Promises

2 Capítulo 1 - A melhor família do mundo


Notas iniciais
Primeiro capítulo bem fresquinho ^^
Espero mesmo que gostem e por favor deixem um review com a vossa sincera opinião (:

12 anos depois

– Damon vou ter que me chatear? Sei muito bem que foste tu quem roubou o meu telemóvel. Devolve idiota – Berrei, fazendo de conta que estava amuada com aquela criatura encontadora.

– Não o vi – Com um sorriso matreiro o rapaz encolheu os ombros e olhou-me com interesse.

Continuei a vasculhar por entre as minhas coisas à procura do maldito aparelho.

– Porque é que estás no meu quarto posso saber? – Ergui uma sobrancelha enquanto o fitava, encostado à ombreira da porta com o seu ar despreocupado.

– Ficas gira sem calças – Comentou rindo baixinho. Piscou-me o olho e mordeu provocadoramente o lábio ao fitar as minhas pernas.

Olhei para baixo e vi que estava só de cuecas. Corei intensamente e atirei-lhe com uma camisola que estava pousada em cima da minha cama.

– Damon! – Guinchei histérica. Que lata que ele tinha. – Sai daqui!

– Nem pensar – Atirou-se para cima da minha cama e ficou a olhar para mim. Fugi, escondendo-me na casa-de-banho, ia-me vestir longe dos olhares do meu irmão – Esqueceste-te da roupa aqui – Comentou uma voz do outro lado da porta.

Dei uma palmada na minha própria testa. Enrolei a toalha de banho à volta da cintura e regressei ao quarto onde ele ainda descançava na minha cama tentando conter o riso.

– Saí do meu quarto Damon – Pedi educadamente tentando não atirar nada contra aquela cara de safado.

– Não vou sair, Eleninha – Riu sarcástico. Odiava quando ele me chamava Eleninha e ele sabia isso muito bem.

– Meu Deus, como tu és chato! – Gritei exasperada enquanto regressava à casa-de-banho.

– Dizes essas coisas mas amas-me.

Revirei os olhos e tentei-me controlar. Damon consegui tirar-me do sério com uma facilidade doentia, talvez por me conhecer bem demais. Ele sabia exatamente aquilo que me incomodava e aquilo que eu gostava, às vezes achava que ele me conhecia melhor do que eu própria. Sorri fitando o meu reflexo no espelho. Damon era a melhor parte da minha vida, não podia negar isso. O rapaz de cabelos negros e olhos azuis conseguia que eu sorrisse quando tinha vontade de chorar.

E eu sabia muito bem que ele me amava apesar de passar a vida a importunar-me com as suas idiotices. Damon e eu eramos inseparáveis, desde aquele dia, o dia da nossa promessa. Conhecia-o tão bem quanto ele me conhecia a mim.

Acabei de me vestir e regressei ao meu quarto onde o meu irmão dormia. Abanei a cabeça contendo o riso. Era tão inacreditável aquele rapaz.

Com vinte e um anos ainda tinha atitudes de um rapazinho de dez. Aproximei-me lentamente dele e enconstei a boca ao seu ouvido.

– DAMON! – Gritei tão alto quanto os meus pulmões me permitiram. Damon saltou da cama, aterrando com o rabo no chão.

Não me consegui controlar e comecei a rir descontroladamente.

Ele olhou-me com raiva e pos-se de pé num ápice.

– Vou-te matar – E disparou atrás de mim.

Corri até à cozinha onde Stefan tomava o seu pequeno-almoço descontraído.

– Bom dia, mana. Como estás? – Cumprimentou carinhosamente.

– Não posso falar, tenho que fugir. – Disse entre risos. Damon apareceu na cozinha, todo descomposto com os cabelos no ar e a roupa desalinhada provocando-me um ataque de riso. Stefan limitou-se a revirar os olhos, já estava habituado às nossas infantilidades.

– Sabes que te vou apanhar.

O nosso pai surgiu atrás de Damon, a abanar a cabeça negativamente, e deu-lhe um estalo na testa.

– Comportem-se meninos – Ralhou.

– Estão outra vez no mesmo, Victor? – Perguntou a minha mãe ao surgir na cozinha sorrindo. Deu um beijo na bochecha a cada um de nós indo depois para a beira do pai, abraçando-o carinhosamente.

Eu amava aqueles dois. Os meus pais. E ficava tão feliz de cada vez que os via juntos, notava-se claramente o amor que nutriam um pelo outro. Victor e Jessica era o casal mais perfeito que eu alguma vez vira. Todos em Mystic Falls os conheciam por serem os “herois do povo”. Todos as semanas eles levavam um cesto com comida para ser distríbuida pelos necessitados.

Eu tinha sorte por ter sido acolhida por tão boas pessoas.

– Claro que estão, amor. Sabes que eles são como cão e gato – Comentou o pai revirando os olhos.

– Enfim… — Suspirou alegremente.

Sentei-me junto a Stefan e Damon ocupou a cadeira vazia a meu lado, trazendo-me um prato com panquecas de mirtilos.

– Obrigado – Dei-lhe um encontrão com o ombro e ele limitou-se a sorrir.

Comemos em silêncio, eu estava mais que ansiosa para o meu primeiro dia de aulas como aluna do segundo ano. Damon passava a vida a gozar comigo, ele dizia que eu me preocupava demais e que devia relaxar. Enfim, para ele era fácil falar. Ele sempre fora popular e o secundário fora o auge da vida dele, auge esse que se prolongava agora na faculdade. Tinha que reconhecer que o meu irmão era lindo e que talvez isso o ajudasse. Mas para além disso era inteligente e um excelente atleta. Ou seja, era o pacote completo e todas queriam provar um pedacinho do Sr. Salvatore. Mas o meu irmão não era fácil de se prender, até hoje nunca o vira com nenhuma namorada durante mais do que duas semanas, havia sempre alguém mais interessante.

Abanei a cabeça. Ele era um completo idiota e mesmo assim parecia ter mel.

– Estás linda – Comentou Damon apanhando-me de surpresa. Sorri um pouco tímida e agradeci.

Vinte minutos mais tarde, quando estavamos a sair de casa Damon veio ter comigo e disse.

– Já te disse que estás linda?

Achei aquilo muito estranho mas lá respondi.

– Já, Damon – Olhei-o com curiosidade, será que ele tinha perdido o tino?

– Ah, eu menti. – Começou a rir como um puto de cinco anos e a minha vontade era de lhe dar um pontapé na virilha. Bufei exasperada e fui-me sentar no carro da minha mãe. Cruzei os braços e amuei.

Stefan tirou os fones dos ouvidos e olhou-me com curiosidade.

– Está tudo bem? – Suspirei frustrada. Stefan era um querido, Damon era um parvo. Como é que duas pessoas, irmãs, podem ser tão diferentes?

– Não – Respondi ainda chateada com o idiota do meu irmão mais velho.

– O que é que o Damon fez? – Perguntou Stefan rindo. Claro que ele já sabia que Damon tinha feito asneiras, já era o costume. Comecei a rir junto com o meu irmão.

– Ele é muito parvinho – Stefan assentiu e começamos a rir outra vez.

Um pancada no vidro ao meu lado fez com que eu saltasse no banco.

– Assustei-te? – Perguntou uma voz trocista. Deitei-lhe a língua de fora e virei-me de costas para ele. – Hoje sou eu quem vos leva à escola.

– Preferia ir a caminhar até os meus pés se desfazerem do que ir no mesmo veículo contigo seu anormal – Brinquei.

Damon abriu a porta e pegou em mim à força, atirando-me para cima do ombro.

– Vamos Stefan – Chamou, despreocupado.

– Põe-me no chão! – Guinchei sentindo o sangue a subir-me à cabeça. Quando dei conta que tinha a cara a escassos centímetros do rabo do meu irmão um rubor apoderou-se das minhas bochechas. Nunca tinha olhado para ele mas era tão grande. Elena! Chamou o meu subconsciente, estás a pensar no traseiro do teu irmão! Do teu irmão!

Corei ainda mais e quando Damon me atirou para o banco da frente eu estava mais vermelha que um tomate.

Damon riu baixinho e sentou-se no lugar do condutor. Stefan entrou para o banco de trás.

– Escusavas de me ter mordido o cu – Comentou Damon exibindo o seu sorriso mais safado – Eu sei que é apetecível mas não era para tanto, Eleninha.

Olhei-o boquiaberta ao mesmo tempo que Stefan ria que nem um perdido.

– Eu não mordi nada! – Guinchei histérica.

A viagem foi terrível com Damon a provocar-me o caminho toda até à escola. Quando chegamos, ele ainda não tinha acabado de estacionar, e eu já havia pulado para fora do carro saindo disparada da beira dele. Stefan juntou-se a mim e passado um bocado Damon fez o mesmo.

– Não tens que ir para a faculdade? – Perguntei manhosa.

– Vim ver a Caroline – Revirei os olhos. Caroline, uma das minhas melhores amigas, era o novo alvo de atenção de Damon. Não era de espantar, Caroline era mais do que bela com os seus cabelos loiros compridos, uns olhos claros e um sorriso encantador. Por vezes sentia-me um patinho feio junto a ela. – Mas não fiques com ciúmes, sabes que és mais importante, Eleninha.

– Ah! não chateies Damon – Ele passou o braço à volta dos meus ombros e sorriu-me mostrando um conjunto de dentes impecáveis. Não me importei, já estava habituada a andar assim com o meu irmão e até era agradável. Sentia-me protegida, sabia que ele me manteria a salvo de tudo. Olhei-o e não pude evitar um sorriso. Damon era o meu heroi.

Caroline e Bonnie, a minha outra melhor amiga, esperavam por mim e por Stefan à porta da sala. Abracei-as com ternura e sorri-lhes.

– Olá Caroline, estás excecionalmente bonita hoje – Caroline corou perante as palavras de Damon e o seu sorriso sedutor. Não pude deixar de revirar os olhos. Eu tinha que mantê-lo longe da minha amiga ou ela ia acabar magoada.

– Obrigada, tu também não estás mal.

– Adeus Damon – Disse-lhe empurrando-o pelo corredor até ao carro – E mantêm-te longe da Caroline, pode ser?

– Porquê? – Perguntou fazendo-se de inocente.

– As minhas amigas estão fora dos limites. Não quero ter que ouvi-las contar como tu lhes partiste o coração, capiche?

– Como queiras.

O dia decorreu normalmente, sem grandes ondas. Quando estava a ir embora, Caroline chamou-me.

–Elena! Olha vai haver uma festa de começo do ano, não gostarias de vir? – Piscou-me o olho.

– Eu não sei, não estou com muita vontade – O primeiro dia de aulas era sempre muito cansativo e tudo o que eu queria era chegar a casa, cair na cama e só acordar no dia seguinte.

– Vá lá… O Matt vai lá estar – Mordi o lábio. Matt era simplesmente o rapaz mais lindo à face da terra e, para ser honesta, eu tenho um enorme queda por ele. Eu tinha que aceitar, a oportunidade de falar com Matt era por demais tentadora.

– Sendo assim… Eu vou – Pisquei o olho à minha amiga.

– Ótimo – Caroline bateu palminhas e deu uma risadinha histérica super típica dela. Eu amava a maneira dela ser, eramos tão diferentes. Talvez por isso nos dessemos tão bem – Vemo-nos às oito em ponto. Não quero atrasos e tens que estar perfeita, ouviste? Mas não vamos para uma gala por isso não exageres, entendido?

– Claro!

Mal podia esperar para ver Matt e me perder na imensidão daqueles olhos azuis cor do mar, beijar aqueles lábios. Suspirei, eu estava a agir tal e qual uma rapariguinha apaixonada. Abanei a cabeça autorrecriminando-me. Não sejas idiota, Elena. Ele nem deve saber quem tu és.

Juntei-me a Stefan e juntos fomos ter com a mãe, que esperava por nós no parque de estacionamento da escola. Coloquei os fones nos ouvidos e perdi-me na terra da imaginação ao som da música I’m into you do Chet Faker.

Em casa fui imediatamente para o meu quarto à procura de algo fantástico para usar nessa noite mas não encontrei nada. E agora?

Desci as escadas a correr e fui ter com a minha mãe à cozinha.

– Mãe! – Chamei apressada e prestes a entrar em pânico – Não tenho nada para vestir na festa de hoje – Choraminguei.

A minha mãe ergueu uma sobrancelha.

– Não sabia que tinhas uma festa hoje – Bolas, esquecera-me que ainda não tinha pedido autorização à minha mãe.

Sorri doce fazendo carinha de anjo.

– Posso ir, mamã? – Bati as pestanas e dei-lhe um beijinho na bochecha. Sabia que ela se ia derreter toda.

– Claro, mas não venhas tarde. Agora vamos lá ao meu quarto ver se há algo que tu queiras.

O relógio marcou as oito horas, olhei-me ao espelho uma ultima vez para ver o resultado final. Respirei fundo para me acalmar.

Sorri para o meu reflexo e desci as escadas. Fui à sala dar um beijo à minha mãe.

–Óh a minha menina está tão linda – Comentou a minha mãe emocionada.

– Mãe… — Corei perante toda aquela atenção.

– A tua mãe tem razão, Elena – Olhei para o meu pai que parecia prestes a chorar. Eu nem queria acreditar.

– Gente, é só uma festa não é nada de mais. Eu já fui a festas.

– Mas nunca foste tão linda – Acrescentou Stefan piscando-me o olho. Sorri para ele que também estava encantador.

– Bem vamos? – Perguntei a Stefan fugindo das luzes da ribalta.

– Vamos onde menina El… — Damon calou-se abrutamente parando a meio do corredor. Virei-me para ele arqueando uma sobrancelha.

Ele tossicou e olhou para todo o lado menos para mim.

– Damon? – Chamei confusa.

– Hum?

– Passa-se alguma coisa?

– Nada, nada.

– Certo… — Encolhi os ombros e entrelacei o meu braço com o de Stefan sorrindo para o meu irmão. – Vamos com quem?

– Tyler. Ele tem carro.

Respirei fundo e sai de casa. Ia ser uma grande festa.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado do capítulo (:
Não se esqueçam de deixar um review ^^
Beijinho e até ao próximo capítulo*