Prohibited

2 Capítulo 1 - Sem Saída


Notas iniciais
Sim, eu sei, eu demorei pra postar, não me matem. Culpem Kiera Cass (Cass hehe) e Veronica Roth por seus livros perfeitos. E também dia 23 foi meu aniversário e eu tava aproveitando o/ Enfins, vou parar de falar fdkifjk
Eu não gostei muito do capítulo, mas espero que vocês gostem (:

Castiel olhou para a mulher a sua frente e ergueu as sobrancelhas. Era bonita; loira, – por mais que suas raízes denunciassem que era originalmente morena – e tinha desafiantes olhos castanhos. Mas ele não conseguia imaginar como ela poderia ajudar. Aliás, não conseguia imaginar como ela sabia que ele precisava de ajuda. Não que o seu modo de se portar e o desespero que exalava de si não o denunciasse, mas isso era, no mínimo, estranho. O que o levava a apenas uma alternativa: ela realmente saberia explicar o que havia acontecido com ele.

– Vai ficar aí me olhando com essa cara? Não vai perguntar nada? Achei que quisesse algumas respostas. – Disse Meg, grosseiramente.

– Me desculpe, eu só não estou entendendo... Quem é você, afinal?

– Acho que a primeira coisa que fiz foi me apresentar, meu caro anjinho. – Deu um sorriso sarcástico e frisou a última palavra, como se ela significasse alguma coisa importante.

– Bem, me desculpe. Eu sou Castiel, muito prazer. – Se apresentou, como seus bons modos lhe diziam para fazer, estendendo-lhe a mão para um aperto e deu um sorriso amigável.

– Eu sei quem você é, idiota. – Meg revirou os olhos e dispensou a mão esticada com um aceno. – Achei que tivesse deixado isso bem claro.

– Ah, sim, eu só pensei que...

– Não me interessa o que você pensou, será que poderíamos ir direto ao assunto? – Lhe interrompeu, estressada.

– Claro. – respondeu, meio atordoado. — Então, você sabe quem eu sou. Como?

– Bem, eu... – desviou os olhos. – Tenho meus informantes. – Disse num tom de voz nervoso que denunciava que estava mentindo. Cass não se atreveu a contestar sua resposta; tinha medo que ela se irritasse e fosse embora junto aos os fiapos de esperança que lhe restaram.

– Certo... – Ia dizendo e por um instante desviou seus olhos para o balcão, onde três homens estranhos lhe encaravam descaradamente. Tinham um olhar acusador, como se Cass estivesse fazendo uma coisa errada falando com Meg. Percebendo que Castiel observava algo atrás de si, Meg virou-se para ver o que era.

Depois daquilo tudo aconteceu muito rápido. Meg perdeu a cor de seu rosto a ponto de parecer que ia desmaiar, sua respiração se descontrolou e ela saltou de seu acento exaltada. Puxou Cass pelos pulsos e murmurou um “Temos que sair daqui” nervoso próximo ao seu ouvido. Ele se arrepiou com isso, mas aquilo era irracional, então decidiu apenas esquecer aquela sensação estranha e seguir Meg através do estabelecimento.

Quando finalmente saíram de lá, Meg começou a correr. Castiel não conseguia entender o que tinha acontecido de errado, até avistar aqueles homens estranhos que os estavam encarando na cafeteria saírem atrás deles, cada um portando uma adaga branca. Ao ver aquilo, Cass juntou-se a ela em sua corrida.

Depois de alguns minutos correndo, entrando em becos e desviando e obstáculos, eles finalmente chegaram a uma rua sem saída. Viraram-se para correr em outra direção, mas já haviam sido alcançados.

– Castiel... você não faz ideia do quando nós procuramos por você, meu irmão. – Disse o primeiro homem.

– Mas, convenhamos que não esperávamos encontra-lo aqui com... ela. – Disse o segundo homem, fazendo um gesto desdenhoso para Meg.

– Nós compreendemos toda essa modernidade humana, mas você, Castiel? – Continuou o terceiro. – Não pensamos que depois de tudo, você ainda teria coragem de andar com um deles. Você sabe o que aconteceu, é a justiça divina, maninho. – Deu um sorriso que podia parecer angelical, mas Cass conseguia enxergar a maldade através dele.

– Eu não sei quem são vocês e não sei do que estão falando. Vocês poderiam só... Abaixar essas facas, por favor? – Disse, nervoso.

– Ah, Castiel, não tenha medo, não vamos atacar você. Nossa preocupação é outra. – Disse o segundo homem e então desviou o olhar para Meg.

– Pelo amor de Deus, Anahel, você vai continuar batendo nessa mesma tecla? – Se pronunciou Meg que, diferente de Castiel, parecia estar entendendo completamente aquela situação.

– Primeiro,– a raiva em sua voz era evidente, veias saltavam de seu pescoço. – Não ouse dizer o nome Dele em vão! Segundo,– continuou. – Você não tem o direito de dizer isso, olhe só, corrompendo um membro do céu. – Olhou com piedade para Cass, como se ele estivesse fazendo algo errado, mas não tivesse culpa disso.

– Alguém, por favor, poderia me explicar o que raios está acontecendo? – Exaltou-se Castiel.

O primeiro homem fez uma expressão de surpresa, e soltou um suspiro, como se finalmente estivesse entendendo a situação: — Você não se lembra de nada, não é? Percebi que havia algo de diferente com sua áurea, mas nada a ser levado a sério. – Disse com espanto. – Como isso é possível?

Percebendo o rumo que a conversa tomava, Meg virou-se para Cass.

– É o seguinte, colega, você é um Anjo. – Soltou.

Ele a observou como se fosse uma louca. Olhou para os outros em busca de algum sinal que mostrasse que eles concordavam com ele a respeito da saúde mental de Meg, mas eles tinham um olhar calmo no rosto, como fosse algo completamente natural a se dizer.

Aquilo não podia estar acontecendo.

Primeiro acordava sem saber onde estava, depois uma força sobrenatural se apossava de si. Mais tarde, uma estranha – completamente maluca, pelo que demonstrava — afirmava poder lhe explicar o que estava acontecendo e, minutos depois, entrava em uma perseguição. E, só pra variar um pouquinho, pessoas aparentemente insanas lhe diziam que ele era um Anjo.

Como se isso fosse possível.

Ele era só um homem comum com amnésia, não havia nada de especial nele. A não ser que... Bem, ele arremessara um homem que tinha o dobro de seu tamanho a quase 10 metros. Não, isso só poderia ser alguma infeliz coincidência. Com certeza no momento adrenalina passava por seu corpo e isso fez com que ganhasse uma força sobre-humana por alguns instantes. É claro, foi isso que aconteceu.

Mas não tinha como fazer aquelas pessoas acreditarem nele. Não tinha como sair daquele beco escuro. Não tinha nem mesmo como se convencer de que sairia vivo de lá.

E, não pela primeira vez naquele dia, Cass se via sem saída.

Notas finais
E é isso lol
Gente, eu fiz um vídeo com as minhas cenas favoritas de Supernatural (um vídeo muito ruim, por sinal) e gostaria que vocês vissem (sim, sou folgada) http://www.youtube.com/watch?v=qddc5zACaTw&feature=youtu.be xd
Ah, só avisando que talvez eu demore pra postar novamente, porque segunda eu vou fazer uma cirúrgia. Nada sério, mas não me cruxifiquem se o próximo capítulo demorar a sair.
Comentem, por favor, isso me deixaria muito feliz!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.