Sakura e Sasuke já haviam voltado para festa e se separam, Sakura voltou para o lado da amiga que não parecia muito bem, Sasuke voltou para o lado do pai e hora ou outra olhava para Sakura que parecia ignorá-lo agora, correu os olhos pela festa e viu Sai sentado em uma mesa solitário, serrou os punhos e pediu licença, foi até o “amigo” e se sentou sem aviso.


Sai tentava pensar em uma maneira de contar a “novidade” para seu pai e em um jeito de resolver aquele problema. Nem mesmo notou que Sasuke estava ali, até ele começar a falar.


– O que você vai fazer? – perguntou. Sai suspirou, já sabia que cedo ou tarde Sasuke também iria ficar sabendo, já que Sakura sabia.


– Não sei.


– Mas precisa saber, Ino estar nervosa e precisa do seu apoio. O que pretende ficando aqui e a deixando sozinha?


– Eu só não quero deixá-la mais triste. Eu não estou com uma cara muito boa.


– Isso você nunca teve.


– Engraçadinho – sorriu sem vontade e se encostou a cadeira de forma cansada.


– Acho que você devia falar logo, antes que a coisa fique mais evidente e piore.


– Você deve estar preocupado já que somos bem unidos, você acha que isso vai afetar você e Sakura por vocês estarem conosco?


– Não sei, mas provavelmente sim.


– Hn.


– Olha o que eu posso fazer pra ajudar você e ela é conversar com o Itachi. Ele sempre me ajuda nessas coisas e...


–Não. Sem ofensa, mas eu pretendo contar pro meu pai primeiro, ele vai me matar, posso até ver.


– Talvez Itachi possa ter uma solução e ajude.


– Não sei não...


– Pense depois você me fala, só não demore muito porque minha cota de ser bonzinho não dura muito. – Sai sorriu


– É eu percebi, mas...obrigado. – Sasuke não disse nada, apenas se levantou e voltou para seu lugar e ter a dança que havia prometido a sua sobrinha. Podia ouvir os berros de Mai o procurando.


Sasuke na verdade não estava fazendo aquilo por Sakura, ele pensava que Ino e Sai o ajudava muito, mantendo segredo dos encontros dele com Sakura e ele achava que ele devia muito a ambos por isso. Sakura sorriu discretamente ao ver Sasuke indo conversar com Sai e percebeu que apesar de tudo ele iria ajudar de alguma forma e ficou feliz por isso.


Sasuke dançava uma valsa com Mai que não deixava o sorrido banguela do rosto, perdeu recentemente o dente da frente, da parte superior, comendo geléia de uva como sempre, ao perceber que o dente havia caído à menina começou a gritar animada, correu atrás do pai para lhe mostrar, Itachi riu da animação da filha, pois em geral nenhuma criança gostava de perder os dentes.


Hikaru foi até sua filha e lhe chamou para dançar também, Sakura olhou para amiga que assentiu, lhe mostrando estar tudo bem. Sakura pegou a mão do pai que a levou até o centro da festa e a girou elegantemente, Sayuri olhava admirada e orgulhosa de ver o marido e a filha dançarem tão carinhosamente, Sakura não deixava o sorriso dos lábios, Itachi chegou até Sasuke e pediu para dançar com Mai, Sasuke deixou a sobrinha nas mãos do irmão, Mai pulou nos braços do pai que a acolheu em um abraço.


– Eu te amo papai – disse apoiando a cabecinha nos ombros do pai, Itachi a apertou mais em seus braços.


– Eu também te amo meu anjo. – fechou os olhos. Mai era o presente mais belo que Deus poderia ter lhe dado e jamais se arrependeu de tê-la feito e tê-la aceitado. Era sua princesa, seu anjo e bem mais precioso.


Sakura olhou a cena do pai e da filha e sorriu comovida. Hikaru acariciou o rosto da filha e a girou mais uma vez.


– Lembra quando dançávamos na sua festa de quatro anos? – pergunto mesmo achando que a filha não lembraria engano seu.

– Claro, o senhor me fez tirar muitas fotos naquele dia. – sorriu


– Estava linda. Minha princesa – Sakura o abraçou forte.


–Eu te amo papai.


– Eu também te amo minha princesa.


Havia se passado três dias, Sai e Sasuke conversaram novamente e contaram tudo a Itachi que deu um sermão em Sai, mas se prontificou a ajudá-lo. Então naquela tarde Sai, Sasuke e Itachi iriam conversar com Fugaku e Madara sobre a situação aparente e chegarem a uma conclusão.


Ino estava na casa da amiga rosada, andava de um lado para o outro no quarto da mesma. Apesar da situação ser séria a amiga da loira estava achando as atitudes da Yamanaka engraçadas. Ino mastigava picles enquanto andava e hora o outra levava as mãos pro alto resmungando, Sakura em toda a sua vida imaginou ver a amiga daquela maneira, mas no fundo achava que ficaria tudo bem.


– Como será que eles estão indo lá? – perguntou dando mais uma dentada no picles.


– Eu não sei – disse entre risinhos. Ino parou subitamente e olhou para amiga indignada.


– Está rindo é? É melhor parar, eu não acredito que eu to comendo esse negócio – reclamou, já que de fato nunca gostou do que estava comendo.


– Só de olhar pra essa coisa verde eu me lembro da Sawaii – sussurrou


– Ai não diga uma coisa dessas, eu vou enjoa. – Sakura deu risinhos – Você devia ficar mais atenta a essa garota, ela é uma cobra.


– Não acho que ela possa me atingir, ela só é mais uma admiradora de Sasuke Uchiha. – dramatizou.


– Hn. Mas fique atenta. O pai dela fica te olhando como um louco. – sussurrou


– Ele não é o único que me olha daquele jeito. Eu sempre me achei uma espécie de aberração. – deu de ombros


– Há modéstia sua. Você sabe que todos te acham belíssima – revirou os olhos.

– Você é mais – assegurou a amiga


– Eu sei – deu de ombros e voltou a comer o troço verde.


Já estavam todos no escritório de Fugaku, que estava estranho, pressentiu que algo iria lhe dar dor de cabeça. Tendo Sasuke e Sai juntos, não era boa coisa. Como haviam combinado Sai iria tomar a dianteira, Itachi iria ajudá-lo a argumentar e a tomarem uma decisão.


– Estou esperando – disse Madara entediado e impaciente. Sai engoliu em seco e respirou fundo para começar.