Notas iniciais
Ler o diário de um adolescente é o modo mais fácil de ver sua verdadeira face, saber como ele vê o mundo de maneira unica foge da realidade, e é algo que você esta prestes a fazer. Bem vindo ao meu mundo.

Oi eu sou o Max.

Sou um garoto de 18 anos que não sabe o motivo de estar nessa vida, cheio de dúvidas e insatisfações que fazem de mim algo diferente. Você já ouviu falar em animal interior? É, isso mesmo um animal dentro de você, seu verdadeiro eu, sua face oculta para muitos, e é ele que vem a tona quando mais precisamos nos guiando para o caminho certo, ajudando a fazer escolhas e lidar com a vida. Eu não sei o porque, nem como aconteceu mas em um belo dia eu comecei a ver faces de animais nas pessoas, o que definia completamente seu comportamento.

Começou com meus melhores amigos, acho que a convivência tornou isso mais fácil, mas pude ver nitidamente o animal interior de cada um deles, começou com Vitor. Pude ver nitidamente um urso nele, um garoto gentil e amoroso com os mais próximos e forte e feroz quando desafiado, ele era nosso porto seguro, nossa base. Já com minha amiga Camila foi mais difícil, acho que pelo fato do sexo oposto ser mais enigmático e difícil de lidar acabou dificultando as coisas, mas com o tempo pude ver o brilho de um lindo cervo que fazia com que ela se tornasse aquela garota, que dentro do grupo de amigos nos mantem unidos nos inspira, motiva e resolve qualquer problema.

Mas e eu? Se você acha que eu vou dar essa informação de bandeja para você esta muito enganado, achei que pelo fato de ter essa habilidade de reconhecer as pessoas, comigo seria mais fácil, mas eu estava completamente errado. Comecei a pesquisar mais sobre o assunto, descobri que os índios nativos norte americanos tinham essa cultura de totens, continuei a buscar arduamente em livros e na internet, mas parece que quanto mais eu buscava mais perdido eu ficava. A minha duvida só aumentava e aquilo estava refletindo no meu cotidiano, eu me sentia completamente perdido e não sabia por onde começar, minha mãe até achou que eu estava em depressão, mas me sentia um naufrago em uma jangada a deriva no mar, sem saber aonde essas ondas me levariam, ou para onde iria chegar. Muitos diziam que essas duvidas e incertezas fazem parte do amadurecimento, que logo você esquece e acorda para a realidade, o problema é que a realidade não é o bastante para mim, nunca me encaixei nessa receita de bolo da sociedade, crescer, trabalhar, criar uma família e viver "feliz" para sempre, eu sentia que algo em mim tinha sede de saber mais. Eu era um cego atirando no vazio desejando acertar algo.

Tentei por meio de meditação visualizar meu animal, tentei por muitos dias mas o máximo que consegui ver foi um borrão negro que não dava pra distinguir o que seria. Então eu resolvi deixar para lá, eu estava me distanciando dos meus amigos por algo que eu não tinha certeza, não estava me fazendo bem. Resolvi organizar um passeio ao zoológico de São Paulo com meus amigos, seria minha ultima chance, talvez a energia daqueles animais me dessem uma pista, minima que seja, eu estaria todo a ouvidos!

Mas isso eu termino de contar amanhã, até mais diário, foi um bom começo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.