Projeto: Chris

1 Pele Metálica


Já ia dar dez horas da noite, quando Corey lembrou-se que tinha esquecido o presente de aniversário de sua namorada em casa. "Porra! Ela vai me matar por chegar atrasado." pensou consigo mesmo Corey. Afinal, ele e Hellen namoravam a 3 anos e ele nunca conseguiu chegar no horário certo nos compromissos dos dois. Deu meia-volta, com o carro de sua mãe, e pisou fundo para tentar chegar o menos atrasado possível. Tirou dez minutos para chegar em casa. Quando chegou, estacionou o carro no meio-fio ao seu bel prazer e foi correndo até a porta com as mãos nos bolsos procurando a chave. Foi então que seu celular tocou. “Deve ser ela. Não vou atender agora, sei como ela é, ela não iria me perdoar. Não novamente.” pensou ele. Ao abrir a porta, subiu correndo as escadas e nem escutou a sua mãe quando ela perguntou o porque da volta dele tão rápido. Entrou no quarto e apanhou o pequeno embrulho que estava em cima da mesa do computador. O pequeno embrulho era um par de alianças, ele iria pedir ela em noivado naquela noite. Quando desceu, deu um beijo rápido na testa de sua mãe e tratou de volta ás pressas para o carro. Ao chegar na porta do carro notou algo estranho no céu. Uma espécie de aurora boreal começava a se formar. Ia começar a pensar sobre isso quando lembrou que tinha de retornar a ligação. Entrou no carro e retornou a ligação.

-Oi. -Falou Hellen com uma voz meio aborrecida.

-Ligou para mim não foi? Demorei a retornar porque tive que encostar o carro e... -Hellen interrompeu a desculpa.

-Corey, já estou cansada das suas desculpas. Olha, eu sei que esse é o seu jeito e tal e que não sou eu que irei mudar ele. Então, faça um favor para mim e não venha mais para a festa. Acho melhor cada um seguir o seu rumo e achar a pessoa que realmente merece.

-Hellen, você tá acabando comigo? Hoje?!?!?

-É Corey. Eu acabei com você. E sim, foi hoje. Para ser mais exata, nesse exato momento!-E desligou a ligação.

“Ela não pode está falando sério!” pensou, angustiado, Corey. Tentou retornar a ligação, mas o seu celular desligou e não queria ligar de jeito nenhum. “Puta que pariu! Celular de merda! Vou até lá. Ela vai ter que me escutar!” pensou ele tentando dá a partida no carro. O carro também não queria ligar. “Isso só pode ser brincadeira! Vou ter que ir a pé.”. Então, todas as luzes de todas as casas e de todos os postes se apagaram. Mas a rua ainda continuava iluminada, graças a suposta aurora boreal que se completava no céu. “Mas que porra é isso?”. Quando a aurora finalmente se completou, brilhou tão intensamente que parecia que tinha sugado todas as luzes da cidade e jogado sobre a mesma de uma vez só. O brilho era tão intenso que Corey teve que colocar as mãos sobre os olhos. Em questões de segundos o brilho desapareceu e foi quando as pessoas começaram a sair de suas casas, todas assustadas sem saber o que foi aquela luz. Foi então que o celular e o carro ligaram novamente e todas as luzes das casas e dos postes acenderam novamente.

-Corey, você está bem meu filho? O que foi aquela luz?-Falou preocupada a mãe dele.

-Calma mãe. Eu estou bem. Acho que deve ter sido algum fenômeno natural, só isso.-Falou tentando acalmar a sua mãe.

Então, ela deu um beijo na sua testa e pediu para que ele tomasse cuidado e que ligasse se algo acontecesse. Corey deu a partida e foi em direção ao aniversário de Hellen. Ao parar no sinal, Paul seu melhor amigo, ligou para o seu celular.

-Oi.-Falou Corey.

-Cara, o que porra foi isso?

-Isso, o quê?-Respondeu Corey, ainda com o pensamento em Hellen.

-O apagão junto com aquela luz! E algo caiu na mata, você viu também? Já tão até falando que foi uma espaçonave alienígena.

-Vocês estão todos loucos. Foi apenas uma aurora boreal, só isso.

-Aurora boreal aqui? Como pode ter tanta certeza?

-Porque eu vi seu panaca. Eu estava no meio da rua quando aconteceu. Meu celular e o meu carro, junto com todas as luzes do meu bairro, deixaram de funcionar.

-Aqui também! Tinha alguém com você na rua quando aconteceu?

-Não. Na minha rua só mora cuzão. Estavam todos em casa escondidos. Agora vou desligar porque o sinal tá verde.

E seguiu para o aniversário de Hellen. Duas quadras antes da casa de Hellen, se deparou com um garoto que estava indo para o meio da pista se contorcendo. “Mas o que é que esse doido tá fazendo?”. Foi então que ele notou o que estava acontecendo com o garoto. Dos olhos e da boca saia uma luz branca e das costas um par de asas de anjo surgiram rasgando a sua camisa. “Mas o que porra é is...”. Antes mesmo de terminar o seu pensamento, Corey sentiu algo estranho em seu corpo inteiro. Uma dor inenarrável que se apoderou dele. Enquanto ele urrava de dor, olhou para os seus braços e notou que sua pele acabara de ganhar uma cor metálica. Não aguentou a novidade e acabou desmaiando. Mas antes de desmaiar só pensou em uma coisa: Helen.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.