Notas iniciais
Hello my cats!!! Gente, que saudade! ♥ Eu sei que demorei e realmente sinto muito! Eu andei passando por uma fase difícil na minha vida e, por mais que eu tentasse, não conseguia escrever. Mas, já passou, eu estou melhor e estou voltando a escrever aos poucos. Espero que gostem desse capítulo. Boa leitura! P.S.: Hoje é o dia do Enfermeiro e, para quem não sabe, eu sou aluna de enfermagem (espero comemorar esse dia futuramente *-*). Por isso, se conhece algum Enfermeiro(a), parabenize o! ♥

Afastei Piper de mim de uma maneira mais bruta do que eu queria. Ela estava corada, Jason, atônito e eu, perdido. Olhei para Annabeth que possuía uma face sem expressão. Ela pegou sua bolsa, jogou uma das alças sobre os ombros e saiu da lanchonete rapidamente. Corri atrás dela sem olhar para ninguém.

— ANNABETH! – gritei.

Ela andava de maneira apressada e encolhida, como se estivesse com vergonha. Consegui passar por ela e fiquei na sua frente. Os olhos dela estavam bem arregalados e um pouco espantados.

— Por que correu? – perguntei – Eu não beijei a Piper porque quis. Ela que me forçou.

Annabeth desviou de mim e continuou a andar do mesmo jeito. Ela quase esbarrou em um mendigo e correu atravessando a rua. Decidi fazer o mesmo, mas não tive o mesmo êxito que a loirinha.

Uma picape preta colidiu contra mim. Meu corpo sofreu um forte baque e, depois do choque, fui ao chão abruptamente. Minha nuca bateu no asfalto com tanta força que eu pensei que tudo a minha volta estivesse rodando. Senti algo melado no canto da minha boca escorrer tanto pela minha mandíbula como pelos meus dentes. Era sangue.

— PERCY! – gritou Annabeth. Duas mãos seguraram meu rosto – ALGUÉM AJUDE!

Abri meus olhos e dei de cara com a gótica. Ela já estava começando a chorar. Um senhor de meia idade saiu da picape. Ele era calvo, baixo, meio gordo e usava uma bermuda cáqui com uma camisa de botão xadrez amarela e branca. Ele olhou para mim, ofegante.

— Meu Deus do céu, garoto! – exclamou ele – Qual o sentido dessa correria? Onde você estava com a cabeça?

— É tudo culpa minha! – falou Annabeth soluçando.

— Eu vou te levar para o hospital... – propôs o senhor.

— NÃO! – neguei rapidamente e todos me olharam espantados – Eu estou bem.

— Sua boca está sangrando! – ele apontou para mim – Sua mão está cheia de feridas e sua sobrancelha está cortada! Vou te levar ao médico sim!

— É melhor, Percy. – falou Annabeth.

— Não precisa, é sério.

Levantei-me. A dor já havia passado, mas eu precisei fingir um pouco. Como sou amaldiçoado com a imortalidade, eu ficava machucado por um curto período de tempo. Sentia dor, sangrava, deslocava ossos, rompia ligamentos... Mas, tudo se regenerava em pouquíssimo tempo. Se as pessoas percebessem isso, iriam notar que eu não era normal. Resumindo: Eu nunca ia ao hospital ou qualquer outra unidade de saúde.

— Tem certeza? – insistiu o senhor.

— Sim, mas muito obrigado Senhor... – gesticulei para que ele continuasse.

— Dionísio. – disse ele.

Afastei-me da rua e de Annabeth. Ela não poderia ver minha recuperação. Fitei minha mão esquerda e ela já estava quase cicatrizada. Minha cabeça não doía mais. Na verdade, eu me sentia como se nada tivesse acontecido.

— Percy. – Annabeth me chamou – Espera.

Ela ficou na minha frente e gesticulou algo com a boca, mas se calou observando meu rosto. Franziu a testa e deu um passo para trás. É, ela reparou minha rápida recuperação. Olhei para o chão, fazendo um muxoxo com a boca.

— Precisamos conversar. – disse e a puxei pelo pulso. Voltamos para perto da lanchonete e entramos no meu carro que estava estacionado.

[...]

A brisa marinha batia no nosso rosto de maneira calmante. Annabeth estava calada há, mais ou menos, cinco minutos. Eu apenas a olhava: Estava sentada no chão ao meu lado (com uns trinta centímetros de distância), abraçando as pernas, com os pés descalços, sentindo a areia da praia. Meu corpo estava quase deitado, só com os cotovelos apoiando o meu torso.

— Fala alguma coisa... Por favor. – pedi. Aquele silêncio estava me torturando.

— Não sei o que dizer. – ela me olhou – Não está esperando que eu acredite nisso tudo tão facilmente, né?

— Não, não estou. Sinceramente, achei que você fosse correr achando que eu era algum usuário de droga.

Ela deu de ombros.

— Não descartei essa ideia.

— Por favor, não conte...

— Não vou contar, Percy. – ela me interrompeu – Isso é um segredo seu e, mesmo se eu contasse, quem acreditaria que você tem mais quinhentos anos?

— Para alguém que tem mais de quinhentos anos... Eu estou em forma. – senti ao seu lado, quebrando a distância entre nós.

Annabeth analisou todo o meu rosto.

— Você não está mais sangrando. – comentou – Nem ficou com cicatrizes. Na verdade, parece que nada aconteceu.

— Alguma coisa poderia acontecer agora. – falei.

— O que?

Aproximei nossos rostos e senti nossas respirações se misturando. Encostei nossos lábios e ela os separou, rapidamente.

— Eu quero ir para casa. – falou se levantando.

— Por quê?

— Eu só quero ir para casa e pensar um pouco. – bateu nas pernas e nas nádegas para derrubar a areia acumulada.

— Tudo bem.

[...]

— Eu não quero ir para casa. – disse Annabeth. Nós dois nos abraçamos e nos beijamos com uma pressa incomum. Deitamos na areia da praia sem desgrudar nossas bocas. O cabelo dela se chocava contra o meu rosto por causa do vento. Paramos para pegar ar.

— Annabeth?

— Sim.

— Eu estou gostando de você. – acariciei seu rosto – Quer dizer, gosto de você.

— Também gosto de você.

[...]

Já era outro dia. Sentei-me à mesa para tomar café da manhã. Nico não estava presente porque foi visitar os pais. Luke e Thalia estavam com uma lista para nomes do bebê e eles ainda nem sabiam o sexo. Jason e Leo estavam muito suspeitos. Olhavam-me de relance e pareciam estar explodindo de tanto rir por dentro.

— O que você acha de Maya? – perguntou Luke à Thalia.

— Prefiro Vanessa. – ela respondeu.

Eu não estava conseguindo aproveitar meu café com os dois trouxas, vulgo Leo e Jason, fazendo gracinha.

— Então, está decidido. – disse Thalia – Se for menina será Vanessa Grace Castellan. Se for menino, Beck Grace Castellan.

— O que vocês acham? – perguntou Luke.

— Gosto de Vanessa. – respondi.

— Pensei que preferisse Annabeth. – Jason deixou escapar e recebeu uma cotovelada de Leo.

— Que palhaçada é essa? – perguntei.

— Nada. – respondeu Leo.

Olhei seriamente para os dois e eles começaram a gargalhar estrondosamente. Ninguém estava entendendo mais nada.

— Esse garoto é demais! – disse Jason sem fôlego e bateu na palma do Leo, amigavelmente.

— O que vocês andaram aprontando? – interrogou Thalia.

— Nós não fizemos nada. – Leo levantou as mãos – Não somos nós que ficamos chamando pela Annabeth enquanto dorme.

Puta que pariu! Meu sonho!

— Que eu saiba ninguém aqui sonha com a Annabeth. – disfarcei. Ninguém precisava saber do meu sonho.

Jason pegou o celular e deslizou o dedo rapidamente sobre o polegar. Aquela bosta de celular começou a soar minha voz:

“Ah, Annabeth! Você é tão deliciosa! Deixa eu te beijar de novo...”.

Olhei furiosamente para o idiota do Jason e deixei o ódio me consumir. Fiquei em pé, abruptamente, deixando a cadeira cair e coloquei meu pé esquerdo sobre a mesa. Peguei impulso e, praticamente, voei no Jason como um animal. Empurrei o pelo pescoço e caímos. Puxei aquele desgraçado pela gola da camisa e o empurrei contra o chão.

— SEU IMUNDO! – gritei – COMO OUSA FAZER ISSO COMIGO?

— A IDEIA FOI DO PIRRALHO! – ele só tinha esse argumento para se defender?

Luke me empurrou para o lado e afastou o Jason de mim. Caí sentado e olhei para Leo. Levantei-me e fui atrás dele e adivinhem o que ele fez: Escondeu-se atrás da Thalia.

— Percy, chega! – berrou a roqueira.

— Chega o caralho! – rebati – Eu vou matar esses dois!

— Se matar meu irmão ou o meu filho, eu te mato!

Leo olhou para a Thalia com um olhar surpreso. O processo de adoção ainda não tinha terminado, mas ela já o considerava um filho.

— Jason, apague esse áudio! – ordenou Luke.

— Você é só meu cunhado. – Jason deu de ombros – Não tem autoridade nenhuma para mandar em mim.

— E você não é o dono dessa casa, o Luke é. – rebateu Thalia – Por isso, apague o áudio ou terá que voltar a morar com o papai.

Jason bufou. Ele realmente foi obrigado a apagar. Os dois babacas foram proibidos de entrar no meu quarto.

Notas finais
Estou muito ansiosa pela chegada da(o) Vanessa/Beck! *-* Gente, o que é que deu na Annabeth??? Ciúmes de Perciper (Cá entre nós que Percy+Piper não dá, né? kkkkkk)? Jason e Leo ainda vão aprontar muito!!!! Bom, essa foi a parte 1. Tive que dividir o capítulo em duas partes porque estava enorme! o.O Espero que comentem e espero postar a parte 2 em breve. Um beijão!