Project Immortal
13 Capítulo 13 - Do Céu ao Inferno
Notas iniciais
Drake Russel
Estávamos na base dando os toques finais ao plano de invasão ao prédio Royal. Teria de ser algo rápido e preciso.
– Então, acho que a melhor equipe para ir ao local é Harry e Scarllet. Harry tem ótimos poderes, enquanto Scarllet sabe tudo de espionagem. Certo? – eu questiono.
– Sim. Nota-se que, ao observar os mapas, o melhor caminho é a partir do sistema de esgoto da cidade. Chegaremos bem embaixo do edifício. Daí é só subir. Literalmente. Saímos já dentro do local. – responde Scarllet.
– Ótimo, mas e depois? – eu volto a perguntar.
– Eu dou um jeito, pode confiar. – ela encerra.
O plano estava feito. Eu ficaria na base com Emily, caso algo de ruim acontecesse. Tenho certeza de que Harry e Scarllet iriam realizar a missão com sucesso.
– Só uma coisa: como é exatamente essa ferramenta? Isto é, o tal do dispersor? – pergunta Harry.
– Aí que tá. Vocês não irão roubá-la. Apenas sabotá-la, de maneira que o Anderson não vai conseguir usá-la. – eu respondo. – Um cientista chamado John Steewer deve ter informações sobre essa ferramenta. Vocês devem encontra-lo e interrogá-lo.
– Certo. Pronta Scarllet? – Harry pergunta.
– Sempre. – ela responde.
Harry Corey
Eu e Scarllet estávamos prontos. Havia um fácil acesso aos esgotos na nossa base. Estávamos levando mapas, armas com tranquilizantes e máscaras, caso fosse necessário. Chegamos aos esgotos.
– Que nojento. Não quero nem saber o que circula nessa água. – eu digo.
– Parece que a mulherzinha aqui é você. – desdenha Scarllet.
– Então, o que pensa em fazer quando chegarmos lá?
– Bem, podíamos desmaiar dois cientistas e roubar as roupas deles. Pronto.
– É. Mais simples do que pensei. – ela era esperta.
Avançamos vários metros em meio aquele cheiro horrível. Até que ouvimos um estranho barulho.
– O que foi isso? – indaga Scarllet.
– Droga. Será que é um dos drogados? Mas que droga! – eu concluo.
Logo eu descobri que estava certo: um drogado com o corpo totalmente deformado vindo em nossa direção.
– Sai daqui! – eu logo o arremesso para longe usando meus poderes.
– Boa. – elogia Scarllet.
O estranho ser, porém, se levanta e volta a correr em minha direção. Ele emitia estranhos sons. Mais uma vez eu o arremessei para longe. Porém, a situação piorara: um grande número deles acabara de aparecer.
– Merda! E agora? – Scarllet sentia medo.
– Já sei! – eu respondo.
Eu seguro Scarllet firme e salto. Era uma tentativa de voar mais uma vez. Por um momento, eu consigo. Estávamos escapando das temíveis criaturas. Porém, duas delas saltam tentando me parar. Sou atingido junto com Scarllet pela primeira. Nós caímos. A segunda criatura havia pulado com mais força ainda. Ela consegue romper o teto do esgoto. Uma pilha de materiais de construção cai entre eu e Scarllet.
– Scarllet! Você tá bem? – eu grito.
Ela não responde. Meu Deus. O que ocorrera? Será que eu a perdi? Mas ainda podia piorar: a região do esgoto em que estávamos era bem abaixo da linha de um trem. O maldito monstro destruiu a linha. E o trem cai com tudo no esgoto. Eu, sem opção, voo o mais rápido que posso. Era um acidente em grandes proporções, mas eu não podia fazer nada no momento. Scarllet, como você estaria?
– Scarllet, responda! – falo no rádio que cada um de nós portava.
Ela nada respondia. Meu Deus. Será que eu a perdi? Bem, não havia tempo pra lamentações. Eu tinha uma missão para cumprir. Eu segui meu caminho e logo me encontrei embaixo do prédio Royal. Logo encontro a área de serviços do prédio. Os faxineiros olham estranho para mim, mas eu mantenho o percurso. Chego ao primeiro andar. Logo um cientista vem até mim.
– O que o senhor quer senhor? – ele questiona.
– Ah, eu quero usar o banheiro. Pode me mostrar onde é? – eu respondo.
– Claro. – ele age educadamente e nem desconfia.
O cientista me conduz ao banheiro. Eu então entro no local e aguardo até que eu fique a sós com algum cientista aleatório. Espero cerca de cinco minutos até aparecer um. Eu o faço desmaiar e logo pego suas roupas. Ficaram um pouco apertadas, mas serviu. Deixei o seu corpo desacordado numa porta trancada por dentro. Usei meu poder para trancá-la mesmo estando do lado de fora. Logo vou andando e procurando o cientista John. Eu, porém, não conseguia parar de pensar no que acontecera há alguns minutos. Scarllet. Será que ela está viva. Meu Deus. Mas que droga. Ela não pode ter morrido. Não, não pode. Bem, tenho que focar na missão. Não é hora para lamentar.
– Com licença, o senhor é John Steewer? – falo com um senhor de uns quarenta e poucos anos.
– Sim, como posso ajudá-lo, David? – ele responde ao ver o nome no crachá.
– Então, eu poderia dar uma olhada no dispersor? Digo, aquele que você é o responsável. – tento disfarçar.
– Venha aqui. – ele me conduz até uma sala onde ficamos a sós. – Como você sabe disso?
Droga! Então esse projeto era secreto? Já era. Vou ter que inventar algo, rápido.
– Olha, eu sei bem no que você tá trabalhando. Acontece que eu só estou aqui como membro de segurança do grupo Royal. Acontece que existe alguém querendo danificar o seu invento. Eu preciso olhar isso. Olhe o que achei com um dos seus funcionários. – mostro a arma com tranquilizante e a máscara. – Você tem que confiar em mim.
John passa alguns instantes em silêncio. Ele então fala:
– Certo. Siga-me.
Mais uma vez sou conduzido para uma sala. Dessa vez ela fica no último andar do prédio: o décimo nono. Era uma linda sala. Tudo da mais alta tecnologia. Tento disfarçar o quanto eu estou impressionado.
– Então, pode dar uma olhada. – ele apresenta o dispersor.
– Certo. – eu respondo.
Tenho de pensar em algo pra fazer. Eu estou com um pequeno equipamento que deixa qualquer equipamento eletrônico próximo instável. Deve servir. Mais um equipamento que Scarllet cedeu. Ah, Scarllet.
– E então? – o cientista me apressa.
– Calma. Não se pode analisar isto de qualquer forma. – tento passar confiança.
– É. Está certo. – ele parece desconfiado.
Eu penso e penso. E chego à única conclusão: rapidamente puxa a arma com tranquilizante e atiro no cientista. Ele nem tem tempo de reagir: já havia desmaiado. Eu então pego o equipamento e instá-lo do dispersor. Espero que sirva. Ele é muito pequeno, quase que invisível aos olhos. Eles nem devem notar. Incrível essa tecnologia. O melhor de tudo: ele funciona a distância, isto é, só é ativado quando queremos. Dessa forma será possível escolher quando ele deve anular o funcionamento ou danificar o aparelho. Por hora ele pode ficar desligado. Assim nenhum cientista notará a diferença. Hora de partir. Rapidamente saio do local. Deixo as roupas do pobre cientista no banheiro, onde ele estava há algum tempo. Ele deve estar P da vida. Foi por um bem maior. Hora de voltar à base. O que eu mais queria é que Scarllet estivesse lá, viva. Ah, Scarllet.
James Thomas
Eu passei um tempo perdido, mas reencontrei o meu rumo: destruir esse governo corrupto. Após destruir a maior base científica, tenho mais um passo: divulgar minha imagem. Sim, eu vou até o Centro de Comunicações do governo. Darei um olá para a população. Do meu jeito. Circulo na cidade como um cidadão normal. As pessoas não me reconhecem. Claro, o governo não deixa que divulguem nada que prejudique sua imagem. Típico e patético. Eu entro no prédio do Centro.
– Com licença, identificação. – pede o guarda.
– Morte. – eu respondo e mato o guarda.
O pânico toma conta do local. Pessoas desesperadas correndo e guardas atirando em mim. Não adianta. Eu ignoro tudo. Logo chego na central de comunicações.
– Por favor, não nos mate! – fala um dos funcionários.
– Eu só quero aparecer ao vivo. Agora. – eu ordeno.
Como esperado, minhas ordens são atendidas. Os guardas pararam de atirar e as pessoas já correram para suas casas. Esse é o poder do medo. E ele me move. Olho para a câmera. Era uma transmissão ao vivo. Toda Gran City via a minha imagem.
– Olá, Gran Ciy. Quem fala é o deus da liberdade. Eu vou salvar a todos vocês. Quero extrair o câncer desse lugar. Ele se chama Governo. O vosso presidente, Micahel Marv deve renunciar. Nesse momento, ele deve estar se escondendo. Se escondendo enquanto sua nação vai pelos ares. Têm monstros por aí. Mortos, acidentes e explosões. O caos está presente. E eu posso saná-lo. Só peço uma coisa diretamente ao presidente: renuncie. Faça isso pelo povo. Faça isso pela vida. Eu não sei onde você está, mas sei onde os ministros, deputados e afins estão. Eu posso esmagar a cabeça deles, um a um. Caso você não renuncie até amanhã, você verá o seu exército caindo. Um por um. O sangue será derramado para lavar esta cidade. Ela merece mais. Ela merece a liberdade. E eu posso dá-la a todos vocês. Ajudem-me a limpar esta cidade. Peço mais uma vez: o presidente deve renunciar. Nos vemos em breve. Confiem em mim. Eu trago a liberdade, a paz e a justiça. Rumo à uma Nação Livre. – eu encerro a transmissão.
A mensagem havia sido dada. Restava esperar a resposta popular. Saio do local e despisto os policiais. Ninguém pode me parar.
Fale com o autor