Prometida - EM REVISÃO
46 Toca
Notas iniciais

O ninja das correntes tentou lançar um golpe em Sasuke, mas o mesmo não se importou com as pontas afiadas da corrente e a capturou com o punho esquerdo. Enrolou a mesma na palma da mão até seu braço, pouco abaixo do cotovelo, sem se importar com o estrago que estava fazendo em sua pele, ou com o segue que já pingava no chão. A adrenalina e o ódio que o mesmo nutria era o anestésico perfeito para qualquer dor. Colocando mais força no braço, puxou o ninja e em um golpe cortou a garganta do mesmo que ajoelhou no chão, tentando parar o sangramento, logo depois tombou para o lado, caindo sem forças, agoniando e esperando pela morte.
Sakura fechou os olhos antes do ataque final, não queria ter aquela imagem em sua mente. Já bastava os outros dois que haviam perdido as cabeças. Em toda sua curta vida, jamais imaginaria que Sasuke pudesse matar alguém daquela forma tão fria, mas entendia que isso fazia parte de ser ninja, sem contar que o sentimento em volta de proteger a família dele que estava em perigo.
– Sakura – chamou o moreno de forma urgente e fria. Logo a rosada abiu os olhos e encarou o marido – temos que ir. A vila está sendo atacada e eu preciso colocar vocês em segurança para ajudar os outros. Sem dizer nenhuma palavra, ainda meio tremula, levantou com Yusuke ainda grudado em seu peito, que chorava um pouco mais baixinho e com a espada na mão. Sasuke, olhou para mesma e deu um sorriso mínimo ao constar a espada na mão da esposa – acho que não será hoje que você precisará disso – caminhou até a Uchiha e tirou a espada da mão da mesma. As juntas dos dedos esbranquiçadas protestaram de dor, já que ela fazia muita força para segurar o cabo – deixe isso comigo e... me desculpe pela demora.
Sakura olhou no fundo dos olhos do moreno e deixou mais uma lagrima fina cair. O caos ainda estava estourando lá fora, mas mesmo sendo um pouco egoísta seu pensamento, estava feliz por Sasuke está ali com ela e seu filho. Sua família.
– Eu tive tanto medo – confessou
– Eu sei meu amor – acariciou levemente seu rosto, logo ficando mais sério – precisamos sair daqui, tenho que levar vocês para Toca.
– Toca¿ — perguntou um pouco confusa. Sasuke sem ter muito tempo para explicar, colocou uma de suas espadas na bainha que ficava atrás de suas costas presa e a outra mantinha em punho. O braço machucado pela corrente do ninja segurou no braço de Sakura, a guiando pela casa o mais rápido que podia.
– Não tenho muito tempo para explicar, eu acho que pelo tempo que passou aqui deviam ter explicado pra você algo assim antes. Talvez não achassem que isso um dia iria vir acontecer. Enfim, Toca é o nome do esconderijo subterrâneo que os Uchihas tem, para proteger os idosos, as mulheres e crianças em caso de ataque e é pra lá que vamos. – Sakura compreendeu e tentou forçar mais o passo para não atrasar Sasuke.
– Seu braço...
– Tudo bem. – o moreno interrompeu – concentre-se apenas em cuidar de Yusuke no momento. Eu vou ficar bem. – declarou, mas mesmo que não devesse, suspirou e concentrou-se como pode e tocou as pontas dos dedos ao braço do marido, emanando chakra e curando os ferimentos. Sasuke semicerrou as sobrancelhas, desgostoso do ato, mesmo que tenha sido para seu bem.
– Eu sei o que está pensando – começou – mas eu não poderia não te ajudar e nem esquecer algo assim...
– Não vamos discutir isso agora. Quando isso acabar...
Não teve tempo de concluir a frase. Uma forte explosão se fez no céu, logo puderam ouvir também rugidos ferozes, os dragões Uchiha finalmente apareceram.
Quando chegaram a cozinha da casa, Sasuke guiou Sakura até o porão e em um canto perto da turbina de gás jazia no chão, coberto por um tapete uma pequena portinha no chão. Se perguntou rapidamente como nunca havia notado aquilo ali antes.
Imediatamente Sasuke afastou o tapete e abriu a porta. Pegou Yusuke no colo e fez com que sakura descesse a pequena escadinha de madeira primeiro, logo depois entregou o bebê que resmungava agora para a mãe e capturou uma tocha ali perto, a acendendo com um jutsu de fogo. Enquanto descia pela escadinha, deu um jeito de posicionar o tapete novamente na portinha para que quando fechasse o mesmo tapasse aquela entrada e logo fechou completamente, a trancando logo em seguida com uma alavanca que ficava por dentro.
Agora podendo enxergar graças à tocha na mão de Sasuke, pode ver melhor o túnel que seguiam caminho. O caminho parecia não ter fim e algumas fezes se deparavam com mais duas direções, mas Sasuke não parava ou demonstrava dúvida por onde deveria seguir.
– Como sabe para onde devemos seguir¿ — não resistiu a pergunta
– Esses túneis foram feitos para as famílias principais, então todos tem o mesmo destino, só siga sempre indo à esquerda. Os outros dois caminhos irão dar na casa de meus pais e na de Itachi. – Sakura assentiu compreendendo
– Mas e as outras famílias do Clã¿
– Não podíamos fazer isso por todas as casas do clã, isso debilitaria as ruas, mas a passagem que eles pegam é de fácil acesso para todos.
Andaram mais um pouco e logo viram uma grande entrada, iluminada e algumas vozes ao longe. Quando passaram por lá, Sakura se deparou com o desespero. Idosos machucados, mães chorando agarradas em seus filhos, alguns também pareciam estarem feridos, choro de bebês. Novamente sentiu seus olhos lacrimejarem e segurou com mais firmeza seu bebê perto ao seu coração. Agradecia aos céus por estarem bem.
– Sasuke, meu filho! – ouviu o grito de sua sogra e olhou na direção. A mesma trajava um hobby azul, seus cabelos estavam quase completamente soltos do coque e alguns fios apontavam para toda direção. Quem conhecia Mikoto Uchiha jamais imaginaria ver a senhora Uchiha naquela situação. Por um momento Sakura sentiu um pesar, ela ainda não havia pensando em sua família, como estariam seus pais e todos seus amigos. – Graças a Deus querido – a matriarca acolheu o filho nos braços primeiro e logo depois a nora, quando o casal chegou mais perto de onde ela estava. – como estão¿ — perguntou, abraçando Sakura, com cuidado e sem jeito por ter o neto no meio de ambas.
– Sasuke chegou bem na hora que o pior tivesse acontecido – Sakura acabou dizendo. Mikoto pôs a mão na boca espantada
– Chegaram a invadir a casa de vocês¿ Por Deus!
– Mãe – interrompeu Sasuke, ele estava agitado e não tinha tempo para explicar nada naquele momento – onde está Itachi e o papai¿ Eiko e Mai¿
– Ah querido – gemeu – Itachi foi um dos primeiros a trazer Eiko e Mai para cá, ele tinha dito que iria atrás de Sakura, mas acho que você chegou primeiro. Seu pai me deixou aqui e logo partiu para ajudar os outros. Eiko foi levar Mai ao banheiro, ela esta um pouco agitada por conta do barulho e dos gritos, tadinha da minha netinha.
– Já que agora vocês estão seguros – disse olhando a rosada nos olhos – eu tenho que ir. – Sakura engoliu em seco e sentiu seu coração apertar, mas entendia que esse era o dever de seu marido.
– Tome cuidado, por favor – acariciou o rosto do moreno, que sem se importar com os olhares alheios ali presentes seu um rápido selinho na esposa, logo beijando a testa da mãe e partindo por onde havia entrado antes.
Sakura seguiu com Mikoto mais para um canto e passou Yusuke para o colo da mesma, assim dando um descanso nos braços. O pequeno parecia ter dado uma trégua e cochilava nos braços da avó. Logo Eiko apareceu com Mai e correu para abraçar a tia. Eiko com lágrimas nos olhos também abraçou a cunhada e confessou o medo que estava sentindo com tudo aquilo acontecendo.
– Sakura! – ouviu seu nome sem gritado e olhou vendo uma Ino descabelada com Sai em seu encalço, segurando a pequena Sara nos braços do pai feito um bicho preguiça. Sakura levantou-se de onde estava e correu para abraçar a amiga.
– Graças aos céus vocês estão bem – disse a rosada. Quando se separaram Ino foi até Sai e pegou a filha dos braços do pai, ainda meio relutante.
– Eu não quelo* que o papai vai – disse a menina com voz de choro – papai fica com a princesa Sara. – Sai meio sem jeito, olhou pra Ino pedindo ajuda
– O papai precisa ir ajudar o vovô Madara filha, você não quer que o papai vá ajudar o vovô e lute com a Luna¿ — Luna era o dragão fêmea de Sai. Era na cor rocha e durante a noite parecia negro, mas a luz da lua também podia ressaltar sua cor original. O elemento de Sai era vento e seu dragão expelia óleo que em contato com o fogo incinerava.
– Tudo bem, mas plomete* que vai volta papai¿
– Eu prometo princesa Sara – Sai beijou a testa da filha e acariciou o rosto de Ino, logo partindo como Sasuke também havia feito minutos atrás.
– Por favor, Deus, proteja todos nós... – sussurrou a rosada baixinho.
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