Notas iniciais
Eu não desisti da fic, fiquei em recuperação e só entrei em férias agora!!

Esse capítulo foi inspirado no comentário da Jessicaa

"Queria que aparecesse uma garota com quem o capitão América se apaixonasse, mas não uma garota comum... não aquela "fofolete" aquela coisinha clássica de namorada de herói que não passa de uma pamonha e que está sempre esperando o principe encantado. NÃO MESMO! Ela se chamaria Olivia Johnson (poderia ser interpretada pela Gemma Arterton-http://4.bp.blogspot.com/-os9Kk5Rcpog/URJ6RZ0upEI/AAAAAAAAYQ4/oICKMa4SI_g/s1600/gemma-arterton-1280-1024-5604.jpg

E seria uma mulher muito guerreira, determinada, independente e engraçada; que teria pavor de heróis e essas coisas ou talvez trabalhasse em uma organização antiamericana... Muitas possibilidades a partir daí."

Amber Rogers estava com o olhar atento à reação do seu pai as suas ultimas palavras.

“Somos filhos dos Vingadores”.

– Vocês querem que nós acreditemos que vocês todos, são filhos dos Vingadores, que vieram do futuro em uma maquina do tempo, fugindo da Hydra? — Furry perguntou.

– Exatamente. – Amber respondeu tentando manter a dignidade, embora tivesse que admitir que quando o cara falava assim, parecia que eles eram lunáticos.

– O nosso parentesco será facilmente comprovado, basta uma simples analise do nosso DNA. — Ian sem manifestou pela primeira vez, ate então ele tinha se mantido calado, provavelmente concordando com a atitude de Howard de falar o menos possível.

Porém, Amber tinha um motivo a mais para querer se aproximar do Capitão, se eles estavam no passado, e ela ainda não tinha nascido, quer dizer que sua mãe ainda estava viva.

O destino certamente estava lhe dando uma oportunidade de conhecer a mãe que morreu quando ela era pequena, aliás, poderia ser melhor que isso, ela poderia alertar o Capitão ou a própria mãe, e talvez evitar a morte dela.

Amber tinha certeza que Howard seria contra uma atitude dessas, devido às consequências que isso poderia ter no futuro, mas era fácil pensar assim quando ele tinha pai e mãe vivos e a vida perfeita de herdeiro do império Stark.

– DNA parece uma boa alternativa. – Tony Stark se manifestou, ele parecia maravilhado com o acontecimento, provavelmente querendo saber mais como a dita máquina funcionava, imagina quando descobrisse que ele mesmo tinha ajudado Reed Richardson a criá-la.

– Você está embarcando nessa loucura? – O pai de Amber finalmente se manifestou.

– O que os garotos ganham inventando isso? – Stark perguntou? — A criação de uma máquina do tempo não é algo tão irreal, conheço inclusive alguns cientistas brilhantes pesquisando sobre o assunto.

– Que seja. – Furry falou. – Vamos fazer os exames então, enquanto isso vocês ficam sob observação.

– Precisamos saber de quem vocês são filhos. – Thor falou.

– Eu não disse que concordo com exame, eu já falei, quanto menos vocês souberem melhor. – Howard se manifestou novamente com impaciência, como se todos estivessem insanos. – Eu sei que nem todo mundo nessa sala é um gênio, mas vocês devem ter noção que modificações no passado podem significar catástrofes no futuro, não é necessário muito esforço mental para chegar a essa conclusão.

– OK, já achamos o filho do Stark. – Furry falou fazendo os outros rirem, menos Howard e Tony, que no momento estava dando uma boa olhada para o garoto a sua frente.

– Exatamente, este é Howard Stark. – Amber esclareceu, tendo em vista que Howard não dava sinais que colaboraria.

– Eu tenho um filho. – Tony parecia realmente confuso. – Espera ai a loira bravinha ali. — Apontou para Vivian. — Disse que seu pai construiu a máquina, isso quer dizer que a máquina foi uma criação minha?

– Sim, sua e de Richardson, por sorte eu acompanhei boa parte dos procedimentos feitos por vocês, tenho esperanças de conseguir reproduzir ela agora, e poder utilizar para voltar ao futuro, sem ferrar com tudo, porém obviamente estou enfrentando dificuldades. — Howard explicou.

– E você acha sinceramente que vai conseguir fazer uma máquina do tempo do nada? – Stark perguntou irônico.

– Evidente que vou. – Howard disse sem se abalar com a falta de fé de seu pai.

– É meu filho com certeza. – Tony sorriu, Howard também, todos os outros reviraram os olhos, ninguém merece dois Stark’s de uma vez só.

– E quantos aos demais? – Fury perguntou?

– Eu sou filha do Capitão, com Olivia Jonhson. – Amber falou sem conter um sorriso, seu pai sempre disse que sua mãe tinha trabalhado na SHIELD, talvez ela estivesse lá naquele momento, talvez estivesse a poucas salas de distancia.

– Minha filha? – Capitão chegou mais perto de Amber, provavelmente reconhecendo os traços da garota, que era exatamente igual ao pai, mesmo cabelos loiros, mesmo olhos esverdeados, mesma boca, mesma beleza cativante.

– Sim, Amber Joanna Roggers, minha mãe está aqui? – Ela perguntou esperançosa.

– Desculpe criança, não conheço nenhuma Olivia Johnson. – Capitão falou deixando a garota com um olhar triste.

– Talvez, vocês ainda não tenham se conhecido.

– É talvez. – Capitão falou ainda desconfiado.

– Eu sou Vivian Foster, sua filha. – Falou apontado para o Thor, que olhou incrédulo para loira. – E Yanna é minha madrasta. – Apontou para morena.

– O que? – A moça ficou tão confusa quanto Thor.

– Mas seu sobrenome é Foster, isso significa que você é filha da Jane. – Ele concluiu.

– Longa história. – A garota respondeu.

– Eu sou Emma Barton. – A garota ruiva se apresentou.

– Filha do Gavião então – Nick disse o obvio.

– E da Natasha. – A garota completou.

– Prevejo problemas no casamento do Legolas com a Barbie. – Tony ironizou. – Você deve ser o filho do Dr. Banner? — Ele apontou para Ian. — Certo? Fica verde também?

– Sim eu fico. – Ian respondeu sem humor.

– Eu vou levar vocês para sala de exames, ninguém entrar e ninguém sai da base até que eu ordene. – Furry comandou.



Cerca de três horas depois Steve Rogers abria a porta de seu apartamento no Brooklin para sua filha Amber, ele ainda tinha que se acostumar com o fato de ter uma filha daquela idade.

Mas essa parecia ser a história de sua vida, se acostumar com coisas estranhas, não bastava ser um homem de outra época, ele tinha que ter uma filha que vinha do futuro.

– Só tem um quarto no apartamento, vou deixar você ficar com ele, e dormir no sofá. – Ele falou assim que entraram no apartamento, enquanto tentava tirar sua roupa suja de cima do sofá da sala e jogava as embalagens de comida enlatada fora.

– Ok. – A garota falou parecendo sem graça. – Eu sei que deve ser estranho para você.

– Não se preocupe com isso, daremos um jeito de mandar vocês de volta para o futuro. – Ele tentou passar confiança para garota.

– Ok. – A menina repetiu enquanto olhava para os lados, visivelmente impressionada com o tamanho minúsculo do apartamento. – Isso aqui é bem pequeno.

– É o que eu posso pagar. – Ele respondeu sério.

– Eu sei, não estou reclamando. – A garota respondeu na defensiva. – Será que tem alguma coisa para comer aqui?

– Tem hambúrguer. – Ele respondeu a menina torceu o nariz, deixando capitão com uma pontada de irritação,concluindo que ela devia ser mimada.

– Eu sou vegetariana. – A garota respondeu sem graça.

– Vegetariana? Do tipo que não come carne? – Ele perguntou abismado.

– Não existe outro tipo de vegetariano pai. – Ele ia responder, mas estava pasmo de mais com ela o chamando de pai, era tão esquisito, ser chamado de pai por uma garota que aparentava pouco menos que a sua idade, ainda por cima vegetariana.

– Nesse caso posso fazer uma omelete.

– Eu não como ovo também. – Ela respondeu de pronto, deixando ele mais impaciente.

– O que é que você come então?

– Carne de soja, arroz integral, salada, frutas orgânicas, coisas saudáveis. – Ela tinha um sorriso enorme no rosto, como se estivesse orgulhosa dela mesma.

– Eu vou ligar para o restaurante da esquina, e ver se eles têm algo assim para entregar. – Capitão respondeu tentando manter a calma. – Imagino que você aprendeu esses hábitos com a sua mãe.

– Minha mãe morreu quando eu era criança. – Ela falou se sentando na ponta do sofá enquanto ele procurava pelo telefone. — Somos só eu e você.

– Lamento. – Ele falou na falta de outra coisa, não sabia como lidar com a situação, nem ao menos conhecia a tal Olivia Johnson que ela se referia como mãe.

– Será que eu posso tomar um banho e trocar de roupa? – A garota perguntou sem graça. – Eu fui sequestrada com essa roupa e fiquei presa em um local úmido.

– O banheiro é naquela porta ao lado do quarto, tem uma toalha seca no armário. – Ele falou agradecendo mentalmente por ter lavado roupa no final de semana.

– Ok. – Amber falou enquanto se dirigia ao banheiro.

Capitão fez a ligação para o restaurante e conseguiu que entregassem uma porção de salada, batatas e alguma coisa com soja que ele não lembrava o nome e nem tinha interesse de saber.

Cinco minutos depois a campainha tocou, ele tinha certeza que era o pessoal da entrega porém Olivia Jango estava parada na sua frente, a terrorista mais procurada da SHIELD no momento, estava encostada no vão da sua porta, usando uma calça jeans apertada e uma blusa preta de alças, os cabelos negros presos em um rabo de cavalo e um sorriso cínico nos lábios.

– Capitão, quanto tempo. – Ela falou entrando na sala, deixando Steve atônito, primeiro pela cara de pau da morena em aparecer no seu apartamento daquele jeito, e segundo pela frase dela, como assim quanto tempo? Ele nunca tinha visto ela pessoalmente.

– Olivia Jango? – Ele perguntou para ter certeza que estava certo.

– Exatamente Capitão. – A forma pejorativa que a moça pronunciava a patente dele o estava irritando.

– O que exatamente você está fazendo no meu apartamento? – Ele perguntou tentando manter a calma.

– Você não parece feliz em me ver. – Ela falou sarcástica.

– Eu não tenho tempo para joguinhos Srta. Jango. – Ele respondeu seco.

– Minha filha capitão, eu vim ver a minha filha. – Olivia falou, fazendo Steve arregalar os olhos, ele não podia acreditar que Olivia Jango era a mãe de Amber, ele jamais teria uma filha com uma terrorista.

– Isso é impossível. – Ele sussurrou.

– Acredite Capitão, a garota é minha filha.

– Espere como você sabe que a garota está aqui? – Ele perguntou desconfiado, a história da mulher não o convencia de modo algum.

– Simples capitão, eu vim do futuro também, assim que Amber entrou na maquina, eu vi minha oportunidade de ficar com minha filha e não pensei duas vezes.

– Ela disse que a mãe estava morta.

– Tenho certeza que foi essa a história que você contou para garota. – Olivia respondeu áspera. — Você tirou a menina de mim assim que ela nasceu eu mal tive tempo de ficar com a garota.

– Você é uma terrorista.

– No meu mundo, o terrorista é você Capitão, não sou eu que uso uma bandeira estúpida cobrindo o meu corpo para defender interesses de um país capitalista opressor, não sou eu que defendo um país que causa conflitos em zonas de interesse comercial para tirar proveito econômico, e definitivamente não sou eu que privo uma mãe de ver sua filha crescer.

– Muito bonito seu discurso, mas da ultima vez que eu chequei, era você que estava distribuindo drogas para crianças e explodindo porta aviões com pessoas dentro.

Os dois tinham se aproximando durante a discussão, estavam de frente um para o outro, quase se tocando, o ódio era visível no expressão dos rostos deles.

– Mãe?! – Capitão ouviu a voz da filha e se virou a tempo de ver Amber, parada na porta do banheiro, com um sorriso enorme no rosto bonito e os olhos cheiros de lágrimas.

Notas finais
Gostaram da mãe da Amber?