Notas iniciais
Tomando esse espacinho e pedir encarecidamente que leiam e digam o que acham da minha one-shot Bittersweet. Obrigada pela atenção.

Segurou firme no quadril sinuoso da mulher e a levou escada acima, não poderia fazer o que pretendia ali na sala, mesmo que estivesse à beira da perdição. Parou no imenso corredor e começou a beijá-la desesperadamente, como se cada segundo fosse precioso para ambos. Puxou o vestido para cima, de forma desesperada, deixando no corpo da rosada somente a lingerie vermelha de renda, que dava um belo contraste em sua pele pálida e delicada.


Os seios de Sakura rosavam no peito de Sasuke e isso o excitava cada vez mais. Procurou com uma das mãos livre o fecho da peça, o abriu facilmente, mesmo não tendo nenhum tipo de experiência com aquele objeto. Sakura se sentiu livre e deixou que Sasuke fizesse o que ele quisesse naquele momento. Com os seios livres, Sasuke começou a acariciá-los e beijá-los intensamente, hora o lambia e o sugava com calma, apreciando o gosto, textura e cheiro doce da pele de sua mulher.


Sakura suspirava e gemia baixinho, isso deixava Sasuke mais excitado, sem demora o moreno livrou-se da calça que vestia, junto com sua peça intima e ficando completamente nu. Sakura não estava importando-se que ambos estivessem fazendo aquilo no corredor, apenas queria saciar aquela vontade insana, que a consumia a cada segundo.


Com as costas nuas e quentes, arrepiou-se quando Sasuke a encostou na parede de madeira fria. Ouviu um som de algo se rasgando e olhou na direção do som, constatando ser sua calcinha a ter sido destruída completamente. Olhou para Sasuke espantada, mas esse sorriu meio sem graça, mas logo voltaram a se beijar, agora ambos nus e se amando completamente.


Na manhã seguinte Sakura abriu os olhos e sorriu ao ver os olhos de Sasuke a fitarem penetrante, como se ela fosse a mais bela visão e de certa forma ele a via exatamente dessa forma. Sasuke chegou mais perto dela e lhe beijou a testa, Sakura fechou os olhos quando sentiu os lábios do amado em sua pele.



Passaram-se duas semanas. Sasuke ficava ajudando o irmão na delegacia, outras vezes ajudava seu pai com assuntos do clã e da vila. Fugaku aproveitava essas chances para ensinar a Sasuke e apesar de não querer seguir os passos do pai, prestava atenção e aprendia tudo. Ao chegar em casa no fim da tarde jantava com Sakura, agora que esse preferiam jantar na casa de ambos, por terem mais “privacidade” e logo depois se amavam, todos os dias e a noite toda.


Fugaku não tocou no assunto “gravidez” com o filho, mas sabia que ele estava praticando a concepção veemente, mesmo esse tentando ser discreto o máximo. Fugaku sabia que recém-casados eram assim mesmo, e parecia que Sasuke e Sakura tinham bastante fôlego, já que nos dias de folga do moreno esse quase não saia de casa.


Sakura estava amando sua vida de casada. Cuidava de sua casa, suas flores, seu marido e a melhor parte era quando ele retribuía todo o seu carinho a noite. Ambos se amavam loucamente, não importava o lugar, o que importava era um está com outro e nada mais. A vida estava em uma perfeita paz.


Era mais um dia de folga de Sasuke e Sakura pediu a esse para levá-la até a casa de seus pais, pois havia bastante tempo que não os via. Sasuke atendeu ao pedido de sua esposa e assim ambos foram para a casa dos Haruno. Chegando lá Sakura foi para seu antigo quarto, alegando que havia deixado alguma coisa lá que queria para levar pra sua casa, Sayuri entendeu aquilo como um convite de Sakura para poderem conversar mais reservadamente. Sasuke ficou conversando com Hikaru e deixou que Sakura fosse com sua mãe.


– Então, Sasuke, como anda a vida de casado? – perguntou Hikaru bebericando o chá. Os homens estavam sentados na sala de estar e conversavam descontraidamente.


– Melhor impossível – respondeu de forma natural


– Hn. Vejo que você e minha filha estão se dando muito bem.


– Mas sempre nos demos bem.


– O que me deixa intrigado – Sasuke deu um leve sorriso, achando aquele assunto com Hikaru ao estranho, pois sempre conversavam de coisas sérias, não que seu casamento não fosse algo sério, mas era totalmente fora do contexto dos assuntos que eram acostumados.


Sakura passava o dedo na estante onde ficava seus livros favoritos e os que havia ganhado de presente, olhou em volta do seu antigo quarto, presenciando os desenhos que havia feito quando criança e isso lhe deu saudade de quando a vida era muito menos complicada. Sayuri sorria ao observar a filha e sentiu que aquele momento era bom para iniciar um conversa.


– Saudades? – perguntou ainda sorrindo

– Sim.


– Mas não está feliz?


– Estou, mas eu sinto falta de morar com vocês – confessou


– Oh, querida. Você cresceu, agora é uma mulher. – Sakura sorriu minimante, seus olhos estavam marejados.


– Mãe. Eu estou com medo – Sayuri sentiu seu coração apertar e esticou os braços para filha. Sakura foi até sua mãe a abraçando e aconchegando no colo da Haruno.


– Medo de que filha? – perguntou preocupada.


– Medo. Medo de que tudo isso seja um sonho bom, que algo ira destruir tudo. Eu não quero que minha felicidade acabe. Eu sofri tanto quando o Sasuke foi embora, não quero que isso aconteça de novo.


– Há, meu bem. Não fique assim. Nada de ruim ira acontecer. – acariciava a cabeça da rosada. Sakura a abraçava com força, como se nunca fosse soltar.


– Eu só não quero me sentir sozinha. Estou tão feliz que acho que isso pode acabar em instantes.


– olhe bem – segurou o rosto de Sakura entre as mãos, pedindo atenção – Nada de ruim ira acontecer, e mesmo que aconteça. Sasuke nunca ira deixar algo lhe ferir, ele sempre ira lhe proteger, ele, seu pai e até mesmo eu. Não sei nada de luta, mas sou mãe e posso lhe assegurar e não há nada mais forte do que o amor de uma mãe por um filho. – Sakura sorriu e abraçou novamente sua mãe. Sentiu-se mais calma e seu coração aliviar. Percebeu que sempre poderia contar com seus pais, pois eles sempre teriam algo para lhe ensinar e protegê-la.


Na volta pra casa, Sasuke e Sakura param para tomar um sorvete, todos na rua paravam seus afazeres para observar o novo casal Uchiha e a beleza exuberante da rosada que a cada dia estava mais bela. Sasuke se sentia enciumado com os olhares curiosos, desejosos e cobiça para sua esposa e isso era o suficiente para acabar com seu humor.


Na sorveteria avistou Neji, mas esse estava acompanhado de Tenten. O Hyuuga tinha as faces rosadas e a morena não deixava de demonstrar sua face sapeca. Quando a Mitsashi avistou a amiga rosada, levantou os braços e chamando atenção da Uchiha, que olhou pra Sasuke como um pedido, assim caminharam até a mesa do casal.


– Sakura, que milagre, fora do clã Uchiha – soltou Tenten. Sasuke não conhecia a morena, mas ouvira falar de sua habilidade como ninja. Muito boa por sinal.


– Oh sim. Fui visitar meus pais – disse sorridente.


– Não querem sentar? – perguntou Neji. Sasuke negou educadamente.


– Não podemos. Está ficando tarde e...não é bom sabe – deu de ombros. O clã Uchiha não permitia que as mulheres ficassem muito tarde na rua e Sasuke não queria se demorar, já que ansiava pelas caricias de sua amada e pelo corpo quente da mesma em seus braços.


– Hn. Pena – disse Tenten. O casal Uchiha se despediu dos amigos e foram embora.


Mais uma semana havia se passado e Sakura não poderia descrever sua felicidade. Naquele momento estava na casa principal e ajudava sua sogra, junto de Eiko na cozinha a preparar doces para a festa de aniversario de Fugaku.


– Vou ver se Mai está aqui no jardim – disse Eiko, indo lavar as mãos.


– Deixe que eu vá – Sakura disse, enquanto secava as mãos molhadas em um pano. Eiko sorriu em agradecimento e assim Sakura foi à direção do jardim.


Estava passando no corredor e ouvia a voz alterada de Sasuke, se espantou e travou ali mesmo. Fugaku, Sasuke, Itachi e Takahashi, estavam a um bom tempo no escritório do líder Uchiha, mas até aquele momento parecia que as coisas estavam calmas.


– Não grite – alterou-se Fugaku – Isso é um assunto importante, apenas nos responda.


– Sim – gritou. Seus olhos já estavam mudando para o azul de tão enfurecido que se encontrava – todos os dias – sorriu de forma sarcástica e debochada – eu a tomo todos os dias. – sua voz saiu fria – todo o momento que tenho oportunidade.


– Fico feliz que esteja seguindo as ordens – disse Fugaku. Esse sabia que ainda teria muitos problemas com Sasuke. O temperamento dele estava a cada dia pior, mas instável.


– Logo terá seu neto – respondeu agora mais calmo, mas sua voz demonstrava sua indiferença para com seu pai e a Takahashi, que foi o alvo de seu olhar frio e desprezível. Sem pedir permissão saiu da sala e sentiu sem coração gelar ao constar Sakura ali, petrificada, com os olhos marejados.