P.O.V. Ravenna.

Ser professora de história me parece um bom emprego para alguém como eu. Alguém tão cheia de histórias e eu posso dizer, com toda a certeza que quem ganha a guerra, sempre conta a história.

Eu mudei-me para uma cidade nova, começo no emprego novo amanhã.

Depois de colocar as minhas coisas no lugar, decidi dar uma volta pelo bairro. Estava saindo quando eu o vejo, fico paralisada. Não há palavras.

—Você está bem?

As palavras saem sem eu perceber:

—Michael?

—Não, meu nome é Derek.

—E o seu sobrenome? Não seria, Hale, seria?

—Sim. Sou Derek Hale.

—Eu já vi muita coisa, coisas que ninguém jamais acreditaria, coisas que fariam aqueles que tem estômago fraco vomitarem, coisas horríveis, coisas maravilhosas, mas você senhor Hale acaba de conseguir fazer algo que eu julgava ser impossível.

—E o que seria?

—Fez a minha cabeça dar um nó.

Eu comecei a correr, corri e corri. E quando eu finalmente parei, eu não sabia onde tinha ido parar.

Vi a construção, uma casa com certeza. Ou o que sobrou dela. Então percebi o que havia me atraído pra lá, eu senti aquela energia sobrenatural, uma imensa quantidade de energia. Energia essa que só era gerada por uma coisa.

—Massacre.