– Calma, está tudo be...- Sakura não pode terminar sua frase, seu grito arrepiante tomou a frente, colocou a mão sobre a barriga e deu outro grito de dor.


Mikoto arregalou os olhos, quando viu o kimono de Sakura ficar molhado, a bolsa havia estourado, supôs. A senhora Uchiha estava assustada, mas logo depois de alguns segundos, pois já havia auxiliado Eiko, chamou as duas criadas da casa para que ajudassem levar Sakura para o antigo quarto que a mesma ocupava, quando morava na casa. A pequena Mai, olhou a face da tia e arqueou as sobrancelhas, diante da cena, Sakura levemente agachada na direção da barriga, com as mãos sobre a mesma.


– Mamãe – disse ela com medo e nervosa, pelo estado da tia. A face de dor de Sakura era tamanha, que nem a rosada abria os olhos. Eiko correu na direção da filha e a pegou no colo, aninhando a mesma em seus braços, a pequena enterrou seu pequeno rostinho na curva do pescoço de sua mãe e se agarrou a ela. Eiko foi as pressas até o portão da casa, olhou para o lado direito e avistou um guarda ali.


– Chame Sasuke, diga que Sakura está tendo o bebê! – o ninja arregalou os olhos, mas logo depois sorriu, para em seguida sumir em uma nuvem de fumaça.


As criadas ajudaram Mikoto a levar Sakura para o quarto e deitaram a mesma sobre a cama. Sakura não tirava as mãos da barriga e apertava com força o kimono que cobria essa. Mikoto deu instruções para que as criadas trouxessem uma camisola, toalhas limpas, água quente, uma bacia e uma tesoura esterilizada. Pediu também que mandassem alguém chamar a parteira do clã. Sakura estava no centro da cama, um pouco sentada, ao seu redor estava cheio de almofadas. Mikoto foi até a nora e lhe prendeu os cabelos, mas acabaram ficando alguns fios que aos poucos iam grudando a testa e pescoço. Desamarrou a faixa que prendia o kimono de Sakura, tirou o kimono da mesma e a vestiu com uma camisola, que uma das criadas já havia levado. A Uchiha mais velha, tirou a calcinha de sua nora e avaliou a intimidade da mesma.


– Parece que é hoje o grande dia – disse sorrindo. Sakura tentou sorrir, mas estava preocupada. As dores haviam atenuado um pouco e agora eram alternadas por minutos, contrações.


Na grande sala de reuniões do Hokage se encontrava Sasuke, Minato, Naruto, Fugaku, Itachi, Hideki, Ichigo, Hiashi, Neji, Kakashi, entre outros membros do conselho. O que irritava realmente Sasuke, era o fato de Ichigo está ali. Hora ou outra lhe lançava olhares e sorria de forma debochada e falsa. Sasuke já não estava mais se agüentando e logo partiria pra cima dele a qualquer momento. Finalmente quando a reunião foi cessada todos se levantaram e se cumprimentaram devidamente com uma reverencia.


– Minha primeira reunião, isso foi bem animado – disse Ichigo, Minato sorriu e Naruto, mas ambos estavam achando o Hitomi e o pai muito estranho durante a reunião, eles apenas observavam e prestavam atenção no que era dito, não diziam e nem questionavam nenhuma palavra – Logo terá o festival de primavera, mal posso esperar. – sorriu. Os Uchihas estavam se despedindo, Fugaku sentia a tensão do filho mais novo e não queria que começasse uma confusão, havia ficado a par do que tinha acontecido no baile do senhor feudal, uma briga de Sasuke com Ichigo ali, não seria nada boa para a imagem do clã. Sasuke podia sentir Ichigo com atrás de si, o observando – mal vejo a hora de ver Sakura novamente e vestida lindamente com um belo kimono.


Ninguém nunca havia visto o quanto Sasuke havia ficado forte, Sasuke quase nunca realizava missões por causa do estado da rosada e sempre ajudava seu irmão com a delegacia. A velocidade e força, impressionante com que ele acertou a boca de Ichigo, depois de seu comentário desrespeitoso para um Uchiha e para qualquer mulher casada. Fugaku e Itachi nem tiveram tempo de segurar o moreno, Sasuke apenas deu-lhe um soco, mas que foi o suficiente para sair um filete de sangue da boca do ruivo. Ichigo estava encostado à parede, por onde foi lançado e sorriu, ainda debochado para o Uchiha, Sasuke fez menção de atacá-lo novamente, mas seu irmão e pai o segura-lo.


– Foi apenas um elogio a sua esposa – sorriu. Sasuke tentou se soltar, mas Itachi e Fugaku lhe pediam calma.


– Senhor Hitomi, peço que cuide da boca de seu filho. Talvez ele não saiba como é um Uchiha e principalmente como é Sasuke. – Fugaku disse de forma séria e Hideki, que não transmitia nenhuma reação as palavras frias do Uchiha mais velho – não tiro a razão de Sasuke, mas garanto-lhe que caso algum comentário seja novamente, não irei conte-lo. – Hideki assentiu – com licença senhores...- antes que Fugaku pudesse realmente se despedir o ninja, guarda de sua casa havia entrado sem cerimônia na sala de reunião com a face séria, olhando para seu líder. – o que aconteceu? – perguntou preocupado


– A senhora Sakura está dando a luz. — aquela frase foi o suficiente para que Sasuke se soltasse as pressas de seu pai e irmão e sumir em uma nuvem de fumaça.

A parteira do clã já havia chego e outro guarda também já havia comunicado a Takahashi, logo todos os Uchihas estavam a par do que estava acontecendo e ansiosos, para ter noticias do nascimento do novo Uchiha. Takahashi parecia, ansioso e nervoso na sala, aguardando Sasuke, Fugaku e Itachi. Agora ele finalmente saberia se a profecia era verdadeira ou não.


Sakura estava respirando fundo e prestava atenção nas instruções da parteira e de sua sogra. Eiko havia deixado Mai com uma das criadas foi ajudar a sogra com a cunhada. Sakura sentia uma dor horrível e temia a hora de que devesse empurrar para seu filho nascer, mas iria dar o melhor de si. Sasuke irrompeu pela porta apressado, nem ao menos notou Takahashi lhe chamar, apenas queria ver Sakura e ter noticias sobre seu filho. Subiu as escadas, quase correndo e entrou no quarto de Sakura, quebrando mais uma regra, já que o pai não poderia entrar no quarto, até que o bebê tenha nascido, Sakura ao vê o marido aparecer ficou mais tranqüila e sorriu.


– O que está fazendo aqui menino? – perguntou Mikoto furiosa. Sasuke nem deu ouvidos a mãe, foi até Sakura e se ajoelhou ao seu lado, segurou as suas mãos e a beijou.


– Eu estou aqui com você está bem? – ela sorriu, mas seus olhos encheram de lagrimas – tenha força, por ele está bem. Estou lá em baixo, mas tenha certeza de que se pudesse ficaria aqui, segurando sua mão até que ele tenha nascido – ela sorriu e assentiu mais uma vez. Ele inclinou-se e beijou-lhe os lábios delicadamente, para logo depois lhe beija a testa e lhe solta à mão. Sakura depois daquilo, se sentiu mais confiante, e como Sasuke havia dito, ela seria forte para o filho deles. Sasuke antes de sair do quarto lhe sorriu e fechou a porta, com o coração em cacos por ver a mulher sofrendo.


– Muito bem senhorita. Vamos lá, empurre – disse a parteira, já uma senhora de sessenta anos.


Sasuke serrou os punhos ao ouvir o grito de Sakura fazendo força. Sentia-se de certa forma culpado pela dor dela, mas essa era a lei da vida. Sentia sua tatuagem nas costas queimar e soube do que se tratava e sorriu sem humor.


– Boa sorte pra você também Ryo...