Sakura contraiu os joelhos e os abraçou, como se precisasse de apoio, Sasuke ficou a observando, digerir aquela notícia, preocupado, pois ela parecia alarmada e desesperada.


– Fique calma. – pediu sério, mas teve vontade de ri, pois essa era a frase que Ryo ficou lhe falando a tarde toda. – Não sabemos se isso realmente é real, Takahashi que colocou essa idéia na cabeça do meu pai, mas infelizmente tudo indica que ele está certo – deu de ombros.


– Sa-sasuke eu estou grávida? – perguntou com a voz tremula. Sasuke engoliu em seco, mas resolveu lhe contar toda a verdade.


– Não sei. – confessou – Meu pai quando soube disso, dessa profecia, começou a falar que eu precisava tentar o máximo lhe engravidar, assim acabaríamos com essa epidemia de mulheres e o clã se acalmaria, já que eles estão começando a falar com meu pai a respeito disso. Mas Sakura, entenda que quando estamos juntos eu esqueço tudo ao meu redor e jamais iria amá-la por alguma obrigação ou ordem que meu pai tenha me dado. Infelizmente você chegou a um momento que meus nervos estavam elevados e eu gritei e acabei falando coisas grosseiras para meu pai, que não para de me pressionar contra a parede sobre esse assunto.


– Hn. – Sakura abaixou a cabeça, envergonhada, pois desconfiou de que Sasuke não a amasse.


– Acredita em mim não é? – perguntou se aproximando dela e acariciando seu rosto levemente. Sakura levantou o rosto e encarou o moreno.


– Sim – disse triste e assentiu ao mesmo tempo – Mas peço que agora você não esconda mais nada de mim. – pediu. Sasuke afastou um pouco as mãos do rosto dela e pensou sobre isso. Ele não podia deixa Sakura a par de todos os acontecimentos do clã, mas Sakura era sua esposa e mesmo que não pudesse ele queria contar tudo a ela, mesmo sendo marido e mulher, Sakura também era sua amiga.


– Eu prometo – disse sorrindo, Sakura fechou os olhos relaxada e depois voltou a olhá-lo também sorrindo.


– Obrigada. Mas sobre isso de gravidez, eu estou mesmo grávida? – perguntou, sentindo suas bochechas corarem. Sasuke voltou a ficar sério.


– Bom, a uma outra coisa. – Sakura voltou a prestar atenção no que ele falava – Ryo me disse que Cho ira colocar um ovo, isso indica que um bebê vai nascer no clã Uchiha, mas também não podemos dizer que esse bebê será o nosso. – explicou – Talvez Takahashi esteja exagerando sobre essa profecia e nada disso seja verdade, mas caso for, talvez você esteja, talvez não. Só você se consultando a um médico ou o tempo ira nos responder sobre isso. – Sakura assentiu, mostrando a Sasuke que havia entendido sua explicação, mas ficou com o coração apertado.


– Sasuke, eu não quero essa pressão sobre nós e muito menos em nosso filho – sussurrou. Sasuke engoliu em seco, já que agora começou a sentir o que ele sentia o peso da responsabilidade que ambos carregavam – não quero que meu bebê seja a salvação do clã, quero que ele seja feliz e cresça como uma criança normal. – seus olhos começaram a marejar e Sasuke sentiu seu coração se contorcer. – Quero que sejamos apenas uma família feliz.


– Não fique assim – disse ele acariciando os ombros da rosada, que permitiu algumas lágrimas caírem de seus olhos. – seremos uma família feliz e nada, nem ninguém vão atrapalhar isso, eu prometo proteger vocês sempre. – Sakura se virou e o abraçou fortemente, chorando em seu ombro, tomando ele como seu apoio para tudo aquilo que enfrentariam dali em diante.


Duas semanas depois...

O tempo em Konoha não era um dos melhores naqueles últimos dias. O céu ficava constantemente nublado e a todo segundo podia começar uma nova chuva fraca, mas durante a noite o céu parecia castigar a todos com uma tempestade assustadora. Sakura estava gripada e passava a maior parte do tempo sobre a cama, Sasuke estava preocupado com a saúde da rosada, mas sempre que podia ficava ao lado dela.


Fugaku estava em seu escritório acompanhado de Takahashi, Itachi e Sasuke. Conversavam sobre contratos que Konoha fez com o líder sobre alguns ninjas Uchihas e sobre contas que o clã precisava quitar e receber. Sasuke lia alguns documentos e separava alguns que estavam certos, e outros precisavam ser refeitos. Parou de analisar os papeis quando ouviu seu nome.


– Hn? – perguntou ainda um pouco distraído.


– Sakura está melhor? – perguntou Takahashi sério. Sasuke suspirou de forma cansada, odiava que Takahashi ficasse o cercando daquela maneira, ele e seu pai eram a dupla perfeita para tornarem sua vida um inferno.


– Um pouco – disse simplesmente, depois voltou a analisar os papeis.


Sakura descansava calmamente em sua cama, sentia sua cabeça latejar, sua garganta arranhava e um frio absurdo. Aconchegou-se mais nas cobertas, apertou os olhos quando ouviu leves batidas na porta, mas as leves batidas pareciam trovões assustadores.


– Entre – pediu, mas pareceu mais como um gemido. Ouviu o ranger da porta de madeira sendo aberta e uma das criadas adentrar o quarto envergonhada.


– Senhora Uchiha, chegou uma carta para a senhora – Sakura sentou-se na cama e colocou um dos travesseiros em suas costas, esticou as mãos pedindo a carta. A criada entregou-lhe a carta – deseja alguma coisa senhora? – Sakura negou – então com licença – pediu logo depois fez curvou-se e saiu do quarto, fechando a porta novamente.


Sakura analisou a carta durante alguns segundos e viu que quem não tinha nada que indicasse quem havia lhe mandado. Abriu a carta e no momento que abriu o envelope sentiu seu coração gelar e um frio percorrer sua espinha. Teve medo, medo do que poderia estar escrito naquele papel grosso, suas mãos começaram a tremer, mas se pôs a ler o conteúdo.


Sakura Haruno (Sabe que eu não suporto Uchihas, então não me peça para lhe chamar assim!) – Sakura sorriu mais aliviada, pois somente uma pessoa falava aquilo dos Uchihas – Há muito tempo não nos vemos ou nos falamos, mas não a culpo por isso, sei das regras desse clã idiota, mas vamos ao que interessa. Infelizmente essa carta não é algo que seja descontraído ou para nos comunicar-mos, peço que não me responda, isso evitara problemas para você e para mim, mesmo eu tendo certo sonho particular.

Sakura, algo está errado e sei que você precisa se proteger e aqueles que ama. Lembre-se da técnica que eu uso para acumular chakra? Pois eu a permito usar, canalize seu chakra, isso lhe dará forças suficientes quando for preciso e para proteger seu filho. Não me peça explicações sobre essa ultima parte, mas esteja preparada para o futuro.

Ps. Rasgue ou queime essa carta, é bom não ter provas!


Tsunade.



Sakura ficou em choque durante alguns segundos, mas logo depois ouviu o som de passou subindo os degraus. Desesperou-se e se pois a correr pelo quarto, na tentativa de esconder a carta, por fim deixou a carta embaixo do colchão de sua cama. A porta de seu quarto se abriu e por ela passou Sasuke, ela olhou em sua direção meio alarmada e Sasuke sorriu ao ver ela já em pé, mas Sakura sentiu uma pressão na cabeça e antes que pudesse sorrir para Sasuke também sua vista escurecer e sentiu seu corpo perder as forças.


– Sakura – gritou Sasuke preocupado e correndo para amparar a cabeça da rosada, antes que pudesse ir ao chão – Sakura – chamou novamente e a sacudiu levemente, passou a mão nos fios de cabelos rosados que estavam sobre o rosto da mesma. Sakura não dava nenhum sinal de que estava ouvindo Sasuke e isso o desesperou, sentiu seu coração apertar e tinha medo de que Sakura estivesse mesmo muito doente.