Profº Oddelier e os Recontos do Senhor das Trevas

1 Prólogo - O Imperfeito e Odiado Docente


Notas iniciais
Usufruindo do belíssimo mundo criado por J.K. Rowling, crio minha própria história e aventura observadas dos olhos de Frederiksen J. Oddelier, um exímio criador de feitiços e descendente de uma linhagem forte de bruxos das trevas. Aqueles que se interessarem, convido-os a acompanhar a história que pretendo escrever uma vez por semana (ou mais frequentemente, conforme o sucesso), e também necessito de críticas. Quanto mais julgado for, melhor será para a desenvoltura da história e minha evolução como escritor.

Ali se situava uma clareira, aberta como as pernas de uma menina-da-noite e com o céu tão limpo quanto a inocência de um recém-nascido. Rodeando aquela pequena ilha naturalmente desmatada, encontrava-se várias altas árvores quais nosso protagonista nunca descobriu a espécie – e por falar nele – lá está, sentado, em frente a um grande amontoado de galhos.

Ele era um pobre inválido. Seus cabelos grisalhos agora estavam dominando até mesmo sua malfeita barba e seus hirsutos cabelos já não estavam alinhados e castanhos como eram cinquenta anos atrás. Atrás d’ele, madeiras serravam e se empilhavam umas nas outras, montando um tipo de cabana. Pregos voavam e se pregavam sem ajuda de um martelo, juntas eram presas nas quinas das paredes e com a madeira que sobrara, certos tipos de mobília iam sendo formados magicamente. Para o homem, era uma cena um tanto quanto corriqueira.

Depois da última cadeira da fila adentrar aquela cabana, uma grande porta fechou aquele portal e bateu forte, fazendo o senhor inválido dar um pulo, assustado, e se dirigir para cabana. Lá dentro, parecia vinte vezes mais alto e mais largo do que aparentava ser – o peso de madeira era reconfortante e a ausência transparecia a pequena cozinha sem nenhum utensílio trouxa, apenas com uma grande caldeira e um grande balcão várias gavetas. A sala de estar era ocupada por três grandes sofás azuis em círculos, rodeando uma grande fogueira circular pronta para ser acendida. Próximo da sala de estar, o salão de refeições era menos confortável, uma mesa quadrada rústica feita de mármore mal esculpido com dezesseis cadeiras do mesmo material e igualmente desconfortáveis. Um grande candelabro de outras dezesseis velas situava o meio daquela grande mesa, e quando o inválido se dirigiu para a mesma e sentou-se, uma das velas se acendeu instantaneamente.

O quarto, que era o único lugar da casa que não era separado por divisórias, continha uma única cama e uma escrivaninha, com uma cadeira de madeira e várias pilhas de papel misturadas. O quarto não necessitava de luz, uma vez que a janela sempre se movimentaria para onde a lua se situava, provendo iluminação constante. Até mesmo para um bruxo, aquela casa era a casa dos sonhos – alimentava e cuidava de si mesma, sem dar despesas para seu dono – e as poucas pessoas que chegaram a visita-la algum dia se questionavam o porquê de não haver casas assim distribuídas pelos vilarejos bruxos. Frederiksen era um criador de feitiços, ex-chefe do Departamento de Criação de Feitiços, e ele mesmo tinha criado cada feitiço que fazia aquela casa funcionar, e agora aposentado, usufruía de sua cabana ao norte inabitado de North Cornwall, um vilarejo trouxa habitado por, pelo menos, cem bruxos.

A verdadeira razão de ter se mudado para lá foi para continuar seu trabalho numa suposta quarta ‘maldição imperdoável’, qual tinha abalado o Ministério e o mundo bruxo ultimamente. Fora acusado da criação da mesma e exposto pelo Profeta Diário durante as últimas dez semanas, da qual foi atacado, acusado, xingado, posto sobre ultraje e demitido. O inválido não era nenhum bruxo das trevas, mesmo que metade de sua família tenha sido e tendo apoiado Gregorovitch em sua revolução e respectivamente Lord Voldemort suas duas guerras, Frederiksen era uma pessoa inocente de todas as acusações. Junto com aurores e funcionários do Ministério, lutou na Batalha de Hogwarts e na Invasão do Ministério, desenvolvendo feitiços para repelir comensais da maneira mais rápida e eficiente o possível, ganhando merecidamente seu cargo no Ministério e tendo sido chamado para lecionar em Durmstrang e Hogwarts, embora tenha recusado ambas as escolas.

Talvez não fosse tão inocente assim.

Talvez o velho inválido estivesse criando mais uma maldição.

Talvez o inválido fosse rancoroso.

Talvez ele fosse, enfim, um bruxo das trevas.

Na silhueta da única vela acesa no candelabro, refletia a imagem de uma carta com um brasão adorado pela maioria dos bruxos britânicos e assinado pela Prof. Minerva McGonagall como diretora.

“Sr. Oddelier,

Cabana Enfeitiçada no Meio da Clareira,

Terreno dos Winston nº 18,

North Cornwall,

Cornwall.”

Abriu sem delongas com um grande rasgão no lacre. Era uma carta curta, que se dobrou e se transfigurou num tipo diferente de “berrador”, do qual falava amistosamente.

“Exímio Sr. Oddelier,

Nosso conselho docente detêm um incrível respeito por seus atos e habilidades durante seu emprego no ministério e mostramo-nos compassivos ao senhor diante das severas acusações dispostas pelo ministério e pelos jornais ao redor do nosso mundo. Suas capacidades são excelentes o suficiente para que possa preencher nossos requisitos como professor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts sob a disciplina “Defesa Contra As Artes das Trevas”.

Devido a V.Sa declinar nossa última oferta, decidimos aumentar o salário para dois galeões para cada dia que se mostrar presente e também a sala de aula do sétimo andar junto com um dos maiores aposentos que podemos apresentar.

Caso aceite nossa proposta, envie-nos a resposta no verso desta mesma carta com sua assinatura pela mesma coruja e esteja ciente que depositamos todas as nossas profundas condolências referente à sua demissão e nossos profundos agradecimentos se decidir se juntar ao nosso corpo docente.

Caso recuse, apenas queime o envelope.

Atenciosamente,

Profª. Minerva McGonagall,

Diretora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts”

Releu a carta duas vezes, pensou na proposta uma última vez enquanto dava uma volta pela cabana. Por fim, rondou a lareira circular e voltou para a mesa de mármore. Sacou sua varinha e começou a escrever no verso do pergaminho – que tinha voltado a sua forma anterior e detinha escrito tudo que teria “berrado” anteriormente:

“Adorada Profª McGonagall,

É com imenso prazer que depois de doze anos de ofertas incessantes que poluem meu correio-coruja com cartas, aceitarei o cargo de docente. No primeiro dia do mês de setembro, estarei aparatando nos Três Vassouras e subindo juntamente ao Guarda-Caças para os terrenos do castelo, me juntando a mesa para o banquete de abertura para assistir a seleção. Com incrível deleite, me sentirei em casa mais uma vez após mais de cinquenta anos...

Animadamente,

Profº Frederiksen Oddelier”

Dobrou a carta novamente num perfeito envelope e colocou no bico da coruja-freira que haviam enviado, e então a mesma saiu voando pelo céu aluado. Quase que instantaneamente, um berrador voou pela janela indo de encontro com seu rosto e assustando novamente o inválido.

“Maldito, fedorento, alambrado e amaldiçoado! Demitido, enxerido, mal educado e deslavado! Roubou meu emprego! Me mandou para o escritório dos centauros!

Com ódio odioso,

Antigo Professor de Defesa das Artes das Trevas"

Notas finais
Draco Dormiens Nunquam Titillandus