Promise Me
38 Me prometa. - FINAL
Notas iniciais
7 meses depois....
-KURT! – Cooper grita correndo e entrando rapidamente no chalé do castanho.
-O quê? – Kurt diz enquanto serve o seu marido.
-O filho da Tina e do Artie acabou de nascer... é um menino. – Cooper está com um sorriso estampado no rosto e Hummel se deixa ter os olhos marejados.
-Oh meu deus! – Blaine se levanta da mesa.
-Ah céus. – O castanho leva as mãos até a boca. – Vamos vê-lo!
Sendo assim, Blaine empurra Kurt pelas costas e os três saem correndo do chalé o mais rápido possível, caminhando em direção ao pequeno casebre da curandeira. Há várias pessoas por perto e todas elas estão olhando a mamãe e o filho pela pequena janela.
-Saiam da frente! – Cooper diz empurrando todos para dar passagem.
-Eu nunca vi tantas pessoas nessa vila como agora. – Blaine diz chocado enquanto atravessa por toda a multidão.
Por fim os três entram no quarto e se deparam com uma cena jamais esperada em todas as suas vidas. Tina está sobre a cama sorrindo enquanto Mike segura o pequeno filho dela em seus braços e o balbucia delicadamente, fazendo algumas caretas engraçadas e fofas.
-Kurt. – Tina diz ao vê-los entrando. Ela está fraca, porém sorri como nunca.
-Ele é lindo. – Hummel dá um passo à frente. – Oh meu deus.
Chang continua o balançando em seus braços e já parece ter ciúmes da criança, pois ao menos oferece para passá-la para os braços do Hummel.
-Me deixe segurá-lo Mike! – Kurt o repreende.
-Você tomou banho hoje? – Ele questiona arqueando a sobrancelha.
-É claro. – Kurt rebate revirando os olhos e estendendo os braços.
-Como vou saber? Você é um animal. – Ele retruca levando o pequeno até ele.
Hummel ignora o que o conselheiro acabou de dizer e segura o pequeno menino em seus braços. Ele é tão pequeno, branco e careca. Seus olhos são pequenos como os da mãe e mesmo ele sendo novo há algo que lhe lembra Artie e o castanho não sabe ao certo o que poderia ser.
-Como irá chamá-lo? – Cooper questiona observando ele pelos ombros de Kurt.
-Eu pensei em chamá-lo de Artie Junior. – Tina opina.
-Apesar de que esse nome é terrível... – Mike dá um passo à frente. – Devo concordar que ele precisa haver algo do pai para si e nada melhor do que o nome dele.
-Eu concordo. – Kurt sorri observando o pequeno que parece cochilar em seus braços.
-Kurt... – Blaine apoia suas mãos no ombro dele. – Acho que chegou a hora de falarmos com ela.
-Falar comigo? – Tina questiona confusa.
-Vocês dois podem nos dar licença? – O moreno questiona olhando para os rapazes.
-Eu sou o noivo dela, o que vocês a disseram eu saberei. – Chang rebate incrédulo.
-Mike, apenas saia! – Blaine rebate apontando para porta.
-Certo, não precisa ser agressivo. – Ele diz levantando as mãos em defesa e dá um passo à frente. Cooper lhe chuta no traseiro e os dois começam a brigar de um jeito engraçado, mas logo saem do chalé.
A curandeira aponta para uma pequena cama construída especialmente para o pequeno e novo Artie Jr. Kurt o leva até lá e em seguida ambos Reis se aproximam da curandeira e sentam nas poltronas ao seu lado.
-O que vocês querem falar comigo? – Ela questiona os olhando.
-Tina... – Blaine segura as mãos dela. – Você e todos sabem que Kurt e eu estamos morando por aqui na vila tem um tempo.
-Sim, todos ficaram absurdamente chocados quando decidiram se mudar. – Ela rebate.
-Não queríamos toda aquela riqueza e por isso decidimos morar aqui, mas é claro que ainda mandamos em tudo e as vezes voltamos para lá como você mesma vê.
-Blaine, vá direto ao ponto. – Kurt o encara.
-Sabemos que a Rachel também está grávida do Finn e daqui há poucos meses ela também terá o seu filho... bom, Kurt e eu pensamos em algo que dará seguimento ao reino.
-Que seria? – Ela questiona intrigada.
-Nós queremos conceder o trono ao seu filho e ao futuro filho ou filha da Rachel e Finn, para que os dois juntos tenham o poder quando nós dois morrermos.
-O quê? – Ela questiona chocada.
-O seu filho também é do Artie, o meu melhor amigo e o filho do Finn é o meu sobrinho. – Kurt prossegue. – Quem seria melhor para comandar tudo futuramente do que eles dois?
-Eu não sei o que dizer... – A curandeira está em choque.
-Não diga nada, apenas aceite. – Anderson retruca sorrindo. – E também nos deixe criá-lo, será fofo educar um quase filho nosso.
-Claro que vocês irão educá-lo, serão ótimos quase pais. – Ela dá uma risada.
Tina olha para os dois que lhe expressam sentimentos de suplicas para que ela aceite o que lhe foi pedido e depois de muito pensar a curandeira apenas fala:
—Certo, eu aceito se isso é de seus desejos.
-Isso! – Blaine comemora sorrindo.
-Agora não mencione nada com o Mike... – Kurt diz. – Pelo menos não até o seu filho tiver 18 anos de idade.
Todos os três caem na gargalhada e sorriem olhando o pequeno de longe.
-Você precisa descansar. – Blaine diz se levantando da poltrona e Kurt faz o mesmo em seguida.
-Obrigado rapazes... quero dizer, Reis. – Ela retruca e os dois riem.
Ambos se despedem e observam mais uma vez o seu filho, sendo assim saem do chalé dela e percebem que as pessoas já se espalharam e voltaram a fazer seus afazeres.
-Certo... sua última ideia foi concretizada. – Hummel diz segurando as mãos dele.
-Você acha que foi loucura de minha parte querer morar aqui? – Anderson questiona intrigado.
-Um pouco... eu nunca vi um Rei comandar o seu palácio de uma vila, mas...
-Kurt, eu já lhe disse que vinha pensando nisto desde o dia em que me trouxe pela primeira vez aqui na vila. – Blaine olha ao seu redor. – Desde aquele dia em que nos sentamos naquela mesa pela manhã e comemos com todas aquelas simples pessoas e a noite tivemos aquela festa sem luxo algum... tudo isso me fez ver o quanto a vida é melhor assim.
-Você tem razão, além do mais não estamos sozinhos aqui. – Hummel observa de longe Will e Emma se beijando perdidamente. – Trouxemos alguns de nossos amigos.
-Trouxemos até o meu irmão. – Blaine dá uma risada.
-Na verdade... Jesse e Cooper já queriam isso há um bom tempo. – O castanho dá uma risada.
Um pouco longe deles o conselheiro St. James rega algumas flores que há na frente de sua casa, todas as gardênias coloridas e bem cuidadas. O casebre fica um pouco longe dos Reis e de todo o resto da vila, porém ao mesmo tempo está a uma distância razoável para a convivência com as pessoas. Quando o conselheiro Jesse disse que necessitava de paz, ele de fato não estava de brincadeira.
-Jesse? – Cooper se aproxima correndo e sorrindo.
-O que houve? – Jesse o encara assustado, seu namorado está vermelho e suado.
-Nada, apenas a Tina teve o seu filho e...
-A Tina teve o filho? – Jesse fica boquiaberto pela surpresa. – Oh meu deus!
-Sim, sim..., mas isso não importa agora. – Cooper se aproxima dele respirando fundo e o conselheiro lhe olha confuso. – Eu quero lhe fazer uma pergunta completamente séria e espero que tenha uma boa resposta em seguida.
-Que pergunta? – Jesse questiona intrigado.
-Há um tempo eu não saberia se iria encontrar um novo amor, pois já tinha perdido aquele no qual pensei que seria o meu para sempre. – Cooper se aproxima dele enquanto o mauricinho lhe olha confuso. – Mas você apareceu e desceu aquelas escadas imundas a procura de algo e me encontrou. Assim que lhe vi pela primeira vez não sei definir o que de fato pensei a seu respeito, talvez raiva por ser um conselheiro, mas ao mesmo tempo nunca havia visto um homem tão belo e com um sorriso tão magnifico como o seu e desse dia em diante soube que lhe queria para a minha vida. – Cooper respira fundo e fica de joelhos logo em seguida.
-Cooper... o que você está fazendo? – Jesse questiona olhando para ele com os olhos arregalados.
-Você não queria nenhum compromisso sério e vivia fugindo de algo que envolvia isso ao mesmo tempo que o meu único desejo era te ter ao meu lado para o resto da minha vida. Um sentimento rápido, mas um sentimento certo, na verdade o mais certo de todos os meus anos de vivência. E por isso... – Cooper leva as mãos ao bolso e retira um anel de ouro e Jesse leva as mãos até a boca pela surpresa. – Não fuja desse compromisso, não fuja de nós dois. Até porque eu roubei esse anel e foi bem difícil relembrar minha infância roubando novamente. – Ambos dão uma risada, mas Jesse continua surpreso. – Eu te amo, como nunca amei ninguém e eu não quero riqueza, assim como você me disse há alguns meses, apenas quero ficar ao seu lado em uma casa distante e com algumas flores coloridas na entrada.
-Cooper... – Jesse suspira e lágrimas descem de seus olhos.
-Eu te amo e nunca vou deixar de sentir isso ao seu respeito. – Ele levanta as mãos com o anel roubado. – Te quero para o resto dos meus dias, mas antes você precisa responder a uma única pergunta para que eu tenha esse meu desejo realizado... – Ele sorri e tem os olhos marejados. – Jesse St. James, meu incrível e certinho conselheiro, você aceita se casar comigo?
Jesse engole a saliva a seco e seu corpo estremece. Há algum tempo ele era apenas um conselheiro que dormia as escondidas com os camponeses de seu antigo reino e tudo mudou quando ele conheceu Cooper e isso inclui o seu pavor a relacionamentos. Jesse de fato lhe ama e não pode dizer outra resposta a não ser essa que sai majestosamente de sua boca:
-Aceito. – Ele sorri como um bobo. – É claro que eu aceito.
Cooper coloca o anel em seu dedo e rapidamente se levanta, lhe abraçando com força em seguida. Um abraço dado basta para ser transmitido o amor que ambos sentem.
-Eu te amo tanto. – Jesse diz na sua orelha e só então Cooper leva seus lábios até os dele e o beija delicadamente, sem pressa.
-Eu também te amo, meu amor.
[...]
-Você sabe cozinhar melhor do que as criadas do palácio. – Blaine comenta enquanto fala de boca cheia.
-E você sendo da realeza deveria saber que não se fala de boca cheia. – Kurt o repreende rindo e só então observa o seu chalé. – Tenho tantas lembranças daqui... lembranças de meu pai.
-Eu gostaria de tê-lo conhecido.
-Você iria adorá-lo. – Hummel dá uma risada. – Ele era o homem mais correto e másculo que eu já vi na vida. Do mesmo jeito que ele me ensinava a amar os animais também me ensinava a quebrar de uma só vez uma tora de madeira para queimá-los na brasa.
-Nossa. – Blaine dá uma risada. – Você acha que ele lhe aceitaria? Quero dizer... nos aceitaria?
-Ele poderia até hesitar um pouco no começo, mas com certeza veria que essa é a minha vida e esse sou eu..., portanto, é claro que ele me aceitaria.
-Fico muito feliz com isso. – Blaine dá um sorriso acanhado. – Como será que as coisas estão se saindo no palácio?
-Você quer dizer como as coisas estão se saindo sem um de seus conselheiros? Pois o Mike está aqui e o outro que você arranjou... bom.
-Não diga isso dele! – Blaine dá uma risada. – Ele é seu amigo.
-Ele é meu amigo, mas é louco. – Hummel diz inconformado. – Eu adoraria saber de onde você tirou essa ideia de colocar o Noah Puckerman como um de nossos conselheiros.
-Puck tinha bons olhos em relação ao palácio e ele é alegre, quem mais poderia ter esse cargo repleto de privilégios?
-Você tem um pouco de razão..., mas já parou para pensar no que diabos ele pode estar fazendo enquanto nós dois estamos aqui?
[...]
-UHUUUUUUUUUUUUU! – Puck diz correndo como um louco pelos corredores do palácio. – EU SOU O QUASE REI DESSE LUGAR! – Ele começa a pular sobre os móveis.
-Essa sua felicidade logo irá acabar quando o Mike voltar. – Finn diz encarando ele.
-Eu não tenho medo daquele conselheiro barato. – Noah pula de um sofá para outro. – Eu mando aqui e tenho a razão sobre todos vocês!
-Maior erro do Blaine foi ter colocado ele como conselheiro. – O caçador diz mexendo a cabeça em negativo.
-Amor, não diga isso dele. – Rachel fala alisando a barriga. – Veja como ele está feliz.
Os dois encaram Puck, ele nunca esteve tão bem vestido e tão cheio de joias como agora, seu pescoço está repleto de correntes de ouro e seus braços de pulseiras bastante caras. Desde que Blaine decidiu modificar um pouco as regras e ter em seu palácio dois conselheiros ao invés de apenas um as coisas mudaram. Mike se sentiu ofendido com a ideia, mas Puck vem se aproveitando disso como nunca.
-Ele está pulando sobre os móveis de novo? – Sam se aproxima com os braços cruzados.
-E quando ele não está fazendo isso? – Rachel diz rindo e só então faz uma cara engraçada. – Acho que ele chutou minha barriga.
-Ou ele puxou ao pai e é enorme e não consegue ficar mais dentro de você. – Sam opina em seguida. – Eu estou dizendo, Rachel você é muito pequena para esse filho, ele irá nascer deformado.
-Oh meu deus. – Ela arregala os olhos.
-Sam! – Finn o repreende. – Não diga isso!
-Ah céus. – Rachel começa a chorar e só então se afasta e Finn lhe segue após isso.
Sam dá uma risada por ter acabado de estragar o dia dos dois e após isso continua observando Puck pular e pular sem parar um segundo sequer para respirar. Até que enfim, Quinn se aproxima e Noah corre na direção dela.
-Você está linda hoje. – Puck diz observando ela enquanto Sam abaixa a cabeça de longe. – O que eu posso fazer para conseguir seu coração?
Quinn observa a ação de Sam atenta e só então desvia o olhar para Puck e uma ideia lhe surge em sua cabeça perversa.
-O que você pode fazer? – Ela questiona dando uma risada. – Me siga..., mas traga consigo o seu amiguinho guarda.
Ela aponta para Sam e Noah fica confuso em relação a isso. Sendo assim, ela se afasta.
-Sam! – Noah grita e o loiro rapidamente levanta a cabeça e o olha. – Venha cá!
O loiro olha para um lado e para o outro como se quisesse se certificar de que Noah está falando com ele mesmo, sendo assim ele caminha na direção do ex-ladrão e mais novo conselheiro.
-O que foi? – Sam questiona.
-Apenas venha. – Noah segura a mão dele e o loiro desvia seu olhar para isso.
Os dois caminham por incrível que pareça de mãos dadas em direção ao quarto no qual Quinn entrou. Assim que ambos entram observam que este é o antigo aposento de Sebastian.
-Se sentem. – Quinn diz ordenando aos dois e eles obedecem.
Sam e Puck se sentam na antiga cama de Smythe e observam a loira parada de pé na frente dos dois.
-Um conselheiro e um guarda. – Ela comenta os olhando. – Por que isso não me soa estranho?
-Do que você está falando? – Noah questiona confuso.
-Não se lembra que ela... – Sam coça sua cabeça pela vergonha de dizer. – Que ela namorava o Mike e o Sebastian?
-Eu me lembro, mas... – Puck parece surpreso. – Você quer dizer que ela namorava os dois ao mesmo tempo? Eu pensei que tinha namorado eles em momentos diferentes... uau, estou bem surpreso.
-Foi desta mesma maneira que tudo começou. – Ela cruza os braços e os observa. – Mike era melhor amigo do Sebastian e os dois não saiam da amizade até o dia em que entrei em suas vidas. Sebastian logo se apaixonou por ele e Mike demorou um pouco para aceitar que aquele amor estava surgindo... igualzinho como está acontecendo com vocês dois.
-O quê? – Puck questiona sem entende e olha para Sam, ele está calado e olha para frente. – Sam?
-Sim? – Ele retruca em seguida, tentando não olhar para Puck.
-Não se preocupem... – Quinn dá um sorriso e só então leva as mãos até o seu avental, desfazendo o nó dele e o levando abaixo. Ambos olham para ela que também começa a desfazer sua roupa. – Eu estou aqui para isso, para que o amor nunca se acabe neste palácio.
-Quinn... – Sam diz com os olhos arregalados, enquanto ela retira agora o resto de sua roupa. – Oh céus.
Eles arregalam os olhos e observam o corpo belíssimo da criada. Ele é como se fosse um pecado vivo.
Quinn se aproxima de Puck e por fim o beija, perdidamente. Noah suspira entre o beijo e leva suas mãos até a nuca dela, entrelaçando sua língua após isso. Porém, a loira desvia seus lábios e os leva agora em direção ao guarda. Ela beija o cavalheiro que também suspira e segura sua nuca, Puck observa os dois ainda confuso até que enfim ela retira seus lábios dos do loiro.
Fabray olha atentamente para os dois em seguida e por fim leva suas duas mãos aos respectivos rostos deles e os vira, os meninos se olham um pouco assustados, mas a loira por sua vez aproxima mais suas faces e por fim os faz juntar seus lábios.
Sam e Puck se beijam e suspiram em seguida. Sam leva sua mão a nuca dele e a aperta com força, ao mesmo tempo que Puck leva sua palma da mão e apoia no peito forte dele. Os dois entrelaçam suas línguas enquanto Quinn sorri diante disso, ela jamais se conteve com apenas um único homem.
Os rapazes se afastam após isso e se olham um pouco assustados e só desviam suas atenções quando Quinn faz uma única pergunta:
-Que tal fazermos um trio? – Ela sugere com ar de maldade na voz.
[...]
2 dias depois...
Uma fileira de homens está à frente das mulheres. Elas usam longos vestidos coloridos e os rapazes lhe olham atentamente e com as mãos estendidas. A música começa a tocar de uma forma alegre e Blaine de longe encara Kurt com um sorriso tão maravilhoso que chega a iluminar toda essa noite escura e aquecida pelas diversas fogueiras.
Todos os amigos dos rapazes que estavam no palácio vieram para festejar na vila com eles. Ninguém sabe ao certo o motivo da comemoração, apenas celebram a felicidade que está estabelecida a tempos entres todos.
Por fim, todos em um único passo se aproximam e juntas suas mãos, mas não dançam com os corpos colados, apenas fazem passos com os braços e pernas, indo e voltando. Todos os rapazes mexem os ombros enquanto as moças balançam seus vestidos longos arrastando os panos deles pela grama fria.
-Você está lindo. – Blaine sussurra enquanto dança na frente de Kurt.
-Eu diria que você está, mas é bem metido e iria ficar de nariz em pé a noite toda. – Hummel rebate dando uma risada e lançando a perna para trás, fazendo um movimento delicado com os pulsos.
-Você me conhece bem. – Blaine repete os passos dele. – Por isso é tão incrível.
-Por eu lhe conhecer bem? – O castanho dá uma risada confusa.
-Não... por ser você. – O moreno sorri para ele quando enfim Mike se aproxima dos dois e por incrível que pareça ele está dançando.
-Nunca pensei que esse lugarzinho imundo poderia ter uma música tão boa. – Ele comenta mexendo os braços.
-Se é tão imundo por que não volta ao palácio? Vamos, admita... você adorou a vila. – Kurt retruca com um tom de autoridade.
-Eu? – Chang leva a mão ao peito em ofensa. – Tudo bem... só um pouco.
-Bem que o resto de vocês poderiam morar por aqui. – Blaine diz olhando para os dois e só então observa de longe que Sam, Puck e Quinn correm para trás de uma das casas. – Aonde eles estão indo?
Os três olham na mesma direção e notam que os meninos e Quinn já sumiram de suas vistas, Mike dá uma gargalhada tremenda por conta disso.
-Eu não acredito que ela está fazendo isso de novo. – O conselheiro diz levando as mãos a cintura.
-Do que você está falando? – Blaine questiona confuso.
-Nada... – Mike dá outra risada. – Apenas tenham cuidado com a Quinn, ela é perigosa.
Kurt encara Blaine confuso, mas acaba ignorando o que se foi dito e volta a dançar.
-Eu vou ver como a Tina e o nosso... quer dizer, o filho dela está. – Chang fala olhando para os dois, porém ele permanece fixo sem dar um passo se afastando. – Mas antes... eu preciso falar uma coisa para vocês.
-O que você fez agora? – Kurt para de dançar automaticamente e cruza os braços.
-Eu... – O conselheiro tenta falar, mas as palavras não saem de sua boca.
-Você o que, Mike? – Blaine diz já se estressando pelo que está por vir.
-Eu... quero pedir desculpas. – Ele encara os dois que arregalam seus olhos pela perplexidade. – Eu sei que fui um homem muito ruim durante todo esse tempo. Sempre cometi erros pelas costas do Blaine e não me orgulho disso... quer dizer, só um pouco pois eu era um gênio enquanto vocês eram tolos. – Os meninos lhe encaram incrédulos. – Mas eu quero de fato pedir desculpas... por tudo.
Mike os encara nos olhos e os meninos fazem o mesmo até o exato minuto em que Blaine abre um sorriso largo, mostrando todos os seus dentes brancos e alinhados. Ele abre os braços e o conselheiro dá um passo para trás pela hesitação.
-Vamos, me dê um abraço aí nós os desculparemos. – Anderson diz.
-Eu não vou lhe abraçar, isso é ofensivo. – O conselheiro rebate incrédulo.
-Apenas um abraço Chang. – Kurt diz também abrindo os seus braços.
Mike está parecendo um animal com medo de água, ele encara os dois como se estivessem lhes estendendo espadas ao invés de braços, mas depois de muito pensar dá um passo à frente e abraça os dois de uma só vez.
-Isso. – Blaine diz abraçando ele. – Não é tão ruim, está vendo?
-Certo, me larguem. Chega, chega. – Mike diz tentando se afastar, mas os dois não o largam. – Me soltem!
-ABRAÇO! – Cooper aparece na frente deles com Jesse ao seu lado.
Mike arregala os olhos e só então os Reis começam a pular com ele ainda no meio de ambos. Cooper rapidamente se junta a eles, Jesse fica afastado observando tudo isso enquanto dá altas risadas e quando menos se espera Finn também aparece e começa a abraçá-los. Todos pulam juntos e fazem barulhos com as bocas como se fossem trogloditas.
-Me larguem! – Mike grita em desespero, ele está escondido no meio de todos eles. – Passaram a mão em mim!
Cooper grita dando uma gargalhada por ter passado a mão no conselheiro e Jesse o encara fazendo um sinal de repreensão com a cabeça, mas acaba cedendo ao riso.
-Venha Jesse! – Cooper grita o chamando.
O mauricinho pensa direito, mas acaba dando de ombros e indo na direção deles, começando a pular em seguida. Puck e Sam aparecem em seguida e se aproximam enquanto abotoam suas camisetas abertas. Quinn se junta a Rachel e as duas observam atentas os homens comemorando. Tina aparece em seguida segurando seu filho e Will e Emma também se aproximam.
Todos enfim estão juntos e comemoram com gritarias e pulos de felicidade. Quando enfim todos param de abraçar o conselheiro, ele se ajeita e caminha em choque na direção da curandeira que o recebe com altas gargalhadas.
-Jesse e eu estamos noivos. – Cooper sussurra na orelha de Blaine.
-O quê? – O moreno arregala os olhos. – Oh meu deus!
-O que houve? – Kurt questiona.
-Eles estão noivos! – O moreno grita e todos começam a festejar mais uma vez, Jesse fica corado e o antigo prisioneiro segura em suas mãos duas garrafas de bebidas.
Eles começam a pular novamente em alegria, mas Kurt acaba interrompendo o seu marido.
-Eu quero que venha comigo. – Ele sussurra para Blaine.
O moreno lhe olha atento e só então segura sua mão e o acaba seguindo. Ambos saem da festa e em poucos minutos também saem da vila.
-Aonde estamos indo? – O Rei Anderson questiona confuso.
-Quero lhe mostrar algo. – O castanho sorri ainda o puxando.
E só então o moreno percebe que Amora está à espera dos dois enquanto come um pouco de grama.
-O que ela está fazendo aqui? – Blaine questiona confuso.
-Vamos, suba. – Hummel o ordena.
Blaine continua confuso, mas acaba fazendo aquilo que lhe foi pedido e sobe em cima da égua e logo após estende sua mão para Kurt que acaba fazendo o mesmo em seguida.
Blaine trota para dentro das matas e quase duas horas se passam desde que eles saíram da vila. Quando enfim o moreno vem perceber aonde eles vieram parar seus olhos se enchem de lágrimas e seu coração começa a bater mais rápido.
-Kurt... – Ele diz se emocionando.
-Vamos. – O castanho desce da égua e pela primeira vez em sua vida alisa o dorso dela. – Obrigado princesa.
Blaine desce de Amora e Kurt segura a mão dele, os dois caminham em frente indo em direção ao lago onde se viram pela primeira vez.
-Por que me trouxe aqui? – Blaine questiona deixando escapar uma lágrima de seus olhos.
-Por que foi exatamente aqui que nos conhecemos e foi exatamente no outono, nesta época em que estamos. – Hummel responde caminhando até a árvore onde Sam e Blaine dormiam no começo de tudo.
Ambos se sentam no chão repleto de folhas avermelhadas e observam o lago azul a frente de seus olhos.
-Você tem noção de tudo que passamos para estarmos juntos? – O castanho questiona segurando as mãos dele e o olhando nos olhos. – E tudo começou com um simples olhar neste lugar.
-Se eu não tivesse lhe conhecido não saberia o que fazer com a minha vida, eu seria um homem perdido. – Blaine o encara, seu coração bate rápido.
-Na verdade, nós sempre fomos homens perdidos e só aprendemos a nos tornar corretos depois de muita luta.
-Os pais da Rachel, meu pai, Elliott, Sebastian, Quinn, Mike, Santana e sei lá mais quantas pessoas tentaram nos impedir de demonstrar o nosso amor e nós vencemos cada um deles. – Blaine diz chocado.
-Quem diria que isso iria acontecer só porque roubei a coroa de sua mãe. – Kurt dá uma risada ao se lembrar do dia em que fez isso.
-E eu agradeço aos céus até os dias de hoje pelo que você fez. – Blaine se aproxima dele. – Esse foi o maior erro correto de todos os tempos.
-Bem controverso. – Hummel dá uma risada e lhe olha nos olhos, sendo assim Blaine se aproxima dele devagar, lhe olhando fixamente e por fim junta seus lábios.
Um beijo calmo e repleto de paz acontece, as mãos de ambos alisam seus rostos macios e seus lábios se aprofundam como se jamais tivessem estado juntos. As línguas de ambos se entrelaçam e seus suspiros assumem o som da silenciosa floresta.
-Eu te amo. – Blaine diz afastando seus lábios do dele.
-Eu também te amo e não quero nunca que se esqueça disso. – Kurt o segura firmemente no rosto.
-Nós fizemos duas promessas as duas pessoas que nos colocaram no mundo. – Blaine inicia. – E as descumprimos por amor.
-Fizemos o certo, não é?
-Claro..., mas eu quero que agora nós voltemos a fazer promessas, porém para nós dois e jamais poderemos quebrá-las. – Blaine alisa o rosto dele. – Prometeremos ao mesmo tempo.
-Ao mesmo tempo. – Kurt concorda e segura a mão dele.
-Kurt Hummel, me prometa que jamais deixará de me amar e que para o resto de nossas vidas seremos apenas você e eu vivendo em paz. Me prometa que nunca terá olhos para outro homem e que me perdoará por todos meus futuros erros. Me prometa que para sempre lembrará de meu nome e me faça sempre tocar o seu coração.
-Blaine Anderson, me prometa que nunca irá me esquecer e que nunca deixará de olhar em meus olhos como se eles fossem suas joias mais preciosas. Me prometa que nunca deixará de segurar as minhas mãos e que nunca irá parar de me transmitir segurança. Me prometa que sempre será o meu marido e que esse amor jamais irá se terminar, nessa ou em outras vidas.
Blaine e Kurt se olham, suas mãos estão dadas e seus corpos estremecem. Tudo em suas cabeças é como um lindo amanhecer e seus corações estão juntos como se fossem filhotes agarrados as mães quando nascem. Nada poderá separá-los, não mais. Ambos dão um sorriso e suspiram, se lembrando de cada obstáculo que tiveram que passar juntos e como um relógio reverso tudo volta, deste exato minuto até o exato momento em que eles se conheceram neste lugar, quando seus olhos se fixaram pela primeira vez e ambos souberam que eram o amor da vida um do outro. E a vida deles irá continuar desta forma, sempre sendo um relógio reverso e as vezes um relógio quebrado, pois o tempo congela para ambos quando estão juntos. E eles continuam se olhando e sorrindo e nada mais faz sentido neste momento a não ser eles falarem as duas únicas palavras, aquelas no qual tudo irá se encaixar e tudo irá se tornar mágico e exatamente por isso que Kurt Hummel e Blaine Anderson, o antigo plebeu e príncipe e agora Reis de Lionheart falam simultaneamente a única frase que agora lhes faz sentido:
-Eu prometo.
Fale com o autor