Projeto Hoshi
1 Capítulo 1
Oi, gente! Esse é o primeiro capítulo do Projeto Hoshi, um projeto da comu TM Jovem — Fanfics. Algumas notas e informações estão no final, portanto, dêem uma olhada!
Gostaria de salientar que todos os personagens aqui foram criados por membros da comu TM Jovem — Fanfics. Essa é uma fanfic interativa, da qual todos podem participar.
Espero que gostem e boa leitura!
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Cruzador Hoshi. Um projeto de Estação Espacial como nunca antes havia sido visto. Uma metrópole, uma nação em si mesma. Um grande projeto, feito a partir de grandes investimentos, a partir da iniciativa de vários governos e também de empresas privadas. O primeiro núcleo de colonização espacial. Esperança do planeta Terra. Fruto de incontáveis pesquisas de aplicação da tecnologia descoberta por um famoso comandante, tudo nela é planejado e programado para funcionar à perfeição.
Mas a Hoshi, acima de tudo, é constituída de seres humanos e feita por seres humanos...
E os seres humanos são imperfeitos.
Choram e se alegram.
Amam e odeiam.
Pensam... e sentem.
Constróem e destroem imensas teias de relacionamentos, podem mudar destinos completamente. São uns danados, esses humanos...
Seres imperfeitos, trabalhando com o nada modesto objetivo de alcançar a perfeição. E o Cruzador segue sua rota, girando em meio à imensidão do espaço e ao brilho das estrelas, girando enquanto seus habitantes lutam para alcançar o êxito em uma missão impossível.
13 de fevereiro: 12:34 no HST (Hoshi Standart Time)
O Setor 3 da Hoshi possuia três refeitórios, enormes galpões onde centenas de pessoas almoçavam no momento. O Setor 3 era o setor responsável pelo funcionamento interno da nave, em todos os níveis. Aqueles refeitórios, portanto, eram frequentados pelos empregados dos escritórios, dos setores burocráticos, de engenharia e de comando. Bianca brincava com a opção 2 de cardápio do dia, que no momento repousava em sua bandeja. Não tinha fome e entreouvia, de cara feia, a conversa de alguns engenheiros que almoçavam, a pouca distância do lugar onde estava sentada, na comprida mesa de fórmica comunitária.
— Caaaara! — o primeiro bocejava enquanto se espreguiçava — Como queria que o horário de almoço durasse o dia inteiro! Tenho Atividade Grupal depois daqui...
— Nem me fale — o outro concordou entre uma garfada e outra — Aquele pessoal do RH é completamente imprestável. Eles não fazem nada e ainda se acham no direito de dizer o que é certo e errado pra gente só porque têm \"formação acadêmica na área de ciências humanas\"...
— Né? Todo mundo sabe que o RH é o setor mais inútil de toda a organização interna da Hoshi. E ainda fazem a gente passar por isso, affe, só pode ser vingança! Bando de mal-amados...
A risada estridente da garota que estava com eles parecia uma broca perfurando sua cabeça. Apertou o garfo com mais força, esperando que sua enxaqueca não atacasse naquela noite.
Agora, Bianca sabia que escutar conversas alheias era uma grande falta de educação. Mas, ela ponderou, falar alto demais no refeitório também era falta de educação. Falar mal dos outros setores em pleno refeitório, em horário de almoço, ao alcance dos ouvidos de todos, era uma falta de educação maior ainda. Quer dizer, não é como se os funcionários do setor de engenharia fossem suas pessoas favoritas no mundo, mas ela não iria sair bradando sua reprovação por aí afora. Não, ela tinha mais bom senso do que isso.
Suspirou, pensando na longa tarde que teria pela frente. Ergueu os olhos quando uma sombra obscureceu seu campo de visão.
— Com licença, será que esse lugar ao seu lado está vago, senhorita? — um homem de, o quê, uns 50 anos?, dirigia-se a ela. Bianca teve vontade de rir da tentativa patética do cidadão de ser charmoso e flertar com ela. Estava abrindo a boca para dizer que o lugar estava ocupado quando, subitamente, mudou de idéia. Estava com raiva e queria descontar em alguém. Por que não ser um pouco maldosa com ele?
— Sim, está — ela disse, abrindo seu sorriso mais charmoso — pode sentar-se, senhor.
Seus olhos brilharam ao ver que ela o estava encorajando, preparava-se para puxar assunto. Instantaneamente, ela pegou a bandeja e levantou-se.
— Agora o meu também está. Tenha um bom almoço.
Percorreu o largo salão, rumando para a devolução de bandejas e pisando duro ao passar pelos engenheiros. Sua tarde seria longa. Além de coordenar a Atividade Grupal, teria uma reunião com Felipe e Helvinho sobre o evento da semana seguinte.
\"É, os funcionários do RH realmente são imprestáveis\", pensou, sarcasticamente, antes de pousar a refeição quase intocada no balcão de devolução.
Os três observaram enquanto a estranha passava por eles, com passos pesados. Haviam presenciado a breve cena e o fora memorável que ele havia dado naquele... pretendente.
— Vocês viram isso? — Zé Luís ajeitou seus óculos — Caraca, que durona!
— Né? Se comportando desse jeito, não duvidaria nada que ela seja do setor de Hidráulica e Motores — Luna acrescentou, rindo de leve — Se apaixonou por ela, Zé Luís?
— Até parece! — ele riu de volta, consultando o relógio. — Está na hora de ir, tenho a droga da Atividade Grupal pra atender. Cuidem de tudo na minha ausência, tá? Tchau, Luna, tchau, Matheus!
Luna e Matheus acenaram para o amigo que se despedia enquanto iam juntos devolver a bandeja.
— E então, amor? — ela sorriu para o noivo — Vai participar das observações da zona Andrômeda XVII hoje à tarde?
— Sim — ele suspirou — Alguns membros do departamento acham que há perigo de colisão com algum asteróide vindo daquela região. É incrível o que eles inventam quando não têm mais o que fazer; e pensar que há tanta coisa pra ser resolvida nessa nave... — balançou de leve a cabeça, numa atitude de reprovação — Bom, não há nada que possamos fazer, se estamos cercados por incompetentes.
— Credo — ela fez biquinho — Você precisa relaxar mais, amor! Se continuar do jeito que está, vai estar cheio de cabelos brancos antes do tempo! — Sorriu mais uma vez, desmanchando a careta falsa.
\"Luna é realmente uma garota cheia de vida\", Matheus não pode evitar pensar. Era uma das coisas que ele mais gostava nela.
— Mas e você? — ele perguntou — Vai trabalhar em que essa tarde?
— Vou cobrir o Zé Luís, claro... Já que ele estará trancafiado nos porões escuros do RH, sendo torturado com atividades inúteis e chatas. Depois vou supervisionar uns reparos com a Anita e o John, a galera do estágio. Eles são gente fina, qualquer dia você devia aparecer por lá pra eu te apresentar... — ela pôs-se na ponta dos pés e deu um selinho em seu noivo — Agora tenho que ir. Tchau, amor!
Matheus suspirou inaudivelmente ao observá-la indo embora. Queria realmente passar mais tempo com Luna, mas sua agenda era apertada. E ela sabia que nada, nem ninguém, estava acima do seu trabalho em sua vida.
Sim, era isso. Instantaneamente tratou de banir tudo o que era trivial para o fundo de sua mente.
Agora só havia espaço para a zona Andrômeda XVII em seus pensamentos.
13 de fevereiro — 13:00 no HST (Hoshi Standart Time)
Astronauta voltava ao seu posto depois do breve — breve demais — horário de almoço. Suspirou, enquanto observava a tela da sala de comando. Mais um voo escolar estava prestes a entrar na Hoshi e ele, mais uma vez, teria a desagradável missão de acolher os novos tripulantes, que frequentariam a Academia Escolar da nave. Perguntou-se se aquilo não seria função do Setor de RH. Por que tinha que ser ele a aturar todos aqueles calouros deslumbrados com a vista do espaço?
Ah, lembrou-se de já haver perguntado aquilo alguma vez pra alguma daquelas coordenadoras do RH. Tinha alguma coisa a ver com \"transmitir uma sensação de acessibilidade para com a equipe para os recém-chegados\".
Odiava tudo aquilo. Odiava ter que liderar e conviver com um incontável número de subordinados a cada dia. Odiava o peso da responsabilidade com a qual tinha que arcar, mas ao mesmo tempo seu senso de dever dizia que não poderia simplesmente abdicar do cargo; além do mais, amava aquele projeto, que havia sido concebido também por ele próprio e, ele esperava, iria ajudar tanto no desenvolvimento da humanidade.
Astronauta amava a Hoshi. Amava a Hoshi mais do que detestava as partes ruins do seu serviço. E, por isso, aguentava.
Suspirou.
— Xabéu, Zé L... Luna, por que está no posto de comando do alferes Zé Luís?
— Ele foi raptado pelo Setor de RH para a realização de uma Atividade Grupal, senhor. Estou cobrindo o posto dele, senhor.
Suspirou mais uma vez.
— Muito bem, vocês moças não se esqueçam de monitorar tudo enquanto eu recepciono a nave dos recém-chegados. Qual a situação do veículo, Xabéu?
— Eles devem concluir o processo de pouso dentro de uns 15 minutos, senhor. Não creio que a recepção vá tomar muito do seu tempo.
Assentiu com a cabeça e dirigiu-se para o hangar.
Realmente esperava que aquilo fosse rápido. Rápido e indolor.
13 de fevereiro — 13:17 no HST (Hoshi Standart Time)
Júlio agarrava-se à sua mochila surrada enquanto olhava ao seu redor, encantado. Era tudo tão grande, tão majestoso, que ele sentia que, mesmo olhando, não conseguia absorver tudo; virava-se em círculos, tentando captar todos os ângulos do grande hangar.
Notou vagamente que seus companheiros de nave desciam. A multidão de estudantes de várias escolas toda desembarcava, rindo, conversando e brincando. Ele, no entanto, não conhecia ninguém, e sentia-se solitário mesmo em meio a tanta gente.
Desviou-se desses pensamentos enquanto virava-se para ver uma grande nave aportanto no terminal de cima. Tão grande, reluzente, majestosa, tão--!
Não pode continuar discorrendo sobre o que era a nave, pois chocou-se com alguma coisa, ou alguém, e caiu sentado no chão.
— Ai...
Era uma menina. De repente, sentiu-se envergonhado por ter estado andando por aí como um zumbi deslumbrado.
— Foi mal — estendeu a mão — Não queria ter te derrubado. Meu nome é Júlio, e o seu?
— Não foi nada, também estava distraída — ela sorriu, também sem graça — Meu nome é Monica, muito prazer.
— Também não conhece ninguém aqui?
— Não, na verdade meu voo foi providenciado pelo...
— Atenção todos! — os estudantes recém-chegados viraram-se para a figura alta e imponente que os encarava — Sejam bem-vindos ao Cruzador Hoshi. Sou o comandante Astronauta e estou aqui para recepcionar vocês e lhes passar suas instruções. O voo 376 é o último da frota estudantil desse ano, o que significa que as atividades da Academia Escolar começarão amanhã. Vocês e seus colegas começarão a frequentar nossa escola e recomendo a todos que estudem bastante caso desejem fazer parte da nossa tripulação permanentemente. Caso contrário, sua relocação para a Terra será providenciada. Espero ter sido claro. Se não têm nenhuma pergunta, podem se dirigir aos seus aposentos, que serão indicados por um funcionário que está a caminho. Tenham um bom dia.
Todos observaram enquanto o Comandante se retirava.
Mônica tentava encontrar um momento adequado para falar com ele, sem sucesso.
Júlio não conseguia parar de pensar que seu futuro estava se descortinando diante de seus olhos...
Fim do Capítulo 1
Notas finais
As pessoas que mandaram ficha devem ter percebido que nem todo mundo deu as caras nesse primeiro capítulo. Mas não se preocupem! Eles vão aparecer! É só que se eu enfiasse todo mundo de uma vez, ficaria muito complicado e cansativo! Porém, não se estressem, devem ter reparado que alguns foram citados apesar de não aparecer de verdade, e mesmo os que não deram sinal de vida ainda, vão estar aqui mais cedo ou mais tarde!
Caso se interesse em participar da fic, é bom saber que ela é um projeto da comu TM Jovem - Fanfics no Orkut. Entre lá para mais informações!
É isso, a chefa Bee se despede! Beijos pra vocês e CO-MEN-TEM! =***
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