Promises
23 Capítulo 22 - Louca
Notas iniciais
– Antes de tudo, como está? – Perguntei educadamente para não entrar logo no tema “sua vaca maluca, o que é que fizeste ao meu irmão?!”. A minha vontade era fazê-la entender que o Stefan seria o melhor que a menina ainda sem nome poderia ter, eu queria levá-la à razão, nem que fosse à chapada. Para sorte dela, ela estava grávida.
– Bem. O seu tempo está a passar, vai gastá-lo com meras futilidades ou partir para o que interessa? – Ela ergueu uma sobrancelha num ar completamente snob e percebi que não gostava minimamente dela, quem gostaria de alguém assim? Tão rude.
– Certo – Franzi o sobrolho encarando-a, eu ia tentar ser delicada apesar da minha vontade ser acertar-lhe com um sopapo bem dado naquele focinho egocêntrico. Era incrível como eu me tornava agressiva, quando se tratava de família, Stefan e Damon eram tudo para mim e ninguém ia magoá-los. – Eu sei que nada disto é da minha conta, sei que não tenho que me meter entre os seus problemas e os do meu irmão mas você não tem ideia do quão desesperado ele está, ele ama-a a si e a esse bebé do qual você o vai privar. Ele seria um ótimo pai, se você deixasse. Como é que você vai fazer se precisar de ajuda? Vai-se sustentar a si e ao bebé sozinha? Quando o trabalho for demasiado e você não aguentar ter que acarretar todas essas responsabilidades vai perceber que cometeu um erro ao não deixar o Stefan fazer parte da vida dessa criança, um erro cometido por orgulho! Aqui está um papel com o meu número caso queira alguma coisa, por favor, espero que me contacte...
Ela olhava-me com repugnância, como se a minha presença bastasse para a enojar, como se eu tivesse alguma doença contagiosa. Pegou no papel que eu estendia e atirou-o ao chão, pisando-o de seguida.
– Tinha razão, não é nada da sua conta. Quem você pensa que é para vir aqui mandar vir comigo sobre como eu lido com os meus assuntos pessoais, sua cabra? O Stefan é como um cancro e eu não quero aquela besta perto da minha filha, filha essa que eu nunca quis e continuo a não querer! Tenha uma boa tarde- Ela ia-me fechar a porta na cara mas eu impedi-a com o pé. Eu destilava veneno naquele momento depois de ouvi-la falar com tanto escárnio.
– Tudo bem que você esteja aborrecida por eu me ter intrometido, mas quem é que você pensa que é para me chamar de cabra? E chamar besta ao meu irmão? – A minha voz ia aumentando à medida que o ódio aumentava também, como é que alguém podia ser tão cruel? Não era possível, ela tinha um filha e sabia que não lhe iria dar os cuidados necessários mas mesmo assim não queria saber. Hayley era, sem dúvida, o ser mais insensível com o qual eu tivera o desprazer de me encontrar. – Você não passa de uma mulher fria sem sentimentos, uma autêntica víbora que só se importa consigo, você não vai ser uma mãe para essa criança, vai ser um pesadelo! Como já é para o mundo inteiro. Agora posso compreender o motivo pelo qual os seus pais não quiseram mais saber de si, aposto que só estavam à espera de uma desculpa suficientemente boa para a deixarem de ver como filha! – Gritei completamente alterada, aquela mulher mexia comigo de um modo que nunca ninguém conseguira, ela representava o tipo de pessoas que eu mais odiava, egocêntricas e orgulhosas.
Eu nem me apercebi que a mão dela se dirigia a mim, apenas dei conta que, de um momento para o outro, a minha bochecha esquerda começou a arder e a minha cabeça havia rodado 90º. Segurei o rosto enquanto a fitava com raiva.
– Saia daqui, sua cabra! – Berrou fechando a porta na minha cara, desta vez com sucesso. Virei costas à maldita casa e sobretudo à maldita mulher. Caminhei a passos largos até ao carro alugado.
Quando me sentei não arranquei de imediato, fiquei a olhar para o volante sem realmente vê-lo. Tentei entender se me arrependia do que havia dito, mas não, não o fazia. Aquela mulher não era digna de pisar o mesmo chão que o meu irmão e apesar de ele não perceber isso agora estava bem melhor sem ela.
Conduzi sem pressa de volta ao Hotel e quando cheguei vi que Damon tentava acalmar Stefan. Os dois olharam-me mal eu entrei e mordi o lábio ansiosa, e agora? Não lhes podia dizer que tinha alterado completamente uma grávida!
– Elena, tens o rosto vermelho! – Damon aproximou-se de mim, a passos largos, agarrou-me com força no queixo virando-me a cara o lado para puder ter um melhor ângulo de visão da minha cara. A voz refletia o seu nervosismo, como se tivesse passado a hora anterior a pensar que eu estava morta numa valeta.
Afastei a mão dele com a minha e tentei esconder o vermelho com o cabelo comprido.
– Não é nada — Falei num tom de voz apagado, eu não lhes queria contar o ocorrido, tinha medo das reações dos dois. Provavelmente Stefan havia de querer a minha cabeça num espeto por ter feito a mãe da futura filha dele perder a cabeça e Damon haveria de querer a cabeça dessa mesma mãe num espeto por me ter agredido.
Stefan aproximou-se de nós com um olhar estranho, encarando-nos como se fossemos aliens. O seu olhar triste caiu sobre mim.
– Ela bateu-te não foi? — Eu encolhi-me não o conseguindo olhar nos olhos. E agora? Ai Senhor ajuda-me!
Acenei muito suavemente com a cabeça esperando que Damon não tivesse notado a minha resposta, mas notou. Ao mesmo tempo que Stefan soltava um suspiro cansado Damon arregalou os olhos e começou a gritar.
– O QUÊ? EU VOU MATAR ESSA TRESLOUCADA, A SÉRIO! — Ele fitava as próprias mãos com ódio e Stefan olhava-o completamente chocado, eu só me queria esconder num buraco bem bem fundo.
– Damon não achas que estás a ser um bocadinho protetor demais? — O meu irmão do meio pousou a mão no ombro de Damon, tentando acalmá-lo. Ele franzia o sobrolho claramente confuso com a reação excessiva do irmão mais velho.
– Protetor demais, Stefan? Como assim protetor de mais?! Se alguém encostasse um dedo que fosse na Hayley antes de ela virar uma fugitiva lunático e achar que criar uma filha é igual a ter um nenuco, como é que tu reagias? — Ele perguntou ainda alterado. Eu desloquei-me silenciosamente até ao sofá e sentei-me pegando numa almofada para abraçar. Vai dar merda...
– É diferente, eu estava gostava dela, de uma maneira romântica. — Stefan frisou bem as suas últimas palavras, como se quisesse confirmar alguma suspeita, e eu engoli em seco, estava prestes a intervir antes que Damon fizesse borrada mas infelizmente não fui a tempo.
– Tu gostavas dela e defendia-la... Eu amo a Elena, o que é que achas que faria por ela? — Perguntou com a decisão espelhada no olhar. Ele ia contar, óh não! E se Stefan não aceitasse, como é que ia ser? — Eu poupo-te a queima de neurónios e dou-te já a resposta, eu faria tudo por ela, porque sim, eu amo-a, não de uma maneira familiar mas sim romântica, bem romântica. Ela é a minha pequena, sempre foi e eu não aceito que alguém encoste um único dedo nela.
Eu estava ofegante, sentia-me emocionada com as palavras de Damon e não consegui evitar ir a correr até ele para o abraçar. Ele reteve-me nos seus braços carinhosamente acariciando o topo da minha cabeça, os cabelos. Agarrei-me bem a ele e percebi que nunca na minha vida o queria largar.
– Então vocês... namoram? — Stefan perguntou, parecendo completamente perdido.
– Sim — Dissemos em uníssono sem medo, estavamos juntos e iriamos enfrentar tudo e todos. Damon segurou a minha mão na sua, dando-me força.
– Uau, não estava à espera dessa... — O nosso irmão sentou-se no sofá a fitar o vazio, eu nem conseguia imaginar o que se passaria na sua cabeça, as milhares de dúvidas, questões, receios, tudo isso.
– Stefan, ouve, nós não estamos a pedir que nos aceite nem nada, nós só... — Comecei indo em nossa defesa. Claro que eu não queria perder Damon, nem o iria fazer mas perder Stefan também custaria imenso.
– Elena, claro que eu vos aceito, vocês são a minha família e não há nada no mundo que eu não fizesse por vocês... Eu estou só a acostumar-me à ideia, é estranho mas suportável. Só preciso mesmo de um tempo para me habituar...
Dito isto retirou-se, Damon queria segui-lo mas eu aconselhei-o a deixá-lo estar, Stefan tinha muitas coisas em que pensar não iriamos acrescentar mais nada por hoje.
Pegando em mim ao colo, o meu herói levou-me até ao quarto e foi buscar o kit de primeiros-socorros para tratar o meu rosto. Quando acabou desejou-me as boas noites e dormimos de conchinha a noite inteira.
Notas finais
Eu ia ser mazinha e não ia por já a reação de Stefan, mas pronto :b
Gostaram? ^^
Que me dizem de cap bónus para a próxima postagem? (:
Kisses*
Se quiserem bónus já sabem (:
link de DY: http://fanfiction.com.br/historia/393439/Damn_You/
p.s: Datas das próximas postagens no meu perfil
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