Promise Me
25 O poder em suas mãos.
Notas iniciais
O caçador chega a vila depois de se surpreender ao conseguir achar o caminho. Como Finn jamais saiu de sua própria casa, o único caminho que ele sempre conhecera era o da mata que lhe dava o seu sustento diário.
-Finn? – Will questiona boquiaberto
-Desculpe, mas o conheço? – O caçador questiona desconfiado
-Não, mas eu o conheço. – Will apoia suas mãos nas costas dele – Como você está enorme.
O rapaz olha para o homem um pouco confuso, como alguém desconhecido pode já ter lhe visto, tendo em vista que nunca saiu de casa?
-Obrigado? – Finn cerra os olhos em sua direção – O Senhor sabe quem é Kurt Hummel? E onde ele mora?
-Claro, claro! – Will o puxa pelo braço – Venha.
O caçador segue o artesão, que lhe guia até um chalé completamente pequeno feito de madeira, algumas pedras e plantas eras que crescem nas paredes. Tudo está iluminado a luz de velas dentro do lugar, e ele parece estar bem movimentado.
-Os rapazes estão fazendo o jantar para as crianças...
-Crianças? Que crianças? Não sabia que o plebeu tinha irmãos.
-Ele não, mas o cavalheiro sim.
Os olhos do caçador se abrem, e ele pensa: Então quer dizer que o Sam está morando com o Hummel?
-Bom... vamos. – Will diz batendo na porta
Em menos de cinco segundos, alguém abre a porta, os olhos de Hudson são direcionados a um homem alto, com uma barba escura bem como seus cabelos, e seus olhos são cinzas e arrepiantes.
-Esse é o Elliott. – Will o apresenta
-Quem é este? – O pescador questiona encarando Finn dos pés à cabeça
-Sou um amigo do Kurt. – Finn diz estendendo sua mão, mas Gilbert não a aperta
O pescador dá passagem e Finn retrai a mão estendida. Sendo assim, os dois entram no chalé do plebeu. Finn logo nota que Kurt está servindo os irmãos de Sam, em sua casa há mais um homem no qual o caçador parece já ter visto em algum lugar.
-Kurt. – Hudson fala em um tom suave
-Finn? – Hummel arregala os olhos quase derrubando os pratos – Oh meu deus! O que você está fazendo aqui?
-Não me venham dizer que outro que veio morar conosco? – Puck resmunga
-Não... – Finn não consegue parar de notar que esse homem é conhecido – Eu vim aqui para lhe entregar algo.
-Claro, claro. – Kurt anda em sua direção e só então o abraça
Hudson abre os braços pelo ato inesperado. Kurt apoia sua cabeça no peito do mais alto e sente a energia positiva que ele lhe oferece.
-Estava com tanta saudade assim de mim? – Finn enfim abaixa os braços e corresponde a ação
-Claro que estava... e eu preciso muito falar com você sobre um assunto. – Kurt diz se afastando
-Eu também preciso falar com você... – Finn olha mais uma vez para o Puck – Eu não conheço ele de algum lugar?
-Ele foi quem roubou a égua do Blaine. – Kurt diz
-Há... e o que ele está fazendo aqui?
-Quem você acha que me libertou da sarjeta? – O castanho dá uma gargalhada e só então puxa o caçador para fora – Está nevando muito.
-Eu sei... foi bem difícil encontrar essa vila.
-Se você veio aqui nestas condições é porque algo de importante veio me dizer. – Kurt se senta no banco – Vamos, estou lhe escutando.
-Acho que não é surpresa para nós dois o que o Blaine vem se tornando. – Finn se senta ao lado dele – O príncipe anda um pouco atordoado, não sabe o que fazer, apenas sabe que deve dar orgulho ao seu pai, porém ele não mede as consequências destes atos.
-Finn, sinceramente, Blaine e eu não temos mais nada e o que vem dele não me diz respeito.
-Na verdade, diz sim. – Finn retira do bolso a carta que Blaine escreveu antes de tentar se matar e entrega a Kurt
-O que é isso? – Hummel a segura
-O Blaine tentou se matar. – Kurt se assusta com esse comentário – E antes disso, ele escreveu esta carta. Eu quero que você a leia atentamente e depois me diga se devemos fazer algo ou não.
O castanho lhe olha bem nos olhos e seu coração começa a bater mais acelerado. Ele olha para o envelope em suas mãos e depois de um tempo o abre, tira a carta de dentro e de uma forma tremula a lê. Pelos próximos minutos que se seguem, Kurt lê cada palavra escrita pelo príncipe, a dor de saber que ele poderia ter se matado atinge o seu peito e seus olhos estão marejados, como se ele quisesse chorar até não existir mais lagrimas. Enfim, ao termino da leitura, Kurt fecha novamente o papel, respira fundo e olhando para baixo permanece calado.
-Ele te ama Kurt. – Finn quebra o silencio
-Eu não posso Finn.... não consigo. – Kurt gira o papel em suas mãos – Eu também amo muito o Blaine, mas desde a nossa última briga notei o quanto ele prefere estar certo de uma forma mentirosa a estar errado de uma forma verdadeira. Eu não posso ficar com alguém que seja desse jeito.
-Kurt, o Blaine irá se casar, você não pode deixar que isso aconteça. Vocês dois se amam e não é uma briga boba de duas pessoas totalmente orgulhosas que irá acabar com esse amor.
-Eu... eu estou com outro homem agora. O Elliott... ele me faz muito feliz, não tanto quanto o Blaine, mas ele está se esforçando.
-Kurt... não estrague o que vocês dois tem. O Blaine irá se casar em alguns dias. – Finn consegue enfim ter os seus olhos fixos no de Kurt – Se você não fizer algo para impedir esse casamento, eu farei.
Hummel olha mais uma vez para baixo, parece que o futuro dos dois está em suas mãos. Ele deveria deixar para lá, deveria muito bem seguir em frente, porém parece ser tão difícil.
-Será que você teria como pedir para o Blaine me encontrar? – Kurt o olha – Diga que estarei esperando ele em nosso refúgio.
-Você acha que ele irá?
-Eu darei essa última chance a ele. Se o Blaine não for, eu não terei mais nada o que fazer.
Um silencio se segue, e os dois observam os flocos neve a cair.
-O que você queria me dizer? – Hudson questiona
-Vamos deixar essa conversa para outra hora. Ela não é de extrema importância assim, demorei 19 anos para saber, posso esperar mais uns dias para conta-lo.
O caçador lhe olha confuso, mas ignora o que Kurt acabou de dizer. Sendo assim, ele se levanta do banco e mais uma vez o abraça forte.
-Diga ao Sam que eu mandei um olá. – Finn diz abraçando Kurt
-Ele está no banho... se quiser esperar.
-Não. Tenho que resolver esse problema do casamento o quanto antes, ou será tarde demais. – Hudson bate duas vezes nas costas de Kurt e só então se afasta
Hummel observa o seu irmão se afastando e com as mãos no bolso para se aquecer, ele respira fundo e pede aos céus que não tenha cometido o pior erro de sua vida.
Dois dias depois...
Blaine desce de Amora, deixa ela a sós tentando achar alguma grama que escapou da neve no chão, sendo assim, o príncipe caminha para dentro da gruta e observa de longe que o plebeu já está nela.
Kurt está sentado no chão abraçando suas pernas, ao mesmo tempo que observa a água cristalina que percorre no lago a sua frente.
-Cheguei a pensar que era mentira do Finn. – Blaine fala se aproximando – Que ele apenas queria me tirar o palácio para raptar a Rachel.
-Bom... – Kurt continua olhando para o lago – Acho que não foi mentira dele.
-Por que me chamou? Onde está o seu namorado? – Blaine para do lado dele, porém ainda permanece de pé
-O Elliott está em casa... essa conversa só se diz respeito a nós dois.
-Eu não acredito que você está namorando ele. – O príncipe diz em um tom incomodado – É incrível como me esqueceu tão rápido.
-Primeiro, não foi eu quem terminou o nosso relacionamento, sendo assim eu posso namorar quem eu quiser sem me sentir culpado. Segundo... eu não lhe esqueci.
O moreno lhe olha de cima e só então suspirando, ele se agacha e senta ao seu lado, e também passa a olhar para o lago.
-São da cor dos seus olhos. – Blaine diz
-Não comece Blaine... não viemos aqui para falar sobre isso.
-Pois bem... então vamos falar de outro assunto... você e o Elliott já... – O príncipe diz nervoso – Você sabe... vocês já...
-Não, nós ainda não fizemos nada. Ele sempre tenta, mas eu não quero, não consigo, não posso. – Kurt o olha nos olhos – Ele é muito bom para mim Blaine e eu realmente não queria magoar ele voltando para alguém que prefere obedecer às maldades do pai do que dizer que basta.
-Você mesmo me disse que eu deveria tomar minhas decisões, e eu estou fazendo isto.
-Mas você não está fazendo de uma maneira certa, Blaine. Você irá se casar mesmo com a Rachel?
-Eu preciso.
-Mas você não quer. Você não a ama e ela também não lhe ama. Várias pessoas irão sair machucadas se você aceitar se casar com ela.
-Vá por mim que muito mais pessoas irão se machucar se eu não aceitar me casar com ela.
-Isso não apenas historias Blaine, não podemos saber se os pais dela farão algo. Você não está fazendo isso por conta das consequências no reino, está fazendo isso por conta do seu pai.
-Eu não quero que o meu pai diga que eu sou um fardo na vida dele por que eu amo um homem, bem como aconteceu com o Cooper. Veja só, meu irmão está preso e teve o seu amor morto. Eu não quero que isso aconteça a nós dois. Eu sei que eu estava estressado no dia em que terminei tudo com você, eu sei que não deveria fazer nada de cabeça quente, mas acabei fazendo, cometi mais um erro na minha vida.
-Se você tivesse apenas terminado comigo Blaine, não seria nenhum problema, mas segundo o Finn você passou a tratar todas as pessoas de uma forma ruim.
-É porque eu sou melhor quando estou com você. – Lagrimas aparecem nos olhos do príncipe – Desde de pequeno eu mando em todos, sempre me achei melhor do que eles, e quando eu terminei com você parece que tudo voltou à tona. Com você não Kurt, quando estou ao seu lado pareço ser outra pessoa, alguém do bem, alguém que quer trazer mal aos demais.
-E por que você tinha que terminar? – Kurt o olha começando a chorar – Um amor não se acaba assim do nada.
-Eu precisei Kurt, eu necessito fazer o certo. – Ele chora
-Então se necessita tanto, me diga, por que mesmo sabendo que as nossas chances são nulas por qual motivo nós ainda nos procuramos?
-Por que a distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame.
Hummel fica em silencio e o olha atentamente, os dois estão chorando, porém Blaine parece ter sido atingido bem no coração. O príncipe está vermelho e soluça como se estivesse sem ar, Kurt não sabe o que fazer, a não ser a única coisa que parece ser apropriada para o momento.
O plebeu se inclina e o abraça, o moreno esconde seu rosto repleto de lagrimas no ombro dele e continua a chorar.
-Me desculpa. – Blaine soluça – Eu sempre estrago tudo.
-Hey, não diga isso. – Kurt continua o abraçando
E só então, o príncipe levanta um pouco seu rosto, e passa a olhar para o plebeu bem nos olhos, sendo assim, se inclinando ele junta seus lábios aos dele. Os dois se beijam e sentem uma paz percorrer as suas almas, é como se eles necessitassem um ao outro em todos os momentos.
Blaine leva uma de suas mãos até a nuca dele e a segura firmemente, ao mesmo tempo que Kurt alisa o rosto dele. Suas línguas se entrelaçam em um beijo calmo e satisfatório, a saudade parece atingir seus peitos nesse exato minuto.
-Sabe... – Kurt diz ainda no beijo – Você me perguntou na carta o que me faria prometer algo impossível, e eu digo a minha resposta: Blaine Anderson, ele me faz querer quebrar todas as promessas.
O príncipe olha bem em seus olhos azuis, e só então novamente o beija. Kurt aos poucos vai abrindo a farda do moreno, fazendo com que ele faça o mesmo em seus trapos. Os dois se beijam, seus lábios juntos são a coisa mais perfeita que poderia existir. Blaine aos poucos vai deitando ele sobre o chão frio da gruta. O moreno alisa todo o peito do castanho, indo e voltando com sua mão sobre a pele dele, ao mesmo tempo que Hummel segura a sua nuca e sente a respiração dos dois se misturando.
Eles afastam seus lábios e se olham, isso tudo está parecendo ser mentira em suas mentes. Blaine volta a lhe beijar e abaixa aos poucos a sua calça. Ele continua fazendo caricias no plebeu, que também alisa as costas do príncipe. O frio do inverno não parece mais atingir eles, seus corpos estão quentes, estão vivos, seus sangues pulsam por todas as veias.
-Não... eu não posso. – Kurt se afasta – O Elliott está em casa me esperando.
-O esqueça por um minuto, é a mim que você ama. – Blaine diz voltando a lhe beijar
O castanho se deixa levar pelos beijos e enfim, o moreno retira todas as suas roupas, fazendo o mesmo com o plebeu. Nus, os dois se encostam, se tocando como fossem joias preciosas, entre caricias, beijos e abraços, palavras em silencio são trocadas, apenas entre os beijos que ambos não cessam em dar.
O príncipe deita sobre o plebeu e continua entrelaçando sua língua na dele, e com as mãos guiando até as pernas dele, o moreno as abre um pouco e lentamente insere seu pênis nele. Kurt geme pela entrada, mas logo abraça as costas do príncipe. Anderson faz movimentos de ida e vinda em seu amado, sentindo todo o seu corpo com os leves toques que ele dá em sua pele.
Hummel respira fundo sentindo o príncipe dentro de si, um prazer percorre o seu corpo e suas unhas fazem o mesmo pelas costas do mais baixo. Blaine beija todo o rosto dele, guiando seus lábios pelos do plebeu, enquanto lentamente continua seus movimentos.
Com a palma da mão aberta, Anderson arrasta ela da barriga de Kurt até o seu pescoço, o apertando e lhe olhando fixamente nos olhos. Os movimentos ficam um pouco mais rápido e suas bocas se juntam mais uma vez.
-Eu te amo. – Blaine diz entre o beijo
-Eu também te amo. – Kurt diz gemendo suavemente
O príncipe lhe beija, como se esse fosse o último contato que eles irão ter. Kurt continua alisando ele pelas costas, as vezes vindo com sua mão pelos seus cabelos, ou até mesmo apertando levemente as nádegas dele, tudo lhe dá prazer, do menor ao maior toque. Depois de alguns minutos, de caricias, toques, beijos e amor, os dois se libertam juntos.
-Por favor, termine com o Elliott. – Blaine diz saindo de dentro de Kurt
-Não se case com a Rachel. – O castanho rebate
-Mas eu preciso...
-Você pensa que precisa. – Kurt alisa o rosto dele – Não estrague um amor por uma briga boba. – O castanho usa a frase do caçador – Não vale a pena.
-Meu pai irá nos matar.
-Deixe que ele mate. Prefiro morrer por algo justo do que mentir a respeito do que sentimos um pelo outro.
-Kurt... – Blaine diz de uma maneira triste
-Certo. – O plebeu se levanta e começa a se vestir – Você tem duas opções, ou não se casa com a Rachel e luta por nosso amor, ou se casa com ela e se esquece de vez que eu existo. Até lá, acho que seria de bom agrado nem você nem eu nos procurarmos.
-Kurt, por favor, não diga isso.
-Está avisado Blaine. Você é quem faz a sua escolha agora.
E só então já completamente vestido, o plebeu sai da gruta, deixando o príncipe a sós repensando em tudo que ele já fez na vida até agora e o que deve ser feito desse momento em diante.
[...]
-Mike... – Sebastian entra no quarto
-Vocês vieram me soltar? – O conselheiro questiona
Mike está abatido no chão, como se ele não comesse a tempos. Quinn e Sebastian sabem que lhe deixar preso durante dias não era o certo, porém era o necessário.
-Mike, nós precisamos que você não entre em desespero. – Quinn fala fechando a porta
-Me soltem, é a única coisa que peço. – O conselheiro insiste
-Todos aqui estão notando a sua ausência, dissemos que estava doente, porém não podemos continuar com essa mentira. E o casamento já está próximo, você tem que fazer o Blaine assinar os papeis antes disso. – Fabray continua
-O Blaine irá se casar com ela? – Mike questiona olhando do recruta para criada – Onde está o ladrãozinho?
-Eles terminaram. – Smythe diz – O Blaine me atacou há alguns dias, acho que eles não irão voltar mais.
-Você precisa fazer ele ceder aos seus encantos mais uma vez Sebastian, só que quando ele já estiver assinado os papeis. – Chang se levanta tombando pela fraqueza das pernas – Onde está o Blaine?
-Não sabemos, o palácio todo está a loucura por conta da cerimônia. Os pais da Rachel já chegaram e estão mandando em tudo neste lugar. – A loira fala ajudando Mike a ficar de pé
-Onde está o Richard? – Chang questiona se apoiando nela
-Você vai ter que o deixar para lá. Por favor, não estrague os planos. – Smythe fala friamente
-Você está falando diferente comigo Sebastian, lhe fiz algo?
-Não... – O recruta caminha até a porta
Na verdade, desde que o recruta beijou os lábios do príncipe algo lhe tocou por dentro. Parece que todo ódio que ele sente pelas pessoas do palácio sumiu. Sebastian não quer admitir para si mesmo, mas parece que seu amor pelo conselheiro e pela criada está abrindo espaço para o do príncipe.
-Só espero que não esteja apaixonado, Sebastian! – Mike grita – Ele nunca poderá ama-lo. Portanto, se contenha em apenas amar a nós dois, pois seremos os únicos que se importarão com você.
O recruta olha para o conselheiro pelo canto do olho. Ele jamais gostou de dividir um amor com duas pessoas, mesmo ele amando as duas. Para ele, o limite de divisão já estourou e ele precisa seguir em frente. Blaine não está mais com Kurt e os dois moram no mesmo palácio, tudo está caminhando para a forma mais fácil. O único problema de Sebastian, é o conselheiro.
[...]
Após mais um dia e meio de viajem, Blaine volta ao palácio. Ele olha do lado de fora a organização de seu casamento que irá acontecer em breve. Tudo está ficando da mais perfeita forma e isso de algum modo o incomoda. O plebeu lhe deu duas escolhas, agora cabe ao príncipe escolher a mais aceitável.
-Estávamos a sua procura príncipe. – Kitty diz se aproximando sozinha – Tudo já está devidamente organizado.
-Obrigado. – Blaine caminha de uma forma indiferente
-Se me permite perguntar, por que o senhor está desse jeito?
-Eu não quero me casar Kitty, mas eu preciso.
-Na minha sincera opinião, a partir do momento em que dizer sim a princesa no altar, sua riqueza dobrará e todos querem isso. Eu não acho que exista de fato amor, e também acho que o senhor não deveria perder essa oportunidade.
-Por que está me dizendo essas coisas? – Blaine lhe olha intrigado – Você já amou alguém por acaso para saber se o amor existe ou não?
-Sim, eu já amei. – Ela olha para baixo – Porém ele nunca correspondeu aos meus sentimentos. E hoje eu me tornei uma pessoa fria e calculista, faço o certo no momento certo, e vá por mim, o senhor deve se casar com a Rachel.
-Se me permite perguntar... você amou o Jesse, não?
A loira fica surpresa pela pergunta, mas logo tenta se manter forte para dar a resposta.
-Sim... eu já fui muito apaixonada por ele, mas não sei por qual motivo, ele não tem olhos para mim.
-Você não foi apaixonada por ele... você é apaixonada por ele. Se percebe isso em seus olhos e na maneira como você trata ele. O que quer dizer que sim, o amor existe, o grande problema dele é se é correspondido ou não.
Kitty permanece olhando para o príncipe como se ele tivesse arrancado o coração dela sem piedade.
-Príncipe! – Mike grita correndo na direção dele
-Onde você se meteu esses dias? – Blaine questiona ao mesmo tempo que Kitty sai ainda abalada
-Eu estava doente, pensei que tinham lhe avisado. – O conselheiro apoia sua mão no ombro dele – Onde está o papel que pedi para o senhor assinar?
-Oh, eu esqueci completamente disso Mike, me perdoe. – O príncipe inicia uma caminha – Ele está em meu quarto, venha.
Os dois caminham juntos em direção aos aposentos do moreno. Mike sobe as escadas atrás do príncipe mais sorridente do que nunca, este é o momento pelo qual ele vem esperando desde a morte de seus pais.
Assim que os dois entram no quarto, Mike fecha a porta atrás de si e o moreno começa a procurar em suas coisas o papel. Blaine procura em todos os cantos, mas não o acha em lugar algum.
-Não estou achando ele. – Anderson diz ainda procurando
-Não está achando? Como assim não está achando? – O conselheiro começa a suar frio
-Não sei, eu o coloquei na minha cômoda e ele não está por aqui. – Blaine fala revirando tudo e só então para de procurar e fica em choque – Ah não.
-Ah não? Ah não o que? – Mike anda em sua direção furioso
[...]
-Mas que diabos é isso? – Kurt fala segurando o papel onde Blaine escreveu a carta para ele
O castanho apenas pegou nesse papel uma única vez, a dor de saber que o seu amado iria se matar era tão grande que fez com que ele escondesse a carta debaixo do acolchoado do sofá. Mas agora, ele a pegou de novo, e está olhando fixamente para o verso dela, onde está escrito um texto em letra minúscula.
O plebeu cerra os olhos para conseguir enxergar direito o que está escrito e só então a cada palavra sua expressão fica mais espantada e seu coração bate mais forte.
-Ah não. – Kurt diz boquiaberto
-Kurt, você viu o meu irmão... – Sam se aproxima e o vê em estado de choque – O que houve? – Ele anda rapidamente na direção dele
-Sam... eu acho que o Mike quer tomar o reino para ele.
-O que?
-O Mike irá passar a perna no Blaine, ele quer assumir o poder de Lionheart.
[...]
-Mike, pare de me puxar! – Blaine diz sendo arrastado
-Você sabe a importância daquele papel? – O conselheiro lhe arrasta até o escritório
-Eu não o perdi por querer! – Blaine enfim entra no cômodo
-Vamos fazer o seguinte. – O conselheiro respira fundo para conter a raiva – Eu vou fazer outro documento, você assina e depois eu peço a autenticação a Kitty.
-Certo, certo! – Blaine levanta as mãos em defesa e só então se senta na poltrona – Você anda muito estressado.
Mike o ignora, e só então rapidamente se senta em sua mesa e começa a escrever em letras pequenas outro documento idêntico aquele. Se passam minutos e minutos e o príncipe quase já cochila, até que enfim, o conselheiro se levanta e caminha na direção dele.
-Vamos, assine. – Mike estende o papel na frente dele
-Calma. – Blaine o segura – Antes tenho que lê-lo.
Mais uma vez o conselheiro começa a suar frio. Ele quer com todas as suas forças voar no pescoço de Blaine e mata-lo, porém, se contém e apenas fala:
-Confie em mim, isso não é preciso.
-Minha mãe me ensinou que jamais se deve assinar algo sem antes ler.
-Caro príncipe, sua mãe já está morta. Vamos, não é preciso ler, confie em mim. Apenas assine isso logo e acabe com esse sofrimento!
-Sofrimento? Sofrimento de quem?
-O meu! Eu não aguento mais me estressar, vamos Blaine assine!
-Certo, certo!
O moreno lhe olha incrédulo e só então recebe em suas mãos uma pena com a ponta melada de tinta. Blaine apoia o papel na mesa de canto ao lado dele e só então, levando a pena até a folha, o príncipe enfim assina seu nome nele fazendo surgir no rosto de Mike o maior dos maiores sorrisos.
-Finalmente! – Mike diz segurando o papel
-Finalmente o que? – Anderson questiona
-Finalmente chegou o dia em que todos se arrependerão de tonar a minha vida e da minha família num inferno!
-Não estou entendendo... – O moreno diz confuso
-Nada príncipe, nada que o senhor precise se preocupar. Apenas vá, se case e seja feliz. Por que com certeza eu também serei.
Blaine continua sem entender porque tamanha felicidade, mas ele passa a ignorar. Sendo assim, se levanta da poltrona e caminha até a porta, abrindo ela e se deparando com Sebastian.
-Príncipe. – Ele diz em um tom surpreso – Como vai? Onde esteve? Estava com...
-Sebastian... eu vou voltar ao meu quarto, depois nós conversamos certo? – O moreno o interrompe
-Claro, claro! Estarei esperando ansiosamente por isso! – Smythe observa o príncipe indo em direção as escadas. O recruta o olha da maneira mais boba possível. Ele está realmente apaixonado pelo moreno.
-Sebastian! Entre aqui! – Mike diz em alegria e o recrute lhe obedece – Veja! Consegui a assinatura! Ganhamos! Finalmente ganhamos! – O conselheiro vai na direção dele para beija-lo, porém Sebastian vira o rosto
-Que bom. – Ele diz friamente
-O que há de errado com você? Nós estamos planejando isso há anos! Por que não está feliz? Por que me negou um beijo?
-Eu só não sei se isso é o mais certo a se fazer... tudo bem que eu ainda quero o poder, mas o Blaine é uma pessoa boa.
-Você está apaixonado por ele!? – Mike grita – Eu não acredito que você se apaixonou por ele! Seu tolo!
-Talvez ele me dê o amor que necessito. – O recruta olha para baixo
-Eu não acredito. – Mike está inconformado – Eu não posso acreditar! – Ele grita – Qual é o seu problema?
-Eu não aguento mais dividir meu amor com a Quinn! – Smythe grita
-Mas sempre foi assim! Apenas nós três! E você a ama também, por que está me dizendo isso?
-Eu a amo, porém lhe amo mais do que ela! E eu não suporto ver vocês dois juntos. Blaine pode me dar muito bem o que eu preciso.
-Me escute aqui seu psicopata de quinta. – Mike o segura com força pelo braço – O Blaine ama aquele maldito ladrão e mesmo que não amasse, ele não iria atrás de uma pessoa doente como você.
-Me largue! – Sebastian tira a mão dele com força – Blaine irá me amar e você pagará a língua quando nos ver juntos. – O recruta se afasta
-Certo, você quer quebrar a cara? Não quer mais me amar? Não ligo! Ainda tenho a Quinn ao meu lado! Eu só espero que você não se arrependa no futuro! Ele nunca vai lhe amar, não da maneira como eu amei!
Sebastian o olha nos olhos e só então lhe dá as costas, saindo da sala mais uma vez.
[...]
-Kurt? O que você está fazendo? – Elliott questiona se aproximando dele
O plebeu está arrumando uma trouxa de roupas às pressas. Ele chegou à conclusão de que talvez o futuro do reino não esteja nas mãos de Blaine e sim dele próprio. Mike quer o reino, por isso tamanho interesse em ser amigo do príncipe. E agora que Hummel sabe disto, ele necessita fazer algo antes que seja tarde demais.
-Eu... – Ele não para um segundo – Eu preciso voltar ao palácio...
-O que? – O pescador lhe olha irritado – Kurt, do que você está falando? Não pode ir. Você não vai voltar com o Blaine, você está comigo agora.
-Elliott. – Kurt o olha – Eu não vou voltar para o Blaine, eu vou ajuda-lo. Aconteceu uma coisa e o Sam e eu estamos correndo para lá o quanto antes...
Elliott o olha atentamente, ele não sabe o motivo, mas o feitiço da Santana de fazer o plebeu se apaixonar por ele não parece estar funcionando.
-Você vai me deixar? – Elliott abaixa a cabeça – Eu sabia, desde o princípio eu sabia.
-Elliott... – Kurt anda em sua direção, mas o pescador coloca a mão para impedi-lo – Por favor, não fique com raiva de mim.
-Você quer ir? Vá. – Ele dá de costas para o castanho – Apenas quero que saiba de uma única coisa. – Ele se volta mais uma vez para ele e Kurt lhe olha atento – Eu sou um tolo.
-Não diga isso...
-Eu sou um tolo, porque eu te amo Kurt. – Elliott mente
Hummel fica em silencio e paralisado. É a segunda vez em sua vida que ele escuta isso vindo de outro homem, porém, ele não consegue retribuir as palavras, e talvez seja por isso que ele está boquiaberto e sem reação.
Elliott por dentro está sorrindo, pois sabe muito bem que se o feitiço não está dando certo essa mentira poderá trazer para ele algum avanço.
-Eu queria muito construir uma vida ao seu lado, mas isso parece ser uma tarefa impossível. E eu me odeio por te amar, pois sei que você não sente o mesmo por mim.
Kurt engole a saliva a seco e continua lhe olhando atento nos olhos, e só então ele se aproxima dois passos do pescador e o segura levemente no rosto.
-Eu posso não lhe amar, não ainda, mas você é alguém na qual eu quero poder sentir isso. – Kurt alisa a barba dele – E quer saber de uma coisa? Se eu terei que salvar o reino, acho que irei precisar da ajuda do meu namorado.
-O que? – Elliott deixa um sorriso surgir em seus lábios
-Você quer vir salvar o reino comigo?
-Sim, claro que eu quero. – O pescador sorri e só então se inclina, beijando os lábios rosados do plebeu
Kurt lentamente arrasta suas mãos da barba dele para trás da nuca ao mesmo tempo que Gilbert o segura com força pela cintura. Os dois juntam seus corpos e sentem o calor que ambos transmitem um ao outro. Suas bocas dançam juntas e os pelos do rosto de Elliott espetam a delicada pele do castanho, que suspira a cada entrelaçada de língua.
Elliott começa a arrastar o plebeu até a sua cama, aproveitando que ninguém está em casa. Sendo assim, delicadamente ele o deita no acolchoado e se deita sobre o corpo dele. Kurt suspira e segura com força as suas costas, Elliott o beija e o alisa em todas as partes e só então, ele começa a retirar lentamente a calça do castanho.
-Elliott... – Kurt toca na mão dele o fazendo parar – Eu...
-Shii... – O pescador sussurra na orelha dele e continua a tirar sua roupa
-Elliott, eu não consigo. – Kurt mais uma vez o impede – Eu quero, mas... algo me impede de fazer isso.
-E esse motivo é o Blaine. E eu já estou cansado dele. Se você é o meu namorado Kurt, tenho o direito de amar você, mas isso é impossível se não consegue parar de pensar em outro homem! – O pescador suspira e só então se levanta
Kurt cai com a cabeça para trás e observa o teto, ao mesmo tempo que Elliott irritado se recompõe. Até que enfim, os dois escutam alguma coisa batendo na porta do chalé.
-Está esperando alguém? – O pescador questiona
-Deve ser o Sam... – Kurt se levanta da cama
E só então os dois caminham até a porta e quando por fim o castanho a abre se depara não só com o Sam, mas também com o Puck, Will e Dave.
-Sam, o que é isso? – Kurt questiona encarando eles
-Trouxe reforços. – O cavalheiro diz sorrindo – Quem aí está preparado para arruinar um casamento?
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