Proibido
1 Capítulo Único: Proibido
Notas iniciais
Proibido
Mais uma noite. Uma noite estrelada e quente. Mais uma noite em que eles se encontravam ali, mergulhados no perigo e no prazer. Mesmo sabendo das consequências graves que isso poderia causar se alguém descobrisse o que faziam, simplesmente não conseguiam parar.
O que sentiam pelo outro era extremamente poderoso, e sempre estava os sugando para uma espiral sem fim de desejo e prazer.
Os gemidos escaparam sem pudor dos lábios rosados de Lucy, cada vez que Natsu mergulhava dentro dela, poderia jurar que via estrelas. E sempre mais fundo, até que chegassem ao limite do prazer humano. Ela cravou as unhas bem feitas no torso nu e masculino, tentando segurar aquele instinto quase animalesco que tentava se apoderar de si.
Ele arfou por um instante e a segurou com força entre seus braços fortes, sentindo a pressão dos seios deliciosos que sua amada possuía. Quando Natsu o fez mais fortemente, ela apertou mais as pernas em volta do quadril masculino e apertou seus ombros com força, sentindo toda a virilidade dele.
O homem sentia que estava chegando, quente, intenso, provocante. Seus lábios alcançaram o pescoço alvo e suado e, ali, fez sua marca, indicando que era apenas sua e de mais ninguém. No segundo seguinte, despejou seu prazer dentro dela, acompanhando de um languido e entregue gemido vindo dos dois. Natsu saiu de cima dela, completamente suado e a trouxe para perto, os dois com um sorriso travesso, sentindo aquela excitação de poderem ser pegos a qualquer instante.
Lucy estava com os olhos castanhos abertos, não estavam fixos em um ponto específico, apenas procurava algo no teto que nem ela mesma sabia. Seria vergonha? Provavelmente não.
A respiração ofegante dos dois era a única coisa que se ouvia no quarto escuro em que estavam. Ficaram em silêncio por um instante, encararam-se.
— Sabe... — ele começou.
— Eu sei — interrompeu-o com uma expressão quase nostálgica. — Mas... Você não acha que deveríamos parar por aqui?
— Você quer parar? — o rapaz de cabelo rosa perguntou sedutoramente, enquanto arqueava uma sobrancelha.
Lucy pareceu pensar um pouco antes de responder:
— Você sabe a resposta. Se eu quisesse, não estaria deitada ao seu lado, completamente nua — respondeu voltando a olhar para o teto. — Mas, por mais que eu não queira parar, por mais que eu precise de você, você... Nós sabemos que devemos parar — sussurrou lentamente.
— Não podemos parar — ele murmurou, voltando a ficar em cima dela em uma posição provocante, arrancando-lhe arrepios de prazer. — Não queremos parar — sussurrou e desenhou com os lábios o canto dos lábios dela até a sua clavícula antes de voltar aos seus lábios novamente e encarando-a intensamente antes de proferir as últimas palavras: — Não conseguimos parar.
E a beijou, como se não existisse mais nada em todo o mundo, como se não houvesse mais tempo.
O celular dele tocou, despertando-os do transe em que se encontravam, ela abriu os olhos e conseguiu enxergar o brilho dos olhos verde-musgo que ela tanto amava.
— Atenda. Ela não vai parar de ligar, até você atender — disse com um sorriso compreensivo.
Natsu também suspirou.
— Não quero —simplesmente respondeu, afundando seu nariz na curva do pescoço de Lucy. — Eu só quero você — murmurou com a voz abafada.
— Mas ela é sua mulher... — hesitou. — Terá problemas se não atender.
Ele suspirou novamente e se rendeu ao pedido dela. Levantou da cama, completamente nu — ela observou cada detalhe do corpo tentador que poderia ser visível naquela luminosidade — e andou até o pequeno móvel de mogno e pegou o celular sem interesse, respirou fundo e atendeu:
— Lisanna. Não se preocupe, está tudo bem — uma pausa. — Eu já disse que não é para me ligar quando eu estiver no trabalho, estava tendo uma reunião realmente muito importante! — Lucy sorriu um pouco. — Ok. Ok! — murmurou com impaciência. — Estarei ai na próxima semana — A loira arqueou a sobrancelha. — Tchau, boa noite.
— Próxima semana? — perguntou, enquanto Natsu voltava a deitar-se na espaçosa cama de casal ao lado dela. — Hoje é quarta-feira... Você sabe... certo?
— Sei. Mas não há nada de errado em querer desfrutar do proibido. Ainda mais — sussurrou próximo aos lábios dela —, se ele for você.
Sim, era proibido. Deliciosamente proibido, mas não o suficiente para que conseguissem parar. Porque simplesmente, não se escolhe quem vai amar quem.
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