Projeto Ômega
61 Isso é guerra parte final
Notas iniciais
Mellina PDV
Quando olhei para minha frente, vi a minha irmã morta ali, lagrimas começaram a aparecer nos meus olhos e dei um grito de dor e ódio.
– NÃO!!
Rastejei-me até o corpo de Lissa, peguei a sua cabeça, escutei um estrondo vindo do céu, um raio havia acabado de cruza-lo, acertando uma árvore do acampamento. Eu estava pouco me ligando o que acontecia ao meu redor, era eu que deveria estar no lugar da Melissa.
Mãos começaram a aparecer no chão para buscar ela, mas eu levantei a minha mão as mandando ir embora. O tempo parecia que tinha parado a minha volta, Amy com toda certeza. O céu começou a ficar mais escuro do que deveria, chuva começou a cair fortemente, os raios começaram a ter uma coloração negra.
Tártaro deu uma risada cruel chamando atenção tanto dos monstros quanto dos semideuses e ômegas, ele não podia avançar, pois estava sendo impedido por uma barreira invisível.
– Está sofrendo minha cara? — perguntou ele irônico
– Se eu fosse você calava a boca — disse Alex segurando uma bola de fogo em sua mão
– Eu calar a boca? É melhor você a calar seu imprestável — disse Tártaro — Os ômegas me dão nojo, assim como deuses e o Caos.
Ele cuspiu-o no chão com cara de nojo, o solo perdeu a vida ali. Eu não estava olhando para ninguém além da minha gêmea, meu rosto estava escondido por debaixo do capuz rasgado.
– Sua vez acabou de chegar Mellina– disse ele jogando outra adaga que atravessou a barreira, mas eu ergui a mão, paralisando ela e a virando para o Tártaro que desviou.
Olhei para cima com um sorriso cheio de sarcasmo, o meu controle se fora completamente, coloquei a cabeça de Melissa cuidadosamente no chão e me levantei.
– Você não sabe com quem se meteu — sussurrei friamente com a voz morta, um trovão junto com um raio fez outro estrondo e a chuva apertou.
– Eu sei, com uma filha de Hades e Nyx, frágil, boba, idiota e imprestável — disse Tártaro
Trinquei os dentes, fechando as mãos com força, os meus olhos ficaram vermelhos completamente assustando a todos que deram um passo para trás.
– Ravena — chamou Arthur
– Saia, Arthur não quero te machucar — disse eu
– Mas, querida..
– SAIA AGORA! — gritei
Ele engoliu-o em seco e correu para o lado de Amy.
– Você apenas começou um pouco do meu poder — disse eu
Ergui as mão, sussurrei algumas palavras rapidamente, o chão começou a tremer violentamente, um som de coisa caindo começou a ser ouvido até que um meteoro acompanhado por meteoritos começaram a cair em direção ao Tártaro que abriu a boca.
Os meteoritos caíram em volta dele formando uma roda e o meteoro caiu encima dele que o sustentou como Atlas segurando o céu. Mãos apareceram do solo arranhando as pernas dele que gritava em suplica, saquei o meu arco, apontei para as pernas dele e acertei uma flecha em cada perna, braço e por último lancei três flechas flamejantes no peito dele que foi a gota d' água para o Tártaro que deixou o meteoro cair completamente em cima dele o esmagando, as mãos os levaram de volta para onde ele nunca deveria ter saído.
Cambaleei, caindo no chão sem forças. A última coisa que eu vi foi o céu clareando e o Arthur ajoelhado do meu lado. Suspirei e escutei o meu coração dando as suas últimas batidas.
Alex PDV
Caramba é a única coisa que passou pela minha cabeça quando a Ravena fez aquilo, é vou anotar no meu bloco de notas que nunca deve mexer com ela. Dor da morte dá nisso.
Corremos até ela que tinha desmaiado. Os filhos de Apolo também foram ver o que tinha acontecido, Arthur segurava a cabeça dela, ela parecia um anjo parada assim, não era mentira que sempre me falaram que os filhos de Nyx tinham uma beleza que se comparava com a beleza de Afrodite.
– Arthur — chamou ela
– Estou aqui — disse ele
– Quero lhe entregar algo — disse ela engolindo com dificuldade, ai não.
Ela pegou algo na capa e o entregou a ele, Ravena respirou forçadamente.
– Eu... Eu te... — tentou dizer ela, mas a cabeça dela tombou para o lado, sua pele se tornou mais pálida e o seu coração parou de bater
– Mellina? — chamei e nada
– Ravena? — chamou Alaska do meu lado esquerdo, nada.
– Amor?- chamou Arthur
E o silencio tomou conta do lugar inteiro, Amy arfou enterrando a sua cabeça no meu ombro, ela estava chorando. Todos os ômegas estavam sentindo a mesma dor que o seu marechal e sua general. Estava afegando o cabelo de Amy.
– O que aconteceu? — perguntou Charlotte
– Ela morreu — respondeu Tadeu — PREPAREM DUAS MORTALHAS PARAS AS FILHAS DE HADES E NYX!
– AINDA NÃO!- gritou Caos aparecendo com o semblante torturado — Temos um ritual para os ômegas.
Olhei envolta e os deuses começaram a aparecer até Hades, Perséfone e Nyx apareceram, ambos acabados de tristeza. Caos estralou os dedos, Melissa e Mellina trajavam um vestido negro como a noite, ele estralou novamente os dedos e estávamos na dimensão ômega em uma sala nunca antes vista onde tinha caixões distribuídos em meia lua.
– Arthur, pegue a Ravena — pediu Caos abrindo um deles
Arthur a pegou e a colocou no caixão dando um beijo na testa dela, Caos fechou o caixão que desapareceu e no lugar surgi-o a capa dela dobrada com o broche e o cinto. Hades andou até uma fogueira que apareceu e jogou uma mortalha lá.
Loki fez a mesma coisa que Arthur, colocando Melissa no caixão dela e sussurrando que o Elísios a aguardava, fechando o caixão que desapareceu e os pertences aparecem no lugar, Nyx andou até a fogueira e fez a mesma coisa que Hades.
Os deuses deram algumas palavras e saíram até Caos tinha ido embora para a sala de reuniões, sobrando só nós e Arthur que estava quito sofrendo em silencio. Todos nos ficamos em silencio.
Continua...
Fale com o autor