Procure a sua verdade
1 Procure a sua verdade
Notas iniciais
Talvez a vida de todo adolescente seja aquele mesmo clichê, com discussões bobas com os pais, fazer coisas proibidas, paquerar e coisas do tipo. Não nego também gosto dessas coisas, mas hoje a minha vida é totalmente diferente de curtições, ela esta mais para um livro.
Havíamos acabado de acordar e o sol já batia em nossos rostos, meu irmão como todos os dias acordava mais cedo, e fazia tudo primeiro, mas hoje não ouvi o barulho do chuveiro ao em vez disso, ouvi gritos. Levantei em um pulo e corri para o quarto onde meus pais dormiam, minha mãe estava caída no chão, meu irmão deitado ao lado dela gritando coisas que não conseguia decifrar, e meu pai gritando com alguém no telefone: “Ela esta caída no chão, é tão difícil de entender? Minha esposa pode morrer na frente dos meus filhos.”
Foi apenas isso que eu ouvi após eu cair ao lado dela e implorar para ela ser forte, pois não era à hora dela. Ela fez um sinal fraco para me aproximar, e isso que fiz, ela colocou a boca perto dos meus ouvidos e disse: “Procure a sua verdade.” E logo depois fechou os olhos e se foi, naquele momento perdi o chão, minha mãe havia morrido e eu não pude fazer nada para salvá-la.
Meu pai que naquele momento estava se mantendo firme para não chorar na minha frente, deu-me as suas mãos de apoio para me levantar, em seguida ele me abraçou de uma forma tão suave que fazia os meus problemas saírem dos meus pensamentos e por um momento esqueci-me da cena que acabava de passar diante meus olhos.
[...]
O nosso único consolo éramos nós mesmos, eu e meu irmão estávamos no quarto quietos, talvez a primeira vez sem brigas. Ele era o irmão mais velho, e por isso me sentia segura com ele, nossas brigas eram constantes, mais nossa união era inabalável. Estava deitada olhando para a parede, pensando o que eu poderia fazer sem a minha mãe, quando ouço uma voz baixa intercala com soluços:
- Ela sempre estará aqui, Madu. – Olhei para ele que estava limpando as lágrimas.
- Eu sei Gu. – Levantei e fui abraçá-lo. – E agora, o que iremos fazer sem ela?
- Amanhã veremos. – Ele se cobriu.
- Você ouviu o que ela disse?
- Não.
- Para eu procurar a minha... – Fiquei pensando por alguns segundos até concluir a frase. – verdade.
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