Problems.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Boa leitura.
- Sabe qual o maior erro desses filmes de terror? – Perguntou a menina dos cabelos dourados enquanto pegava mais um pouco de pipoca. Ela se ajeitou no sofá tentando ficar o mais confortável possível, cinema era algo que ela amava e ver aquele filme a estava deixando com náuseas.
- Baixo orçamento? Péssimas atuações? Enredos péssimos e finais duvidosos? – Perguntou o garoto que estava sentando no outro sofá, ele não estava concentrado, na verdade ele estava fazendo tudo menos prestando atenção no filme.
- As protagonistas têm muito peito e pouca bunda? — Perguntou o garoto loiro que acabara de sair do banheiro, ele pegou um cigarro da calça enquanto tropeçava em diversos brinquedinhos para crianças.
- Não meus amigos, falta o medo. – A garota fala enquanto se levanta do sofá e vai para frente da televisão. – Filmes de hoje não sabem trazer o real medo, puxar pernas e gritos histéricos é coisa do século passado, precisamos encontrar o medo, o verdadeiro medo que vivemos todo o dia, é disso que precisamos.
- Uau. – Exclamou o loiro.
- Caroline isso foi ótimo, serio mesmo, o discurso do Barack Obama ficaria no chinelo se ele ouvisse isso. – Disse o outro.
- Obrigada meninos, então Josh eu boto no caderno? – Ela pergunta enquanto vai em direção a bolsa.
- Sim, vai ficar ótimo. – Responde Josh.
Josh é alto e moreno, seu cabelo é liso e seus olhos são de um azul claro parecido com o próprio azul do céu, ele estava com seu pijama mais infantil, mas ele não se importava, Caroline e Alex são seus melhores amigos desde sempre e com eles ele não tinha vergonha de nada. Mesmo com 16 anos para os amigos Josh é uma criança crescida, mas uma criança responsável.
Alex que é loiro e um pouco mais alto que Josh se espreguiçou enquanto os dois viam Caroline escrevendo feliz em seu caderno. Caroline criou aquele caderno no dia em que decidiu que faria cinema, ela escreveu em sua primeira pagina o porquê dele existir
“Querido caderno você e tudo que estiver escrito aqui me ajudarão a mudar o mundo do cinema, com você serie aquilo que o cinema sempre sonhou ter: A evolução!”
- Bem, eu preciso voltar para casa, minha mãe quer que eu pague de babá novamente. – Alex diz enquanto levanta e leva os baldes de pipoca novamente para bagunçada cozinha. – Dotte esta tão chata, ela só chora e grita.
- Parece até você no primário. – Fala Caroline enquanto guarda o sagrado caderno dentro da bolsa.
- Pelo visto a pequena Dotte puxou ao irmão. – Josh e Caroline caiem na risada, os dois riem enquanto um murmurado Alex volta da cozinha. – Não fique assim, fique feliz, vai precisar para cuidar da sua irmã.
- Vamos logo? – Ele pergunta para a garota enquanto vai em direção a porta.
- “Vamos?” Você vai com ele Caroline? Desde quando vocês vão juntos para casa? – O moreno pergunta. Ele cruza os braços.
- Eh... Que? – Alex solta.
- Não podemos ir juntos? Qual o problema somos amigos, não esta rolando nada, não se pode nem ter mais amizades nesse mundo. – Caroline fala em um só sopro, tão rápido que Josh quase não conseguiu acompanhar.
- Wow, wow, calma, eu só perguntei. – Josh diz enquanto solta risadas. – Vão logo para casa, safadinhos. – Ele fala e tem que ir empurrando os amigos para fora da casa, pois eles queriam provar que não tem nada um com outro. Josh fecha a porta na cara dos dois e volta para o sofá.
A casa de Josh Foyer era pequena, sua televisão era pequena, o sofá talvez só não fosse à única coisa grande naquele lugar porque as camas ainda estavam lá. A geladeira na maioria das vezes esta vazia, muitas roupas jogadas em um só lugar. As luzes sempre estavam desligadas, era um jeito de economizar. Naquela casa a palavra economizar esta sempre nas conversas.
Josh decidiu arrumar as coisas antes de sua irmã chegar, era uma forma dele não deixar tudo encima das costas dela, Sandy sua irmã era que cuidava da casa, ele sabia de todos os horários, dava basicamente a vida dela para cuidar dos irmãos. Josh também ajuda, ele faz alguns bicos pela cidade, mas nunca duram mais que um mês, com a grana que ele consegue juntar eles podem pagar algumas contas e comprar comida.
- Que isso? – Josh pergunta após ouvir um barulho estranho vindo da cozinha, péssima hora para um barulho estranho. Todas as imagens do filme visto viam na sua cabeça, agora parecia mais assustador do que na hora do filme. – Não seja um ladrão desconhecido, não seja ladrão desconhecido...
Ele se esgueirou até a cozinha, mas antes pegou a luva de boxe antiga do seu irmão. Com certa dificuldade chegou perto do interruptor e acendeu a luz.
- Puta merda, mas que droga Rick! – Grita Josh quando encontra o irmão Rick na cozinha. – Porque você esta no escuro, você não é o Batman.
- Ah, oi para você também... Você iria me bater com essa luva de boxe? Você não assusta nem as crianças do primário.
- É eu não assusto, mas com essa cara você assusta a eles e também me assusta, então enquanto não temos dinheiro para uma plástica tem como você me contar o porquê de você estar no escuro... – Josh olha para o irmão e vê na mão do garoto uma grande sacola preta. – Sacola preta?
- Estava aqui lamentando, fui demitido do Mcdonalds. – Rick fala enquanto pega a grande sacola preta e coloca na pia. Josh se aproxima.
- Por favor, me diz que isso ai dentro da sacola não é seu chefe. – Josh fala assustado.
- Poderia ser, mas é outra coisa. – Rick fala acalmando seu irmão. – Isso é uma prova do famoso lema da nossa família: “Não se deve ferrar com um Foyer”.
Rick abre a sacola e joga o conteúdo todo encima da pia.
- Hambúrgueres! E batatas-frita! – Josh grita de felicidade ao ver uma diversidade de lanches do Mcdonalds, desde hambúrgueres até nuggtes. – Acho que dá para sobreviver um mês com a quantidade de lanches que você trouxe, mas como você conseguiu sair de la com isso tudo?
Rick abre os armários e volta com um monte de potes para colocar os lanches. — Bem, eu coloquei a culpa em Jasmine. – Ele fala calmamente enquanto pega as batatas que são tantas que começam a cair no chão. – Jasmine é a chata do trabalho. Depois que fui demitido falei que ela tinha roubado e eles foram procurar ela e eu fugi com os lanches. — Os dois começaram a rir com a historia do irmão, roubar não era algo totalmente proibido, desde que fosse uma coisa pequena estava tudo bem.
A campainha tocou e Rick foi correndo para atender.
- Rick! O que realmente aconteceu com a Jasmine? – Josh perguntou enquanto começava a organizar os hambúrgueres.
- Eu a tranquei no armário de limpeza! – Gritou o mais velho,Rick soltou um sorriso ao abrir porta e dar de cara com sua professora de Historia que estava segurando seu irmão bebê, Lucas.
- Olá, Rick. – Disse à professora que estava um pouco vermelha.
- Eh... É... Oi professora. – Falou Rick. Desde o primeiro ano que Rick é louco pela professora, ele é tão abismado nela que fica até sem voz quando os dois se encontram.
- Que isso, pode me chamar de Lana, mas isso só fora da escola. – Ela soltou um risinho e ele acompanhou, ele estava tão vidrado no decote da professora que o riso foi meio que direcionado para os peitos da moça. – Rick?
Lana Ridle já deu aula para quase todos os Foyer. Lana era a ruiva mais bonita que Rick já tinha visto em toda sua vida, seus cabelos eram longos, belos olhos e lábios carnudos que deixavam Rick totalmente pirado.
- Sim?
- É, ok. Eu estava voltando da casa da minha mãe e encontrei o pequeno Lucas andando sozinho na rua, já esta tarde, estranhei, você são sempre tão cuidadosos com ele...
- Olá, senhora Ridle, quer um hambúrguer? – Perguntou Josh que passou correndo pela sala com diversos hambúrgueres, levando todos para o segundo andar, aonde havia outra geladeira. Ele deixou Rick vermelho, ele queria matar o irmão. -
Não... Obrigada. – Ela disse olhando estranhamente para o garoto.
- Ok! – Ele gritou lá do segundo andar. – Sobre aquela prova de Biologia, tenho uma coisa para ter perguntar!
- Josh, ela não pode te ajudar! Ela esta fora da escola, cala a boca e some com esses hambúrgueres! – Rick gritou.
- Eu pensava que era só a Sandy ficava de TPM aqui nessa casa! – O moreno gritou, e Rick só não subiu para matar o irmão porque a professora de seus sonhos estava o olhando.
- Desculpa por isso, professora. – Rick falou envergonhado voltando para a porta. – Voltando a falar sobre o Lucas...
- Ah, sim... – Ela pegou o menino e entregou para o irmão. Lucas riu. – Ele estava perto daquele bar, você sabe...
- Então foi ele que pegou o Lucas. – Ela acenou que sim com a cabeça.
- Sinto muito. – Ela diz.
- Não sinta... Acontece nas melhores famílias. – O garoto fala. — Então, obrigado e... – Ele não sabia o que fazer se apertava a mão da professora, se a beijava, se abraçava. – Tchau. – Então ele decidiu fechar a porta na cara dela.
No outro lado da porta, a professora falou um tchau e foi em direção ao seu carro. R
ick botou o irmão no berço da sala e pegou alguns brinquedos para ele, viu se o garoto estava com febre ou algum tipo de dor, mas ele estava bem, não sentia nada, era forte como um Foyer deve ser.
Amanhã Rick teria que procurar ele mesmo o pai, ele sabia que ninguém o levaria ele novamente para casa, provavelmente deve estar caído no chão ou dormindo com os cães.
Tinha pena do irmão mais novo, ele seria um objeto para o pai usar na sua brincadeira de se fingir de mendigo. Ele se finge para conseguir dinheiro para comprar bebidas em qualquer bar da cidade.
- Não se preocupe amigão, não deixarei ele fazer isso com você, sou seu irmão mais velho pode contar comigo para tudo. – Rick fala olhando para o pequeno irmão brincando com o tapete da casa.
Algumas ruas dali, Alex e Caroline estavam tensos, desde que tinha saído da casa dos Foyer não tinham falado um com outro, olhavam para o um lado para o outro, a rua estava mais muda que os dois, nenhum carro passava, o único barulho era da respiração e do passos dos dois.
- Então, a rua esta quieta, não? – Perguntou o garoto.
- Sim, ninguém além de nós dois. – Ela respondeu.
- Parece que não vai passar nenhum carro...
- Você vai me beijar ou não? – Ela perguntou e os dois pararam, uma troca de olhares e pronto, os dois estavam se beijando loucamente no meio da rua.
Um beijo rápido, com pressa, mas bom para os dois. Os corpos cada vez mais juntos, como se precisassem de mais contato. Os dois estavam loucos, queriam mais e mais.
Essa coisa da amizade colorida dos dois começou há alguns meses e a cada dia fica mais difícil de esconder, toda hora em que não há ninguém por perto ele provoca ela ou ela provoca ele, no final do dias eles estavam se beijando em algum lugar. Eles escolheram optar pela amizade colorida, pois os dois tinham acabado de sair de relações difíceis e ter outra relação era quase impossível, como os dois morriam de desejo um pelo o outro decidiram viver uma amizade colorida.
- Você não vai me levar para um arbusto, isso é coisa de puta. – Caroline fala enquanto os dois tentam caminhar juntos para longe da calçada. A calçada é rodeada por algumas arvores.
- O que, a rainha do terror nunca pensou em ficar numa floresta? – Ele perguntou tentando recomeçar o beijo e tentar reviver o clima.
- Isso não é uma floresta... – Ela tenta falar e parar Alex, mas ele tem uma pegada que para ela é quase impossível de resistir. – Isso é no maximo um matagal.
Os dois pararam de brigar e se beijar quando ouviram o som de um caminhão passando pela rua. Os dois olharam para a rua. O caminhão era de mudança passou e rapidamente, seguido por um carro e uma moto.
- Novos vizinhos! – Exclamou Caroline com felicidade.
- Ta, mas isso é importante? – Alex perguntou.
- Claro, queridinho. – Ela falou saindo das arvores junto com Alex. – Vizinhos novos é a mesma coisa que fofocas e confusões novas, desse jeito parece até que não vive no mesmo mundo que eu.
- Ah... – O garoto fez uma cara de confuso. – Ok, podemos voltar a fazer aquilo que estávamos fazendo?
- Claro que não. – A garota fala com um sorriso. – Ta na hora da espionagem!
A garota dos cabelos loiros segurou na mão de Alex e juntos saíram correndo para a casa dos Foyer.
- Como você sabia que eles iam se mudar para casa do lado do Josh? – Alex sussurrou. Caroline e Alex estavam tentando chegar sem ser percebidos na casa de Josh, a única coisa que eles viram na casa do lado da de Josh era o pessoal da mudança descendo com os moveis.
- Larga de ser burro, é a única casa em venda do bairro. – Ela disse enquanto passavam rapidamente pela rua. – Meu deus aquele sofá aprece ser bordado a ouro, eles são ricos, vizinhos ricos!
- Eles são vizinhos do Josh, não seus. – Alex falou. — Posso sim dizer que eles são meus vizinhos, eu basicamente moro aqui. – Caroline fala, ela estava ansiosa para descobrir tudo sobre os novos vizinhos. Ela tocou a campainha e ouviu os gritos de Josh mandando Rick abrir a porta. Rick abriu a porta tão rápido que Caroline e Alex ficaram assustados.
- Professora, deve estar... – Ele parou de falar quando percebeu que não era a professora. — Vocês não são a professora. – Ele disse e logo depois fechou a porta na cara dos garotos.
- Ok, isso foi estranho. – Soltou Caroline.
Rick voltou para a sala e sentou no sofá voltando a brincar com o pequeno Lucas.
- Quem era? – Josh perguntou enquanto descia, ele já tinha levado tantos lanches para o segundo andar que já estava ficando com o cheiro deles.
- Seus amigos. – Soltou Rick normalmente.
- O que?! E você os deixou la fora? – Josh perguntou indignado.
- Eles são seus amigos, não meus amigos. – Rick falou. Josh foi em direção a porta não se importando com o que irmão disse e a abriu para os amigos entrarem.
Caroline subiu tão rápida as escadas que quase levou o tapete da sala com ela.
- O que foi isso? O The Flash com um aplique loiro? – Josh perguntou para um Alex entediado.
- Novos vizinhos, novas fofocas, hora da espionagem, e só isso que eu sei. – Alex disse enquanto subia as escadas junto com Josh.
- Fofoqueira essa menina. – Josh riu. – Espera você não tinha que ser babá da sua irmã essa noite?
- Planos cancelados. – Alex respondeu rapidamente. – Minha mãe caiu da escada e meu pai ficou cuidando dela e do bebe. – Alex inventou a mentira rapidamente.
- Nossa! Quanta desgraça. – Josh fala. Os dois chegam ao quarto de Josh. Rick e Lucas também dormem nesse quarto, por isso que ele é bem bagunçado. Caroline estava com os binóculos grudados na janela que dava em direção para a casa do lado.
- Gente nossos vizinhos são muito ricos. – Falou Caroline sem tirar os olhos do binóculo.
- Meus vizinhos. – Corrigiu Josh. — Mas pode ficar com eles para você, odeio gente metida e mauricinhos, odeio mauricinhos.
- Então você vai odiar o filho deles . – Caroline falou. Para Alex o papo dos dois estava tão chato que ele decidiu sair do quarto. – Mas tem uma coisa, ele é um gato.
- Ricos são bonitos naturalmente, qual o problema? – Josh perguntou chegando mais perto da janela, dava para ver alguém indo para piscina. — Mas esse é um gato nível Deus Grego. – Ela falou e o garoto pulou para cima dela pegando os binóculos e colocando-os nos olhos.
Ele olhou melhor a pessoa que estava indo para piscina e pela primeira vez viu o gato nível Deus Grego. Josh ficou encantado com aquele menino, pelo que dava para ver o corpo dele era perfeito, totalmente esculpido pelos anjos e ele gostava de nadar a noite. Com essas mínimas informações Josh já o definiu como o garoto perfeito.
- Deus, obrigado pelo meu vizinho. – Josh soltou.
- Realmente, com esse gato ai do lado você tem que agradecer e muito. – Falou Caroline.
Os dois ficariam admirando o vizinho por mais alguns minutos se Rick não tivesse gritado por Josh.
- Ei, ei o que aconteceu Rick? – Josh perguntou chegando perto do irmão que estava em choque. – O que aconteceu?
- Sandy foi presa. – Rick falou.
Notas finais
Até o próximo.
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