não ser o perfume de Elena.

– Pelo que tu me contaste ela é uma excelente pessoa, tenho a certeza que ela te aceitaria de volta – Não quis encarar o seu enorme sorriso, eu só me queria esconder no meu poço de infelicidade.

– Tu não a conheces, não sabes o que ela faria! — Gritei alterado. Saí da beira dela e tranquei-me no quarto decidindo que não precisava de ir trabalhar nesse dia, nem de comer, beber ou sequer existir.

***

– Bom dia, amores da mãe – Falei mal abri os olhos, acariciando a enorme barriga, muito maior do que uma barriga de quatro meses de apenas um bebé. Sabia que eram gémeos falsos mas isso nem contribuía para diminuir o meu afeto pelos meus pequenos seres. Mal podia esperar para saber o seu sexo, seriam meninas ou meninos? Não me importava muito mas bem no fundo desejava ter meninos, nos meus sonhos era sempre um rapazinho que protagonizava o papel de meu filho e talvez eu me tivesse afeiçoado à ideia de ter rapazinhos.

Segundo a médica eles já se mexiam mas, para minha enorme infelicidade, eu ainda não conseguia sentir nada, apesar de realizar constantemente certas técnicas que facilitavam para eu os sentir os resultados eram sempre os mesmos.

Também sabia que eles nasceriam mais pequenos que os bebés normais já que o espaço para eles crescerem era mais reduzido. Olhei para a minha barriga no espelho.

Como assim pouco espaço? Estou de quatro meses e já pareço uma baleia!

Ao fazer o percurso para a cozinha decidi fazer um pequeno desvio, espreitei o quarto que estava de momento em obras, que seria o quarto dos meus pequenos. Stefan estava a montar duas caminha de grades, um móvel muda-fraldas e um parque, o resto seria instalado depois. Fiquei emocionada ao pensar que, dentro de pouco menos de cinco meses, aquele quarto ficaria repleto de choro, risos, brincadeiras e sobretudo amor.

Ao olhar Stefan trabalhar desejei intensamente que fosse Damon ali, a cumprir o papel de pai, a fazer carinho na minha barriga e falar com os seus filhotes, mas não era e eu já estava mais ou menos acomodada a essa realidade.

Ele tivera bastante tempo para regressar e não o fizera, eu não fora atrás dele, por motivos óbvios, mas isso fizera-me perceber que seria uma perda de tempo pois se ele realmente quisesse estar comigo ele estaria aqui, a segurar a minha mão.

Fitei a minha palma da mão e imaginei a dele a segurá-la, com carinho. Só percebi que chorava quando Stefan se aproximou e me puxou para um abraço.

– Ele vai voltar, Elena, eu sei! – Ele falou num tom tranquilizador. Neguei com a cabeça sentindo-me ser tomada pela raiva.

– Como é que sabes Stefan? Como? Explica-me pois eu não consigo entender! Já passaram quatro meses desde que ele se foi e tu ainda achas que ele vai voltar? Ele não vai voltar, ele deixou-me, outra vez. Velho hábitos realmente custam a morrer. – Retorqui com azedume, descarregando toda a frustração no moreno que pareceu não ficar incomodado com a minha raiva mal dirigida.

– Podes confiar em mim? Ele volta!

Virei costas farta de ouvir aquela maldita conversa que apenas me alimentava desgraçadas esperanças, não valia a pena encher a minha mente com ideias irrealistas de príncipes a cavalo branco, pois isso eram meros contos de fadas e infelizmente eu vivia presa na realidade e a única coisa que me mantinha de pé eram os meus pequenos, não Damon, não aquele que prometeu lutar por mim, que prometeu ficar a meu lado.

Dez horas antes

– Rebekah — Chamei acordando a loira a meio da noite, ultimamente tornara-se difícil dormir, não por causa de Gracie, ela era sossegada, mas sim por causa de Elena. A minha doce irmã, que estava já no seu quarto mês de gestação, enfrentava tudo aquilo sem o apoio de Damon, eu sabia que ele tinha sido incorreto por tê-la deixado mas Elena também não tomava a melhor atitude ao não deixá-lo saber que ela esperava um filho, melhor dois filhos, dele.

Ela não acordou e tornei a chamá-la desta vez abanando-a ligeiramente.

– O que se passa? — Perguntou sonolenta enquanto coçava os olhos.

– Tenho de contar ao Damon! — Suspirei sabendo que, apesar de ir contra os interesses de Elena, aquela era a decisão correta.

– Contar? Stefan mas contar o quê? — Ela olhou-me como se eu tivesse perdido o juízo mas de repente a realidade pareceu atingi-la — Stefan não podes, tens que respeitar a vontade de Elena!

– Achas mesmo que a decisão dela a vai fazer feliz? — A loira nada disse, fitando as unhas arranjadas. – Bem me parecia...

Peguei no telemóvel e liguei para Damon, sabendo que lá já era quase hora de almoço.

***

Desliguei o telemóvel e corri como um louco até à sala onde a loira ainda se encontrava sentada no sofá.

– Damon? — Ela perguntou ao ver o meu estado total de aflição.

– Ela está grávida, temos que voltar!

– Co-como assim grávida? — Ela perguntou atordoada. — E voltar porquê? Pensava que a tinhas deixado por causa disso... E queres um filho que não é teu?

Revirei os olhos sem vontade para responder a uma única pergunta, eu só queria fazer as malas e apanhar o primeiro voo.

– Grávida! Que outra maneira se pode estar grávida sem ser com um filho na barriga! — Ela cruzou os braços em desagrado perante a minha resposta ríspida — E sim, eu deixei-a mas percebi que estava errado, o filho é meu e eu não vou deixá-la passar por isto sozinha. E não eras tu que querias que eu voltasse?! — Acrescentei irritado, não entendendo a atitude contraditória dela.

– Calma! — Ela levantou as mãos rindo — Só estranhei essa tua pressa, vamos lá então. Arranjamos-te um atestado médico, para que possas parar de realizar o filme, compramos bilhetes e numa semana partimos.

– Não, não, não, não estás a entender. Eu vou partir agora, entendes? Vou agora mesmo, espero estar hoje lá ou amanhã de manhã! Ela precisa de mim!

– Damon, faz as coisas em condições uma vez na vida sim? Ela aguentou quatro meses sem ti, aposto que sete dias não farão muita diferença — Ela ignorou o meu olhar ameaçador e continuou o seu discurso — Se fores embora sem mais nem menos perdes o emprego!

– Que se foda o emprego! Que se foda o maldito filme! Só quero a merda de um avião!

– Damon! Para de ser infantil, vamos fazer as coisas à minha maneira e ponto final.

Amuado acabei por assentir. Passados três dias tinha tudo pronto para partir no dia seguinte. Fui-me deitar mas passei a noite em branco, rezando para que o amanhã chegasse rápido.

***

– Tens a certeza? — Perguntei pela milionésima desde que entrara no carro.

– Tenho! — Ela respondeu cheia de paciência — Eu queria muito ser mãe e passava a vida a ver coisas de bebés e sei que por volta do quarto mês de gestação já dá para determinar o sexo do bebé, mas não com 100% de certeza.

– Achas que são meninas ou meninos? — Perguntei ansiosa.

– Meninas? — Ela perguntou a medo e eu encolhi os ombros, apesar de os imaginar mais vezes como dois meninos lindos de olhos azuis eu amaria-os de igual modo se fossem meninas.

– Nem sei... — Ela riu e parou em frente da clínica.

Aguardei pacientemente até por fim entrar no consultório.

– Quando sairmos daqui podemos ir aquele cafézinho ali à beira? Estou a morrer de fome... — Rebekah e a doutora limitaram-se a rir e por fim começamos a consulta.

Eu ia finalmente saber o sexo dos meus pequenos seres.

***

– Parece que passaram anos... — Comentei quando saí do aeroporto. A loira segurava a minha mão ternamente, para me dar apoio. Encontrá-la havia sido ponto alto da minha estadia na Europa, nunca havia tido amiga tão boa como ela, apenas ela me conseguia animar minimamente quando eu estava com as minhas crises de "ausência Elenal".

Havia ali amor, mas um amor de amigos, nada de romântico ou sexual e eu valorizava imenso a nossa amizade, mais do que qualquer outra coisa.

– Acredito. Bom, eu estou a fim de tomar um café, e tu? — Ela perguntou animada, olhava tudo com extremo interesse e lembrei-me que, para ela, era tudo novo.

– Por mim, pode ser! — Levei-a a um café discreto junto de uma clínica médica, ficava um bocado longo dos locais que Stefan, Rebekah, Elena e Caroline frequentavam e por isso era ideal, não queria aparecer mais cedo do que o esperado apesar de a ansiedade me consumir aos poucos.

Sentamo-nos numa mesa ao fundo e aguardá-mos a emprega chegar para recolher os nossos pedidos para, finalmente, começar-mos a falar.

– O Stefan já sabe que já chegaste?

– Não, eu disse-lhe que vinha esta semana mas não especifiquei.

– Hum... e vais simplesmente aparecer lá?

– eu... eu nem sei, estou tanto perdido. — Virei o rosto para a entrada do café, sem realmente ver nada, perdido em memórias e pensamentos enquanto sentia o apoio da loira a continuar a ser transmitido através daquela mão pequenina que segurava delicadamente a minha.

***

– Ai nem acredito, que sonho! — Exclamei enquanto me dirigi ao café com Bekah. Estava extasiada por finalmente saber o sexo dos bebés.

– Não é melhor do que estavas à espera? — Assenti extremamente feliz.

– Que lindo, vão ser um casalzinho. Como é que eu não tinha pensado nessa possibilidade? — Rimos e por fim entramos no café. Uma cabeça morena, sentada ao fundo, chamou a minha atenção.

Damon.

O cabelo era tão semelhante que os meus pensamentos se dirigiram imediatamente para ele. Uma lágrima ameaçou cair ao lembrar-me do seu sorriso mas tentei ser forte.

O homem de cabelos negros como penas de corvo estava com uma loira que, mesmo de longe, parecia linda. Os cabelos lisos iam até à cinta e tinha um perfil de modelo. Ela segurava a mão dele com cuidado pelo que presumi que seriam um casal.

Estava prestes a desviar o olhar quando ele voltou a cara e eu pude ver aqueles olhos da cor do oceano. Não, não pode ser.

A dor cruzou o meu peito como uma flecha com veneno. Ele havia regressado e pior, trouxera a sua namoradinha rasca com ele, só para me esfregar na cara que ele já tinha seguido em frente, era para isso? Ou ele já nem se lembrava da minha existência? Não sabia o que seria melhor apenas sabia que não podia continuar ali, não suportava olhar aquela cena. Devia ser eu no lugar daquela loira maldita, devia ser eu a segurar a sua mão forte e a aquecer o seu leito todas as noites.

Lágrimas jorravam descontroladamente dos meus olhos mas eu nem queria saber, eu nem me importava com mais nenhuma merda. Só podia contar comigo mesma.

Afastei-me o mais que pude daquele café com Rebekah no meu enlaço.

– Elena... Eu... Eu não sabia que ele tinha voltado! — Ela parecia atrapalhada e não conseguia disfarçar a pena que sentia. O meu ódio aumentou consideravelmente por aquele maldito e cerrei os punhos com violência, enterrando as unhas na carne. Eu não queria que tivessem pena de mim, eu era forte e ia superar e da próxima vez que alguém referisse o nome Damon Salvatore a única coisa que sairia da minha boca seria "não conheço".

Ele estava mais que morto para mim.

Agora só me interessava o meu menino e a minha menina, que cresciam dentro de mim.

Notas finais
Ohh, capítulo mau :((
Será que o Damon vai conseguir resolver a situação? Será que ele perdeu Elena, de vez? :((
E ela vai ter um menino e uma menina, não é bonito? Eu acho mesmo fofo *-*
O capítulo 3 de LL deverá ser postado ou amanhã ou no sábado, no máximo Domigo se antes não der tempo xDD Não se esqueçam de ir dar uma vista de olhos, para quem ainda não leu ^^
E quem será a loira misteriosa? Algum palpite ou nem por isso? Espero que alguém acerte ahahah :p
Pronto, hoje é isto gente! :D
Até ao próximo, deixem um review e recomendem (deixavam-me muitooooo feliz se o fizessem :D)
Beijão *-*