Promises
19 Capítulo 18 - Paraíso
Notas iniciais
Mil desculpas ~podem matar o meu pai que eu deixo kkkkk~ :ccc
Queria também agradecer à Bruna Stark por ter sido uma fofinha e ter recomendado a fic *.* Muito obrigada flor, o capítulo é todooooo seu ^^
Tentei fechar os olhos e ignorar a enorme turbulência que abanava todo o gigante pássaro voador mas tornava-se cada vez mais difícil uma vez que esta ia aumentando gradualmente, sentia-me como um porco a ir em direção ao matadouro. Damon dormia junto a mim, com a cabeça repousada no meu ombro tenso, os olhos calmamente fechados e um sorriso inocente desenhado no rosto angelical. Procurei acalmar-me, banhando-me com a imagem cálida dele que se refletia diante dos meus olhos, mas infelizmente não consegui.
Num segundo máscaras de oxigénio caiam do teto do avião, parando em frente às nossas caras.
A todos os passageiros é pedido que coloquem os coletes protetores que se encontram debaixo dos assentos. E, por favor, mantenham-se calmos.
O pânico tomou conta de mim, comecei a suar desmesuradamente e tentei, a todo o custo acordar Damon, mas ele não se mexeu um único centímetro.
– Damon! – Gritei abanando-o com violência. – Acorda! Por favor, Damon, acorda!
Senti o desespero crescer dentro de mim, toldando-me os sentidos, senti-me desfalecer, as minhas pálpebras pesavam cada vez mais, como se pedras estivessem penduradas nas mesma, lutei contra a escuridão que se apoderava lentamente do meu frágil corpo mas era inútil. O ar começou a ser reduzido demais para que eu conseguisse manter os sentidos e foi aí que eu percebi que ainda não tinha colocado a máscara de oxigénio, tentei erguer a minha mão em direção à máscara mas este estava demasiado pesado, era ridículo que esta fosse a minha luta pela sobrevivência, tentar alcançar um simples objeto mas era e eu tinha que lutar. E esse objeto parecia estar cada vez mais distante por mais que eu me esforçasse para erguer as toneladas acumuladas no meu braço.
Então fiz o que qualquer pessoa a encarar a morte de frente faria, gritei, gritei o mais alto que pude como se isso pudesse, de algum modo, trazer-me salvação.
– Elena! – Ouvi a voz de Damon soar perigosamente longe mas eu tinha a noção que ele estava mesmo a meu lado. Parei de gritar e esbocei um sorriso fraco, deixando que a inconsciência tomasse conta de mim – Elena! Não morras! Acorda, abre os olhos, amor!
– Elena!
Abri os olhos sobressaltada e olhei em volta, esperando deparar-me com o caos, com o desastre mas tudo o que vi foi uma data de rostos desconhecidos a realizar as suas atividades mundanas. O meu coração tentava martelar para fora do peito mas acalmou quando fui envolvida por uns braços rijos.
– Então, amor? Foi só um sonho… — A voz de Damon funcionou como um calmante e eu relaxei por completo no seu abraço. Eu estava encharcada em suor mas ele não parecia importar-se, agarrei-me a ele e senti os seus lábios tocarem carinhosamente a minha testa.
– Sonhei que o avião ia cair, mas eu morria antes e… e tu estavas morto… eu acho – Franzi o sobrolho tentando explicar as complexas imagens geradas pelo meu medroso subconsciente.
– Tu tinhas-me dito que tinhas medo de voar mas nunca pensei que fosse assim tanto – Damon observou com o rosto oscilando entre uma expressão de divertimento e preocupação.
– É mesmo muito medo, acredita – Desabafei – Não me lembro de muita coisa de quando eu estava no orfanato mas lembro-me bem que uma freira morreu numa queda de avião, desde então tenho medo… — Encolhi os ombros descartando o assunto e encostei a cabeça ao peito de Damon, afugentando assim as minhas preocupações.
XxX
– Espero que gostes – Por pouco não ouvi o suave murmúrio de Damon uma vez que estava por demais encantada com a visão à minha frente que tudo o resto me passava ao lado.
– É… é lindo, Damon – balbuciei ainda tentando assimiliar que seria naquele maravilhoso lugar que eu passaria as minhas férias.
– Ainda bem que gostas, amor, demorei séculos para escolher o lugar.
E ele escolhera tremendamente bem, eu devo admitir que, se me perguntassem um lugar que eu gostasse de visitar nunca me lembraria das Maldivas e então eu nunca saberia o que estaria a perder.
O hotel era lindo, simplesmente lindo.
Todas aquelas majestosas árvores verdejantes e aquela água cristalina davam-nos as boas-vindas, um receção feita pela mais pura personificação da natureza.
Damon guiou-me até ao hall de entrada, onde fizemos o check-in e fomos conduzidos, por um empregado, até uma espécie de cabana, na parte de trás do hotel, como se fosse uma pequena casa dentro do estabelecimento.
Era tudo perfeito demais, eu quase nem conseguia acreditar no que se desenrolava diante dos meus olhos.
O senhor já com alguma idade entregou-nos uma chaves e indicou, com um gesto de mão, que abríssemos a porta e descobríssemos a beleza encantadora que nos esperava do outro lado.
Damon assim o fez e, mal aquele pedaço de madeira saiu do meu campo de visão tudo o que eu vi foi o paraíso.
– Eu nem acredito que vamos passar as nossas férias neste lugar — Falei sentindo a excitação e o espanto dominar o meu tom de voz.
O senhor riu baixinho como se estivesse habituado àquele tipo de reação por parte dos visitantes.
Percorri cada canto daquela divisão, bebendo a maravilha que era aquela sala, como era bonita, decorada com móveis simples e com cores que combinavam perfeitamente com a aura paradisíaca que rodeava todo aquele lugar.
– Eu levo-vos numa visitinha rápida às instalações, se os senhores quiserem.
– Claro! — Dissemos Damon e eu em uníssono.
Passando por corredores largos, fomos conduzidos até ao extremo da pequena cabana.
– Aqui fica o quarto– Anunciou o nosso "guia" após abrir a porta. — Ao fundo do quarto têm uma casa-de-banho e também uma varanda muito...peculiar, e claro, falta mostrar a minha parte preferida — O senhor esboçou um sorriso simpático levando-nos de novo até à sala e abriu uma porta para as traseiras, na qual eu não havia reparado antes.
Na parte de trás da cabana havia uma data de almofadas, umas na água outras pousadas no chão, era como se o espaço tivesse sido concebido apenas para desfrutar de um longo dia a apanhar sol e beber piña colada.
Eu ainda não sabia definir qual a minha parte preferida, estava apaixonada por cada divisão daquele lugar.
– Vou deixar-vos então a sós, para puderem desfrutar dos vossas férias sem a companhia chata de um velho como eu — O senhor sorriu amigavelmente, não dava para não gostar de alguém tão amável — Hum, os lençóis serão mudados de quatro em quatro dias e as toalhas de dois em dois. O pequeno-almoço, o almoço, o lanche, o jantar e a ceia serão servidos no restaurante buffet que se encontra no edifício principal, que os senhores viram ao chegar, tem também um bar, menor que o restaurante principal, onde poderão também consumir bebidas e comer. Se preferirem, as refeições poderão ser entregues aqui, é só marcar o número que está na lista junto ao telefone e encomendar. Todas as noites, no salão Concha, no edifício principal, poderão assistir a espetáculos ao vivo, como musicais, ballet, teatro, etc. No salão Búzios, ocorre, todos os sábados, um baile. Se estiverem interessados em saber os temas, por favor, contactem-nos, o número também se encontra na lista junto ao telefone. Penso que é tudo. Boas férias, e até mais.
– Muito obrigada — Agradecemos enquanto o senhor se afastava.
– Então, o que é que queres fazer? — Damon ergueu-me no ar e rodopiou-me, senti-me como uma daquelas meninas dos filmes românticos, quando encontram o seu verdadeiro amor após imenso tempo separados.
Segurei aquele rosto belo entre as minhas mãos e beijei-o apaixonadamente, as nossas línguas dançavam sedutoramente uma com a outra, sem pressa, saboreei cada pedaço daquele ser divinal, degustando-o num beijo calmo e apaixonante, ali perdida, no meio do paraíso.
XxX
Acordei, sentindo-me revitalizada após uma noite de amor bastante intensa. Damon ainda dormia a meu lado pelo que eu aproveitei para me levantar e dar uma volta por aquele lugar maravilhoso demais.
Vi que havia uma aparelhagem com entrada para ipod e aproveitei para ir buscar o meu à mala e por a tocar uma música para começar bem o dia.
Pus a tocar a música de Milo Greene, What's The Matter.
Tinha um ritmo calmo e fazia a minha mente viajar, comecei a mover as ancas ao ritmo da melodia romântica, um movimento sedutor, passei as mãos pelo tronco em direção ao pescoço. A meio da minha dança semi-erótica senti uns braços estreitarem a minha cintura e fui subitamente puxada contra um tronco largo e definido. Sorri enquanto cantava baixinho e senti um beijo calmo a ser depositado no meu pescoço, causando-me arrepios.
– Bom dia, princesa — Damon murmurou com rouquidão, junto ao meu ouvido, provocando uma descarga elétrica por todo o meu corpo.
– Bom dia — Voltei-me nos seus braços e passei os meus em torno dos seus ombros largos. Dei-lhe um beijo casto nos lábios e afastei-me quando ele tentou capturar os meus lábios para tornar o beijo mais intenso. Ele fez biquinho e eu não pude deixar de me rir. — Nem pensar, eu quero aproveitar bem o dia, isso fica para a noite pode ser?
– Eu prometo que sou rápido... — Ele ronronou aproximando-se como um predador.
– Podes ser rápido à noite também — Gracejei afastando-me novamente dele.
– Mas a minha adrenalina está nos picos agora — Falou com uma vozinha de bebé que me distraiu tempo suficiente para que ele me apanhasse e me arrastasse até ao quarto para me mostrar que estar junto a ele era o mesmo que estar no paraíso, independentemente do ponto do globo no qual estivessemos.
Notas finais
Reviews? Recomendações?
Eu sei que o capítulo não está nada de especial mas era só para entenderem o clima gostoso que se faz sentir entre os dois.
E quanto aos erros... não tive tempo para rever, sorri gente :c
Beijão!
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