Promise
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Notas iniciais
Um beijo. Ela caiu sobre o panda e houve contato labial, os dois estavam pasmos. Neste momento, a dor não era mais a protagonista da cena. Os olhos abertos ao extremo, a vermelhidão que se parecia amostra de ambos os lados, nele mais intenso do que nela. Pareciam gostar, nem se incomodaram, estavam ocupados se olhando nos olhos.
Tigresa da um espaço entre seus rostos. Ela não tem o que dizer. Po quebra o gelo:
— Me perdoe por te desrespeitar. – começou, virando o rosto, obrigando seus olhos a mirar outra coisa.
— Eu que devo desculpas, fui eu quem tropeçou. – Tigresa balbuciou as palavras. Logo em seguida ela sorriu. – Por que o espanto Dragão Guerreiro?
— Talvez seja pelo medo de morrer? – perguntou retoricamente, causando uma graciosa gargalhada da felina, que se divertia, apesar de estar sem graça.
Alguns cômodos momentos em silêncio os faziam despertar algo adormecido até então: amor. Jamais teria visto sua fatal colega de equipe como algo além de uma grande amiga. Muitas brincadeiras feitas pelo próprio panda a respeito deste tema, mas nunca levou a sério (N/A: se não me engano, no episódio "a noiva do Po" ele faz muitas indiretas para Tigresa, sobre "sentir ciúmes" ou "nunca desistir deles dois"). Ele era fascinado pelo estilo feroz de kung fu que ela pratica. Foi isso que motivou sua paixão por este estilo de luta. Mas nunca a olhou como algo mais que amiga. Até porque tinha medo de perder a pouca confiança que ela dava exclusivamente a ele.
Por outro lado, ela tinha receio dele se afastar dela e teria que se fechar por completo novamente. Po foi o único ser no mundo inteiro que a compreendia e a respeitava nos momentos certos, como conversas mais íntimas como família. Ela não queria perder isso e fingiria estar tranquila perto dele, mas dentro dela este beijo a afetara. E muito.
— Medo de me beijar por causa das minhas atitudes brutais? – Ela perguntou sarcasticamente. Seu sorriso dava espaço à uma maior liberdade. O panda gigante e vermelho assentiu com a cabeça, levando as patas dianteiras à face. Tigresa o fitou, sorria, o próximo passo definiria de fato a amizade deles: — Mesmo sendo uma grande mestre em kung fu, eu sou tão fêmea quanto Víbora ou outra mulher do vilarejo. – Ele a olhou mais vermelho ainda, vendo que ela se levantou e estendeu a pata para o ajudar a levantar. Ele estendeu os braços, com uma pata ele entrelaçou com a dela para conseguir se levantar e a pegou pela cintura com a pata livre, a olhando como nunca olhou. Pela primeira vez o rubor na face da felina era perceptível ao panda.
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Vila dos pandas. Tempo do Dragão Guerreiro...
— Senhor Li Sheng, posso entrar?
— Você viveu comigo a vida toda e ainda me chama de "senhor"? Assim me sinto velho! – Respondeu o panda, que estava em seu escritório abarrotado de cartas e pergaminhos. – Diga, MeiMei, o que quer?
— Quero falar sobre seu filho.
— Po? O que tem ele?
— Tinha me prometido ele não?
— Sim, claro, mas deveria ter o consentimento dele. Na idade dele já não obrigamos nada.
— Tio, eu ficarei encalhada?!
— Claro que não, querida. Mas não podemos obrigar nada a ninguém. Espere, amadureça, casamento é uma coisa séria. Não é só beijo beijo, abraço abraço, é diálogo, entendimento nos momentos mais difíceis...
— Eu sei disso tudo! – Respondeu cabisbaixa.
— Agora pratique! – Respondeu, e carinhosamente beijou a fronte da panda que não engoliu a situação.
— Acredita que ele está namorando com alguém?
— Meimei, mau conheço meu próprio filho direito, não cheguei neste assunto de relacionamento amoroso. Agora vá dormir, precisa descansar se de fato quer ir conosco ao Sul.
— S-sim senhor! A benção, tio!
— Seja abençoada, minha filha! – Assim que sua sobrinha se foi, voltou a ler pergaminhos antigos feitos pelos poucos profetas que existiam na época de 30 anos atrás:
Li Sheng estava desolado com a morte de sua esposa e de seu filho. Com o repentino assassinato da cunhada do imperador do Sul da China, a reunião foi adiada um ano a mais, o que era incomum, pois essas reuniões aconteciam impreterivelmente a cada 5 anos. Com esta situação, todos entraram em luto nas terras do Sul. Li teve a oportunidade de recomeçar a vida e aprender com ela: como não seria mais chefe de família, seria líder da até então destruída comunidade de pandas, localizada no clã Dragão.
Não havia muitas amizades entre os clãs Tigre e Dragão, mais especificamente, entre os tigres-do-sul-da-china e os pandas, devido à tragédia...
Li Sheng estava soando frio, sabia muito bem do ocorrido.
— Senhor Zhang, más notícias!
— Diga, Dalai. – O imperador da épica em que Syaoran estava em lua de mel com Fang Ying. Zhang se levantou de seu trono às pressas e foi de encontro com outro felino, uma pantera, guarda de grande confiança da família real, apenas nas mais terríveis situações entrava em combate numa guerra. E esta era uma...
— Shen não aceitou seu destino é atacou a vila dos pandas. Ele atacou um povo que fazia parte do próprio clã!
— O quê?! Inaceitável! Eles precisam de ajuda?
— Com certeza! Não há nenhum outro clã além do nosso que saiba técnicas de guerra.
— Mande metade das nossas tropas à vila dos pandas. Ponha meu irmão Sora como comandante da guarda norte e meu filho na guarda sul.
— Sim senhor. – A pantera se retirou correndo, deixando para trás um líder preocupado com toda a nação.
Os felinos correram rapidamente, chegaram em poucas horas. As chamas e fumaças se viam de longe. Gritos de pavor e pranto cercavam toda região de Gongmen City. O medo perturbava a alma de todos.
— Vamos pela entrada principal e vocês vão pela floresta!
— Tio Sora...
— Diga rápido.
— Tem certeza que devemos ir por aí? As florestas são densas no inverno e temos novos recrutas. Podemos ir à margem do rio...
— Seremos todos presas fáceis. Só temos metade de nós aqui, se irmos por lá não vai dar certo. Além do mais, Não conhecemos muito bem aqui. Nós podemos nos esconder em casas, vocês terão os arbustos e a escuridão. Agora vá. Não temos tempo a perder .
— Sim senhor. — Respondeu Deshi, o segundo filho de Zhang.
Deshi era um ótimo guerreiro, seu grande porte e rosto fechado intimidava os inimigos antes mesmo de lutar. Sabia empunhar espadas e katanas, lutar corpo a corpo, herdou os olhos vermelhos do tio, o qual tinha grande apreço e consideração. Era treinado pelo tio e pelos guardas do Palácio Âmbar quando era criança até atingir um porte Corporal digno de um guerreiro, o que foi concebido a ele aos 17 anos de idade. Desde então não parou de lutar. Hoje, aos 37, está como comandante do exército do clã Tigre, mas não antes de mostrar que merece o cargo, vencendo o próprio tio numa luta amistosa Corporal.
Deshi estava preocupado com seu melhor amigo e tio. Pressentia algo ruim, mas obedeceu.
— Deshi está tudo bem? – Perguntou Dalai, seu amigo de infância.
— Claro que sim. Mas pressinto algo estranho. Ruim. Algo vai acontecer...
— Pelo que sei o profeta é seu irmão! — Respondeu o amigo, rindo com dificuldade pois estavam ocorrendo em alta velocidade para chegar a entrada de Gongmen.
— Mesmo arriscando a vida para salvar outras você não perde o senso de humor, né?
— Claro que não, devo honrar meu povo festeiro.
— Nunca perguntei, mas se sobrevivermos, me conta como conseguiu ingressar no exército mesmo tendo olhos verdes?
— Será um enorme prazer, amigo. – A pantera sorriu. – Olha!
Assim que o amigo apontou a direção de onde via, o filho do imperador enxerga o massacre de uma matilha sobre uma panda. Aquela agressão à uma mulher enfureceu Deshi de tal forma que ele foi capaz de rugir mais alto que o normal, chamando a atenção de todos, incluído os lobos.
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