Prom Night
1 1- Fooled Again (I Dont Like It)
Notas iniciais
Blaine
- O que está fazendo aqui ? — perguntei, acompanhando Sam com o olhar entrar na sala vazia do clube do coral.
- O que você está fazendo aqui ? — ele repetiu, me encarando curioso. — Poderia te fazer a mesma pergunta.
- Ensaiando. — disse, avoado. — Por isso que chamam a sala de ensaio do clube do coral.
- Alguém está naqueles dias do mês. — ele riu, e sentou-se em uma cadeira perto da minha. — O que anda te aborrecendo, princesa ?
- Só alguns... — olhei para ele, e percebi que ele estava me encarando. — ...pensamentos.
- Isso é muito explicativo. — ele disse, sarcástico. — Esses pensamentos, por acaso, estão focados em uma pessoa ?
- É... — respondi, tentando me desligar do assunto, pos sabia que ele iria me levar a falar alguma coisa que eu provavelmente me arrependeria depois. — ...uma pessoa.
- Faria o favor de me contar ? — ele pediu.
- Não posso, é segredo. — respondi.
- Por isso não pode me contar ? — insistiu.
- É claro, ou não se chamaria segredo. — disse, sorrindo para ele. — Algo que não podemos contar.
- Eu tenho algo que não posso contar, mas estou morrendo de vontade de. — ele disse, se levantando, e andando lentamente pela sala. — Seria meu ouvinte ?
- É algo constrangedor, como um terceiro mamilo ou coisa parecida ? — perguntei, assustado. — Não quero guardar esse tipo de segredo, cara...
- Não, ha ha... — riu Sam. Seus dedos se esfregaram por cima da superfície brilhante do piano. — ...é que... meu maior desejo é... "fazer" em cima desse piano.
- Esse piano ? — perguntei, levantando as sombrancelhas. — Que idiotice...
- Você disse que ouviria ! — ele disse, emburrado. — Isso não te dá direito de julgar.
- Desculpe! — disse, levantando as mãos. — E com quem você se imagina... em cima desse piano ?
- Isso depende... — ele disse, continuando a caminhar, dessa vez andando na minha direção.
- De ? — perguntei.
- Já me imaginei com diversas pessoas diferentes... — ele disse, pensativo, chegando cada vez mais perto. — ...mas, agora, estou pensando em uma especial.
- Q-quem ? — perguntei, enquanto ele se sentava na cadeira na minha frente.
- Uau, eu te deixei vermelho. — ele riu, totalmente destruindo o clima. — Meu papo sensual realmente funciona com qualquer um.
- Não se esqueça, eu sou gay. — disse, enquanto ele se levantava. — Quase qualquer coisa vindo de você me deixa... sabe.
- Está tentando dizer, mesmo que disfarçadamente, que eu te excito, Blaine ? — ele perguntou.
- Devia ter calado minha boca. — disse, arrependido.
- Não vejo problema nenhum nisso. — ele disse, voltando a andar na minha direção. — Aliás, seria errado se eu correspondesse a esses sentimentos seus ?
- Sentimentos ? — perguntei, quase que sarcástico. Ele afirmou positivo com a cabeça. — Eu só estou dizendo que acho você "em cima".
- Em cima ? — ele perguntou. — Diga gostoso.
- Você gosta de ser tratado como um objeto ? — perguntei. Mas nem esperei ele responder. Seu olhar safado me dizia praticamente tudo. — É claro...
- Urgh... — ele disse, tentando fazer um gemido sensual. Sua mão foi até o abdômem e levantou lentamente a camisa. — ...esse piano perfeitamente limpo me excita...
- Isso não vai funcionar... — disse, tentando me distrair daquela visão.
- Nem isso ? — ele perguntou, enquanto subia no piano. Começou a tirar a camisa lentamente. — Vamos lá, Blaine... admita.
- Estou arrependido. — disse, balançando a cabeça negativamente. — Nunca mais te conto nada.
- Não vejo problema em suas partes íntimas terem um carinho especial por mim.
- Carinho especial ? — perguntei. — Eu odeio você.
- Venha até aqui. — disse ele. Levantei meu olhar imediatamente. — Sinta a magia.
- O que é você ? Um filme da Disney ? — perguntei. — Sam, isso... não vai rolar.
- Rolar o que ? — ele perguntou. — Sobre o que está falando ?
- Não estava tentando me seduzir ? — perguntei, meio confuso. Acho que ele se perdeu no meio do negócio todo. — Acho que não está funcionando.
- Eu acho que está. — ele disse, caminhando na minha direção, já sem camisa. — E que tal isso...
Levantei meu olhar por um segundo e senti sua respiração perto da minha orelha. Meu queixo estava deitado em seu ombro, e ele, lentamente, deu uma mordida em minha orelha.
Não consegui evitar em tremer.
- Você me quer. — ele suspirou no meu ouvido. — Não diga que não.
- E-eu... — tentei dizer, meio ofegante, mas tudo que me faltou foram palavras.
Ele segurou minhas duas mãos, com medo que eu iria me soltar ou fugir, e encostou seus lábios lentamente contra os meus. Nosso beijo foi apenas interrompido pela minha respiração profunda e comprometedora.
- Eu gosto de você. — disse, abrindo um pouco os lábios. Estava completamente vermelho, e nem precisava me olhar para dizer isso. Sentia-me quente. — É disso que precisava ?
Ele voltou a escostar seus lábios nos meus. Dessa vez, fez um pouco mais de pressão, e soltou minhas mãos, que foram parar em sua nuca.
Meus dedos deslizaram um pouco entre seus cabelos, enquanto ele esperava pela brecha em meus lábios para enfiar sua língua em minha boca.
Afastei-o um pouco.
- O que está fazendo ? — perguntei, num sussurro.
- Retribuindo. — ele respondeu, voltando a me beijar. — Achei que gostasse de mim.
- G-gosto... — disse, enquanto ele desligava a atenção dos meus lábios e ia até meu pescoço. — ...mas...
- Mas ?
- Você é o Sam... — disse. Ele riu meio bobo. — ...eu sou o Blaine.
- E todo mundo é todo mundo. — ele disse, esfregando o nariz na minha bochecha. — Aceite isso. E não fale a não ser que for sussurrar meu nome lenta e sensualmente.
- Sim... — suspirei.
Minhas mãos foram até seu pescoço, e meus braços se penduraram nele. Puxou minhas pernas para cima e me segurou. Enrolei minhas pernas por sua cintura enquanto ele andava lentamente até o piano.
Voltou a me beijar, dessa vez mais rapidamente e um pouco mais apressado. Mordeu um pouco meu lábio inferior, clamando por passagem.
Não demorei a abrir minha boca. E lentamente fui sentindo sua língua acariciar o interior da minha boca. Suas mãos me seguravam com força, e me tremia inteiro sempre que lembrava disso.
- Em cima do piano. — ele disse, me soltando.
Puxei-o para perto, voltando a colar nossos lábios. Estava deitado sobre o piano, com as duas pernas abertas, uma para cada lado, e sentia, discretamente, o membro de Sam apontar para minha entrada.
- Vamos tirar sua roupa. — ele disse, me colocando sentado no piano.
Puxou meu casaco e em seguida a camisa. Seus lábios foram ao encontro do meu pescoço. Meu pênis já me matava dentro da calça apertada. Péssimo dia para usar couro...
Ele foi descendo com a língua até meus mamilos. Mordeu e ficou alguns minutos apenas implicando comigo. Meu rosto ficava cada vez mais vermelho, se isso era possível.
Foi descendo até meu umbigo, então chegar nos limites da calça. Tirou sua roupa por inteira, expondo seu membro, completamente ereto e apontando para o teto. Em seguida, começou a tirar a minha.
- Você é muito gostoso. — suspirei em seu ouvido, quase sem forças. — Viu ? Gostoso...
- Você é meu, Blaine. — ele disse. Achei que estava perguntando, mas senti autoridade em sua voz. Puxou minha calça, e começou a morder meu membro por cima da cueca apertada. — Meu.
- Eu sou ? — perguntei. Ele puxou a cueca para baixo com a língua, deixando meu membro respirar. Quase cheguei ao orgasmo quando seus lábios simplesmente tocaram meu pênis. — S-sim, eu sou...
- Eu vou te fazer meu, Blaine... — ele disse, distanciando-se do meu membro e olhando-me nos olhos. — ...hoje.
- Por favor... — disse.
Ele voltou sua atenção para meu membro. Meus olhos se fecharam contra minha vontade, e eu tentava segurar os gemidos, para que eles não virassem gritos de prazer.
Eu pareço uma garotinha gritando. Sam começou a me chupar mais rapidamente, e mantinha o olhar levantado para ver minha carinha prazer.
Seus dedos foram até minha boca. Os chupei, o mais sensualmente possível. Ele então colocou essa mão sobre o próprio pênis e começou a se masturbar enquanto me chupava.
Suas línguas faziam cócegas nos meus testículos. Coloquei minhas mãos sobre sua cabeça, mas sem fazer força alguma.
- Se quiser que eu vá mais rápido, só fale. — ele disse, rindo.
- Me... — disse, entre suspiros. — ...me chupa, Sam.
- Agora. — ele disse. Começou a sugar e apertar meu membro ainda mais. Senti um calafrio subir pela minha espinha. — Pré-gozo.
Subiu no piano e ficou ao meu lado. Colocou as pernas sobre as minhas. Com as mãos, eu ia descaradamente apalpando seu corpo perfeitamente esculpido. Ele juntou nossos corpos ainda mais.
Lubrificou nossos pênis quase colados um nos outros com sua própria saliva. Começou a tentar, sem jeito, masturbar a nós dois ao mesmo tempo. Mas só de sentir o calor do pênis dele no meu já me dominava por completo.
- Beije-me. — disse, puxando-o para perto. Sentia o gosto de mim mesmo em sua língua. Ele a girava e contorcia dentro de minha boca. Mordeu um pouco, me provocando.
- Deita de frente. — ele disse. Deitei com o peito em cima do piano. Sentir o gelado me excitou ainda mais.
Foi beijando minhas cóstas até chegar em meu ânus. Beijou envolta, deixando um pequeno rastro. Estava na ponta dos pés, e me empinava o possível. Apertou um pouco as nádegas. Tentei gemer seu nome, mas me faltavam forças.
- Vai... — disse. Ele tentou me adentrar com a língua. Senti o contraste de sua saliva dentro de mim, e abri as pernas um pouco.
Chupou um dedo e me penetrou devagar. Girou o dedo dentro de mim, enquanto preparava o segundo. Lubrificou o local com a própria saliva.
- Não sabe o quanto eu estou tentando me segurar com essa visão. — ele disse, enquanto lambia, beijava e penetrava minha entrada com os dedos.
- Anda... — grunhi. Já estava ficando irritado. Mal conseguia controlar o gozo dentro de mim.
- De frente pra mim. — ele disse, autoritário. Coloquei minha entrada mais para a borda. Minha bunda estava metade para dentro e metade para fora do piano. Ele pegou uma de minhas pernas e a colocou em cima de seu ombro. — Perfeito.
Cuspiu em seu membro mais algumas vezes. Lambeu os lábios grossos. Olhava assustado para aquela visão, mas assustado bom. Começou a me penetrar lentamente.
Me contraí ao sentir sua cabeça me perfurando. Suas mãos me tocaram lentamente, e ele passou devagar o dedo indicador em meus lábios. Nosso olhar se cruzou por um momento, e foi tudo que ele precisou.
Seu membro deslizou dentro de mim. Comecei a me movimentar lentamente dentro de Sam. Ele segurava minhas pernas com força. Estava de olhos fechados, ou os revirava quando estava aberto.
Começou a me estocar mais forte, até o momento em que o barulho de seu saco mais ou menos peludo batendo em mim e nossos suspiros pesados era tudo que ouvíamos.
- Sam... — gemi.
- Blaine... Blaine... — ele retrucou.
- Sam...
- Blaine... Blaine ! Blaine !
Abri os olhos.
Olhei ao redor. Sam ?
- Blaine ? — ele disse, me encarando, e me cutucando na testa. — No que está pensando ? Por que está excitado ?
- Está vestido ? — perguntei.
- Quer que eu tire a roupa ? — ele perguntou, rindo.
- Droga... — disse, me levantando. Fiquei absolutamente desolado ao vê-lo me encarando daquele jeito.
Sai correndo.
Outro sonho. Preciso me tratar.
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