Project Immortal
5 Capítulo 5- Amaldiçoado
Notas iniciais
Espero que gostem :D
Narrado por Drake Russel
Começo a voltar a sentir o meu corpo. Crio forças para abrir os meus olhos. A luz ofusca tudo ao redor por um momento, até que compreendo que estou de volta à base.
- Ele voltou! — ouço a bela voz de Emily.
- Graças a Deus. — agradece Harry.
Minha cabeça dói. Sinto como se tivesse sido espancado. Olho para o meu braço. O ferimento está lá, um pouco cicatrizado, mas não totalmente.
- Argh! O que houve? — eu pergunto enquanto deitado.
- Você foi mordido. — diz Scarllet – Mas você não virou um monstro. Até agora.
- Legal, bem otimista. — eu encerro.
Tento me levantar, porém Emily me impede.
- Nada disso, você deve descansar. — diz ela.
- Tá certo. Eh, obrigado Scarllet, por nos ajudar. — eu mudo de assunto.
- Não foi nada. Nós temos o mesmo objetivo. — a bela ruiva responde.
- Então por que você não diz pra quem trabalha? — eu pergunto.
Ela fica pensativa.
- Tudo bem. — ela começa – Bem antes de tudo isso começar, bem na descoberta do mineral, um dos cientistas, Reynold Scorssarz, viu o potencial do mineral. Ele sabia o perigo que ele poderia causar a todos nós. Então criou, secretamente, a APGC, Agência de Proteção de Gran City. Desde então, a agência vem recrutando pessoas aptas para se infiltrar no governo e na CGR. Por isso que eu estava lá. Queria informações. Mas, como vocês sabem, tudo desandou.
- Nossa. Nunca imaginei algo assim. Mas por que essa agência aí não vem pra cá, para nos defender dos monstros? — eu questiono.
- Ela já está fazendo algo. Têm pessoas infiltradas na base científica coletando informações para preparar uma cura. Nós não temos poder de fogo. — ela responde.
- O governo tem de sobra.
O silêncio então governa o local.
- Bem, eu até queria me infiltrar, mas caso você não saiba, a cidade está em estado de alerta. Não aceitam ninguém que não fosse do governo lá. — Scarllet explica.
- Espere aí. Eu ainda sou do governo. Espero. — uma memória chega à minha cabeça – Droga! Jeremy sabe quem sou. Se o governo descobrir que eu sou um dos mascarados, acho que serei expulso. Ou preso. — eu me preocupo.
- Temos que ser rápidos. Você deve se infiltrar e buscar armas ou mesmo os projetos das armas. Pode fazer isso?
- Claro.
Quando vou me levantando, sou parado por Emily.
- Nada disso, já lhe disse que você tem que descansar. — ela me dá um belo sorriso.
- Ah, mas é algo necessário. — eu tento não rir.
Reparo que Scarllet e Harry trocam olhares. Eles logo saem deixando eu e Emily a sós.
- Olha, eu já te perdi uma vez, não quero que isso ocorra de novo. — ela diz com os olhos cheios d'água.
- Emily...Você tá chorando? — eu pergunto.
- Você é um idiota. Não percebe que eu quero você?
- Ah.
Antes que eu falasse algo ela se aproxime de mim e me beija. Acho que eu sempre gostei dela, mas nunca soube.
- Oh Deus. Eu tenho uma ideia! — eu digo, interrompendo o bom momento.
- Ah, caramba, você tem essa ideias nas horas mais estranhas. — Emily pareceu um pouco desapontada.
- Emily, eu gosto de você, mas antes temos que acabar com isso. Gran City tá um inferno. E se essa droga sair da cidade? Já era.
- Tá, você tá certo. O que pensa em fazer? — ela questiona.
Chamo Scarllet e Harry.
- Então, e se eu estivesse morto para o governo? — eu sugiro.
- Hã? — Harry pareceu não entender o plano.
- Galera, deem um jeito de arranjar um atestado de óbito. Vocês iriam me representar lá na sede do governo. E aí vocês teriam acessos aos projetos e armas.
- Boa! — diz Scarllet – Eu consigo s atestado.
- Certo. Vocês vão lá, eu vigio o lugar com a Emily. — eu digo.
Scarllet me olhou como se eu não estivesse falando sério, mas eu estava. Infelizmente, o que eu sentia por Emily e o que ela sentia por mim teria que esperar. A situação exigia sacrifícios.
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