Problems everywhere
3 "Um Juramento a manter como alento final"
Notas iniciais
Jake' s P.O.V
–M-meu nome é Emily Carten.
“Ela era linda e... Não! Não posso pensar nisso, ela... ela está ferida, preciso ajuda-la!” Ela estava me olhando com um olhar curioso...
–Você tinha perguntando onde estamos, não? Bom, estamos perto do Central Park, mais precisamente, na 5th Avenue, em um prédio em construção, mas as obras estão paradas. Foi o lugar mais seguro que achei. – Respondi.
–Seguro? Tipo, tem mais deles? – Ela perguntou.
–Infelizmente.
Ela sentou-se, e a primeira coisa que fez, foi tentar olhar para o ferimento na perna esquerda, mas eu havia coberto com um pano, agora já manchado de sangue. Ela levou a mão ao pano e eu segurei sua mão no ar.
–Me deixe ver quão grave foi. – ela disse.
Soltei sua mão e ela desamarrou o pano... Nada. Os cortes profundos pelas garras do monstro haviam sumido.
–Foi o néctar... — murmurei.
–O quê é isso?
Eu a encarei. Ela não sabe? Será que ela não sabe nada sobre... O mundo... Que os mortais não veem? Devo contar?
–Por que o John me chamou de... “Semideusa”? – Disse ela interrompendo meus pensamentos.
Ela não sabe mesmo! Conto ou não? Conto ou não?... Conto!
– Quantas vezes você já viu coisas estranhas que ninguém viu? – Perguntei.
–Muitas, por quê?
–Acho que preciso contar algumas coisas...
Contei sobre tudo a ela. Os deuses, os monstros... Contei até sobre um acampamento que eu ouvi falar certa vez... Ela ouviu tudo com muita atenção. Mas não falou nada.
–É muita coisa para entender... – ela disse em baixo tom de voz.
Ela parecia não acreditar em mim. Deitou-se novamente.
–Estou cansada, vou descansar um pouco.
Ela fechou os olhos. Eu não conseguia desviar meu olhar dela, ela era tão linda. Seus cabelos, seus olhos, sua voz, tudo nela era tão lindo. Tentei parar de pensar nisso, tinha que me concentrar em levá-la para o acampamento, onde, até onde sabia, era o lugar mais seguro para semideuses.
Repentinamente, meus pensamentos foram interrompidos quando eu ouvi um grito. Ela sentou-se rapidamente suada e chorando. Seus olhos expressavam tristeza e medo.
–Está tudo bem, foi só um pesadelo. – tentei acalmá-la.
Ela estava chorando muito. Chegou mais perto de mim me abraçou. Fiquei sem reação por um segundo, não esperava que ela fizesse isso, afinal, nem nos conhecemos direito, mas a envolvi com meus braços, e logo que fiz isso, percebi que ela parou de tremer. Acho que se sentiu mais segura. Aos poucos, ela parou de soluçar e adormeceu em meus braços. A partir desse momento, ao ter visto ela nessas condições de dependência, e insegurança, prometi a mim mesmo, que nunca iria deixa-la... NUNCA!
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