Proibido amar?

12 Isso não, N!


Notas iniciais
Oi, pessoal! Primeiro, queria informar que este capítulo contém conteúdo forte (estupro) e menciona suicídio, para além de querer mencionar que ficou um pouco mal escrito. Qualquer coisa, me avisem. Enjoy!

Acordei com imensas dores de cabeça, não sabia onde estava, até que reparei num ser sentado numa cadeira de plástico. Levantei-me com dificuldade, e esfreguei os olhos para enxergar o ser na minha frente.

– Rosa? O que aconteceu? Onde está Black? – Perguntei sem perceber a realidade.

– Black? Ahah! A esta hora, provavelmente a achar que você está morta! – Rosa riu maleficamente.

– Morta? Como assim? Onde é que eu estou?! – Comecei a entrar em pânico, realmente, aquela sala era-me estranha, mesmo para quem ia fugir.

– Não se lembra? N raptou-a! Você fugiu com N. – Ela divertia-se com a situação. – E inventou uma história para Black não vir à sua procura.

– O quê?! – Eu paralisei.

– Sim. Vou passar a explicar… — Ela começou.

Flash Back:

– Black! Black! – Rosa apareceu em lágrimas completamente desolada.

– Que foi, Rosa? Cadê a White? – Black estranhou a minha ausência.

– O N… O N matou-a! – Ela fingiu desfazer-se em lágrimas.

– Q… — Black ficou sem reação.

– Eu… Eu tentei impedi-lo, mas… ele ameaçou-me com uma faca e… Não tive coragem! Eu devia tê-lo impedido! Ele esfaqueou White na minha frente e depois sumiu, mas disse que se iria matar em seguida… Eu me sinto tão inútil. – Ela fingiu-se arrependida.

– Eu… Eu vou indo… — Black baixou a cabeça desanimado encarando o chão saindo sem dirigir a palavra aos outros.

– Black, cara… Você está bem? – Gold preocupou-se com o amigo.

– Me deixem em paz… — O moreno disse ausentando-se, ainda sem os olhar.

Fim de Flash Back

– Então, Black pensa que você e N estão mortos. Ahah! Quem sabe, talvez ele até já tenha cometido suicídio! Ahah! Pobre rapaz, nem sabe que você está vivinha! – Ela provocava.

– Black… N… Porquê isto tudo? E Rosa… Você traiu-me… — Eu tinha os olhos em lágrimas.

Rosa ia para responder logo, mas N entrou na sala.

– White, vejo que já está acordada. Rosa, está dispensada. – N pediu com uma voz serena que não tinha há muito.

–Ok, querido. – Ela ausentou-se deixando-nos aos dois sozinhos naquela sala.

N sorriu para mim, depois voltou-se trancando a porta e colocando a chave em sima de uma mesa que ali estava.

– Então, White. Como se sente? – N perguntou como se não tivesse feito nada.

– Como me sinto? Como me sinto?! N, você desiludiu-me! Manipular a Rosa para este plano? O que é isso? Para além disso, você mentiu para Black e ainda por sima, raptou-me! – Eu gritei com ele.

– Manipular a Rosa? Ela está fazendo isto porque quer. Ela me ama e faz tudo por mim. Uma coisa que um certo alguém não compreende. – N riu, mas a sua voz ia ficando gradualmente mais irritada.

– N, eu já disse que te amo, mas como irmão! É assim tão difícil você entender isso?! E não é bonito ficar dando em sima da Rosa e não a amar de verdade! – Rezinguei.

– Eu não estou dando em sima de Rosa. Ela sabe que eu não a amo. Ela faz isto porque quer. Ela quer que eu seja feliz! – N Estava prestes a perder a calma.

– Você é um covarde! Não consegue encarar o facto de eu não o amar desse jeito? N, eu te amava, amava muito, mas agora já nem o conheço. – Atirei-lhe à cara.

Aquelas palavras bastaram para ele se descontrolar de novo e me derrubar, ficando sobre mim.

– Você não intende, White! Eu sempre te dei tudo! Eu sempre quis fazer você feliz! Eu sempre fiz tudo o que podia, e o que você faz? Me despreza! Você nunca me deu nada! Só dá para aquele Black! Me diga, o que ele já fez por você? Foi ele que brincou contigo quando eras criança? Foi ele que te apoiou quando gozavam contigo na escola? Não foi! Fui eu! – Ele estava completamente enraivecido, algo que nunca, mas mesmo nunca tinha visto antes, temia o que podia acontecer.

Reparei que os seus olhos me observavam atentamente, ele expressava uma cara de estranheza.

– O que é isso? – Perguntou apontando para mim.

– I-isso o quê? – Perguntei com medo.

– Esse vestido. Nunca o tinha visto.

– Foi uma prenda… De Black… — Respondi com medo da sua reação.

– Black? Esse tipo outra vez? Não! Você não pode ter lembranças dele! A partir de hoje, você vai amar-me a mim! – Ele gritou.

Saltou para sima de mim, começando a rasgar aquele vestido que me era tão precioso. Eu chorava, N estava a ser agressivamente agressivo para comigo, eu até já tinha nojo dele.

– Agora, White, você vai-me obedecer como irmã mais nova que é! – Ele ordenou. – Tire a roupa!

– O quê?! N, você está de zoa comigo, né? – Estava surpresa com o pedido dele.

– Obedeça, White! Faça como uma boa irmã e obedeça ao seu irmão! – Ele ordenou pregando-me outro estalo na cara.

– Não, N! Não quero expor-me a você! Você me enoja! – Berrei.

– Então se não tira, tiro eu! – N avançou sobre mim sem dó nem piedade.

Apressadamente, retirou a pouca roupa que tinha no corpo, a minha roupa de baixo fora atirada para um canto, sendo completamente desprezada, eu remexia-me tentando soltar-me das mãos de meu irmão, apesar de ser impossível.

– Você é tão bonita, White. – Falou beijando-me a cara.

A repugnância que sentia por ele ia aumentando, raiva, tristeza e nojo fluíam no meu corpo enquanto N descia os seus beijos e carícias para as partes mais íntimas e sensíveis de meu corpo, ao contrário do toque de Black que era amável e suave, que me fazia suspirar e ter um prazer imenso, o toque de N era pesado e demonstrava um desprezo imenso, não se importava minimamente comigo, só queria se satisfazer.

– Vamos, White. Abra as pernas para seu irmão. – N pediu com uma voz de desejo imensa.

– N, não… Somos irmãos… — Protestei, a ideia de que ele queria fazer “aquilo”… era má demais…

– Vamos, White, abra essas pernas! – Ele forçou-me a abri-las.

Nojo, repugnância, ódio, vergonha… Sentimentos que me invadiam nessa hora, até que me dei conta, eu estava sendo abusada pelo meu próprio irmão. O irmão em quem confiei e amei… Mas isso não voltaria a acontecer… nunca mais!

………………Black………………………………

– Oh, White… Porque deixou isso acontecer? – Lamentava-me deitado na minha cama. – Porque a deixei ir sozinha ver N? Eu devia ter ido com ela…

White tinha morrido, era uma ideia a que eu não me conseguia habituar. N matou-a, pior que eu não o pude evitar! A sensação é horrível! Como vou seguir com a minha vida agora? Enfrentámos tanto juntos… Vai acabar assim? Depois de tudo o que passámos? EU queria dizer que não, mas… Rosa não ia mentir, né? Melhor… encarar os factos… Só sei é que não poderei viver sem ela. O que vou fazer sem o seu sorriso? Sem os seus lábios? Sem a sua voz… Não vou conseguir viver sem ela…

… Eu…

…desisto de viver…

Notas finais
Oi de novo! Espero que tenha estado do vosso agrado, desculpem a má qualidade de testo, mas não estou habituada a este tipo de conteúdo. Prometo que vou melhorar! Até mais!