Prison of Love
12 Royals - Lorde
Notas iniciais
POV Jason
Afastei-me um pouco de Thalia para poder olhá-la melhor.
Seu cabelo preto estava curto, a última vez que o vi era comprido. Tinha uma mecha azul.
Ela crescera bastante, mas era ainda uns cinco centímetros mais baixa que eu.
Usava uma blusa preta (o que não era novidade, já que desde pequena ela já tinha uma tendência “punk”) e uma calça jeans. Tênis pretos.
Depois de tanto tempo, pude perceber que, apesar de seu estilo e cabelo, ela não mudara quase nada. Continuava com quase as mesmas feições de antigamente. Se eu estivesse andando na rua e esbarrasse com ela, não tenho nenhuma dúvida que a reconheceria de imediato.
– Você mudou tanto – observa ela. Solto um dos meus braços e sua cintura e ela parece que vai cair, mas consegue se firmar, usando meu braço direito, este que permanece apoiado em sua cintura. Ela suspira, se recompondo.
Ela se solta do meu braço depois de testar as pernas e ter absoluta certeza que consegue ficar em pé sem cair. Depois, agarra meu pulso e saí andando, arrastando-me consigo.
Olho para trás e vejo que os agentes do FBI estão indo embora.
Porém, também observo que a morena ficou. Piper o nome dela.
O que será que ela vai fazer?
Ela me olha, e eu sustento seu olhar.
Seus olhos agora possuem uma coloração violeta azulada. Um cor linda, devo dizer.
Não consigo identificar seu olhar. Ela na verdade, parece estar escondendo suas emoções.
A última coisa que vejo é Reyna descendo do carro e sendo entregue a Piper. Depois, Piper lança a mim pequeno sorriso.
Thalia me puxa com força. Entramos em um emaranhado de árvores.
Ela me olha, e infelizmente consigo decifrar seu olhar. Sim, eu disse infelizmente, por que seu olhar estava feroz.
Depois de uns dez segundos, seu olhar mudou para amável, aliviado e como quem diz que estava com saudades.
Ela então, sem aviso prévio se jogou em cima de mim, passando seus braços ao redor do meu pescoço e suas pernas na minha barriga.
Só não caí por causa da árvore que estava atrás de mim. Senti que ela estava chorando um pouco, e abracei ela mais forte.
Depois de uns dois minutos, ela se solta de mime o olhar feroz e irritado retorna.
Ok, agora eu me lembro de como ela é bipolar.
Depois, só sinto o impacto da mão dela na minha bochecha.
– AI! Por que fez isso sua louca? – pergunto indignado. Qual é, estou num reencontro emocionante com a minha irmã mais velha que eu não vejo á o que? Dez anos? Bem, por a[i, ei ela vai e me acerta um tapa. Um tapa forte, e a Lia já é forte por natureza. Pode isso, produção?
– Seu idiota! Retardado! Estúpido! – diz ela. Nota: a cada insulto, ela bate no meu peito – O que você fez? Ah, você merecia uma bela duma surra – me encolho, começando a ficar no modo defensivo – Mas eu não vou fazer isso por que senti sua falta, seu babaca. Nunca mais faça o que você fez aquele dia, entendido? – sei que o “aquele dia” dela é quando fomos separados naquele beco. Assinto lentamente, pois não posso prometer nada. Se algum dia chegar a acontecer de novo o que aconteceu aquele dia, eu faria tudo de novo.
Ela suspira.
– Vem, vamos voltar para lá.
Chegando de volta ao o que eu presumo ser o pátio, a confusão já tinha passado. Todos agora agiam normalmente. Contavam piadas (muito ruins por sinal) e conversaram. Alguns não faziam nada.
Thalia me puxou até um grupinho e me apresentou á seus amigos.
– Gente – todos pararam de conversar e olharam minha irmã – Esse é meu irmão mais novo, Jason.
– Oi Jason – disseram eles em conjunto.
– Bem, Jason, esses são Nico Di Ângelo – e apontou para um menino pálido com cabelos e olhos negros – Luke Castellan – apontou para um menino loiro com olhos azuis claros que tinha uma cicatriz, hum, intimidadora que atravessava o lado direito de seu rosto, desde a linha da sobrancelha até o queixo – Luiza Connor, mas pode chama-la de Liz – apontou para uma morena que tinha cabelos castanhos claros e olhos um tom de dourado fascinante – Charles Beckendorf, chamamos ele de Beckendorf. Ninguém chama ele de Charles a não ser a Silena – aponta para um garoto moreno, com cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor – E por fim, a nossa querida Silena Beuregard! – diz minha irmã, apontando para a única menina que não tinha sido apresentada. Ela tinha a pele branquinha e cabelos... pretos? Na verdade, seu cabelo se assemelhava mais a um castanho escuro quase loiro e tinha olhoz azuis esverdaeados.
– Oi – digo, meio sem jeito.
– Ainda falta apresentar dois. Percy Jackson e Annabeth Chase.
– Perai – pergunto, espantado – Vocês estão falando do Percy Jackson traficante de drogas e Annabeth Chase assassina de aluguel?
– Tem outros? – retruca minha irmã, sarcástica.
Reviro os olhos.
Depois das apresentação, cada qual vai para o seu quarto. Não tenho nada para fazer, então fico andando por aí até o horário da janta.
Sigo para o refeitório e sento-me na mesa em que Thalia está. Logo, todos que já me foram apresentados sentam-se junto conosco.
Faz-se um silêncio no refeitório e olhamos em direção a porta. Lá está Annabeth Chase.
Cabelos loiros encaracolados um pouco compridos, para ser mais especifico, vão até sua cintura. Parece, hum, abatida? Seus olhos cinzas estão com uma coloração azul e em roda estão vermelhos, indicando que ela havia fumado maconha, ou chorado.
Acho mais provável a segunda opção.
Ela andou lentamente até nós e se sentou ao lado da Thalia.
– Preciso falar com você – decretou a loira – Sua voz arrastada, como se ela estivesse se obrigando a falar – Urgentemente. Depois do jantar.
Dito isso, ela levanta e pega um prato. Serve um pouco de comida e sai do refeitório a passos largos.
– Meu Deus! Para ela estar assim, a coisa tá feia – reclama minha irmã, mas consigo perceber que ela está preocupada – Bom Jason, você terá outra oportunidade de conhecer melhor Annabeth.
Acabo meu jantar e resolvo andar por aí. Vocês não imaginam o susto que eu levei ao dar de cara com uma certa morena andando pelos corredores.
– O que você está fazendo aqui? – pergunto. Piper se mexe, desconfortável e troca o peso de uma perna para outra antes de me responder.
– Fui escalada para controlar as coisas por aqui. Sou tecnicamente quem vai monitorar vocês de agora em diante.
Pego seu braço e arrasto ela para uma sala. Depois de certificar-me de que a sala está fazia, beijo ela.
Por um momento, ela fica paralisada. Depois, lentamente corresponde. Envolve seus braços em meu pescoço enquanto eu aperto sua cintura fina.
Nos soltamos quando ouvimos um barulho. Percebo que ela está atordoada.
Vou até a porta e me viro. Ela esta encostada na mesa, toca os lábios com a mão esquerda e sorri.
– Acho que vai ser melhor que eu esperava ficar em um reformatório.
Saio porta afora, procurando alguém que possa me informar onde e com quem vou dividir o quarto.
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