Promessa
4 Agosto, 23.
Agosto, 23 – Hospital Central.
Hikari havia chego ao hospital 14h da sexta feira (Agosto, 21). Sua pressão havia caído muito e a dor no estômago se tornara insuportável. Teve que aguentar muito para não desmaiar no meio da aula. A ambulância chegara bem na hora, tanto que não se lembrava de como chegou ao hospital. Era mais ou menos 17h do domingo quando ela acorda um pouco assustada quando vê que não está em seu quarto. No quarto do hospital, Naoko, sua prima, estava sentada mexendo no celular. Ao perceber que a prima havia despertado ela se aproxima.
– Ei, como você tá? — Dizia ela com uma mão em cima da mão da prima.
A jovem deu um sorriso leve e disse que estava bem, só um pouco cansada. Ela procura por seu celular e vê que nenhuma mensagem havia chegado. O sorriso logo se desfaz quando sente uma fisgada no estômago. Porém ela suspira e tenta apenas suportar a dor, não havia o que mais poderia fazer. Estava tomando as injeções regularmente, fazia seus exames, ia ao médico. O tumor estava num estado crítico, ela sabia que não iria melhorar tão facilmente, além de outros tumores já estarem a aparecer. Ela dá outro suspiro, um mais longo. Sente o peito arder. A falta de ar se faz presente e é necessário chamar a enfermeira. Hikari desmaia quando colocam a máscara de oxigênio em seu rosto.
Agosto, 23 – Apartamento da família Hana.
Era domingo à noite, algo entre 18h e 20h. Aya passara o final de semana inteiro olhando para o celular e para o número de telefone. Ela o havia salvado no celular, porém não tivera coragem de mandar alguma mensagem para a jovem. Ela suspira enquanto fecha os olhos deitada na cama. Ela toma coragem e manda uma mensagem: “Boa noite, Hikari-san. Aqui é a Ayano. Como você está?”
Passaram-se algumas horas, eram aproximadamente 1h da manhã quando Ayano pegou no sono, sem uma resposta.
Agosto, madrugada do dia 24 – Hospital Central.
Sua prima fica ao seu lado até às 23h, quando a mãe de Hikari chega. Sua mãe não parecia se importar muito com o estado da filha, então apenas dormiu. Quando Hikari acorda um tanto assustada depois de passar algumas horas inconsciente ela olha o celular, 3h da manhã. Ela nota uma mensagem de Ayano. Apesar da dor ainda estar presente ela abre um sorriso. “Ela não se esqueceu de mim.” Pensava a jovem olhando para a tela clara do celular. Ainda estava com a máscara de oxigênio. Respondeu a mensagem sem tirar o sorriso do rosto: “Bom dia, Ayano-senpai. Sim estou bem, na verdade estou melhor agora. Não poderei ir para a escola amanhã, mas saiba que estarei pensando em você.” Ela deixa o celular de lado e fica a olhar o teto. Pelo menos quando Ayano acordasse, veria que Hikari dormiria e acordaria pensando nela.
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