CAPÍTULO IV

Finalmente o dia tão esperado para o Clã havia chegado. Sasuke não estava nervoso, mas as palavras de Takahashi não paravam de soar em sua mente.

Sakura caminhava ao lado se seus pais, indo em direção ao Clã Uchiha, Sasuke não iria vê-la até a hora da cerimônia, e a mesma estava nervosa e com medo de que algo desse errado na sua parte.

Chegaram ao portão do distrito e o mesmo estava todo enfeitado com bandeiras, luminárias, desenhos de dragão tudo na cor azul, simbolizando a cor do dragão de Sasuke e se seu elemento. Kizashi e Mebuki estavam maravilhados com a decoração, nunca viram algo tão bonito. Sakura achou lindo, mas estava tentando se manter concentrada, já que logo iria fazer seu exame para o Clã e teria que se vestir apropriadamente para o evento.

Era cedo e Sasuke estava na casa de seu irmão, esperando a hora passar. Itachi achava a cara de seu irmão muito engraçada e se divertia vendo as rugas em sua testa.

— Fica calmo, vai da tudo certo. – disse sorrindo

— Não estou nervoso – sua voz era indiferente, mas de fato estava com aquela situação.

— Então porque está com essa cara?

— Eu não consigo esquecer o que o Shaman disse. O futuro do Clã está em minhas mãos e nas de Sakura. Isso é um absurdo. – Itachi serrou os olhos e bufou

— Não liga pra isso.

— Como não, isso é sério. Como quer que eu não ligue?

— Isso é uma coisa irrelevante, não sabemos se isso é certo ou não. No momento não devemos nos preocupar com isso, mas sim com sua cerimônia de noivado. Todo Clã está em alegria do filho mais novo do líder casar com a garota mais bonita da vila. – sorriu, Sasuke sorriu de canto mais relaxado. Itachi tinha razão, não era momento pra pensar naquelas coisas agora, mas sim em Sakura e sua responsabilidade naquele momento.

Algumas famílias estavam enfeitando toda a frente de suas casas e a rua ainda e viam a família Haruno passar, os cumprimentado devidamente com uma reverencia. Mebuki se sentia uma celebridade e Kizashi estava se divertindo com aquela bajulação de certa forma, iria implicar com Fugaku sobre aquilo. Sakura permanecia de cabeça baixa e continuou assim até chegar à casa principal onde viu Mikoto, Izumi com a filha Mai nos braços e duas criadas, que a esperavam em frente à casa com um sorriso no rosto, Sakura sorriu também de forma gentil.

— Que bom que chegaram – disse Mikoto, estendendo os braços para abraçar Sakura.

— Está tudo tão lindo – Mebuki sorriu e abraçou a amiga também.

— Que bom que gostaram, esperem até a noite, vai esta ainda mais.

— Onde está Fugaku, Mikoto? – perguntou Kizashi de forma séria de sempre. Mikoto sabia do temperamento do amigo de seu marido e sempre o achou muito formal, mesmo que logo se tornariam da mesma família.

— Está na casa de Itachi. Todos os homens estão lá – sorriu. Kizashi assentiu e foi se juntar ao amigo. Estava triste por entregar sua única e adorada filha, mesmo que fosse para alguém que ele aprovava.

— Vamos Sakura, logo a médica estará aqui. Bom, seria o médico do Clã, mas a pedido de seu pai, o médico pediu que a filha dele fizesse o exame. – Sakura assentiu, estava mais aliviada, pois seria uma mulher a lhe ver e não um homem.

Todas as mulheres se direcionaram para o quarto onde estava o kimono de Sakura, Mebuki ficou encantada com a beleza da peça e ficou esbanjando elogios pelo bom gosto de Mikoto, que sorria envergonhada com todos os elogios. Izumi se divertia com tudo, era mais divertido ver do que ser o motivo de tudo aquilo. Quando foi sua vez com Itachi se sentiu muito nervosa e não se divertiu, mas agora estava muito feliz, principalmente com sua filha nos braços.

O quarto agora tinha uma cama de casal, cortinas, penteadeira, sofás e uma pequena mesa, tudo de mogno e com decoração azul. Sakura se lembrava do quarto do kimono, mas achou que estava no lugar errado quando o viu todo mobiliado daquela maneira, e Mikoto lhe disse que ela teria mais conforto pra se arrumar assim.

— A senhorita Shizune chegou – anunciou uma das criadas. Shizune era filha do médico do Clã. Era casada com Kakashi Hatake, um homem que não era membro do Clã, logicamente pelo sobrenome se via isso, mas era também um homem muito respeitado na vila, por isso lhe foi permitido casar com o mesmo. Shizune foi ensinada pelo pai e era considerada uma das melhores médicas de Konoha, perdendo apenas para Tsunade, uma mulher poderosa e muito competente na área da saúde e em batalhas. A mesma também era a diretora do hospital da vila.

— Mande-a entrar – pediu Mikoto simpática, sem tirar o sorriso dos lábios. A criada se curvou e saiu do quarto, para logo depois voltar com a médica.

— Olá – disse quando adentrou o quarto, todas as mulheres ali a cumprimentaram devidamente, apenas Sakura se mantinha mais séria entre elas.

— Está é Sakura – disse Mikoto colocando os braços envolta dos ombros da rosada, de forma orgulhosa.


– Quem não conhece a princesa dos Uchiha? – disse sorrindo docemente. Sakura corou envergonhada, todas riram.

— Bom então como pretende fazer o exame? Acho que Sakura mal vê a hora de termina logo com isso. – Mebuki foi para o lado da filha e acariciou sua cabeça delicadamente.

— Podemos fazer agora mesmo, mas com tantas pessoas aqui fica um pouco constrangedor para a menina não é? Apenas uma pessoa está bom.

— Então nesse caso, fique você Mebuki que é a mãe. Vamos esperar lá na sala – disse Mikoto. Mebuki assentiu e sorriu em resposta. Izumi e Mikoto foram para sala junto com as criadas, assim deixando Shizune, Mebuki e Sakura sozinhas no quarto.

— Bom, você terá que ficar nua, mas pode colocar esse roupão aqui – disse Shizune entregando um roupão branco para Sakura que assentiu, pegando a peça e se direcionando para o biombo de madeira no canto do quarto. Despiu-se e logo já estava vestida apenas como roupão.

Mebuki sorria, reconfortando a filha. Queria mostra para Sakura que estava tudo bem e que ela não precisava se sentir envergonhada, mas na verdade Sakura não estava preocupada com aquilo, mas sim com sua dança. Estava tão nervosa a ponto de estar gelada, tinha medo de que ela caísse, deixasse o leque cair, isso seria considerado uma ofensa para o Clã. Tremia só de imaginar todos aqueles olhares direcionados a ela.

Shizune pediu para que Sakura se deitasse na cama e que abrisse as pernas. A médica na verdade achava tudo aquilo um exagero, ainda mais uma menina tão nova passar por aquilo. Agradeceu a Kami-sama por não ter tido que passar por aquilo, já que se casou com Kakashi. Mas caso ela tivesse se casado com outro membro do Clã teria passado pelo mesmo constrangimento que a menina.

Sakura mantinha os olhos fechados e sua mãe olhava tudo atenta, não era um procedimento doloroso. Mebuki estava nervosa, pensando no que aquilo poderia causar em sua filha. Talvez ela estivesse se sentindo violada ou pressionada, mas logo Shizune já havia acabado e Sakura parecia ao menos ter sentido desconforto quando a médica lhe tocava. Shizune anotou tudo em um papel e logo Sakura já estava vestida com seu quimono vermelho de antes.

— Bom, é só isso – sorriu – vou entregar isso a senhora Uchiha. Não ficarei aqui para ver a cerimônia, mas lhe desejo boa sorte com sua dança. Está tudo lindo, parabéns. – Sakura e Mebuki sorriram, se curvando para a morena em agradecimento. – Vamos? Estão nos esperando na sala. – assentiram e foram de encontro o resto das mulheres. Ainda havia muita coisa a ser feita e logo já seria noite.

Chegaram à sala e Shizune entregou o papel comprovando a virgindade da Haruno. Mikoto agradeceu a médica e todas se despediram Shizune, e logo já estavam voltando para o quarto novamente.

— Vou pedir que tragam nosso almoço aqui, pois teremos muito a fazer. Primeiro Sakura tomará um banho que já está preparado – Sakura assentiu.

Uma das criadas a acompanhou até o banheiro, enquanto a outra buscava a comida, assim Mikoto, Mebuki e Izumi ficaram sozinhas arrumando a pequena mesa com maquiagem, escovas, pentes e enfeites de diversos tipos e de vários tons azul. Tudo na realidade tinha algo azul, representando o raio, a força, a lua, Ryo e Sasuke.

Na casa de Itachi, se encontravam Takahashi, Fugaku, Madara um dos conselheiros do Clã, pai de Sai — que também estava lá — e Kizashi, que havia chego com a família a alguns minutos, Sasuke e Itachi.

Sasuke estava sentado no sofá da sala, com a cabeça pra trás e com os olhos fechados, tentado se concentrar e relaxar um pouco. Sai estava sentado no sofá que ficava de frente para ele e o encarava confuso. Se perguntava se na sua vez de ficar noivo ficaria daquele jeito também.

— Então Kizashi, meu filho Sai ira noivar com a filha do Yamanaka – disse Madara alegremente.

— Meus Parabéns – apertou a mão do Uchiha sorridente.

— Obrigado, pena que Sasuke pegou a mais bela – soltou, Sasuke abriu os olhos e começou a prestar atenção na conversa, sem nem ao menos notar Sai a sua frente. – Sakura dará belos e fortes herdeiros para o Clã.

— Assim esperamos – Fugaku olhou para o amigo que fez careta.

— Minha filha ainda é muito nova, não gosto de pensar nela tendo filhos, muito menos imaginar a ideia dela os fazendo. – todos riram, menos Sasuke e Sai, que ainda o encarava curioso.

— Sasuke terá problemas para manter os olhos alheios fora da sua futura esposa.

— É, Sakura é uma maravilha. Não sei o que deu em Kizashi para prometer ela a Sasuke – Fugaku confessou

— Isso porque achei que seria homem, mas depois que vi que era mulher não tinha como volta atrás. – riu

— Que bom que é um homem de palavra – Fugaku deu tapinhas no ombro do amigo – fico feliz do meu filho casar com sua filha, seremos mais unidos ainda. Seremos uma família na realidade. – Kizashi assentiu, feliz. Fugaku era como um irmão para si e mais uma vez nunca se sentiu tão certo de sua decisão.

— Quando acertou as coisas com os Yamanaka? Inoichi é um pai pior que eu, acredito.

— Ah, digamos que ele se sentiu honrado da filha casar com um Uchiha – deu de ombros — mas o engraçado foi o escândalo de alegria da filha. – Sasuke franziu a testa e finalmente olhou para Sai.

— Você vai noiva com a Ino? – perguntou sério

— Sim – deu de ombros – meu pai acha a família dela respeitável e ela não é tão linda quando a sua noiva, mas é bonita – Sasuke serrou os punhos. – de qualquer forma não a como volta atrás agora. Quando sua cerimônia passar depois será minha vez – disse desanimado.

— Hn.

— O que você e seu dragão vão fazer? – Sai era um menino muito calmo e não guardava papas na língua, sempre falava tudo que vinha em sua mente.

— Você vai ver – Sasuke se levantou do sofá, não gostava do jeito de Sai, o achava falso. Foi até o quarto onde estava suas coisas e Itachi o seguiu para ajudá-lo a se aprontar, à hora estava chegando.

Jogou-se na cama e olhou para o teto, viu seu irmão adentrar o quarto depois dele e fechar a porta atrás de si. Bufou e voltou a olhar para o teto, sem ao menos questionar a aparição de seu irmão ali.

— Não vai se aprontar? – perguntou sorrindo ao irmão mais novo

— Vou – disse indiferente

— E o que está esperando?

— Não sei, estou com fome – disse. Itachi fez uma cara feia e colocou a mão na barriga, que acabou fazendo um som agourento. Tinha esquecido que também não tinha almoçado.

— Vai se ajeitando ai, que eu vou ver se Izumi ou a mamãe deixaram alguma coisa pra gente comer. – Sasuke continuou olhando para o teto sem dizer nada.

Algumas horas se passaram e finalmente a cerimônia iria começar. Praticamente toda a vila de Konoha estava presente, havia também famílias importantes de outros países e vilas vizinhas. A entrada do Clã Uchiha estava toda enfeitada e agora as lanternas estavam acesas, o céu em um azul escuro lindo cheio de estrelas, a lua cheia tornava o cenário ainda mais perfeito. As ruas todas com bandeiras com desenho de dragão azul, mais lanternas e fitas. Todos estavam maravilhados com a beleza do lugar.

Muitas pessoas adoravam os noivados dos Uchiha, pois eram uma cultura muito diferente, mas uma das mais belas que já viram, achavam o noivado e o significado que para eles tinham por aquela simples ação, algo magnífico e um verdadeiro show.

O lago estava ainda mais belo, com lanternas aquáticas que o deixava com uma paisagem romântica e muito bonita, haviam madeiras empilhadas no centro do lago, com uma espécie de plataforma que a mantinha presa ali, atraindo toda atenção pra si.

Uma grande mesa foi posta abaixo de uma tenda azul com frutas, comidas e bebidas, todas decoradas e montadas simetricamente, dando um ar muito elegante e formal, assim como famoso Clã.

Os convidados que chagavam sentaram em suas mesas, que ficavam um pouco afastadas do lago e da passarela de pétalas de flores azuis, montada entre elas que ia até um altar de madeira que fora pintado de branco e elaborando com os mesmos enfeites azul.

— O próximo noivado será o seu minha querida – disse Inoichi a sua única filha Ino.

— Sim papai – disse animada. Ino estava deslumbrada com a beleza e com toda a riqueza do lugar. Mesmo Sasuke “seu verdadeiro amor” não sendo seu noivo, estava feliz por Sakura e desejaria toda felicidade a ela. Fez uma promessa a si mesmo de que aprenderia a amar Sai, porque acima de tudo ela queria casar-se com um Uchiha e não se importava se era Sasuke de fato ou não.

Fugaku subiu ao lado da esposa no altar que estava d lado direito e pediu atenção de todos, enquanto Kizashi e Mebuki estavam do lado esquerdo. Os Harunos sorriam para os convidados e pareciam orgulhosos e felizes aos olhos dos outros. Itachi estava do lado direito com a esposa e com a filha no colo da mesma, ambos esboçando o mesmo sorriso, felizes por Sasuke e por Sakura.

— Agradeço a presença de todos, mas primeiramente a meu amigo e irmão Kizashi Haruno, por dar seu bem mais precioso a meu filho mais novo Sasuke. – Kizashi assentiu com os olhos brilhando, parecia que a qualquer momento iria chorar, mas Mebuki e Mikoto já estavam o fazendo, sem deixarem o sorriso dos lábios. – Sem mais delongas, vamos começar a cerimônia de noivado. – todos aplaudiram as palavras do líder do Clã, mas o som de suas palmas foi cortado por um som estrondoso que vinha do céu.

Todos se assustaram e olharam para o céu — mais um estrondo — o som parecia como o rachar de hum tronco de arvore, porem dez vezes mais alto. Um raio cortou o céu e iluminou o lago completamente. Algumas pessoas se assustaram.

— Exibido — Itachi sussurrou com um sorriso de canto.

Um rugido feroz soou e isso fiz com que alguns convidados tremessem. Alguns Uchihas gritaram em aprovação, alvoroçados e animados. Algumas Crianças se agarraram aos pais com medo, como Ino que se agarrou a barra do quimono de seu pai, que sorriu ao ver a cara assustada da filha.

— Pai o que é Isso? — perguntou Naruto ao Hokage, seu pai Minato.

— Faz parte da festa Naruto – disse sorrindo. Sua mãe Kushina mantinha as mãos no rosto, maravilhada.

Outro raio cortou o céu, mas esse foi seguido de outros atrás dele. O maior deles foi direcionado ao lago, sua centelha foi dividida e feita em vários outros que pareciam dançar na superfície. Mais rugido feroz tomou conta de todo o lago e no céu pode-se ver o grande dragão que soltava chamas azuis. Também pode-se ver Sasuke em pé encima desse, fazendo movimentos precisos com os braços e mãos, produzindo mais raios. Todos estavam boquiabertos com o espetáculo e Fugaku estava orgulhoso do filho. Takahashi percebeu que Sasuke era bastante forte e habilidoso, fazendo jus ao poder que herdara, a força.

— Vamos logo Ryo — Disse Sasuke. Ryo rugiu novamente, o mais alto de todos os outros. Sasuke sorriu para o "amigo".

O garoto começou a projetar um dragão de raios à frente de Ryo, porem bem maior. O dragão de raios era de feições apavorantes e não tinha asas como Ryo, parecia mais com um dragão Chinês. O dragão de raios abriu sua boca gigante e mostrou os dentes enormes, Ryo rugiu novamente como o ultimo rugido que havia dado, bem alto. Houve alguns gritos vindos do lago e Sasuke sorriu abertamente, poderia apostar que Itachi estava o chamando de exibido.

Sasuke abaixou-se e se sentou no pescoço de Ryo, o dragão de raios abriu mais à boca e Ryo voou em sua direção a toda velocidade. Ryo entrou na boca do dragão de raios, como se ele tivesse o engolindo e nesse Mikoto ao ver que o filho fizera aquilo agarrou o braço de Fugaku preocupada com Sasuke, pois aquilo já era muito arriscado pro seu gosto, ele poderia ser eletrocutado caso o raio o tocasse, mas Fugaku a confortou, lhe lembrando de que os raios não poderiam ferir Sasuke.

O dragão de raios foi se alargando a medida por onde Ryo passava e finalmente saiu, novamente pela boca. O dragão de raios fez uma dança em espiral no céu e depois parou como se estivesse olhando os convidados, que se petrificaram quando o viram vindo em sua direção.

— Para terminais — disse Sasuke

Ryo foi atrás do dragão de raio que ia sinuosamente em direção ao lago, algumas pessoas fizeram menção de correrem e alguns Uchihas riram, achando engraçada da reação deles. Ryo rugiu e o dragão de raios abriu novamente a boca, Ryo estava perto o suficiente do dragão de raios agora, assim encheu seu peito de ar, soltando chamas azuis. Sasuke mandou alguns raios que dançavam no céu em direção as chamas, assim se misturaram de certa forma, que artificialmente passaram pelo dragão de raios, como se ele o tivesse produzido e lançado as chamas e os raios em direção ao centro do lago. Fez-se um som característico quando as chamas e os raios atingiram as madeiras sobre a plataforma no centro do lago, assim a acendendo, crepitando em chamas azuis.

O dragão de raios deu uma volta e contornou todo o lago e com chamas azuis pareciam dançar na fogueira do lago, deixou o visual muito mais bonito. O dragão de raios voltou para o céu e Sasuke fez com que ele subisse em espiral girando e girando, até que se transformou em uma bola de raios azuis. O mesmo movimentando as mãos a direcionou até o centro da lua, fazendo com que a mesma se refletisse completamente azul. Ryo rugiu pela ultima vez, então a bola se desmanchou em varias centelhas, como se tivesse explodido.

— “Em perfeita sincronia” — pensou Takahashi, sorrindo com apresentação de Sasuke.

— Parabéns pirralho — disse Ryo a Sasuke, quando finalmente terminaram sua apresentação.

— Você também não foi tão mal — riu. Ryo revirou os olhos e voou até a passarela feita até o altar, planando ali até que Sasuke saltou de seu pescoço, caindo perfeitamente no começo da passarela de pétalas e de luzes entre as mesas dos convidados. Ryo voou até o outro lado do lago onde ficaria observando o resto da cerimônia.

Sasuke passou entre os convidados sem os olhar realmente e caminhou até o altar, onde estavam os pais de Sakura, seus pais, seu irmão cm a esposa que tinha sua sobrinha nos braços e o Shaman do Clã.

Ele vestia um kimono como de um ninja da cor azul escuro e tinha um bordado do símbolo do Clã nas costas e um desenho de um dragão azul, mas de um azul mais claro e reluzente. Estava lindo.

Sasuke se ajoelhou na frente do Shaman que estava em pé entre as duas cadeiras de madeira branca no altar. Fugaku tinha um sorriso orgulhoso nos lábios e Mikoto mantinha as mãos no rosto, emocionada pelo maravilhoso e bem feito trabalho do filho. Itachi sorria de forma debochada para o irmão, que deu uma piscadela para em resposta para o mesmo demonstrando ainda mais deboche. Itachi balançou a cabeça sorrindo.

— Muito bom Sasuke — elogiou Takahashi, logo depois se direcionando aos convidados — A apresentação de Sasuke é basicamente acender a fogueira posta no centro do lago com o elemento que lhe foi abençoado, isso representa sua força, inteligência, respeito ao Clã e que é digno de ser um Uchiha. Agora Sakura ira dar seu presente a seu noivo e ao nosso Clã.

Sakura estava nervosa e fechou os olhos quando ouviu seu nome ser chamado, mas logo os abriu. Não iria desistir, iria até o fim e pedia a Kami-sama que tudo desse certo.

Sasuke se sentou na cadeira que ficava do lado direito do altar, olhando o caminho por onde Sakura iria passar. Estava ansioso e suas mãos suavam. Engoliu em seco quando Sakura deu seu primeiro passo, assim revelando sua beleza.

A musica lenta e harmoniosa de flautas começou a soar e Sakura caminhou cabelo mesmo caminho que Sasuke havia passado. Ouviam-se cochichos e murmúrios de admiração pela beleza estonteante da menina. Sakura trajava o kimono que Mikoto havia dado a ela que caberá perfeitamente em seu corpo. Calçava um geta preto e usava meias brancas.

Em suas mãos estavam os leques simbolizando o símbolo do Clã, Vermelhos com cabos brancos. Seu rosto estava ainda mais lindo com seus olhos contornados com lápis preto, o que destacava ainda mais o verde de sua íris, suas bochechas estavam levemente coradas, Mebuki queria ter colocado uma mascara branca típico das gueixas na filha para a maquiagem ficar mais evidente, mas Mikoto lhe convenceu de que Sakura já era branca o suficiente, caso contrario iria tirar a delicadeza do rosto da menina. Usava também mascaras de cílios deixando seus olhos parecidos ainda mais com os de uma boneca. Sua boca estava com um batom vermelho sangue, deixando os lábios mais volumosos e atrativos na opinião de Sasuke que não desviava os olhos da amada.

O kimono que a rosada usava deixava seu pescoço e as costas parcialmente à mostra. Sakura respirou fundo novamente e quando estava a alguns passos de Sasuke o olhou nos olhos como Mikoto havia lhe dito para fazer e iniciou sua dança.

Os leques giravam em suas mãos, mexia os braços e se deslocava hora ou outra do centro, sem deixar os olhos de Sasuke, que parecia hipnotizado pela dança de sua noiva. quando estava prestas a acabar com a dança, Sakura ousou no movimento e lançou os leques para o ar, mas que logo caíram perfeitamente em suas mãos. Ouve aplausos e Sakura se curvou diante de Sasuke e de todos ali presentes no altar.

Mebuki estava limpando o rosto com um lencinho pelas lagrimas, estava orgulhosa da filha e jamais a vira tão bonita. Kizashi sorriu para a mesma e novamente sentiu a melancolia de entregá-la para Sasuke, mesmo que esse tenha provado que era digno dela.

— Muito bom Sakura! Uma das apresentações mais belas que já vimos — Disse Takahashi. Sakura andou até o altar e se sentou na cadeira do lado esquerdo, ao Lado de Sasuke. Ambos agora ouviriam as palavras de Takahashi.

Sasuke e Sakura não se olharam, também não poderiam já que isso iria chamar atenção das pessoas ali presentes. Sasuke estava louco para pelo menos segurar a mão da Haruno, mas Takahashi começou a falar o tirando do transe.

— Hoje vamos celebrar não só oficialmente a união de Sasuke e Sakura, mas também a passagem de Sasuke de menino para um homem. Então para oficializar esse momento, Sasuke fara uma tatuagem em homenagem ao seu dragão, que sempre o protegera e a sua futura esposa. E Sasuke como gratidão a família Haruno e a Sakura, por aceitarem essa união ira representar seus agradecimentos com um presente para sua noiva — Sasuke olhou para o pai que assentiu, assim entregando um uma caixa a Takahashi. Takahashi achou estranho, mas mesmo assim aceitou a caixa de Sasuke, curioso sobre o presente que o Uchiha iria dar a Haruno.

Sasuke abriu a caixa nas mãos do Shaman e todos ali que fazeriam parte do Clã Uchiha arregalaram os olhos diante do que viam nas mãos do menino. Takahashi olhou para Fugaku que se manteve serio, sem expressar qualquer reação, Sasuke pegou a pedra azul e brilhante de forma oval, que fazia um belo pingente de um cordão de prata.

Sakura ficou surpresa, jamais iria imaginar que Sasuke fosse lhe dar um cordão tão belo e com uma pedra tão bonita. Percebeu que a maioria das pessoas ali ficaram surpresas com o presente também. Olhou para Sasuke e viu que ali não havia nenhuma brincadeira, olhou para seu pai e esse tinha um semblante confiante e até mesmo convencido diante daquela cena.

— Vire-se — pediu Sasuke baixinho para menina. Sakura se virou e permitiu que Sasuke depositasse o cordão em seu pescoço.

— Obrigada — Sakura agradeceu em um sussurro que somente Sasuke pode ouvir, o moreno não respondeu ao agradecimento.

— Vamos prosseguir. Agora, Sasuke ira fazer uma tatuagem nas costas representando seu dragão. — Sasuke assentiu. Sakura se colocou ao lado do pai, enquanto Sasuke tirava a parte de cima de seu kimono.

Algumas meninas suspiraram e ouve até alguns murmúrios e risadinhas femininas baixas, o menino mesmo senso ainda bem jovem tinha um corpo malhado e seu tronco definido era o que tinha de mais notável ali. Sakura corou ao ver como o abdômen e as costas de Sasuke eram malhadas, o que foi perceptível para o mesmo, que ligeiramente deixou um pequeno sorriso de canto aparecer em seu rosto, mas que ninguém percebeu. Não sabia o porquê de aquele fato ter mexido com seu ego, mas se sentiu ainda mais confiante depois de ver o rubor no rosto da garota.

Sasuke se sentou novamente na cadeira, de costas para Takahashi e ficou de cabeça baixa, não querendo olhar para os convidados admirados com todos aqueles costumes. Takahashi fez alguns sinais com as mãos e fechou os olhos no processo, com as pontas dos dedos tocou nas costas nuas de Sasuke, que fez uma cara de dor, e aos poucos um dragão azul, igualmente a Ryo foi aparecendo em sua pele. Suas costas ficaram vermelhas ao redor da imagem, e parecia arder aos olhos de Sakura.

Quando finalmente todo aquele processo acabou, todos os convidados e amigos puderam aproveitaram a festa, podendo comer e beber, desfrutando do maravilhoso banquete que tinham posto ali.

Sakura e Sasuke estavam mais aliviados por finalmente tudo aquilo ter acabado e agora ela era oficialmente uma Uchiha. Faltando apenas o casamento dali a seis anos para consumar, mas agora ela iria carregar o símbolo do Clã Uchiha durante todo o resto de sua vida.

Sasuke colocou novamente a parte de cima de seu kimono mesmo não querendo, pois sentia a ardência nas costas e o pano grosso irritava ainda mais sua pele. Itachi deixou Mai aos cuidados de sua esposa quando viu o irmão indo em direção a parte vazia do lago, mas ao ver que ele estava indo atrás da sua agora oficialmente noiva, parou. Virou-se fingindo conversar com Ichiro que estava próximo de si, mas mantinha os olhos sem irmão.

Sasuke viu Sakura afastada, sozinha na parte vazia do lago, com o olhar penetrante nas chamas azuis da fogueira no centro do lago que parecia brilhar através do seu olhar. Sakura percebeu que alguém se aproximava e olhou brevemente pra Sasuke, lhe deu um leve sorriso, logo depois voltando sua atenção à fogueira.

— Está gostando da festa? — perguntou meio indiferente, mas interessado na resposta de Sakura que sorriu docemente.

— Sim, muito linda...e... Você foi muito bem com Ryo. Eu tive oportunidade de ver pela brecha do biombo — Sasuke arqueou como sobrancelhas e corou levemente.

— E...obrigado. Você também foi muito bem com a dança — tentou elogiar, mas pareceu como algo forçado.

— Obrigado, mas...você gostou? Afinal, eu dancei pra você — Sasuke olhou intrigado para Sakura que não desviara os olhos da fogueira. Olhou ao redor em busca de olhares curiosos a sua volta, mas constatou que não havia ninguém olhando na direção de ambos. Ousou colocar a mão sem queixo da Haruno pedindo atenção e a rosada tremeu ao toque dos dedos gelados do Uchiha. Puxou levemente o rosto da menina em sua direção, para quê ela olhasse em seus olhos enquanto falava.

— Tudo que você faz é...maravilhoso pra mim — finalmente deixou escapar aquilo que seu coração realmente queria dizer.

Sakura sentiu seu coração bater mais forte, parecia que algo tinha enchido seu estomago e ele estava infestado de borboletas. Sasuke engoliu em seco quando viu a menina sem reação ao que ele havia dito com a boca entreaberta, enquanto sua respiração começava a ficar acelerada.


— Sasuke — ouviu alguém chamar. Sakura olhou na direção da voz e viu Itachi sério. Sasuke fechou os olhos com força, frustrado por ter sido interrompido por seu irmão. — E... Sakura seu pai está te procurando. Parece que ele já vai. Está ficando tarde — disse serio. Sakura assentiu, olhou brevemente para Sasuke que sustentou seu olhar. Curvou-se para o mesmo e depois para Itachi. Assim os deixando sozinhos ali.

Sakura encontrou os pais, vendo-os conversando com os pais de seu agora oficialmente noivo. Mas encerraram o assunto quando a menina apareceu. Kizashi e Mebuki se despediram dos amigos, de alguns Uchihas também e de algumas outras famílias antes de irem embora, quando houve alguns protestos sobre a família Haruno estarem voltando cedo para casa, Kizashi alegara que já estava tarde demais para Sakura ficar acordada até aquela hora e que não era bom ficar andando pelas ruas aquela hora da noite.

Sasuke ficou ali no mesmo lugar com Itachi o encarando sério, sem dizer nenhuma palavra. Ryo, já havia desaparecido e no dia seguinte tinha certeza que ele iria interroga-lo sobre as coisas com Sakura. Porém naquele momento ao que parecia Itachi iria passar na sua frente.

— Sei que gosta da Sakura e sei que agora ela é sua noiva, mas não é certo ficarem daquele jeito sozinhos, pelo menos não enquanto ainda tiverem essa idade. Sabe como as pessoas ficam falando e Kizashi não aceita fofocas, ainda mais envolvendo a filha dele e papai estaria do lado dele.

— Chega — disse sem desviar os olhos do irmão.

— Você tem que se comporta mais ...

— Eu sei me comporta Itachi. Não aconteceu nada.

— Se eu não tivesse interrompido teria e seria na frente de todos. – Sasuke bufou. Infelizmente sabia que havia passado dos limites com Sakura, mas ele não conseguia evitar. Ficava descontrolado na presença dela, ainda mais estando tão ... perto.

— Hn.

— Só tenta se controlar tá bom? Com os anos isso passa — pelo menos era isso que Itachi pensava e queria acreditava fervorosamente que aconteceria. Sasuke deu de ombros e Itachi suspirou e deu as costas para o irmão.

Sasuke ficou pensando se realmente aquela sua curiosidade sobre Sakura iria desaparecer com o tempo. E agora teria que esperar que os anos se encarregassem disso.

Dois anos depois...

Os anos se passaram depois daquela cerimônia, Sakura e Sasuke agora tinham quatorze anos de idade. Sakura tinha com o corpo mudando aos poucos, seu rosto antes redondo com traços infantis agora estavam ficando mais fino e mais delicado, seus seios evoluíram ficando mais empinados e evidentes com as roupas de treinamento e os kimonos que costumava usar. Ficara mais alta e os cabelos batiam na cintura, longos e lisos. Seus olhos mais expressivos, seu nariz mais fino e lábios volumosos, que chamavam atenção de muitos rapazes, o que não era muito agradável para Sasuke e para Kizashi, que agora mais do que nunca pegava no pé da filha.

Sakura e Sasuke já tinham se formado na escola ninja, mas o resto do aperfeiçoamento dos jutsus e outras técnicas ficariam por conta própria dos mesmos. Sakura se tornara uma excelente lutadora, Sasuke teve muita paciência com ela e o resultado disso foi uma ótima discípula e companheira em seus treinamentos.

Ambos mantinham os treinamentos escondidos ainda, o Clã não iria aceitar Sakura, a noiva de um dos filhos do Clã se tornando uma ninja. Arriscando sua vida, ao invés de ficar em casa cuidando das coisas, como uma verdadeira mulher Uchiha deveria fazer, mas Sakura não estava disposta a isso. Iria cumprir seu dever como esposa de um Uchiha, mas também queria oportunidade de seguir seu sonho e estava feliz que Sasuke a apoiasse nos treinamentos.

Sasuke já era muito forte e se igualava ao irmão, aprendeu muitas coisas nesses dois anos e se tornou um belo rapaz e era dono do coração de muitas jovens, mas apenas uma jovem o interessava.

Sasuke dormia em seu quarto, mas algo não o deixava dormir tranquilamente há algum tempo. Desde o pequeno acidente que Sakura teve com uma kunai em um dos treinamentos que tiveram, não parava de pensar no corpo que a menina ganhava com o passar dos anos. Sempre acordava suado e ofegante, sonhava em ouvi-la falar seu nome em sussurros e lentamente, a beijando e na maioria das vezes imaginava seus corpos nus. Isso o deixava assustado e agoniado toda vez que a via e o fato de acordar excitado não ajudava muito.

E naquela manhã não fora diferente, mais uma vez estava tendo sonhos eróticos com a jovem que nem ao menos o beijou verdadeiramente, mas o desejo o consumia cada vez mais. Itachi era o único que podia o ajudar e explicar o que estava acontecendo com sua mente e corpo.

Sakura naquele momento estava diante do espelho usando a maquiagem que havia ganhado de presente da mãe, escovou os cabelos meticulosamente até que ficassem em um liso e com o volume perfeito. Estava mais vaidosa e sempre gostava dos olhares de Sasuke sobre si. Tinha consciência de que gostava dele, mas não sabia o que era amor ainda.

Estava mais amiga de Ino Yamanaka e essa era sua verdadeira confidente. Ficara feliz em saber que Ino iria se casar com Sai e percebeu que o que a amiga loira queria mesmo era casar com um Uchiha, não importando quem quer que seja contando que fosse jovem e bonito. Mas com esses dois anos Ino se tornou completamente apaixonada por Sai e ele por ela.

Kizashi não achava ruim sua filha passar mais tempo com Ino, mas achava a loira um tanto fogosa demais. Ino e Sakura passavam horas conversando, já que somente via Sasuke agora finais de semana, regras do senhor Haruno que presava mais a “inocência” de sua única filha. Mesmo aprovando Sasuke como marido, Kizashi sabia que ele era homem e nessa fase da adolescência deveria ficar de olho, para que nenhum acontecimento inesperado acontecesse.

Ouviu alguém batendo na porta de seu quarto e olhou sorrindo já sabendo que era Ino.

— Entre – pediu. A porta foi aberta e a criada estava ao lado da loira sorridente. Sakura correspondeu o sorriso docemente e pediu que a criada às deixasse, que caso precisassem de algo ela pediria. Quando a criada foi embora, Ino imediatamente desatou a falar.

— Nossa Sakura – disse suspirando e se jogando na cama da rosada – eu estou tão apaixonada.

— Você diz isso toda vez que me vê – riu

— Mas é a mais pura realidade – suspirou – Sai é tão carinhoso e fofo. Beija...tão bem – os olhos da jovem brilhavam ao se lembrar do noivo.

— Quem diria que vocês vão se casar não é?

— Sim, mas eu aprendi a olhá-lo com outros olhos e nunca senti isso por ninguém. É impossível de explicar.

— Hn.

— O que foi? – perguntou confusa se sentando na cama.

— Não há nada, apenas fico pensando se um dia me sentirei assim com relação à Sasuke. – deu de ombros

— Há, mas é claro que vai. Todos sabem que Sasuke é louco por você e que de certa forma você também gosta dele não é? – assentiu desanimada – então não há com que se preocupar. Com o tempo você se integrara completamente. – se jogou novamente na cama abrindo os braços e suspirando pesadamente, sem deixar o sorriso nos lábios.

— Espero – sussurrou

Sasuke estava no escritório do irmão a sua espera, andava de um lado para o outro e com as mãos nos lábios. Viu a porta se abrir e dela passar Itachi, com Mai nos braços, que tinha a boca suja de geleia de uva.

— Tio Sasuke – a voz fina da menina encheu o pequeno cômodo. Sasuke sorriu para a sobrinha e a pegou no colo, a abraçando. – tio quer geleia de uva? – Mai era esperta assim como o pai, mas delicada e manhosa como a mãe, mesmo com seus dois anos era muito inteligente e gostava de muitas explicações para suas perguntas e duvidas.

— Não, obrigada princesa – beijou o rosto da menina e olhou sério para o irmão.

— É...Mai, por que não vai pedir a mamãe pra te levar na feira e comprar mais geleia de uva? – Itachi sabia que Sasuke estava nervoso e que queria conversar.

— Eba – gritou a menina, levantando os braços e se remexeu no colo de Sasuke, querendo descer. Sasuke a colocou no chão e Mai saiu correndo atrás de Izumi. Itachi fechou a porta do escritório e olhou pra Sasuke de forma cansada. Não queria saber de problemas, não esperava que ele viesse lhe dar noticias de problemas.

— Aconteceu alguma coisa? – começou se sentando a mesa e olhando alguns papeis. Sasuke sentou-se no sofá que havia ali e passou a mão no rosto.

— Não, mas eu preciso saber se estou doente.

— Como assim doente? – arregalou os olhos, preocupado com a saúde do irmão. Jamais soubera que Sasuke havia ficado doente, nem mesmo um misero resfriado. Os Uchihas tinham uma saúde de ferro, comparado as outras pessoas.

— É que eu ando estranho, meu corpo, eu não sei – confessou

— O que você está sentindo?

— Principalmente? – perguntou confuso, não sabia como contar aquilo. Era muito constrangedor, até mesmo confessar a seu irmão que sempre o ajudou em tudo.

— Desembucha – disse entre dentes

— Eu ando tendo sonhos estranhos e acordo alarmado, suado, ofegante e...

— E...

— E com um calor insuportável. Meu...é...short fica meio apertado as vezes – Itachi não entendeu muito o final, mas depois arregalou os olhos, sabia que aquela hora iria chegar. E quis correr dali, não era pai de homem e esses assuntos não o alegravam conversar, seja com quem for. Havia jurado que seu pai iria ter aquela conversa com Sasuke, mas por que sempre era ele que tinha que sofrer com aquelas conversas constrangedoras?