Mais tarde, ainda naquele dia, Sakura levantou-se e ouviu a casa toda silenciosa. Foi até o berço de Yusuke e o mesmo parecia que estava começando a acordar também. Antes que ele despertasse de vez o pegou no colo para que o mesmo não chorasse e acordasse Sasuke que ainda dormia profundamente, sem deixar de transparecer seu semblante extremamente exausto. Pegou o pequeno nos braços e o levou para fora do quarto.

Quando saiu pelos corredores sentiu um calafrio a tomar, pelo silencio e pela parcial escuridão. No fim do corredor dos quartos, logo na entrada das escadas pode ver a fraca luz que vinha da sala, deduziu que alguém devia está acordado. Ao chegar lá, com o menino ainda meio dormindo nos braços encontrou uma das criadas que cuidavam da casa principal, Terumi. A mesma ao se dar conta da presença de Sakura sobressaltou-se, deixando cair o pano que estava em sua mão, enquanto pegava uma das xicaras de chá deixadas sobre a mesa de centro.

– Oh, desculpe-me senhora. – pediu fazendo uma mesura. Sakura sorriu gentil.

– Não se preocupe, Terumi.

– Eu não sei se todos irão dormir até amanha – começou meio desconcertada – eu vim para deixar o jantar pronto, sei que estão todos muito cansados.

– Eu entendo. Bom, já que está aqui será que poderia passar os olhos em Yusuke enquanto tomo banho¿ Ele ainda está sonolento, mas sei que logo irá despertar de vez e não quero que ele chore para não acordar os outros. – Terumi sorriu e assentiu indo até Sakura e pegando o bebê, o acomodando em seus braços.

– Pode deixar. – Sakura sorriu com a animação da senhora já com seus sessenta anos de idade, todos pareciam rendidos ao enquanto de seu filho barulhento.

Enquanto tomava banho, tentou relaxar no futon que transbordava água quente, deixando o ambiente levemente embaçado. Suspirou fechando os olhos apreciando a sensação de relaxamento, e tentando esquecer a preocupação do ultimo ataque e de que teria que dar explicações a Sasuke sobre ainda está praticando nin-jutso. Abriu os olhos pouco alarmada, com o eco de algo de vidro de quebrando, um sentimento de temor apossou de seu corpo, e como se seu coração estivesse sido esmagado apressou-se colocando um hobby rosa claro de seda, sem se importa que o mesmo estivesse marcando as curvas de seu corpo pela a água ainda em sua pele. Saiu do banheiro as pressas e correu até a sala, indo até a cozinha onde encontrou Terumi deitada no chão, com os olhos ainda abertos e sua boca regozijando sangue, estava morta. Porem em meio aquela cena de terror, sem segurar o grito em sua garganta de somente desespero, deixou ecoar por toda a casa. Seu filho, onde estava seu filho¿

Ajoelhou-se ao chão próximo ao corpo da senhora, segurando o lado esquerdo de seu peito tentando inutilmente aplacar a dor dilacerante que a consumia.

– Sakura – ouviu alguém chamar seu nome ao longe, nem se dava conta que seus gritos não paravam de sair em meio enxurrada de lágrimas, seus olhos estavam desfocados – SAKURA! — Sakura, fechou os olhos para quem quer que estivesse a sua frente e deixou seu corpo cair, que a acolheu em seus braços – Sakura, amor. O que aconteceu¿ — ao se dar conta de que era Sasuke, chorou ainda mais, agarrando-o para mais perto dela – Sakura, me fala atacaram você¿

– Y-Yu-Yusuke. – conseguiu dizer em meio ao choro desesperado – le-levaram meu menino. Sasuke. Me-meu menininho, meu be-meu bebê. – chorou

– O que¿ — que sussurrou

Sasuke estava acordou sobressaltado ao ouvir o grito dilacerante, levantou-se apressado dando se conta de que aquela voz era de Sakura e sem pensar duas vezes correu, a encontrado ao lado do corpo de uma das criadas de sua mãe na cozinha. De imediato pensou que ela tivesse surpresa ao encontrar a mulher naquele estado, mas logo que imediatamente pensou que mais uma vez estavam sendo invadidos e que tentaram a ferir. Porem sua surpresa e medo não pode ser maior quando em meio ao choque e desespero, Sakura lhe deu a pior noticia que poderia ter lhe dito, como se um pesadelo estivesse virado realidade, haviam capturado seu filho.

– Sa-sakura. Amor, o Yusuke esta no berço não é¿ — ela negou entre em soluços. Sasuke a aprtou em seus braços, parecia que haviam lhe arrancado todas as suas forças. No desespero de sair do quarto e encontrar Sakura, não havia nem passado os olhos no berço que seu filho dormia.

– Me-meu bebê, Sasuke. E-eu quero m-meu bebê.

– Sasuke – ouviu seu nome ser chamado calmamente pelo irão, que tinha o semblante serio.

– I-Itachi – até aquele momento não sabia que também estava chorando – I-itachi. Irmão.

– Sasuke – seu pai

– Meu filho, o que aconteceu¿ — sua mãe aproximou-se deles, ajoelhados e abraçados no chão, tocando seu ombro.

– Pa-pai. Levaram nosso filho – conseguiu dizer e o choque apossou-se nos três pares de olhos negros.

– O-o que¿

– EU QUERO MEU FILHO – Sakura tomada pelo desespero desvencilhou-se dos braços de Sasuke e correu pelas portas dos fundos sem rumo, até que Sasuke a capturou pela cintura – EU QUERO MEU FILHO, ME SOLTA! EU VOU ATRAS DO MEU MENINO, SASUKE MEU MENININHO. EU QUERO MEU BEBÊ – gritava e tentava inutilmente se soltar mais uma vez dos braços do moreno que chorava cada vez mais, ainda sem saber o que fazer, e o desespero de Sakura só o estava matando ainda mais pela impotência.

Sentados abraçados no chão gramado, Mikoto também chorava abraçada ao filho e a nora. A dor que ambos sentiam era incalculável. Sakura estava fora de si. Alguns guardas do clã os cercaram e estavam acompanhados de Itachi e Fugaku, apesar das faces serias, seus olhos transbordavam a mesma dor.

– Sasuku, eu sei como está sendo difícil, mas precisamos que você fique calmo para que possamos tomar as devidas providencias – Sasuke ouvia Itachi falar, sabia que ele estava certo, mas lidar com aquilo era algo que nunca pensou que passaria.

– Precisamos saber o que aconteceu, seja lá quem for que tenha feito isso ainda podemos resgatar Yusuke – depois dessas palavras de seu pai, tentou se recompor, precisava ir atrás de seu filho. Desvencilhando das mãos de Sakura, a deixando sobe os cuidados de sua mãe.

– Vamos – disse duro e frio. Seja lá quem tenha feito isso iria pagar friamente e do jeito mais doloroso que ele conhecia. Iria pela primeira vez fazer uso de seus ensinamentos que teve no mundo dos dragões e iria exterminar que estivesse em seu caminho.

Longe dali...

– Nossa, mas que bebê chorão – dizia uma Sawaii fazendo cara de nojo ao bebê que chorava tão alto que sua voz começava a falhar.

– Ele deve está com fome – disse o ninja encapuzado, que segurava Yusuke

– Que tédio, de um jeito de calar esse ratinho gordo. – o ninja saiu em disparada segurando o pequeno nos braços, para que chegasse ao esconderijo de seu líder o mais rápido possível, antes que o exercito de dragões e Uchihas o alcançasse. – Ah...Sasuke. Eu com certeza lhe librei desse pestinha, um dia irá me agradecer. E principalmente, não teremos riscos de ter outro bastardinho enquanto você me ama na cama. – gargalhou a ruiva – eu mal posso esperar...