Prohibited
1 Prólogo - Quem sou eu?
Notas iniciais
[E ignorem o fato de que o Castiel ainda tem sua graça, mas sente fome, sono, etc etc]
Com um suspiro sonolento e incomodado com os raios de sol que entravam pelas frestas da janela, o belo homem se sentou na cama em que se encontrava e olhou ao seu redor. Era um quarto simples, com uma pequena cômoda de madeira ao lado da cama e uma porta extra que provavelmente levava ao banheiro. As paredes descascadas eram pintadas com uma cor que algum dia talvez se parecesse com branco, mas agora poderia ser descrita como bege.
O rapaz se sentia inquieto. Franziu a testa tentando se lembrar de como havia parado ali, mas nenhuma lembrança lhe vinha à mente. Tentou se lembrar de qualquer coisa que o ajudasse naquela situação, mas havia apenas algo que podia afirmar com total certeza sobre si mesmo, o seu nome. Castiel.
Levantou-se e olhou para si mesmo; vestia um sobretudo amarelo queimado por cima de um terno preto simples e sapatos sociais. Talvez eu seja alguma espécie de executivo, pensou. Foi até a porta extra e abriu-a, descobrindo ser mesmo um banheiro como pensara antes. Dirigiu-se ao espelho que ficava em cima da pia e olhou para si mesmo; tinha a pele bem clara e cabelos castanho-escuros, olhos azul-esverdeados e uma boca rosada.
Frustrado por não conseguir se lembrar de nada, decidiu sair daquele quarto para descobrir ao menos onde estava. A porta de entrada do quarto dava para um local aberto, onde havia uma placa em vermelho vivo. Motel Santiago. Decidido a descobrir alguma coisa a respeito de si mesmo, foi em direção à recepção, que ficava a alguns metros a esquerda de seu quarto. A porta tinha uma placa que indicava que o local estava aberto e, ao abri-la, uma sineta tocou.
- Pois não, senhor? – Disse uma sorridente ruiva, que se encontrava atrás do balcão.
- Bom dia – cumprimentou. – Hm... Talvez isso pareça um pouco estranho, mas eu posso ver meus documentos de registro?
Ela olhou para ele como se estivesse vendo um louco que acabou de fugir do hospício e finalmente respondeu:
- Bem, claro, mas... Não foi o senhor quem realizou o registro, foi aquele outro rapaz, lembra-se? – Castiel franziu o cenho tentando se lembrar. Nada. Resolveu continuar a conversa.
- Ah, sim... E por acaso você poderia me descrever como era este rapaz? – Perguntou e a atendente fez uma cara mais estranha ainda, se é que isso era possível.
- Isso é algum tipo de brincadeira? – Indagou desconfiada. Cass avançou sobre o balcão e segurou os ombros da mulher, exasperado.
- Por favor, isso é muito important... – Ia dizendo e não percebeu quando um homem saiu do cômodo ao lado.
- Ei! O que pensa que está fazendo? – Gritou o homem, empurrando Cass para longe da ruiva. – Você está bem, Sophie? – Quando a moça assentiu afirmativamente, ele virou-se novamente para Cass. – Você é louco por algum acaso? – Perguntou e partiu para cima dele novamente. Castiel colocou suas mãos a frente para se defender e, como se uma força sobrenatural tivesse se apossado de seu corpo, empurrou o homem metros à frente, fazendo-o se chocar contra a parede. Atordoado com o que acabara de fazer, só conseguiu balbuciar um bocado de frases desconexas e sair correndo do local.
Castiel correu mais do que seria possível uma pessoa normal correr. Não que estivesse correndo daquelas pessoas, mas estava correndo por si mesmo. De si mesmo. Queria clarear as ideias, não conseguia entender como fizera aquilo.
Depois de algum tempo correndo, parou. O que iria fazer, afinal? Não sabia quem era, não sabia para onde ir, não sabia ao menos onde estava. Remexeu seus bolsos a procura de algo que pudesse ajudar – como não houvera pensado nisso antes?! -, mas só encontrou alguns trocados. Olhou ao seu redor e avistou uma cafeteria. Porque não tomar um café? Pensou, não há nada que eu possa fazer, de qualquer forma.
Sentou-se bem ao fundo, longe da vista de qualquer pessoa e pediu um cappuccino. Apoiou os cotovelos na mesa, e com a cabeça entre as mãos começou a puxar os fios de seu cabelo. Era uma mania que tinha. Pelo menos não perdi minhas próprias manias. Com a cabeça abaixada, não percebeu a loira que se sentara a sua frente, até se pronunciar, pigarreando.
- Ãn... Olá – disse Cass, inseguro. – Quem é você?
- Sou Meg Masters, – anunciou. – E acho que posso ajudá-lo.
Fale com o autor