Promise

4 Desastre – Parte 1


Notas iniciais
Olá, sou eu aqui! Desfrutem do capítulo! "Lembre da minha ordem: “Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, o SENHOR, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!”" (Bíblia NTLH, Livro de Josué, capítulo 1 versículo 9)

31 anos na frente — Na época do Dragão Guerreiro

— Li Sheng quer que vocês vão ao Sul da China junto com ele, para lhe garantir segurança, pois é uma terra composta apenas por felinos e pandas não são muito bem vindos lá. – Mestre Shifu advertiu, Tigresa despertou interesse porque provavelmente deveria ter alguém de sua espécie e Po engoliu seco, "será que terá mais Tigresas para me matar?!", pensava.
— Teremos que partir até a vila dos pandas... – Foi interrompido.
— Me perdoe mestre Shifu, em interromper, mas eu sou mensageiro, sei que a vila dos pandas ficam ao norte do vale da paz e sei que o clã Tigre fica ao nosso sul. Não acha que seria mais prudente esperarmos aqui mesmo e usar o Vale da Paz como ponto inicial da partida? – Sabiamente, Zeng pensou, fez o mestre refletir e então responder:
— De fato, Zeng tem toda razão. Mas fiquem espertos pupilos, não sabemos o dia de amanhã. Escreverei a Li Sheng a respeito e vou esperar resposta. Como ainda faltam 46 minutos e 32 segundos para terminar o treino de equilíbrio, peço que voltem. – A precisão espantava os alunos.
— M-mestre Shifu.
— Diga, mestre Po.
— É meio que ocorreu um pequeno acidente hoje no treinamento, sabe... – O panda encabulado passou a mão na nuca, estava nervoso.
— Como mestre do Palácio de Jade há quase 7 anos, sabe do nosso dilema: não existem acidentes. – O grão mestre retrucou, liberou os alunos para o dia e partiu para meditar na caverna.

Já na cozinha, todos estavam exaustos. Po fez seu famoso macarrão, comeram e repetiram incluindo a mestre do estilo Tigre. Após duas horas conversando e brincando um com o outro, mestre Shifu apareceu revoltado:
— Como castigo por quebrar a Vara de Jade Celestial Inquebrável, cada um de vocês vão fazer alguma coisa para deixar o palácio bem limpo. – Mestre Shifu ordenou, todos olharam para Po, que se encolheu. – Aqui vai as tarefas de hoje... – O mestre enfatizou a palavra "hoje", quando foi interrompido.
— Quer dizer que terá mais dias?! – O dramático primata Interrogou, inconformado.
— Todos os dias até quando eu quiser parar. – Respondeu Shifu com ar contente entrando e saindo de suas narinas – Tigresa, conte a eles quanto tempo foi necessário para fazer estas varas celestiais.
— 450 anos, 7 meses, 25 dias, 14 horas e 34 minutos, mestre Shifu. – Respondeu a felina, cabisbaixa. A precisão assustou os amigos, e o temor lhes enchia cada vez mais.
— Excelente precisão, mestre Tigresa. Conte a eles quantas pessoas participaram da construção.
— 14 milhões, 127 mil, 352 machos, incluindo os mestres que faziam parte do Palácio de Jade nesta época. – Desta vez ela o fitou. Se sentia mal pois essas tolas informações foram apresentadas a ela 2 meses após sua chegada ao palácio. Cada vez mais os demais mestres sentiam a consciência pesar, pois é algo inestimável.
— Simplesmente perfeito, não esperaria menos do que isto. – Deu um singelo sorriso – Voltando, bem, no momento a configuração ficou assim: Macaco e Louva-deus ficam com os quartos, todos, sem excessão, incluindo quartos dos hóspedes. Víbora, confiamos em você, ficará encarregada de fazer nossa comida. Garça, você limpa o hall dos heróis, as escadas e os corredores com vassoura e pano de chão. Tigresa e Po, como são os mais envolvidos, limparão o porão, os artefatos que há nela, banheiros, portas e janelas, as escadarias que levam até a planície do Vale da Paz e por fim, a sala de treinamento, Zeng me avisou que ela já foi reformada, e está uma imundície só. É só isso por hoje, quero todos 21h para nos alimentar e dormir. 5h30 de pé.
— acordar meia hora antes do normal?! Limpar 10.000 degraus?! O porão é escuro demais! A Tigresa pode aproveitar e me esganar e esconder meu corpo! – Po indagava desesperado, a felina o fitou com sorriso malicioso, estalando os dedos, o mestre aumentava o sorriso a cada frase exclamada.
— Exatamente! – Seu sorriso mostrou os dentes ao ouvir o choramingo do panda gigante – Podem começar. – O mestre se retirou, mas não antes de ouvir "sim, mestre" e uma reverência demonstrando respeito por parte dos alunos mestres.

— Valeu Po, tinha q fingir um desequilíbrio pra cair? Agora estamos nesta enrascada!
— Alto lá, Louva-deus. Pra você é fácil falar, todo seu corpo coube no diâmetro do pedestal.
— O Po ta sendo um matemático agora – A serpente comentou e sorriu, para ela, não passava de uma brincadeira.
— Pessoal. Acusar um ao outro não vai adiantar nada. O melhor a fazer é obedecer. – Interveu, Tigresa, antes de dar uma sugestão – Podemos fazer tudo junto, trabalhando em equipe vamos terminar rápido.
— Até que não é uma má ideia. Eu não quero ter que ir o tempo todo no banheiro porque comi das gororobas da Víbora – O primata comentava apontando seu dedão para a amiga que respondeu com um olhar fatal e um sibilo, amedrontando o amigo.
— Todos topam? – Perguntou o panda, estendendo sua para para frente. Um "sim" animador foi ouvido de todos, patas estendidas em cima da pata do panda, um cumprimento animador. Todos se ajudaram mutualmente, fora de ordem, ficaram quatro na sala de treinamento e as duas no hall dos heróis, logo após, uma dupla limpava 3 quartos, incluindo os de hóspedes e o do mestre Shifu.
— Mestre Shifu, eles estão desobedecendo!
— Se acalme Zeng, vamos ver no que vai dar. – O mestre se retirou de um dos quartos que acabaram de limpar, era imprescindível ninguém o ver os vigiando, nem ele nem Zeng, por isso, usaram a pedra da troca, mas ao envés de se transformarem em outro animal, se tornaram objetos inanimados, como uma segunda porta e uma tela protetora que dividiam os quartos. Quando não havia sinal deles, retornavam a forma original. O grão mestre tinha orgulho de seus alunos.

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30 anos e 9 meses atrás...

— Fang Ying, você está bem?
— Sim, Syao. – Respondeu a tigresa lhe chamando por seu mais íntimo apelido, apenas amigos e irmãos o chamavam assim. – Por que não estaria?
— Nesses últimos dias você não tem comido como de costume, tem dormido mais do que o normal, quando come vomita logo em seguida, amor, está tudo bem mesmo?
— Eu não sei amor. Refletindo no que disse, está certo. Devo procurar uma curandeira, tenho que me consultar.
— Faça isto ainda hoje, por favor!
— Sim, meu amor. – Lhe deu um beijo terno em seus labios, quando seu marido tomou a palavra:
— Meu anjo, terei uma reunião em Gongmen City daqui 5 dias com o mestre Hino Trovão, os concelheiros da sabedoria e um panda que sobreviveu ao massacre de Shen. Sabemos que são 4 dias de viagem, e vou me ausentar por longos 10 dias. Como está mal para ir comigo, não a levarei para poupar esforços.
— Entendo amor, seus deveres de imperador o chama – A compreensão da felina fascinava o tigre, que agradecia às forças superiores pela bela esposa que tem. Um agradável silêncio se perpetuou no quarto do casal, os olhares de amor e carinho que um dava ao outro tiravam todas as palavras da boca, até que o macho quebrou o silêncio:
— Quer levar algum irmão meu? Xun, Chao, Dewei...
— NÃO! – Este grito veio de sua esposa, que o espantou e o Interrompeu quando citou o último nome. – N-n-não se-será preciso, Syao. Ir com Qiu será bem melhor. E se for um problema feminino? Morrerei de vergonha se eles ouvirem.
— É verdade. Toma conta dela, ta bom?
— Syaoran, ela já tem 22 anos! Quando vão deixar a pobrezinha livre deste ciúmes que vocês impõe sobre ela? Misericórdia! – A ruiva felina cruzou os braços, indignada.
— Amor, compreenda, sim? Amamos muito ela e queremos seu bem. Então prometa pra mim que vai cuidar da nossa pequena?
— Eu prometo. – Fang Ying fez um biquinho de quem é mimado e quer carinho. O macho não resistiu e a beijou com todo amor que a poderia dar.
— Eu te amo. – Falaram uníssono, o que causou risada no casal.

Num outro canto do Palácio Âmbar...
— Me solta Dewei!
— O que a minha esposa estava fazendo abraçada com o jardineiro do Palácio?! Diga-me, Lin! – O felino dos olhos azuis tinha muita raiva. Suas patas envolveram o pescoço da felina, a tirando todo ar. Ela estava prensada contra a parede, num canto do terraço do Palácio, quase não visto, pois as vastas árvores e moitas o encobriam.
— D-Dewei... – Respondia sem ar. — Sol... solta... Quero... Respirar... – Foram as únicas palavras que conseguiu dizer devido a força usada pelo macho invocado. Dewei a soltou, ainda cuspindo raiva, ela caiu, respirou fundo e ofegante diversas vezes quando ele a mandou dizer, de forma agressiva.
— É meu irmão... que não vejo por 12 anos... – Ela o respondeu. — Está feliz por acabar com nosso casamento? – Esta se levantou, massageando a área apertada, ainda ofegante.
Um rugido seguido de um tapa bem forte. A derrubou, ficou escorada na parede cheia de musgos e trepadeiras.
— Nunca tivemos um casamento, nunca fomos felizes, você sabe disso muito bem. – Disse o macho pondo uma pata no bolso do calção.
— Tem razão. Mas me diga, será que só você pode trair ou você também pode ser traído?

Notas finais
Só para constar, estamos aceitando comentários positivos S2 Até a próxima!