Procura-se Um Marido
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Damon estava deitado ao meu lado na minha cama com o lençol enrolado até a altura da sua cintura, a cabeça apoiada em uma das mãos ele me olhava. Eu estava coberta com o lençol até a altura dos meus seios. Seus olhos azuis me olhando daquele jeito não me deixavam dormir. O seu cheiro gostoso já estava na minha cama.
― No que você está pensando? ― Ele perguntou ao me ver com o olhar longe e um sorriso no rosto.
― Estava me lembrando da faculdade. Eu e Caroline costumávamos imaginar como nossas vidas seriam quando acabar. Caroline tinha certeza que ia se casar com Justin Timberlake ― Falei rindo e me olhei para ele ― Qualquer semelhança entre ele e Klaus é mera conhecidencia.
― Assim que você ouvir Klaus cantar você vai descartar qualquer semelhança que exista. ― Ele deu risada comigo. ― E você... com quem achava que ia se casar?
― Eu não tinha nenhum amor platônico como Caroline mas queria um amor. Só torcia para encontrar alguém bom que gostasse tanto de mim quanto eu ia gostar dele. ― Confessei.
Tudo era verdade. Na faculdade entrar em um relacionamento era o último dos meus planos, tudo que eu pensava nos últimos anos era trabalho e como eu poderia sempre melhorar, o que eu estava vivendo com Damon era provavelmente o relacionamento mais real que eu já tive. E ele ia contra tudo que eu conhecia e já tinha vivido, eu estava entrando em uma área perigosa e desconhecida.
Mesmo que agora fosse o melhor momento para entrar em um relacionamento eu tinha os meus medos, os meus receios e minhas paranoias, era simplesmente inevitável. Eu precisava pensar um pouco de cada vez não podia fazer planos de longa data pois não sabia o que o futuro tinha para mim.
― Acho que não precisa mais se preocupar com isso. ― Ele me beijou suavemente. Me fazendo sorrir entre o beijo.
― Estou pensando em como vou contar isso para as garotas. ― Disse entrelaçando nossos dedos da mão.
― Caroline vai surtar. ― Ele fez uma pausa. ― Podemos esperar, deixe para contar depois do casamento. Já tem problemas demais, eles não precisam de mais um. ― Damon aproximou minha mão da sua boca e a beijou delicadamente.
― Sério? Você já está fazendo tanto por mim, não tem que fazer isso também... ― Falei.
― Está tudo bem! Escuta, vamos esperar o casamento passar e então contamos. Eu prefiro esperar, não quero matar Caroline do coração. ― Ele disse me fazendo rir. ― Um passo de cada vez, lembra?
Acenei positivamente para ele, sorrindo. Ele era tão errado mas tão certo, tão bom pra mim. Eu acho que ele poderia realmente me fazer dizer as palavras.
Dormi nos braços de Damon e ele no meu naquela noite. De manhã Damon acordou primeiro e me acordou com um beijo carinhoso na bochecha.
― Bom dia. ― Ele disse esfregando a ponta do seu nariz na minha bochecha.
― Bom dia. ― Falei ainda de olhos fechados.
― Vou comprar café, o que você quer? ― Ele perguntou, me olhando ainda de olhos fechados.
― Café com leite e me trás uns daqueles bolinhos de canela, por favor? ― Falei abrindo os olhos e olhando para ele.
― Claro. Volta a dormir agora, jajá eu volto. ― Ele me deu um selinho demorado e se levantou da cama.
Fiquei o olhando se vestir na minha frente. Ele estava vestindo apenas uma cueca box preta, então colocou sua calça que estava no chão, depois pegou sua camiseta no chão mas ela estava toda amassada.
― Sua outra camiseta tá no meu closet, ela tá limpa e passada. Usa aquela, deixa essa ai. ― Falei para ele o fazendo sorrir.
Ele foi até o meu closet e saiu dele já vestindo sua camiseta que havia deixado comigo. Me mando um beijo no ar e saiu do meu quarto. Assim que ele saiu do quarto deu de cara com Jeremy.
― Olha só quem está de volta. ― Jeremy disse sorrindo.
― Eaí cara.
― Olha, vamos ter essa conversa logo porque... bem, você sabe. Minha irmã realmente gosta de você por mais que ela seja durona desse jeito e não demonstre. Elena teve seu coração partido tantas vezes que para ela agora é difícil lidar com seus sentimentos. Mas o negócio é o seguinte, se você partir o coração dela, eu parto a sua cara e você sabe que eu posso. ― Jeremy sorriu gentil para ele. ― Só não seja um idiota. Porque eu realmente acho que você vai ser diferente, não decepcione ela.
― Eu não vou. ― Damon acenou positivamente para ele, lhe devolvendo o sorriso. ― Ei, eu vou comprar café? Você quer alguma coisa?
― Sim, café com leite e pode trazer uns daqueles bolinhos... ― Mas Damon não o deixou terminar.
― De canela, eu sei. Cara, vocês são realmente irmãos. ― Ele disse irônico indo em direção a porta.
― Ei, Damon. ― Jeremy o chamou, fazendo ele se virar para olhá-lo. ― Ela está feliz com você, de verdade.
― Obrigado.
― Não esqueça meus...
― Bolinhos! Eu sei! ― Damon disse saindo.
Enquanto isso na mansão Rebekah tinha sido a primeira a acordar, ou pelo menos ela pensava que era. Ela ainda vestia apenas uma camisola branca de seda curtíssima. Com uma xícara que supostamente seria para beber café ela foi até o bar e encheu a mesma com whisky até a metade. Ela estava levando na boca quando ouviu a voz atrás dela.
― O que você acha que tá fazendo?
Ela se virou e o olhou. Stefan Salvatore, o eterno amor da sua vida. Por um momento ela viu a imagem de quando ele era criança, não havia mudado nada... ele ainda tinha aquela cara de bebê como ela mesma dizia. Até o corte de cabelo era o mesmo, mas ele havia se transformado em um homem lindo. Havia mudado um pouco na adolescência.
― Café da manhã. ― Ela sorriu para ele levantando a xícara, como um brinde.
Ela estava tão triste com ele e com a sua atitude, o antigo Stefan jamais faria isso. Ir até a casa dela e lhe dar expectativas de algo que não ia acontecer, simplesmente pela diversão de partir seu coração. Antes que ela pudesse beber ele tomou a xícara da mão dela.
― São nove da manhã, Rebekah. ― Ele falou.
― Em algum lugar são nove da noite. ― Ela sorriu ironicamente. ― Porque você se importa com isso mesmo? Você não é meu namorado. ― Rebekah tomou a xícara da mão dele.
― Pior do que isso, sou seu ex-namorado. ― Stefan sorriu sem humor.
― Ah, me poupe disso, Stefan! Não finja que se importa comigo agora depois de toda a merda. Você está chato, me deixa em paz. Nem parece o mesmo Stefan divertido que namorei. ― Disse a loira dando um gole em sua xícara. ― Bebe um pouco, é o que você precisa. Todo estressadinho.
― Não, obrigado. ― Ele recusou a oferta dela.
― Mais para mim. ― Ela arqueou as sombrancelhas surpresa com ele recusar e deu mais um gole. ― Você costumava ser tão divertido, nem sei mais quem é você.
― Eu cresci, Rebekah. Você foi a única que esqueceu de crescer.
― Você está tão chato que parece o meu pai. O que aconteceu com o Stefan badass? Aquele que fazia tatuagens, entrava em brigas de bar, fazia sexo selvagem... ― Rebekah disse rindo. E ele revirou os olhos suspirando fundo como se não estivesse afim de falar disso. ― Não faça essa cara, você sabe que você era ótimo.
― É, mais essa época passou. ― Disse ele vencido pelo cansaço.
― Você está certo, passou. ― Rebekah olhou para ele um pouco desapontada, então deu de ombros. ― Como o amor... ― Ela falou baixo na intenção de só ela ouvir mas Stefan também ouviu. Então quando ela estava saindo ali de costas para ele foi impedida com o que ouviu.
― Partiu meu coração primeiro, Rebekah.
― Para de ser tão idiota! Eu sei o que eu fiz e cada erro que cometi, Stefan. ― Rebekah colocou a xícara sobre o balcão do bar e foi na direção de Stefan, ela segurou seu rosto com as duas mãos olhando em seus olhos verdes. ― Diga que não me ama, diga que esse é o fim... ― Rebekah deslizou suas mãos pelas costas dele e o abraçando, pressionando o corpo dele no dela. Stefan sentiu a pressão dos seios da loira compra o seu peitoral. ― Diga que nesse momento você não é completamente meu? Assuma Stefan, eu sou sua mulher, sempre vou ser. Confessa que você não me esqueceu assim como eu não te esqueci. ― Rebekah segurou sua nuca com uma mão e a apertou, puxando o rosto dela para mais perto do dele. Ela fechou os olhos e encostou sua testa na dele. ― Você não quer? Responda! ― Ela deu um sorriso maldoso para ele quando sentiu que ele envolveu suas mãos em torno do pequeno corpo dela, a simples camisola era só um pequeno obstáculo mas Stefan a apertava com tanta força que ele mal conseguia senti-la, apenas sentir o corpo de Rebekah. Então ela sentiu o volume sobre a calça jeans dele. ― Você tenta dizer que não e seu corpo prova o contrario, viu? É isso o que eu faço com você.
Sem abrir os olhos ela tocou os lábios dele com os seus, o beijando. O beijo se iniciou calmo e lento, mas não demorou para que uma das mãos de Stefan estivesse entre os cabelos dela segurando sua cabeça, enquanto com a outra ele havia levantado a sua pequena camisola e apertava a sua bunda. O beijo havia tomado um ritmo louco, quase desesperado para que as línguas dos dois se tocassem, na verdade, o beijo estava mais do que apaixonado. Quando os dois se afastaram para respirar e abriram os olhos novamente, Rebekah ficou na ponta dos pés e beijou o maxilar de Stefan, seguido por uma mordidinha de leve que ela deu ali. Rebekah descansou sua boca sobre o pescoço dele.
― Viu, você ainda me toca da mesma maneira. ― Ela disse tirando a mão dele da sua bunda e deixando sua camisola cair novamente, voltando para o seu devido lugar.
Ela sorriu para ele, ainda segurando a mão dele que estava em sua bunda então ela a levou até o seu rosto e colocou a ponta do dedo indicador dele sobre seus lábios, então o sugou chupando a ponta do dedo ela. Assim que o tirou da boca ela deu um sorriso safado para ele. Rebekah se soltou dos seus braços e saiu dali, o deixando sozinho e paralisado com o que havia acabado de acontecer.
Stefan esfregou o rosto se perguntando se aquilo havia sido um sonho. Então ele tirou seu celular do bolso da frente da sua calça e rediscou uma das últimas chamadas.
― Baby Bro! ― Damon atendeu o telefone bem humorado. ― Decidiu mudar de ideia e ficar mais alguns dias?
― Sim, isso também. Escuta, eu preciso falar com você sério. É sobre Rebekah. ― Ele falou.
― Claro, vocês já fizeram as pazes?
― Mais ou menos, preciso de um conselho seu como meu irmão agora sobre ela.
― Cara, se você quer um conselho sobre mulheres compre meu livro, não me ligue. ― Disse Damon irônico. ― Se bem que Rebekah não é a mais normal das mulheres. O que você precisa?
― Olha, você estava certo, ok? Todo esse tempo eu estivesse completamente apaixonado por ela e não conseguia lidar com o fato de que ela havia me deixado. Mas... tem tanta tensão sexual. ― Disse Stefan se lembrando da cena que havia acabo de acontecer, das mãos de Rebekah no corpo dele.
― Tensão sexual? Uh. ― Damon disse rindo. ― Stefan, entre no jogo dela. Faça ela se lembrar de como era... faça ela fazer coisas que vocês faziam quando estavam no colegial. Faça ela se lembrar tudo que você passaram. Beijos, dias juntos, brigas, tudo... ela não te esqueceu e fazer ela viver isso de novo vai te mandar direto para o coração dela. Porque a intenção dela desde o começo em te trazer aqui era isso, dê isso a ela.
― Ok, memórias. Vou fazer isso... ― Ele disse confiante e desligou o telefone.
1 Semana Depois
Uma semana havia se passado desde aquela manhã, uma semana maravilhosa na qual eu passei mais tempo na cama com Damon do que em qualquer outro lugar. Jeremy justificou meu sumiço com que eu estava em casa desenhando os vestidos das garotas e que queria ficar sozinha para fazer os melhores vestidos, assim não recebi nenhuma visita inesperada como as garotas costumavam fazer.
Essa semana havia sido corrida para todos nós. Damon havia me dito que Rebekah e Stefan estavam fazendo as pazes... na cama, bom para eles. Caroline e Klaus estavam resolvendo as últimas coisas para o casamento. Elijah estava em Londres com seus pais aproveitando para vê-los e resolver algumas coisas de trabalho. Ele voltava hoje a noite já que amanhã os rapazes iriam viajar para uma cidade vizinha, iriam passar três dias lá em um clube de campo. Bebendo, jogando e falando sobre coisas inúteis, mais ou menos como uma viagem de despedida de solteiro. Enquanto isso eu e as garotas ficaríamos na cidade aproveitando os últimos dias de Caroline.
Nesse exato momento eu estava sentada na cama de Damon, vestindo apenas uma camiseta dele e calcinha enquanto ele estava de pé na minha frente arrumando a mala.
― E vai ter garotas lá? ― Perguntei para Damon o olhando por trás do caderno que eu estava segurando.
Eu já tinha o vestido de Bonnie e Rebekah prontos, assim como o meu também, só não tinha o de Caroline ainda.
Damon me olhou com um sorriso debochado se divertindo com a minha pergunta.
― Qual é a graça? ― Perguntei séria.
― É que você fica ainda mais linda com ciúmes. ― Ele brincou.
― Eu não estou com ciúmes! ― Falei incrédula.
Eu não estava com ciúmes, pelo menos eu acho que não e mesmo se eu estivesse não iria admitir nunca. Só queria saber se haveriam mulheres lá afinal os namorados das minhas melhores amigas estariam lá e Klaus era praticamente um homem casado ele não poderia ir a esse tipo de festa.
― Ah não! Não está! ― Ele falou irônico.
― Não estou mesmo! ― Mostrei a língua para ele. ― E não me irrite hoje. ― Falei séria arrancando mais uma folha do caderno. ― Deus, eu não consigo fazer esse maldito vestido.
Eu estava muito estressada nos últimos três dias pois não conseguia desenhar o vestido de Caroline, até Damon já havia percebido isso. Mas ele sabia lidar muito bem com a situação já que ele mantinha tudo sob controle e me acalmava. Ele estava me enchendo de agrados todos os dias. Flores, chocolates, doces e até perfumes. Ele ia me deixar mal acostumada.
― Olha, já que nós vamos ficar longe por pelo menos três dias eu preparei algo para nós essa noite. ― Ele disse se sentando do meu lado na cama e tirando o caderno das minhas mãos. ― Tenho ingressos para o jogo do Lakers de hoje, eu li no google que você é fã deles. ― Damon riu. ― Nós vemos o jogo e depois jantamos, o que você me diz?
Ele tocou o meu rosto com uma mão e me beijou rapidamente.
― É um encontro? ― Perguntei sorrindo.
― É definitivamente um encontro. ― Ele riu.
― Tudo bem, mas pare de me stalkear na internet. ― Falei e lhe dei um tapinha no braço.
― Estou te seguindo no twitter e no instagram também. ― Ele falou me fazendo rir.
― Vou tomar um banho e me encontrar com as garotas daqui a pouco. ― Segurei seu rosto com as duas mãos e lhe dei um selinho rápido antes de me levantar da cama.
― Me segue de volta. ― Ele disse rindo me olhando ir em direção ao seu banheiro.
Tomei um banho demorado, sequei meu cabelo e me troquei ali já que eu tinha algumas roupas que tinha levado ali caso precisasse. Como era verão vesti uma regatinha preta, uma saia alta e comprida, toda florida em preto amarelo e branco e no pé coloquei uma rasteirinha gladiadora em branco e preto, cano baixo. Coloquei alguns acessórios para completar. Damon me viu vestida e riu baixinho.
― O que foi? ― Perguntei olhando para ele.
― Muita roupa. ― Ele brincou.
― Engraçadinho. Eu estou indo encontrar as garotas, para ver o local do casamento. ― Falei me aproximando dele. ― Não faça nenhuma gracinha no almoço de hoje! ― Todos nós iríamos almoçar juntos hoje.
Apertei seus ombros e o beijei enquanto ele sorria para mim. Assim que terminei de me arrumar eu sai, não queria chegar atrasada. Por sorte meu carro estava no prédio de Damon e eu fui direto para o local. A cerimonia do casamento seria em um local aberto, já a festa seria em um local fechado mas ambos no mesmo lugar. Assim que dei a primeira olhada no local eu já gostei, era lindo, perfeito! Caroline havia escolhido muito bem! A mansão onde seria a festa tinha aquele estilo antigo de castelo colonial e o jardim de fora era enorme e lindo. De longe eu vi as garotas paradas no meio do enorme jardim.
Assim que as garotas me viram elas acenaram para mim me chamando, eu caminhei até elas.
― Care, é perfeito! ― Falei assim que cheguei ao lado delas. ― O lugar é maravilhoso.
Caroline me olhou e deu aquele sorriso satisfeito. Eu estava tão feliz por ela, eu sabia o quão importante era esse casamento para ela. Eu a abracei pela cintura e a olhei com um sorriso.
― Vai estar tudo perfeito no dia, você vai ver. ― Pisquei para ela.
Nós iríamos almoçar ali mesmo hoje, numa mesa ao ar livre. Caroline que havia decidido. Ficamos ali até a hora que o rapazes chegassem para eles verem o local e depois irmos almoçar. Eu estava em um coreto sozinha apenas olhando a paisagem. O lugar era tão bonito e tranquilo. O coreto era feito de madeira e haviam várias flores que cresciam em torno dele.
Eu estava tão distraída com as flores e a paisagem que mal senti a presença atrás de mim, apenas me dei conta quando vi a rosa vermelha bem na minha frente. Me virei e então vi Damon sorrindo e segurando uma única rosa vermelha. Ele vestia uma camiseta azul marinho, jeans escuros e botas. Eu havia notado que ele havia cortado o cabelo, pouca coisa apenas um pouco mais curto já que ele estava parecendo um leãozinho. Ele sorriu me fazendo sorrir, quando eu peguei a rosa.
― Vem cá... ― Ele disse dengoso me puxando pela cintura e colando meu corpo no dele, então me beijou com um sorriso.
Eu deveria estar preocupada com alguém nos ver ou coisa assim, mas eu não estava nem ai. Quando ele me soltou eu olhei em volta para ver se tinha alguém, mas só haviam nós dois ali.
― Pare de estragar o momento! ― Disse ele.
― Não estou estragando, só estou garantindo que ninguém viu. ― Ele sorriu.
― Que ninguém viu o que? Isso? ― Ele me roubou um beijo rápido. ― Ou isso? ― Então roubou outro. ― Peraí, foi isso então? ― Ele não parava de me beijar, me fazendo rir.
― Damon, para! ― Falei rindo e o empurrando.
― Tudo bem, tudo bem! ― Ele disse rindo de mim e parando com os beijos. Ele não se afastou, só parou com aquele sorriso lindo me olhando, então colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. ― Eu vou... vou para lá. Só passei para te dar um beijinho. ― Falou ele se afastando. ― Estou te esperando. ― Piscou para mim e saiu dali.
Esperei pelo menos cinco minutos depois que Damon saiu, então fui até lá. Assim que cheguei no jardim vi que Klaus, Kol e Jeremy já estavam lá também. Jeremy veio até mim me cumprimentar.
― Bom, vamos comer! ― Disse Kol indo em direção a mesa, mas parou quando ouviu.
― Sem a mamãe?
Todos olhamos na direção do som da voz animada e empolgada e as vimos. Ela estava parada ali, toda elegante como sempre sem um fio de cabelo fora do lugar. Um sorriso de orelha a orelha olhando na direção dos filhos. Atrás dela vinha o filho Elijah e o marido Mikael. Ambos vestindo terno e observando a reação de Esther sem aprovar.
― Venham dar um beijo na sua mãe! ― Disse ela chamando os filhos.
Eu olhei para o rosto de Caroline e ela estava em ponto de surtar.
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