Prometida - EM REVISÃO
14 Novidade
Passaram-se alguns dias, Ino e Sai já estavam menos preocupados, todos do clã Uchiha foram comunicados que o casamento deles iria ser adiantado e muitas pessoas desconfiavam do motivo, já sabendo que Ino e Sai eram muito afetivos.
Inoichi, pai de Ino, estranhou o casamento ser adiantado que queria uma explicação, mas a única coisa que lhe foi dita era que seria a melhor coisa no momento. Como de qualquer modo sua filha já casaria com Sai cedo ou tarde decidiu deixar como estava. Ino agradeceu por seu pai não criar problemas e ninguém de seu clã ficar sabendo do ocorrido, aquilo seria uma desonra para o clã e muito mais para seu pai.
Dali a algumas semanas o casamento deles iria acontecer, Sasuke e Sakura ficaram felizes pelos amigos e que tudo ficaria bem no fim das contas. Nos últimos dias Ino e Sai quase não se viam mais, regras, muito requisitadas e vigiadas por alguns guardas Uchiha. Fugaku achou melhor manter distancia dos “noivos” para não chamarem mais atenção ou suspeitas. Takahashi deu um novo sermão a Sai que fazia careta ao escutar, mas ficou calado, Takahashi não pronunciou nada, mas já sabia que a nova criança seria uma mulher e isso era o que ultimamente estavam querendo evitar.
Se o clã continuasse a dar tantas mulheres assim, logo a forma de vida e cultura deles não existiria mais. Na reunião que tiveram Takahashi, Fugaku. Itachi e Sasuke, não havia sido muito boa. Fugaku argumentou sobre o exame que Ino deveria fazer para provar ao clã que continuava pura e Takahashi achou melhor mentir sobre aquele fato, já que isso geraria discussões e brigas entre o líder Fugaku, iriam achar que ele estava amolecendo e não estava levando as regras e crenças a sério e isso era algo lastimável, para um clã tão famoso pela rigidez. Fugaku também não gostava de mentir alguns fatos, mas precisava se não quisesse que isso se tornasse uma briga feia, não só entre os Uchihas, mas também com os Yamanaka.
Itachi andava preocupado com Sasuke, que sumia cada vez mais e quando tocava no assunto ele ficava nervoso e dizia estar treinando, mas sabia que o irmão estava mentindo. Por esse motivo achou que melhor ter uma conversa definitiva com Sasuke de homem pra homem e pelo jeito que as coisas andavam, não seria uma conversa demorada.
Era quase fim de tarde, Sasuke e Sakura estavam deitados na campina na parte sul de Konoha, todo o lugar era composto por uma relva florida, de múltiplas flores de diversas cores e arvores gigantes e espeças, perfeitas, como se fossem feitas para esconder o amor de ambos. Ali era úmido e poucos raios de sol conseguiam atravessar as arvores, mas era possível, alguns raios chegarem aos corpos ligeiramente próximos, que estavam sentados na grama macia, admirando um a face do outro.
– Não tem medo de que alguém possa nos ver? – perguntou ela fechando os olhos, quando as pontas dos dedos de Sasuke passaram em seus lábios.
– Eu não tenho medo de nada quando estou com você. – confessou, Sakura sorriu.
– Eu te amo. – a luz do sol que batia ali, iluminou ainda mais seus olhos verdes, os deixando ainda mais brilhantes. Sasuke engoliu em seco com a visão perfeita da luz no rosto tão delicado de sua amada.
– Eu também te amo – disse de forma doce, levou a mão que acariciava a boca da menina, até o lado direito do rosto, deixou repousando ali. Fechou os olhos e foi se inclinando na direção dos lábios rosados de Sakura, que voltou a fechar os olhos novamente à espera do beijo.
O beijo começou como sempre, calmo, apenas um roçar de lábios, mas como na festa de Mai, Sasuke apertou mais sua boca de encontro a de Sakura que correspondeu, o ritmo foi ficando mais tenso e logo começaram a ofegar. Sakura se sentia nas nuvens e sua mão começava a suar de nervosismo, jamais havia se sentido tão bem, como se tudo aquilo fosse tão correto, que qualquer afirmação ao contrario se tornaria blasfêmia em seus ouvidos.
Sasuke sentia uma explosão em seu corpo, como uma corrente elétrica, um raio que atingia e que as centelhas de energia ficavam se multiplicando dentro de seu corpo e o deixava maluco. Começou a empurrar o corpo de Sakura, para se deitar na relva e assim deitar a seu lado, sem parar o beijo. Sakura permitiu que ele o fizesse o desejado, mas a cada segundo seu coração parecia que iria sair pela boca, não sabia o que estava acontecendo, mas também sabia que no fundo de seu ser, estavam prestes a romper uma barreira e isso era um caminho sem volta.
No momento em que Sasuke posou a mão esquerda em sua cintura possessivamente e a apertou de forma luxuriosa abriu os olhos nervosa, tentou termina o beijo por ali, mas Sasuke continuava a beijando e a cada segundo ficava mais agressivo e dominante.
– Sasuke – conseguiu dizer fracamente. Sasuke estava entorpecido que nem ao menos ouviu qualquer palavra. Trocou a boca de Sakura, pelo pescoço desnudo, começou a cheirá-lo, lambe-lo, beijá-lo e morde-lo. Ao sentir aquele novo toque Sakura percebeu que a cada caricia seu corpo poderia pegar fogo literalmente. Jamais havia sentido aquilo antes, a língua macia e quente de Sasuke, era algo maravilhoso em contato com sua pele e lhe causava sensações inimagináveis. – Sasuke – chamou mais uma vez, recobrando o pouco juízo que tinha. Novamente Sasuke não lhe deu ouvidos, desesperou-se quando as mãos de Sasuke foram de encontro ao laço que prendia seu kimono e o empurrou assustada e assustando Sasuke.
Sakura sentou-se ofegante, enquanto ajeitava a faixa de seu kimono, Sasuke olhou para ela e se sentou também, se sentindo culpado, não queria tê-la assustado, mas estava fora de si.
– Me-me desculpe. – pediu envergonhado
– A-acho que já está ficando bem tarde e é melhor irmos. – Sasuke abaixou a cabeça e assentiu. Serrou os punhos, se odiando por não ter se controlado, devia ter magoado Sakura, esperaria outra hora, quando seu corpo não estivesse agindo por impulso, conversaria e pediria desculpas devidamente.
Sakura estava nervosa, pois jamais se sentira tão entregue naquele momento antes, tantas novidades para seu corpo e quando se deu conta do que estava prestas a fazer, se assustou. Não poderia, não depois do que acontecera com Ino e Sai, tinha certeza que no caso dela e Sasuke as punições teriam sido muito mais severas.
Sasuke a deixou perto de sua casa, discretamente e se despediram apenas com um olhar, mas não havia sido os dos dias anteriores, que eram sempre de amor, satisfação, felicidade, aquele olhar tinha algo mais...
Sakura ao chegar a seu quarto se jogou na cama cansada, fechou os olhos e começou a lembrar das sensações que Sasuke havia feito sentir e só de imaginar os toques de Sasuke novamente, mordeu os lábios, queria senti-las realmente, mais uma vez, mas também não sabia se conseguiria conte-lo ou se conseguiria se conter.
Sasuke também foi para seu quarto, como Sakura, se jogou na cama e fechou os olhos se lembrando de cada detalhe daquela tarde. Assustou-se com aporta de seu quarto sendo aberta bruscamente e Itachi a fechando em seguida da mesma forma que abriu só que a trancou ao passar enraivecido. Sasuke se sentou na cama e rapidamente começou a pensar em algo que poderia ter aflorado a fúria de seu irmão, mas nada vinha a mente.
– Você só pode estar louco. – esbravejou Itachi, apontava o dedo no rosto do irmão mais novo, que o encarava confuso.
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