Promises

12 Capítulo 11 - Luzes, câmera e... Ação!


Notas iniciais
Desculpem o atraso mas parece que estava tudo contra mim, primeiro fiquem dois dias sem o pc porque me esqueci dele no escritório do meu pai, depois neste fim-de-semana quase nem pus os pés em casa... Só agora é que tive tempo para escrever e postar o capítulo por isso nem tive tempo de revisar para ver se havia algum erro ou não, se houver, desculpem-me x:
Não está grande coisa, pessoal, desculpem :c
Fiquei super contente com a quantidade de reviews do capítulo passado, obrigada gente fizeram-me ganhar o dia!

– Gostaria de falar com o Damon, a sós, se vocês não se importarem – Pedi, recebendo um olhar de desagrado por parte da minha amiga loira. Eu sabia o que ela achava de Damon mas eu precisava mesmo de um tempo com ele, se bem que imaginar-me sozinha com ele fazia o meu coração acelerar-se por motivos desconhecidos – Por favor, Car.

Todos abandonaram o quarto sobrando apenas o moreno encostado à ombreira da porta. Damon esboçava um sorriso honesto que aqueceu o meu ser por inteiro. Não sabia explicar porque havia sonhado com ele, talvez fosse apenas um maneira de o meu cerébro misterioso o recompensar por ele me ter salvo, não devia pensar muito nisso ou ia acabar por perder o juízo.

Olhei-o e percebi que não sabia bem o que queria dizer, como haveria de mostrar o meu agradecimento ou até como faze-lo perceber que ele estaria no meu coração para sempre. Eu não sabia o que se passava comigo, simplesmente era tudo tão confuso.

- Como estás? – Perguntou ao fim do que pareceu uma eternidade, corei e desviei o olhar do seu rosto para as minhas mãos entrelaçadas.

- Bem – Respondi a custo com uma voz sumida. Elena, que merda se passa contigo? Perguntou o meu frustrado subconsciente. – Graças a ti – Corei ainda mais e desviei rapidamente a conversa – Ainda bem que vou puder continuar com as gravações – Suspirei aliviada, não queria ir para a rua por causa de algo assim, eu precisava mesmo de fazer aquele filme nem que tivesse de amputar uma perna.

Ele riu revirando os olhos.

- Impressionante. Depois de tudo só te preocupas com o filme? – Sorri-lhe enquanto encolhia os ombros – Continuas a mesma Elena de sempre. Eu tento cuidar de ti e mesmo assim…

O clima ficou tenso e pude sentir que uma tensão quase palpável se fez sentir ao nosso redor.

– Shh, Elena, deixa-me cuidar de ti.

Lembrei-me das suas palavras no meu sonho e engoli em seco sentindo pequenas gotas de suor a aflorarem à superfície da minha pele. Era tudo tão claro na minha mente, nunca havia tido um sonho tão vivido, tão intenso. Era quase como se fosse um desejo ardente que apenas conseguia ganhar voz quando eu me encontrava para lá do mundo consciente. As pontas dos meus dedos ansiavam cada vez mais por tocar a sua pele à medida que ele se aproximava de mim e se sentava na cama, a meu lado.

Ai que eu estou a dar em louca! Pensei, na minha exasperada confusão. Só podia ser isso. Levantei-me apressadamente da cama, evitando ficar perto dele, daquele enorme pedaço de tentação, daquele pecado…

- É melhor eu ir indo, a Caroline deve estar mortinha por cuidar de mim e me apaparicar com comidinhas na cama e tudo mais – Tentei forçar um sorriso mas duvido que consegui. Damon pareceu desiludido com o meu súbito distanciamento – Bem, vemo-nos amanhã no estúdio.

Sai disparada do quarto, deixando Damon a olhar especado para a porta por demais arrebatado com a minha reação para pronunciar um mísero som.

Agarrei no meu casaco e nem me preocupei com o facto de estar com uma camisa de noite que não era minha, cobri-me o melhor que pude e fui desesperadamente até Caroline.

- Vamos, por favor? – Olhei-a transmitindo-lhe a minha urgência. Ela olhou furiosa para a porta onde aparecia agora um Damon confuso provavelmente achando que ele me havia feito alguma coisa. – Não quero causar mais chatices a Katherine – Menti aproveitando-me do facto da namorada de Damon não gostar de mim. Senti uma pontada no peito ao mencionar o nome da rapariga, não é que não gostasse dela. Ok, eu estava a tentar enganar quem? Eu não a suportava minimamente, odiava os olhares superiores que ela me lançava e a maneira como me encarava com a fúria notável que ela sentia pela minha presença. Era uma cabra convencida, ponto final.

Fiquei supreendida com os meus próprios pensamentos, eu não era muito de remoer quando não gostava de alguém mas Katherine deixava-me os nervos à flor da pele.

Felizmente Caroline comprou a minha deixa da namorada ciumenta e levou-me para longe daquele apartamento e, consequentemente, para longe de Damon. As emoções despoletadas pela presença do moreno começavam finalmente a acalmar e sentia-me muito mais tranquila. Eu não tinha que me preocupar com aquele sonho nem com aquelas sensações que sentira na presença do meu irmão, era tudo stress pós-traumático afinal eu fora agredida severamente.

Deitei-me na cama e estava prestes a fechar os olhos quando me lembrei que amanhã de manhã iria gravar a cena em que Alice Matters e Alan Smith se conheciam numa discoteca pela primeira vez e que, bebedos, acabavam aos beijos e amassos num motel rasca.

Merda.

***

Acordei com o som irritante do despertador e vi que ainda eram seis e meia da manhã, amaldiçoei os horários malucos das gravações e levantei-me para tomar um bom banho. Sonhara novamente com Damon, lembrava-me vagamente de ver o seu rosto nos meus devaneios noturnos mas não sabia precisar o que acontecera, nem queria perder tempo a remoer nesse assunto completamente tabu, pelo menos no que me dizia respeito.

Em pouco menos de uma hora estava a entrar no estúdio e já estava a ser esmagada por um montão de gente.

Olhei-me no espelho e percebi que não me agradava muito o que via, usava um vestido demasiado justo que deixava quase tudo à mostra e uma maquilhagem muito excessiva. Mas o pior era o corpete que eu fora forçada a usar por baixo da indumentária, por causa da cena seguinte.

(Indumentária de Elena: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=68846796)

A minha personagem, Alice, era uma menina que sempre fora demasiado protegida pelos pais até que atingiu a adolescência e achou que era altura de experimentar coisas novas e se rebelar um pouco. E aí ela conhece, Alan, um bad boy que se mostra interessado nela após eles dormirem juntos numa noite de bebedeira. Mas Alice sabe que ele não é bom o suficiente para ela, e também sabe que ele é um garanhão que pega todas pelo que resiste aos encantos do rapaz, mas não por muito tempo.

Em poucos segundos já chamavam por mim e tratei de me apressar. Inspirei fundo e transformei-me em Alice Matters, ou achei que sim, pelo menos até sentir as mãos de Damon pelo meu corpo.

Dirigi-me ao balcão da discoteca e pedi um shot de absinto. Pouco tempo depois Alan surgiu a meu lado, olhando-me com malícia. Bebi o falso absinto duma vez e olhei-o com a mesma intensidade. Ele estava lindo, nas suas calças de ganga justas, t-shirt preta e casado de cabedal também preto. Senti um desejo estranho percorrer o meu corpo.

- Queres que te faça compainha? – Perguntei com ironia ao ver que ele nada diria. O rapaz olhou-me com a mais pura luxúria estampada naqueles olhos azuis enebriantes e por momentos senti que não era Alan que ali estava mas sim o próprio Damon e imaginei como seria beijá-lo, sentir os seus lábios a devorar incomensuravelmente os meus sem ser tudo parte de uma encenação. Ele aproximou-se de mim derramando o seu hálito fresco na pele quente do meu pescoço, arrepiando-me por inteiro.

- Gostava que me fizesses muito mais do que isso – Ronronou com malícia, fazendo-me derreter por dentro. Olhei-o com a respiração a tornar-se meramente superficial e um calor fantástico a espelhar-se por todo o meu corpo. Nenhum de nós conseguia desviar o olhar, estavamos hipnotizados, paralisados no momento, como se ele fosse um precioso cristal que não podia ser quebrado, toda a minha atenção se focava, não em Alan, mas sim no próprio Damon.

- CORTA! – A voz grossa e excitada fez-se ouvir despedaçando o cristal. Damon e eu desviamos rapidamente os nossos olhares para o realizador – Vocês os dois vão-me me tornar famoso se continuarem assim! Quanta química que vocês têm, meu Deus. Até estou a tremer.- Rimos sem vontade ainda constrangidos por todas aquelas sensações novas e indesejadas. – Vocês são o par perfeito, perfeito!

As minhas mãos tremiam de tanto nervosismo que eu estava a sentir. O que é que se passava comigo?

A cena seguinte era a que eu mais repudiava e mesmo assim a que eu mais ansiava. A cena de sexo. Eu ia tê-lo por cima de mim, a beijar a minha pele ardente e cessar o meu ardor, o meu vazio. Claro que não iria acontecer nada, eu jamais faria um filme pornográfico mas iamos ter que ser convicentes o suficiente para na mente dos críticos e de todos os que veriam o filme se passar o resto do filme, precisavamos de transmitir a necessidade que tinhamos um do outro, o quanto eu o queria dentro de mim e infelizmente começava a achar que não iria ser assim tão difícil.

Parei em frente a Damon que me sorriu tentando tranquilizar-me, eu não sabia se estava pronta para uma cena daquela dimensão, aquilo requeria experiência, algo que eu não tinha.

- Ação!

Atirei-me, literalmente, para cima de Alan, ficava mais tranquila se não pensasse nele como Damon, isso seria por demais arrebatador e que não queria ter que pensar muito nisso, já era suficiente ter sonhar com ele.

Ataquei-lhe os lábios rosados e sedutores, mordiscando e chupando com empenho, Alan gemia enquanto pressionava os nossos corpos com força permitindo que eu sentisse cada centímetro do seu ser, como ele era forte e musculado.

O meu corpo parecia que ia entrar em combustão e eu percebi que estava perdida, pois não era em Alice e Alan que eu pensava mas sim em Damon e Elena, como um só, unidos da mais pura forma que alguém poderá alguma vez unir-se.

Comecei a ficar incrivelmente excitada, como nunca antes ficara, arranhei-lhe as costas e, com uma força sobrenatural, arranquei-lhe a t-shirt do corpo deixando-o completamente exposto ao meu olhar sedento. Damon parecia tão perdido em mim quanto eu estava perdida nele.

Livrou-se do meu vestido, deixando-me apenas com aquele corpete ridiculamente curto e as cuecas de fio dental. Mas eu não tinha mais vergonha, pelo contrário, eu queria que ele me olhasse. Estava novamente nos seus braços e era pousada com uma certa urgência na cama, senti os seus lábios no meu pescoço provocando-me a melhor sensação que eu alguma vez experimentara.

Antes que conseguisse evitar um gemido baixo escapou-se pelos meus lábios entreabertos.

- Damon – O prazer na minha voz era tal que o meu irmão pareceu assustado.

Merda.

Notas finais
Não dá para colocar o link para a roupa de Elena diretamente na palavra, não sei porquê... Enfim.
Sei que não está muito bom e peço desculpa por isso ... :x
Reviews? Recomendações?
Beijinho*