Projeto Ômega
51 A deusa esquecida
Notas iniciais
A deusa esquecida — Capitulo 51
James P.O.V.
Sinceramente ficar preso naquela cela, não era a coisa mais agradável e principalmente agora que eu estava desesperado para sair desse lugar, mais precisávamos de um plano e de uma estratégia para sair em segurança daquele lugar para resgatar Hermes e destruir Medusa, que pegara o símbolo Ômega de Abbygail.
Olhei para Alex, acho que ele não seria de muita ajuda nos planos que formam em minha mente, acho que nem eu conseguiria fazer o que estou pensando, sentei com minhas pernas encolhidas naquele chão cinza e agarrei meus cabelos e gritei em frustação, isso pareceu fazer Amy restaurar sua forças e voltar a conversar comigo.
– Alguma ideia, Amy? – perguntei mesmo sabendo que não era algo confiável, a mesma sempre tinha algumas ideias doidinhas, que não seria bom para a saúde de ninguém.
–Não
Suspirei em frustação, quando ouvimos um pequeno barulho e olhei para um canto mais isolado da cela, onde uma mulher meio idosa, com cabelos negros grisalhos e olhos azuis claros me olhava e olhava meus outros dois companheiros com certa curiosidade.
– Meus jovens, foram presos pela aquela com cabelos de cobra? – sua expressão se tornou furiosa quando ela descreveu Medusa.
– Medusa? – perguntou Alex, e recebeu com leve aceno em concordância da pobre idosa, já mais calma.
– Foi ela que me prendeu aqui, na verdade essa loja me pertenceu a milhares de anos, eu vendia certas coisas para ajudar os pobres semideuses e deuses, e usou isso para o mal, me acorrentando – ela mostrou as algemas, nos assustando – Sim, eu sou uma deusa, que está com seus poderes enfraquecidos.
– Espere, então quer dizer que aquela estatua no centro da loja, é você ? – Amy perguntou, e pude observar que ela conhecia a deusa, mais não lembrava de seu nome.
– Sim, se eu conseguir sair daqui, eu consiga restaurar meu poder e ajudar vocês em sua missão, mais estou fraca e não conseguirei restaurar meu poder estando aqui, por mais tempo –falou tristemente me convencendo e Alex, menos Amy que ficou receosa com a atitude da idosa.
– Sangue de górgona... – sussurrei para mim, mais eu não confiava completamente nela e se Amy estivesse receosa com isso era um problema, até Alex que ouviu não tinha uma boa ideia em relação a isso.
Resolvi esquecer isso, e antes de mais nada, retirei meu anikito e ataquei com força brutal as correntes da idosa, e ela não quebrou, somente uma pequena cicatriz ficou nela.
– O meu querido, receio que isso não vai dar certo – a mesma falou com uma voz meio macabra, e senti meus pelos eriçarem por sentir o perigo, se aproximando, mais ignorei.
– Acho melhor eu tentar, quem sabe eu dou sorte? – Alex falou, e por um momento eu me irritei com ele, por querer se achar demais, somente por ser filho de Hécate.
Alex P.O.V.
Eu realmente não sabia qual era o problema de James comigo, seria ciúmes, pela minha beleza incontrolável, ou talvez pela minha grande força, ou pela minha modéstia? Tenho tantas qualidades, que não sei, o motivo dessa “inveja’’.
Olhei para aquela corrente, se eu acabasse com ela, poderíamos terminar logo essa missão e finalmente descansarmos e eu conseguir deixar a alma de minha antiga namorada (morta) descansar em paz.
Me sentei em posição de perna de índio, e comecei a me levitar deixei meus olhos ficarem vermelhos como sangue e as correntes pegaram fogo e começaram a se desintegrar, olhei para aquela cela, finalmente tínhamos um plano, e então desintegrei completamente aquela cela, parei de me levitar, me levantei e respirei fundo, a verdadeira missão, iria começar agora.
– Parabéns – a idosa deu uma batidinha leve em minhas costas, me fazendo sorrir.
– O tempo está acabando... Melhor irmos logo – Amy falou rapidamente, desconfiada da atitude da velha.
/// ***///
Havíamos chegado no ultimo andar da loja, sem muitas complicações, a cada mostro que encontrávamos ele era triturado por qualquer um de nos, e eu sentia o desejo do poder me consumindo e eu vi o mesmo brilho nos olhos de James, e um olhar zangado de Amy para a idosa.
Paramos por um instante, ouvindo vozes por trás da porta, e em seguida barulhos de cobras e um grito de terror, Medusa estava atrás daquela porta, era definitivo, o olhar de desejo da deusa na nossa frente era obvio, suspirei, e abri aquela porta.
O cômodo era bem bonito, branco com detalhes de varias estatuas do lado do tapete vermelho chamativo, parando sobre um tono dourado, onde ao lado de Medusa, estava um deus preso e acorrentado, pude reconhecer o mesmo como Hermes.
Sorri, nunca havia sentido tanta adrenalina na minha vida, principalmente, com aquele monte de górgonas , ao redor de Hermes e mais um monte vindo para cima da gente, eu nunca ia esquecer como meus sais perfuraram a primeira górgona que pareceu na minha frente não antes de pegar de seu sangue o veneno e o remédio que podia curar qualquer coisa.
Vi Amy correndo perto de Hermes, para o libertar, não percebendo aqueles monstros indo na direção dela...Ero meu, em um par de segundos elas se desintegraram com um simples gesto sentido horário, aquela garota era poderosa e eu gostava disso.
James, havia criado assas e esmagava cada górgona que tentava fazer um ataque aéreo, e com sua anikito, se tornava um verdadeiro demônio no massacre, ri com isso, era na hora de ativar meu poder.
– Morram no Tártaro, Górgonas – e assim como eu falei, elas começaram a se desintegrar e eu sorri, podia ter gastando bastante poder, mais eu não estava com muita vontade de brincar com as mesmas.
E naquele momento, eu desejei que Caos estivesse vendo aquilo, para ver o meu verdadeiro poder! Que eu não era nenhum fracassado ou fraco, eu tinha valor, e iria mostrar isso ao mundo.
Amy P.O.V.
Eu ainda não confiava completamente naquela idosa, e aquela estatua me lembrava de uma deusa e isso me trazia conforto e um pouco de medo, mais eu não iria me deixar abalar por aquela deusa, ela nem nos mostrou sua verdadeira forma(não a divina).
Lutávamos bravamente, e isso me deixava feliz, eu adorava uma boa briga/luta. Sai correndo em disparada para libertar Hermes, mais aquelas górgonas estavam em meu caminho e me irritando bastante, fiz um sinal de sentido horário e elas se desintegraram, eu adorava fazer isso, acelerar o tempo para a hora da morte dos monstros, ou as vezes semideuses traidores, que realmente merecem serem punidos.
Alcancei Hermes, desintegrei as correntes do mesmo jeito que fiz com as górgonas, e quebrei as outras correntes com minha katana samurai, minha arma preferida junto, ganhando até do machado.
Libertei rapidamente o deus mensageiro, que recuperava suas forças, senti um par de braços ao redor de mim e sorri.
– Bom trabalho, pequena – Hermes sussurrou em meu ouvido, e eu sorri mais ainda.
–Cuidado, velhote! Não vou querer quase me matar e me matar com meus amigos Ômegas, só para te resgatar de novo – fiz cara de brava.
Hermes riu.
– Sou deus dos ladrões, me pegaram desprevenido, malandragem é meu nome do meio – Hermes fez graça.
– Daqui a pouco, eu já volto. Avise o Olimpo que você já está bem, a gente cuida do resto – exclamei rapidamente, eu queria acabar logo com isso.
Hermes acenou e logo um clarão pairou e logo desapareceu, onde o mesmo estava.
Dei uma gargalhada sombria, apontando minha katana para Medusa que estava em seu trono dourado, olhando entediada para tudo aquilo que acontecia, mais quando viu minha katana, um fino sorriso pairou sobre seus lábios, tirando seus óculos e liberando seus cabelos de cobra, ela sorriu.
E eu soube naquele momento, que a verdadeira guerra iria ter um começo inicial ali, nos os únicos Ômegas existentes naquele lugar, seriamos responsáveis, por um grande começo da profecia e da guerra, que em pouco tempo iria se iniciar.
A mulher de cabelos de cobra avançou violentamente para cima de mim, e eu desviei. Ficamos assim, por longos 3 minutos. Desviei minha atenção rapidamente, por ver, aquela estranha deusa subir no trono de “’Medusa”’.
Era definitivo, eu estava assustada por causa dela, com raiva de Medusa e com mais raiva ainda dela, por ter que lutar sem ver (para não ser petrificada), me fex fazer a coisa mais idiota do mundo, colocar os dedos nos olhos de Medusa , a assustando, me fazendo falar.
–Vá para o Tártaro, sua va*** — e assim, decepei a cabeça dela, fazendo suas seguidoras desaparecerem, junto com ela.
Uma risada assustadora pairou sobre aquela deusa, que mudou de aparência, com lindos cabelos negros e olhos azuis, um belo corpo, e dentes brancos, que combinavam perfeitamente com seus lábios de batom vermelho.
–Quem é você? – Alex perguntou, para deusa.
–Ah semideuses, sou a deusa esquecida, só lembrada por suas filhas, e de um galinha sem vergonha... – a cada palavra ela ficava mais irritada, e os olhos dos garotos ficavam mais escuros e assustadores do que nunca.
–Mnemosine – sussurrei lembrando da antiga deusa da memoria.
–Ah! Pelo menos, uma sabe quem eu sou...Pena que você estará morta, mais serei bastante legal com você, minha querida. Seus amigos a mataram por mim, depois poderemos brincar um pouco, afinal, eles são bem bonitos – disse a deusa, tocando no rosto de cada um e beijando a bochecha deles, deixando uma marca de batom vermelho.
–Sua desgraçada – rosnei baixo para a mesma.
–Meninos! Se vocês matarem aquela garota, mal educada. Recuperaram sua memória — disse para os dois, fazendo eles me olharem e reverenciando a deusa eles falaram “minha senhora”.
E assim, eles olharam para mim, e eu sabia que eu estava ferrada.
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